Janelas
1 Capitulo único
Sempre gostei das janelas, mas não sei explicar.
Janelas redondas, quadradas, todas servem.
Lembro de quando as estórias começavam com ela,
Onde a garota via por ela o seu amor,
Chegando, batendo palmas ou tocando a campainha.
Dela também as mais desavisadas se trocam para serem observadas.
Janelas abertas, fechadas, tanto faz.
Se vem embassada, termina rabiscada.
Se vem seca, termina escancarada.
Muitos planos começaram por ela,
Numa única olhada, ou várias.
Nascem sorrisos, quando da esquina você vê um conhecido.
Nascem lembranças, quando ela vem numa foto ou memória.
Abre um mundo, um horizonte.
Uma imagem diferente de ontem.
Sempre rebelde, vai pra lá, vem pra cá.
Não teme a chuva, nem o sol.
É vista no carro, na casa ou no quiosque.
Já foi pobre, mas também rica, ora nobre.
Iluminada, reta ou boleada.
Nunca deixou de refletir, nem em cacos.
É a autora dos meus passeios, muito mais dos devaneios.
Não tem o que fingir, sempre amei olhar pela janela.
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