Je t'aime, Jacob.
9 Capítulo 9: Até que a morte nos separe.
Notas iniciais
A ultima uma semana e meia passou depressa, quando vi já era quinta-feira da semana do casamento. Eu evitava ao máximo falar com o Jake que continuava me enchendo a paciência para que eu o perdoasse. Eu não conseguia o perdoar, não ainda. Eu queria muito voltar a ser a Melissa do Jacob, mas a mágoa ainda reinava dentro de mim.
— Se você continuar enrolando, vai perder ele. — Lizzie disse.
— Quê? — Respondi voltando meu olhar para ela.
— Ele ta sofrendo de verdade Melissa. Ontem ele ficou chorando lá em casa já que você não foi ver filme comigo e com o Louis.
— Não fui porque sabia que ele iria.
— Deixa de ser boba amiga... Vai pelo menos conversar com ele.
— Vou pensar. To toda enrolada com esse negócio do baile. Falta só mais um mês para o baile e a gente ainda não definiu um tema.
— É mesmo! Esqueci de te avisar, hoje tem reunião na casa da Hannah.
— Porque ninguém me avisou? — Perguntei irritada.
— Porque você ultimamente só fica estudando... Ninguém ta conseguindo falar com você.
Realmente. Nos últimos dias me dediquei apenas aos meus estudos para as provas finais e ao baile. Tirando isso nada. Nem internet, nem fins de semana badalados... Inclusive meu celular esteve desligado por algum tempo. Estava parecendo uma criança idiota evitando o mundo quando acaba de levar uma mordida de cachorro. O intervalo acabou e eu voltei para sala. Os próximos dois horários eram matemática II e é claro que me animei um pouco. Números geralmente esvaziam minha mente. Estava assistindo a aula animada ao lado da Liz que estava feliz de me ver feliz, até que recebo um bilhetinho do Jake.
“Será que dava pra gente conversar hoje à tarde? Jake.”Logo respondi.
“Hoje a tarde não dá. Tem reunião do comitê, amanhã a tarde dá para você? Melissa.”
“Dá sim. Conversamos amanhã, te amo. Jake.”
A aula passou depressa e, só passou porque eu realmente gostava de matemática II. Depois da aula almocei na casa da Lizzie e depois fomos para casa da Hannah realizar a reunião do comitê. Passamos a tarde inteira decidindo coisas e ao final o tema foi “Sonhos de inverno.” O tema era uma bosta e no mínimo foi tirado de algum desses filmes adolescentes, mas eu só gostei porque a decoração seria realmente inspirada no inverno, com neve falsa, floquinhos de neve... Achei fofo demais.
Quando eu cheguei em casa, minha mãe já estava preparando o jantar. Ajudei-a e depois do jantar conversamos. Eu ainda não tinha conseguido contar a ela sobre Jake, aproveitei a oportunidade para contar e ela como a Lizzie disse que eu estava sendo boba. Também contei sobre nosso encontro de amanhã que teria de ser rápido, uma vez que às 18h eu teria de estar no aeroporto para viajar para Tonki para me preparar para o casamento de meu pai. Depois de conversar com ela resolvi ir terminar de arrumar minhas malas e depois dormir, pois querendo ou não amanhã ainda tinha aula.
Dormi normalmente. No outro dia levantei mais cedo que de costume. Terminei de arrumar uma malinha com coisinhas fundamentais como maquiagens, perfumes etc. Separei uma roupa para o encontro com Jake e uma roupa para a viagem de mais tarde. Só depois de organizar tudo que eu fui tomar meu banho matinal e me arrumar para a escola. Desci, tomei meu café e depois minha mãe foi me levar na escola.
Hoje eu teria prova nos primeiros horários e depois quem fosse do comitê teria de ficar na escola para a reunião. Essa foi a minha manhã. As provas estavam fáceis porque eu realmente havia estudado para me dar bem nelas.
O Jake havia combinado de se encontrar comigo numa lanchonete de fastfood às 16h para conversarmos. Depois da escola dormi até às 15h pra enfim começar a me arrumar e sendo assim às 16h eu já estava a caminho da lanchonete. Estava decidida a perdoar o Jake. Sentia falta dele, do abraço dele... Sentia falta de nós.
