Jared Lilly: Aventuras no Colegial!!
8 Captulo 2 - Entendendo os Sentimentos.. (Parte 2)
– Lilly.
Ãhn?!... O quê?!... Onde?!... Quando?!... Como?!
– Lilly! – uma mão começou a me sacudir de leve – Acorda, filha, você vai nos atrasar!
Abri os olhos e vi então que já era de manhã, e eu estava miraculosamente deitada na minha cama. Nem tinha percebido a hora em que peguei no sono. Minha mãe estava agora tentando me trazer de volta ao planeta terra.
Nessa confusão toda, ninguém se preocupou em programar um despertador para mim. Se tinha uma coisa que eu detestava era acordar de vez... Pra o alarme funcionar comigo, tinha que ser aos pouquinhos, em doses homeopáticas. Me ergui maquinalmente, produzindo um gemido de depressão. Onde foi parar aquela empolgação toda do dia anterior?! Ah é... o drama do meu irmão tinha pulverizado com ela!
– Vamos, meu amor, se arrume depressa! Estaremos de saída em meia hora! – ela deu seu aviso, depois se retirou.
Ah, ótimo... Além de acordar no susto, ainda teria que me arrumar dentro desse prazo ínfimo – sem contar que a minha suíte estava toda em ruínas, graças ao meu espetaculozinho da manhã passada! E daí se eu sou dotada de super velocidade?! Acima de tudo, eu sou mulher, e um tempo digno para o make-up é o mínimo que se pode pedir! Mas eu nem poderia reclamar demais... afinal, eu estava no time dos defensores do colegial, então necessitava ficar de bom humor. Além do quê, já havia aprendido minha lição número 1: não exagerar na produção!
Consegui me aprontar satisfatoriamente em 35 minutos e terminei de tomar o meu café no caminho, dentro do carro. Jared nem se dignou a nos desejar um bom dia. Permaneceu trancafiado em seu quarto. Garoto egoísta... tinha que fazer todo mundo ficar preocupado com ele, pra conseguir viver feliz!
Após o meu desastroso primeiro dia, eu sinceramente esperava ter resultados um pouco melhores nessa minha segunda oportunidade. Tinha o tempo até a nossa chegada ao estacionamento da escola pra me preparar psicologicamente para encarar Seth de uma maneira natural – ou, se não isso, então pelos menos de uma outra que fosse tolerável. Não foi muito extenso esse meu prazo de preparação... Meu pai, assim como meu avô, tinha paixão por velocidade e nós logo chegamos ao nosso destino.
O movimento intenso era o mesmo de ontem. Aliás, parecia um pouco mais intenso... Alguns alunos devem ter deixado para vir somente hoje.
Desembarquei do Porsche. O carro do meu avô já havia chegado antes de nós e estava parado mais adiante. Não demorei muito a identificar o contorno do casaco grafite de Seth, abraçado por sua mochila azul escura.
– Calma, miserável! – eu briguei baixinho com o meu coração, que se desesperou teimosamente.
– Vamos, princesinha! O que está fazendo parada aí?! – meu pai me chamou e eu me dei conta dos meus pés, plantados no asfalto sob mim.
Busquei relaxar e os acompanhei até onde estavam os outros, em meio ao abraço paternal que ele me ofereceu. Era impossível não imaginar como as pessoas ao redor deviam estar entendendo aquela cena – um cara bonitão como o meu pai, desfilando abraçado com duas garotas como eu e minha mãe... Será que, se eles soubessem da verdade, as emoções ao meu redor seriam menos perturbadoras?!
– Bom dia, navegantes! – tio Emmett nos cumprimentou, batendo continência com a mão quando os alcançamos.
– Estou vendo que os senhores estão apenas em três... Mas isso já era de se esperar! – meu avô comentou, com um ar compreensivo.
– Como ele está, Nessie?! Ficou muito deprimido?! – vovó perguntou, dentro dos braços dele. Mas foi o meu pai quem a respondeu, exaltado:
– Que história é essa, Isabella Cullen?! Meu filho é molenga desse jeito, por um acaso?!
