Jane

8 Entrega


Notas iniciais
Eu pensei e repensei. Não tinha outro jeito. A melhor hora de trazer isso era agora. O capítulo começa jogando todos nós no âmago do "problema". Então, se você não se sente confortável com um conteúdo mais hot, terá que pular algumas partes. O trecho central que mostra Jane com Tasha e Patterson é o único que faz pontes importantes com o resto da história. Assim, se quiser evitar um conteúdo que te deixa desconfortável, pode saltar os parágrafos até chegar nesse trecho e depois parar quando as meninas se separarem. Já respirei três vezes e ainda estou redigindo as notas. Será que terei coragem de postar esse capítulo? Se eu consegui... Boa leitura!

Ele estava lá, Jane tinha certeza disso. Era seu cheiro e seu sabor que ela sentia em cada beijo. Entretanto, tudo estava tão diferente... Mesmo que sua cabeça continuasse tendo muita dificuldade em organizar até as coisas mais simples, era inegável o quanto houve melhoras nos últimos dias. As coisas ganhavam sentido e ela começava a se sentir humana de novo. E as pessoas ao seu redor também se tornaram mais reais. Ela não queria regredir, não podia deixar tudo voltar a ser como antes. Precisava ser forte e resistir. Mas como?

Deus, aquilo era tão bom, mas tão bom que por mais que Jane quisesse lutar a tentação de ceder e continuar ali era mais forte. A completa falta de racionalidade podia ser tão prazerosa? Dane-se! Ela não queria respostas, ela não queria pensar ou entender, só queria sentir.

Não era possível sequer visualizá-lo com nitidez nem mesmo tocá-lo como ela gostaria. Mas Kurt estava ali, parecia envolvê-la por completo não deixando nenhum milímetro de seu corpo exposto. Algumas vezes, ela viu seus olhos e ouviu a voz rouca dele sussurrando palavras incompreensíveis que a deixaram ainda mais satisfeita. Outras vezes, só a nuance de sua presença era perceptível talvez porque as sensações se sobrepusessem as imagens enquanto ela queimava no roçar da barba dele em seu pescoço.

Céus! E não eram só com beijos que eles se tocavam. Toda a pele de seus corpos estava em contato direto, sem qualquer tecido os separando. O corpo inteiro de Kurt estava sobre ela: uma de suas mãos afundava-se em seus cabelos, as pernas se enroscavam as suas, a boca vasculhando lugares dela que Jane sequer imaginava estarem tão desejosos dos beijos molhados dele.

“Mais!” ela exigiu num misto de súplica e exigência.

Então, ele se afastou e voltou à cabeceira da cama, deitado de costas, ocupando o lugar tradicionalmente seu, deixando-a desesperadamente sozinha no lado dos pés.

“Vem buscar.” A voz dele ecoou em tom de desafio enquanto a provocava com uma piscadinha mais que sensual.

Desafio aceito, ela foi se aproximando devagar, se esgueirando sobre ele para enlouquecê-lo como ele fez com ela. Suas mãos abriam caminho deixando os dedos trilharem um caminho de fogo pernas acima. Na altura da coxa esquerda, ela sentiu a cicatriz rasa e larga. Prosseguiu o caminho até seus dedos esbarrarem em outra cicatriz no abdômen bem mais profunda que a primeira. Apoiou um de seus joelhos entre as pernas dele para impulsionar seu dorso mais à frente e alcançar seus lábios.

Antes que ela completasse seu intento, Kurt flexionou a perna que estava entre as dela a tocando onde seu corpo mais queimava. Agindo por puro instinto, Jane fechou os olhos para aproveitar melhor aquela sensação e pressionou as pernas contra as dele enquanto movimentava a pelve para se esfregar contra os músculos rígidos da coxa de seu marido. A sensação era tão alucinógena que ela foi incapaz de conter o gemido que escapou de sua garganta, rouco e desesperado...

— Jane! – a voz de Kurt soou forte apesar de não muito alta querendo sua atenção.

Droga, Kurt, ela não queria parar agora! E não parou, tentando repetir a sequência de movimentos.

— Jane, por favor! – ele pediu já com a voz num tom mais desesperado.

Então a luz a surpreendeu. Seu delírio passou e ela estava de volta ao quarto dos dois, Kurt ao seu lado, olhos atentos a vasculhando.

— Você está bem? – disse um pouco mais aliviado por ela ter aberto os olhos, mas ainda apreensivo.

Assustada e constrangida, ela olhou pra ele ainda bem ofegante tentando compreender o que estava acontecendo. A necessidade de tranquilizá-lo a fez confirmar com a cabeça, apesar de ainda estar confusa.

Kurt expirou aliviado. Ela pode observar quando todos os seus músculos relaxaram se soltando da tensão.