Fiquei esperando ele por meia hora e nada... Resolvi então ir ao banheiro e quando eu voltasse daria só mais 20 minutos e iria embora. Não podia ficar esperando muito, tinha um voo marcado. Fui ao banheiro, retoquei minha maquiagem e voltei. Quando eu voltei ele estava lá, mas estava acompanhado por Megan que novamente se atirava em cima dele. Mesmo não estando namorando mais, uma raiva infinita me invadiu naquele instante, não dava pra acreditar. Por duas vezes aquela vadiazinha estava atrapalhando tudo. Eu estava disposta a armar o maior barraco, mas ele a afastou.
— Qual é Jake. Eu to super afim, você é solteiro... Vamos nos curtir gato! A vida é curta. — Megan disse.
— Não Megan! Eu não quero. Eu estou esperando alguém e você vai estragar tudo. — Ele disse.
— Você está esperando quem? A Melissa? Por favor, hein Jake... Ela te traiu bobinho.
— Como você sabe disso? Ninguém sabe por que a gente terminou... — Ele perguntou intrigado.
— Eu que tirei as fotos... Vi ela no maior amasso com o Brian e resolvi te avisar. — Ela disse cínica.
— Mentirosa.
— Não estou mentindo, ela agarrou ele!
— Mentirosa.
— Aff Jake. Deixa de ser burro! Essa garota não te da valor, se desse ela estaria aqui com você!
— Não importa Megan. Eu a amo, e vou esperar por ela o tempo que for. Não vou ficar com você. Eu sou da Melissa, sempre fui. E não há nada que possa mudar isso.
Saí de lá rápido antes de ver o desfecho dessa história toda. Não dava tempo de uma reconciliação, eu estava atrasada e minha mãe já estava me ligando para que eu fosse logo.
Jacob narrando:
Eu não sabia o que havia acontecido. Não sabia se a Melissa havia me dado o furo ou se ela tinha visto a coisinha da Megan em cima de mim. Espero que ela tenha uma desculpa muito boa. Fiquei esperando ela de 16h30, já que eu cheguei atrasado, até às 17h30. Quando sai de lá resolvi ir até a casa dela para ver o que havia acontecido e só encontrei a mãe dela chegando de algum lugar.
— Tia Luísa! — Gritei.
— Oi querido. Como você está? — Ela disse me abraçando.
— Estou bem... Cadê a Melissa?
— Ué? Vocês não se encontraram?
— Eu fiquei esperando ela lá um tempão e nada...
— Ela também! Ficou te esperando por algum tempo... Mas ela disse que você não apareceu e aí ela veio embora, pois estava atrasada.
— Atrasada? Pra quê? — Perguntei intrigado.
— Para o voo para Tonki... O casamento é sábado meu amor.
— Droga, perdi ela... — Eu disse baixo. — Ah... Então tudo bem, vou indo. Tchau.
— Espera aí Jake! Ela deixou uma coisa pra você. — Ela disse revirando a própria bolsa. — Achei! Toma... Qualquer coisa me liga ok? Beijinhos. — Ela disse entrando em casa e me deixando só.
Entrei no meu carro e bati a cabeça no volante.
— Parabéns Jacob, você estragou tudo... De novo.
[...]
Virei a noite no computador e só fui me deitar lá pelas 3h da manhã. Quando eu fui me deitar encontrei a carta da Melissa intacta no meu criado mudo. Tomei coragem e então comecei a ler.
“Querido Jake,
Tem alguns dias que não conversamos. Nós marcamos de nos encontrar agora a tarde, mas imprevistos nos rondaram certo? Fiquei te esperando até 16h30, mas meu voo estava marcado para 18h e eu tinha de ir. Eu ainda te vi lá com a Megan, mas não quis atrapalhar [...]
— Droga! Ela viu a Megan em cima de mim... Já era, perdi a Melissa. — Um desespero bateu dentro de mim. Eu realmente a amava, e amava demais para aceitar tê-la perdido tão bruscamente e por culpa minha. O fim dessa carta me assustava, mas a encarei e terminei de ler.