Ela ergueu uma sobrancelha maliciosa até o meio da testa:
– Bem, se ele fosse depender só dos seus genes, seria um completo bebê chorão, Jacob Black! Mas ainda bem que nós todos sabemos que ele puxou a Renesmee nesse aspecto... Eu só perguntei por segurança!
– Rá, rá rá! Você é muito hilária, vampira! – ele fez sotaque.
– Muito obrigada, lobisomem!
Esse foi um exemplo básico do esporte favorito das nossas famílias, especialmente deles dois.
Seth estava quietinho em seu canto, participando da conversa apenas com ouvidos educados. Mas ele tinha sempre na atitude aquela pitada de que valorizar a minha atenção era sempre a coisa mais importante em jogo. Desviei o meu olhar, antes que ele o pegasse no flagra, e examinei o perímetro ao nosso redor. O engraçado foi que a primeira pessoa que eu vi foi o tal de Collin Preston, encarando o nosso grupo – meus avós, particularmente –, de cara amarrada.
– Não olhe agora, vó, mas aquele menino que estava te assediando ontem está fuzilando você e o vovô!
Ela apenas sibilou. Porém meu avô, subitamente, teve uma atitude hilária: tomou-a em um beijo repentino e cinematográfico, sem nem se preocupar com a nossa presença – nem com a de ninguém, pra falar a verdade. Meu tio fez uma expressão cômica e abandonou de fininho o nosso grupo, indo para as dependências dos professores – ou, simplesmente, para longe –, enquanto que o resto de nós permaneceu no aguardo de que a cena deles acabasse. Quando ele viu que já era o suficiente – uns vinte segundos depois –, libertou-a, zonza feito uma barata depois da pancada.
– Acho que, depois dessa, você não vai mais ter problemas nem com aquele cara, nem com nenhum outro, Bells! – meu pai fez gozação e meu avô lhe estendeu um cumprimento parceiro. Às vezes, eles pareciam duas crianças quando estavam juntos.
– Sem dúvidas, mãe! – a minha mãe não contribuiu para que a dela ficasse menos sem graça.
– Você acha isso bonito, Edward Cullen?! – ela largou um tapa no abdômen dele, que se contraiu um pouco – Eu não vi graça nenhuma, tá legal...
– Meu bem, não seja tão tímida... – ele manteve o tom brincalhão, depois se dirigiu a nós – Se ela não fosse vampira, estaria toda coradinha agora. Era uma das minhas partes favoritas no fato dela ser humana. Mas, hoje em dia, ela me compensa de outras formas... – ele disse, bem sugestivamente. Os olhos dela quase saltaram das órbitas.
– Pai! – minha mãe, todavia, conseguia corar muito bem.
– Vovô! – eu também defendi a minha virtude auditiva na conversa, possivelmente corada como ela. Só eles, homens, riram. Esses machos...
O sinal das aulas tocou. Meu avô tentou aproximar os lábios inocentemente da testa de sua amada, dessa vez pra se despedir apenas. Mas ela se esquivou e escapuliu antes que ele conseguisse, depois fez um gesto de ameaça – que ele interpretou de uma forma romântica, apesar disso. Entramos juntos e ele foi embora em seu carro de luxo. Basicamente, a mesma coisa de ontem, só que com o abono de Jared não estar me enchendo o saco dessa vez. Vivas! Seth, no entanto, permanecia com a sua incansável solicitude.
– Deixa eu carregar as suas coisas, Lilly! – ele me pediu, antes que chegássemos aos corredores.
Nesse ponto, nossos grupos se dividiram e foi só então que eu me dei conta de uma coisa importantíssima no fato de o meu irmão não estar presente: isso deixaria a mim e ao Seth sozinhos o tempo todo. Sozinhos, sim, por que a atenção que aquele garoto me dispensava me fazia sentir completamente em evidência existencial no universo! Parecia não restar nada mais ao meu redor, quando eu olhava bem no fundo daqueles olhos castanhos e serenos.
“Deus do céu... Que tortura, garota! Vai ocupar essa mente com alguma coisa útil!”
