Je t'aime

2 Darkness II


Chegando em casa os meus pés não me aguentavam mais e minha cabeça parecia que iria explodir. Logo, meu telefone tocou e me joguei no sofá e então atendi.

– Estão dando uma festa agora mesmo na Av. Street Faller. Você precisa vir, Marjorie, está uma loucura. — a voz de Candice estava mais fina e estridente do que o normal. Ela parecia estar dançando ou então...é, vocês sabem.

– Chego aí em cinco minutos. — disse com desdém.

*****

Cheguei no jardim da casa dos Hilfger e me surpreendi com a quantidade de pessoas aquele dia. Ele dava festa quase todos os dias e nunca havia lotado tanto quanto hoje. Tinha gente em cima dos muros, telhados...

Entrei apressada para achar um frigobar com pelo menos um drink e rapidamente franzi o cenho quando avistei um Barman fazendo malabarismo com duas caipirinhas. Com certeza aquela festa seria lendária. Ri comigo mesma indo pegar o primeiro copo da noite.

– Ora, ora... Marjorie Bellior — disse Alexandre Hilfger, o dono da festa e logo saltou dando um abraço em mim.

– O que está acontecendo? Hoje parece estar muito mais animado.

– Meu primo voltou pra cá, pra Inglaterra. Estou muito feliz e dei essa festa pra comemorar a volta dele. — disse e chegaram duas garotas e grudaram uma em cada lado dele.

– E cadê o seu primo? — perguntei erguendo uma sobrancelha.

Ele olhou confuso para um lado, e depois para o outro. Varreu a sala com os olhos e então deu de ombros.

– Não fão a mínima ideia. — disse saindo com as duas garotas penduradas em si.

Depois de vários, vários e VÁRIOS drinks, eu finalmente resolvi que seria hora de parar. Fui para cozinha rapidamente procurando algo para comer, quando avistei Peter, o cara mais barra pesada que eu já havia conhecido. ( e olha que eu não conheço pouca gente não, viu. )

– Marjorie. — disse ele com um sorriso impossível de desvendar.

– O que você quer, Peter? — perguntei cruzando os braços e ele então riu sem humor.

– Sabe que está me devendo uma grana. — voltou com o ar sério, então todos que estavam na cozinha simplesmente saíram.

– Não, eu não estou. Achei que tínhamos resolvido isso.

– Escuta, Marjorie. Você pegou há um mês, 2kg de cocaína e 3kg de maconha. Não sei se lembra...- disse em um tom irônico e eu suspirei.

– Eu vou te pagar. — disse por fim, dando-me por vencida.

– Quando? Eu já fui muito bonzinho com você. — se aproximou de mim, perto o suficiente pra sentir minha respiração falhar. Sua mão passou pelo meu rosto e então o seu indicador parou em meus lábios.

– Eu não vou fazer isso. — disse dando um passo pra trás e no mesmo instante ele segurou meu braço com força e me apertou contra a parede.

– Você não tem escolha. Nem trabalha pra me pagar... A única coisa que você pode me dar é sua linda bocetinha. — disse em um tom tão sujo que me deu asco e eu simplesmente tive vontade de vomitar e sair correndo dali.

– Está havendo algo aqui? — perguntou uma voz atrás de mim.

Me virei lentamente para ver quem era e então suspirei. Era Revoir. Ele estava bem diferente do que há algumas horas atrás no colégio. Estava de jeans surrado, blusa do Pink Floyd e uma jaqueta de couro preta.

– Estamos apenas acertando algumas coisas. Não se mete nisso. — disse empurrando Peter e então me apoiando no balcão da cozinha. Estava levemente aliviada por não ter que passar mais um minuto sozinha no mesmo local que Peter. Ele ainda me olhava. Podia sentir o calor irritante de seu olhar sobre mim.

– Não quero confusão aqui. — disse Revoir abrindo o armário e pegando um doritos.

Ah, meu deus... lembrei que estava com fome.

Ia saindo da cozinha logo atrás de Revoir, mas Peter puxou novamente meu braço e então, sussurrou em meu ouvido ''Isso não acaba aqui. '' aquela frase fez todos os meus pelos pubianos se arrepiarem. Corri atrás de Revoir, mais depressa do que era aceitável na quantidade de álcool que eu havia engerido. Revoir não parecia perceber que eu o estava seguindo. Entrou em um dos quartos da enorme mansão e simplesmente fechou a porta atrás de si, fazendo com que eu desse de cara com ela. Bufei e então bati na porta.

– O que dese...- ele deu de cara com a minha cara lavada e então franziu o cenho.

– Eu queria um pouco de doritos. — passei a mão na cabeça percebendo o quão idiota eu acabara de ser.

Ele gargalhou e então abriu a porta por completo.

– Entra aí.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.