[...] te vi me defendendo... Não quis interromper porque eu realmente estava atrasada e seria uma briga desnecessária. Eu te amo Jake, sinto sua falta. Essa ultima duas semanas foram as mais difíceis da minha vida. Fala sério! Você é um completo idiota, mas ainda é meu idiota. Je t’aime, Jacob. Je t’aime mon amour. E é claro, me espere. Por favor, não desista de mim. Sei que falhei nos últimos dias te ignorando, mas eu estava realmente chateada com você! Eu ia te perdoar hoje, mas como você sabe o imprevisto Megan estragou tudo rs. E por ultimo, quero deixar bem claro: Jake, não desista de mim. Eu te amo, preciso de você. Da sua, eternamente sua,
Melissa.”
Um sorriso enorme invadiu meu rosto. Eu tinha que fazer alguma coisa e tinha que ser rápido. Peguei meu celular e disquei o número da casa da Melissa.
Melissa narrando:
Cheguei a Tonki na sexta a noitinha mesmo. Teria uma festinha de despedida de solteira pra Caroline, mas como eu estava muito cansada, achei melhor ficar no quarto para descansar já que meu sábado seria corrido. Entrei no meu quarto, arrumei minhas coisas e parei de frente a minha janela com vista para o lago. Fiquei pensando no Jake, na minha vida nos últimos meses... Tantas reviravoltas, tantas felicidades e tristezas...
— Tudo bem querida? — Caroline disse entrando no meu quarto.
— Ah, oi! Tudo bem sim, obrigada. — Dei um singelo sorriso.
— Você está bem mesmo? Você parece tão tristinha... — Ela perguntou preocupada.
— É nada demais Carol, alias, posso te chamar assim?
— Claro que pode! — Ela disse animada.
— É cansaço de viagem... Normal
— Cansaço de viagem ou Jacob? É esse o nome dele?
— Viagem, Jacob, Casamento, Baile de formatura... Tantas coisas... Vai passar, obrigada.
— Querida. — Ela disse se aproximando de mim para me abraçar.
— Se você precisar, eu estou aqui ok? E qualquer coisa a despedida vai ser aqui em casa mesmo, então se você quiser descer para comer, beber ou se divertir sinta-se a vontade ok? — Ela beijou minha testa.
— Ok... — Ela ia saindo do quarto quando eu disse a ela. — Você vai ser uma ótima esposa.
Pra não fazer desfeita lá pelas 1h30 eu desci um pouco, comi e bebi alguma coisinha e depois fui me deitar. Eu realmente estava cansada da viagem no sábado eu teria uma maratona de salão, manicure e pedicura, ultimo ensaio do casamento e mais algumas coisinhas que meu pai pediu para eu resolver para ele.
No sábado às 8h, todas já estavam no salão. Comecei fazendo uma escova no meu cabelo e depois a fofa da Carol marcou uma massagem para eu desestressar também, fofa. Arrumei minhas unhas, fui buscar o buquê da Carol... Caramba! Meu sábado foi bem corrido, ainda bem que perto das 17h ela me mandou relaxar e só esperar a hora do casamento para eu não me cansar.
O casamento seria as 19h30. Todas nós iríamos nos arrumar na casa do meu pai, então às 18h fomos pra casa, tomar um banho e começar a nos arrumar.
Tomei um banho relaxado, tomando todo cuidado possível para que eu não estragasse meu penteado nem a minha maquiagem. Depois do banho comecei a me arrumar até perceber uma movimentação estranha no quarto ao lado. Quando eu saí no corredor, não acreditei no que estava vendo.
Jacob narrando:
Flashback:
Depois de ler a carta liguei desesperado pra tia Luísa, não me importava se era 3h da manhã. Eu só queria saber uma forma de encontrar a Melissa.
— Alô? — Tia Luísa disse com a voz rouca. — Quem é?
— Oi Luísa é o Jake tudo bem?
— Jake? Que Jake?
— Jake... Jacob... Melissa lembrou?
— Jacob, dá pra você me explicar o porquê de você ter ligado HA ESSA HORA DA MADRUGADA?
— Tia Luísa, você precisa me ajudar a reconquistar a Melissa nesse fim de semana.
— Jacob. São 3 HORAS DA MANHÃ GAROTO! Amanhã a gente conversa. — Ela disse irritada.
— Amanhã? 7h estarei aí tia Luísa.
— Ta bom garoto, pode vir. — E então ela desligou na minha cara.