Falei cedo demais... Lá estava o imbecil do meu irmão, dando o ar de sua desprezível graça! Se não fosse por Seth ter tido o reflexo de me segurar pelo braço, eu teria tropeçado de raiva nos meus próprios pés e caído com a cara no chão do corredor lotado.
– Você está bem, Lilly?! – ele era um incansável.
Mas eu, no entanto, já estava esgotada demais pela turbulência sentimental. Respondi inanimadamente com a cabeça e continuei andando em silêncio, meio metro na frente dele, até que chegamos à sala.
De fato, havia mais gente ali dessa vez. Mas a nossa carteira na dianteira da classe ainda estava vazia, nos esperando. Me sentei sem pressa alguma e recebi minha mochila de volta das mãos cuidadosas de Seth. Um garoto, de repente, escorou os cotovelos sobre o tampo, ficando com o rosto a poucos centímetros do meu. Era o encrenqueiro de ontem, que, muito provavelmente, também comandou a brincadeira de mau gosto contra Jared nos chuveiros. Me retesei com sua aparição despropositada e a proximidade nada agradável entre os nossos narizes.
– E aí, gatinha?!– ele piscou um de seus olhos cinzentos para mim, ignorando totalmente a segunda presença ao meu lado – O seu irmãozinho não veio hoje... Que pena, espero que ele não tenha se zangado muito. Eu e os caras ainda tínhamos algumas coisinhas planejadas pra as boas-vindas dele!!
Engano meu... não foi uma aparição despropositada. Ele estava era a fim de tirar um sarro. Era, possivelmente, um exemplar perfeito de “atleta estúpido” que o meu avô havia mencionado ontem, no carro. Sinceramente, eu não estava esperando topar com um assim, logo de cara (literalmente)!
– Eu, se fosse você, me preocuparia apenas em ficar bem quietinho de hoje em diante. Tenho a impressão de que a sua batata ainda está pra assar, colega! – lancei a ameaça, com um tom de voz que considerei bastante adequado e sem receio de nada. Mexer com meu irmão até que dava pra entender, mas eu não acreditava que ele tentaria alguma gracinha comigo, então...
Sua atitude nem se abalou. Pelo contrário, ele me pareceu ainda mais cheio de confiança:
– Quanto a isso, eu nem tenho mesmo com o que me preocupar. Nesse colégio aqui, eu faço tudo o que eu quero, fofinha! – ele vomitou essa idiotice, depois projetou a mão para vir de encontro ao meu queixo.
No entanto, o gesto absurdo foi barrado pelo movimento veloz e eficaz de Seth, que esperou para agir apenas no momento necessário:
– Se afasta, engraçadinho! – ele ordenou com autoridade, sem perder a classe apesar disso. Todo mundo parou para ver a cena nessa hora, obviamente.
Me alarmei um pouco pelo que aquilo poderia desencadear, mas depois confiei na percepção de Seth e endossei sua ordem, com a face firme em uma expressão de desaprovação ao garoto. Ele, que até agora nenhum de nós conhecia pelo nome, viu sua mão a ponto de quebrar e cedeu a uma careta de dor. Seth, então, o libertou.
Os dois trocaram um olhar – no caso de Seth, de prevenção; no caso do garoto, de ameaça –, então a cena acabou: ele nos deixou em paz e voltou para a sua rodinha de imbecis iguais a ele. Dali a pouco, o bando começaria a emanar seu ódio para nós.
Relaxei outra vez na cadeira e Seth liberou um suspiro frustrado. Ele odiava profundamente se utilizar da força para se fazer entender.
– Me desculpe por isso, Seth! – pedi, insatisfeita.
A expressão de seu rosto se transfigurou imediatamente, e ele me sorriu um sorriso franco:
– Nem se atreva a pedir desculpas por isso, Lilly. Eu não podia deixar aquele covarde se aproveitar de você! A culpa não foi sua.
A ternura em sua voz fez meu coração trepidar e meu estomago ter uma revoada de borboletas absurda!