Dormi inquieto esperando que desse às 7h da manhã. As 6h em ponto levantei, tomei um banho, vesti uma calça jeans com um moletom qualquer, meu tênis, passei na cozinha peguei uma pera e corri para meu carro em direção à casa da Melissa.
Ding Dong
— Já vai! Já vai! — Tia Luísa gritou de dentro da casa. — Bom dia Jake... Entra. — Ela saiu da frente do portal para me dar espaço.
— Luísa, desculpa ter te acordado àquela hora... Mas eu fiquei maluco com a carta da Lisa e a senhora tem que me ajudar a encontrá-la! Eu não vou aguentar tanto tempo...
— Jacob! Relaxa. Olha só, eu vou te ajudar. Eu iria ao casamento, mas nesse fim de semana o Harry combinou com os pais dele de me levar para conhecê-los. E nós iremos viajar para lá daqui a pouco. Eu perderia a passagem de avião, mas eu vendo ela para você. — Ela propôs.
— Vender? Porque você não me dá? É mais fácil. — Perguntei intrigado.
— E sair no prejuízo? HAHAHAHAHHAH viu. Nun-ca.
— Ok... Eu compro! — Respondi indignado. — Chata. — Sussurrei para eu mesmo.
— 1.800.
— QUANTO?
— 1800. Divido pra você em 2 vezes.
— Porra tia Luísa. Ta muito caro! — Eu disse assustado.
— Caro? São negócios baby. Sem contar que estou fazendo barato, porque se você for ao aeroporto comprar uma agora sairá mais caro e, estou oferecendo por 1800 a de ida e volta. Eu devia ter feito por mais caro, já que você me acordou de madrugada.
— Caracas, que passagem salgada. Mas tudo bem. — Tirei 100 reais da minha carteira e entreguei a ela. — É o que eu tenho agora. Mas depois eu te dou o resto, pode ser?
— Pode né. — Ela foi até a escrivaninha, anotou alguma coisa num pedaço de papel e me entregou as passagens. — Nesse papelzinho tem o endereço da casa do Ryan o casamento será em frente ao lago, então você irá encontrar ela só nesse endereço mesmo. Aqui estão às passagens e, por favor, avisa pra Lisa o porquê de eu não ter ido?
— Aviso sim! Agora vou indo já que meu voo é pra daqui a 3hrs. — Fui saindo em direção a porta, quando a tia Luísa me chamou.
— Jake!
— Oi?
— Boa sorte querido...
— Vou precisar! — Entrei no meu carro e, segui para minha casa para começar a organizar uma pequena mala para viajar.
Para ir ao aeroporto já fui vestido para a ocasião do casamento, porque se eu não a encontrasse em casa teria de invadir o casamento e bom... Eu tinha que estar bem vestido.
Peguei meu terno que eu tinha há tempos no meu guarda-roupa e o vesti com um sapato social. Arrumei meus cabelos com um topetezinho jogado para o lado e fala sério, eu estava muito gostoso. Agora entendo o porquê de a Melissa ser tão apaixonada por mim.
Peguei minha malinha e fui direto para o aeroporto de taxi. Chegando, fiz a troca de passagens na empresa aérea, fiz o check-in e só esperei a hora de reencontrar minha princesa.
[...]
Quando eu cheguei a Tonki eram 18hrs. Meu voo teve um atraso que me atrasou demais e atrapalhou tudo. Peguei um taxi e segui direto para a casa do Ryan. Ao chegar estavam todos lá porque as luzes estavam todas acesas e tinha um pessoal que eu acho que era de um Buffet organizando a festa pós-casamento. Entrei desesperado na casa alegando ser do Buffet, subi as escadas e fui entrando de quarto em quarto, todos estavam vazios. Então avistei ao fim do corredor três quartos. Um na ponta do corredor, um na esquerda e um na direita. Achei que o da ponta do corredor era o do Ryan, então entrei no quarto da esquerda desesperado.
— AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! — Umas cinco mulheres gritaram ao mesmo tempo.
— AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! — Eu gritei assustado enquanto saía correndo do quarto.
— Mas o que é is... Jacob? — Aquela voz não me era estranha, alias, era a voz mais doce do mundo. Eu havia encontrado a minha Melissa.
Fim do flashback.
Melissa narrando:
Eu não acreditava no que via. Jacob Lukerman, saindo do quarto da Carol com a maior cara de abestado do mundo.