“Ok, só por que você me defendeu direitinho, eu prometo que não vou mais te encher o saco por hoje! Mas, por favor, tente pegar mais leve com esses pensamentos aí, Lillian... Eu não tenho culpa de você estar apaixonada!” – Jared invadiu minha cabeça pela última vez, realmente.
Ai ai ai, garoto... Ele era outro que só podia estar tentando me deixar maluca! Mas, diante do seu pedido encarecido, eu só consegui rir.
– O que foi?! – Seth perguntou, com uma expressão divertida.
– Ãhn?! – despertei do meu mundinho – Ah... nada, Seth! É apenas – apontei o dedo indicador para a minha cabeça – Jared!
Ele fez que entendeu e alinhou aqueles dentes perfeitos e brilhantes outra vez.
Ok, ok... Pra ter meu sossego telepático de volta, eu teria que me controlar, tudo bem! Fechei os olhos. Concentração, Lilly, concentração!
– Bom dia, gente! – uma voz feminina conhecida nos cumprimentou e eu reabri meus olhos.
– Bom dia, Laura! – Seth retribuiu primeiro.
– Olá, Laura! – vim logo na seqüência, satisfeita por reencontrá-la.
Ela estava vestindo roupas muito bonitas. Despojadas e alegres, exatamente como cabiam à sua personalidade, pelo pouco que eu já conhecia dela.
A expressão de seu rosto, contudo, ficou séria de repente:
– Eu ouvi uns boatos agora a pouco, no pátio, sobre o que aconteceu com o Jared no vestiário masculino ontem. Imaginei logo que não o encontraria por aqui hoje...
Seth e eu nos entreolhamos, surpresos. Então os boatos já estavam correndo assim...?!
– É, ele ficou bem chateado. – Seth disse – Tinha algumas coisas na mochila dele que ele não poderia ter perdido de jeito nenhum, ao que parece...
– Mas nada se pode fazer para encontrar os pertences dele?! – ela questionou, insatisfeita. A garota, aparentemente, desenvolveu uma sincera afeição pelo meu irmão no curto espaço de um dia. Era de se admirar!
– O professor de educação física é nosso tio. Ele vai comunicar à direção o que aconteceu e delatar os responsáveis! – anunciei a ela – Agora, se será possível recuperar as coisas de Jared, aí eu já não posso ter certeza... O pobre está falando até em não vir mais à escola, definitivamente.
– Sério?! – ela não conseguiu disfarçar uma pitada de decepção com a notícia, mas depois recobrou a impessoalidade – Poxa, isso é uma pena... Não deveria ser o inocente a ter que pagar pelas ações dos culpados.
Senti vontade de rir, mas me segurei.
– Se você quiser, eu posso te passar o email dele! Talvez ele necessite mesmo de um incentivo para voltar às aulas. – ofereci essa opção, à qual ela reagiu com uma expressão desconcertada. Seth riu das minhas intenções ocultas, e eu vi que seria necessário “inocentizar” um pouco mais a minha oferta – Um parecer que não seja nem o meu, nem o da minha família, pode ajudá-lo a acreditar que está tudo bem de fato, e que ele pode retornar sem problemas, entende?!
– Ah, claro! – ela esboçou um sorriso quase aliviado, eu poderia dizer – Abandonar as aulas assim vai ser muito prejudicial pra ele, principalmente por não haverem outras escolas muito próximas na região. Além do mais, se ele faltar às aulas, vai dar a impressão errada de ter sido “derrotado” pelos idiotas que fizeram isso com ele.
– O que não seria completamente mentira, cá entre nós, não é?! – eu pisquei pra ela e isso a fez dar um sorriso um pouco mais descontraído.
– Pode ser!
O professor chegou à sala, encerrando o nosso papo. Laura se dirigiu à carteira atrás da nossa, e então notei que o seu parceiro era o garoto que havia esbarrado em meu irmão ontem. Fred, eu acho que ouvi Jared dizer... Parecia ser um menino simpático, apesar de bastante tímido. Não acreditava que Jared seria mesmo capaz de abandoná-lo assim, sem dar nenhuma satisfação.
Deixei minhas considerações pra lá, a aula de química aguardava por nós. O professor Moretti era a simpatia em pessoa. Brincou com a turma, fez todo mundo se apresentar – sorte de Jared, não estar presente dessa vez... ele detestava essas coisas – e anunciou seu programa acadêmico para o 1º semestre. Nessa oportunidade, eu e Seth podemos descobrir, finalmente, o nome daquele sujeitinho desagradável: Adam Ferdnand. Anotei num papel, para não esquecer nunca mais. Esse nome acabara de entrar para a nossa lista negra.
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Com meus pais e irmã na escola, confesso que o ambiente da casa ficava bem menos aconchegante. Porém, nada me prendia ali e eu me preparei para ir de encontro à floresta, assim que o sol esquentou um pouco. Engraçado como a chuva resolveu dar uma trégua justamente hoje, o dia da minha reintegração à liberdade. “Obrigado, natureza!” – elogiei a paisagem do nosso quintal, antes de sair. Já no caminho, efetuei então a transfiguração.
“7... 8... 9... 10!” – minha mente receptou uma vozinha infantil, finalizando uma contagem com empolgação “Prontos ou não, lá vou eu!”
Depois de grande, “pique-esconde” começou a me parecer uma brincadeira bem inútil. Mas, para os pequenos, essa era uma atividade perfeita para desenvolver os instintos de caça e patrulha. Harry, Matthew e Quynton estavam brincando na floresta agora, provavelmente a poucos metros de onde eu estava.
“Ei, quem está aí?!” – Quynton questionou, alerta.
“Sou eu, meninos, Jared... Black!” – era preciso esclarecer, já que eu não era o único Jared do pedaço.
“Oba” – Matthew já se animou – “Você veio brincar com a gente também?! Está na vez do Quynton procurar...”
“É, tio...” – Harry não perdia nunca essa mania tosca de me chamar de tio – “Se esconda!”
“Está bem, eu brinco com vocês um pouquinho... Mas depois, vou precisar ir embora. Quero ir a um outro lugar.” – concordei, já me dirigindo até o campo onde os três brincavam.
“Que lugar?!” – Quynton quis logo saber.
“Nós podemos ir também?! Mamãe e papai nos deram o dia livre...” – Matthew foi o próximo.
“Numa outra ocasião, talvez... quando vocês forem um pouco mais velhos!” – me senti o próprio, dizendo isso.
“Ah!” – eles todos choramingaram, num coral desapontado.
Mas, de fato, eu nem sequer poderia mentalizar o local a que eu me referia, enquanto estivesse como pantera... Eles não sairiam mais da minha cola até o final do dia, se tomassem conhecimento de para onde eu pretendia ir. Guardei meus planos pra mim mesmo e dei início à minha participação na brincadeira.
Permaneci com eles até que o sol ficou no ponto mais alto do céu, então parti para o meu destino inicial. Já perto de chegar, me transfigurei de volta e vesti o calção de banho, que havia deixado pra mim mesmo em um esconderijo numa árvore oca, da última vez em que estive ali. Seria bom antecipar meus saltos na mente com liberdade, antes de alcançar o ponto que desejava: a pedra do urso! De todos os picos da região, esse era o que eu mais gostava, por que ficava localizado numa praia desértica e sem muitas pedras. Ou seja, o cenário ideal para os mergulhos exibidos que eu tanto adorava fazer, pra relaxar.
Depois de devidamente vestido, corri até a beirada do pico e examinei a maré abaixo de mim, só por garantia: estava alta o suficiente para o meu exercício. Excelente. Não sei como alguém poderia discordar de que aquele, sim, era o meu lugar. Um capital institucionalizado jamais seria páreo para as glórias da natureza.
Respirei fundo então e fechei tranquilamente os olhos. Antecipei uma última vez em minha cabeça o que desejava fazer e, no segundo seguinte, avancei o meu corpo para frente, reabrindo meus olhos e soltando um berro delicioso de contentamento.
Estava voando.
Notas finais
Bjo bjo e espero que gostem!! xoxo
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