— Jake... O que você está fazendo aqui? Cadê a minha mãe?
— Lisa! — Ele correu ao meu encontro e começou a me beijar.
— Para! Vai borrar minha maquiagem. — Eu disse envergonhada (por ele) enquanto abaixava minha cabeça.
— Você o conhece Melissinha? — Carol me perguntou assustada.
— Conheço Carol... Esse é o Jacob...
— Ah! Oi queridinho! Que susto! Nossa NÃO FAÇA MAIS ISSO!
— Desculpa dona... Caroline. Desculpa mesmo. E a propósito, você está linda.
— Voc...obrigada! — Ela disse começando a chorar. — Gente eu to nervosa! Mellanie vem me ajudar a terminar de me arrumar, por favor! — Ela disse chamando a irmã enquanto entrava de volta no seu quarto.
— Entra Jacob! — Eu disse enquanto o puxava para dentro do meu quarto.
— Lisa não briga comigo... — Eu me aproximei dele e o beijei. Estava sedenta por esse beijo. Tinha muito tempo que estávamos separados e eu realmente estava com muitas saudades do meu Jake, do corpo do Jake, do beijo do Jake, do Jake por inteiro.
— Eu to... — O beijei novamente. — perdoado? — Ele disse.
— Hum... Deixa eu pensar. — Olhei para o teto e então o beijei... De novo. — Estava com muitas saudades!
— Alô? Cadê a Melissa? Você está muito fofinha pro meu gosto. — Ele disse batendo na minha cabeça.
— Para seu idiota. Vai estragar meu penteado. — Disse enquanto me afastava dele.
— Eu li a sua carta. Não dava pra esperar você voltar. Eu te amo tanto! — Ele selou nossos lábios. — Ah propósito, você aceita ser a minha namorada de novo? — Ele disse enquanto pegava a correntinha no seu bolso me entregando-a novamente.
— É claro que eu aceito! — Dei um sorrisão e o beijei.
[...]
— Ryan Valesnki Bérgamo, você aceita, Caroline Maria Menedez como sua legítima esposa, para amá-la e respeitá-la, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe?
— Eu aceito.
— Pelos poderes investidos a mim, eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva. — Antes do juiz de paz terminar de falar, meu pai já estava beijando Caroline.
A cerimônia foi de toda linda. Foi em um espaço montado justamente para a ocasião e estava toda iluminada por luzes fracas de lâmpadas brancas. Após o casamento, todos nós fomos comemorar no jantar organizado por Caroline e na festinha pós-casamento. Passei a noite inteira agarrada ao Jake, o apresentei novamente ao meu pai e apresentei-o com calma a Caroline. Os dois gostaram dele (mas meu pai continua achando que ele tem cara de gay). Eu estava muito cansada e com bastante frio, a festa foi perto do lago e um vento frio estava vindo em direção à festa de forma desconfortante. Mas ninguém reclamou, todos continuaram na festa dançando animadamente comemorando com meu pai e minha nova madrasta.
Subi com Jake para o meu quarto.
— Estava com saudades. — Ele disse me beijando.
— Eu também estava! — Eu disse voltando a o beijar.
Nosso beijo foi ficando mais intenso, mas como sempre algo tinha que atrapalhar e dessa vez era meu vestido. Por ser muito longo e por eu estar usando um monte de tulli por baixo. Jake foi beijando meu pescoço até chegar ao zíper do meu vestido que mais uma vez nos atrapalhando emperrou.
— Mas que porra é essa? — Ele disse puxando o zíper com força.
— Vai com carinho amor! — Gargalhei.
— E você fica rindo né garota? Carinho um caramba! Quem precisa de carinho sou eu. — Ele disse puxando o zíper com mais força. — Eu passei umas semaninhas sem você! Mereço alguma coisa né. Carinho... ai ai
— Jake, relaxa. — O empurrei na cama.
Fiquei em pé puxando meu zíper com ‘carinho’ e ele enfim deslizou bem fácil. Olhei para ele com cara de ‘seu bruto’. Meu vestido foi caindo devagar sobre meu corpo, quando ele chegou ao chão me abaixei devagar, desabotoei meu salto e segui em direção à cama deitando em cima dele. Reconciliação é uma coisa de louco.
[...]
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