— Tudo bem. Deve ter sido um pesadelo. Um sonho ruim, sabe? – ele tentou explicar e deu um beijo na testa dela antes de soltar o corpo contra o colchão.

Pesadelo. Sonho ruim. Agora que estava acordada, ela tinha a certeza de que foi um sonho. Mas Kurt estava enganado. Nada ali foi ruim. Ela quase riu da constatação, mas por algum motivo continuava constrangida, então se conteve.

Duas cicatrizes do lado esquerdo: abdômen e perna. Essas imagens voltaram fortes não como um sonho, mas como algo real.

— Ei! – ela o chamou virando-se pra ele.

— O quê? – ele indagou tentando a atender.

— Aqui. – ela disse apontando para o local do abdômen dele onde se lembrava ficar a primeira das cicatrizes.

— Minha barriga?

Ela assentiu e procurou as palavras, mas nada concreto veio além do que foi capaz de dizer:

— Dói?

— Se dói? – ele repetiu intrigado. – Não. Não dói. – finalmente respondeu.

Como Jane continuava com o olhar fixo no mesmo local, parecendo aflita por algo mais, Kurt começou a pensar sobre o que podia significar aquilo. Foi então que as supostas peças se juntaram em sua cabeça. Levantando a blusa do pijama, deixou o abdômen exposto:

— Não estou machucado. Estou bem, Jane. Foi só um pesadelo.

Deus, o abdômen dele era exatamente igual ao sonho dela e isso trouxe tantas sensações de volta que momentaneamente Jane até se esqueceu da curiosidade sobre a cicatriz. Ela precisou engolir de tanto que sua boca salivava e respirou mais forte algumas vezes tentando trazer seu ritmo cardíaco de volta ao normal. Um pouco mais recomposta, finalmente focou naquilo que deveria procurar. Foi fácil localizar. A cicatriz estava realmente lá.

— Aqui... – repetiu olhando pra ele e esboçando um sorriso tímido.

— Foi há muito tempo. Estou bem agora. – ele insistiu para a tranquilizar.

— Posso? – ela disse levando a mão em direção à cicatriz.

— Pode, claro. – Kurt respondeu sendo tomado pela felicidade. Podia parecer pequeno, mas tudo aquilo era imenso pra ele. Mesmo que num sonho, ela se lembrou que ele se feriu ali. E falou novas palavras. Isso era bom demais.

O toque de Jane foi suave e cuidadoso como sempre. Ele sempre achava incrível como alguém que era tão feroz em campo ou numa luta podia ser tão carinhosa com seu corpo. Devagar, ela correu os dedos por toda a extensão da cicatriz, seu olhar se enchendo de piedade.

Claro que isso não passou despercebido por Kurt. Levando a mão ao rosto dela, ele roçou as costas dos dedos ao longo de sua bochecha tentando aplacar os sentimentos ruins que se formavam nela.

— Ei, está tudo bem. Já passou. – disse com o olhar carregado de compreensão e seu sorriso mais autêntico.

Jane retribuiu o sorriso e balançou a cabeça concordando. Mas, de repente, se sentou na cama e apontou para a coxa dele.

— Aqui!

Imediatamente Kurt soube que ela precisava verificar sua perna, aquela que foi transpassada pelo metal quando sofreram o acidente com a ambulância enquanto tentavam parar Shepherd. Sua vontade era baixar a calça o quanto antes para mostrar que ali também o ferimento já estava cicatrizado. Mas ficar só de cueca ainda lhe parecia invasivo. Talvez ela não estivesse preparada para isso. Nem ele mesmo sabia se estava.

— Aqui... posso? – ela insistiu.

Resistir a um pedido de Jane não era uma arte que ele dominava, quase sempre acabava cedendo. Ele tentou pensar que se o tal pesadelo ainda a incomodava, isso seria necessário para a acalmar.

— Ok. – disse nada seguro e, ainda deitado, baixou a calça do pijama.

Dessa vez, Jane não pediu autorização para o tocar. A mão dela estava roçando a cicatriz antes que ele se desse conta. E não se contentou em seguir apenas sobre a linha. Deixou seus dedos correrem ao redor, vasculhando possível linhas transversais.

Kurt tentou ser forte e se abstrair daquele momento. Mas, inferno, era a sua esposa fodidamente sexy, ajoelhada sobre a cama que compartilhavam, usando um maldito pijama de seda sensual e acariciando sua coxa. E aquele decote desajustado que não se assentava aos seios de Jane, desprendendo-se para longe da pele e deixando quase tudo à mostra?

Seu corpo reagiu mais rápido e mais forte do que ele poderia prever. Em segundos, seu pênis lutava contra o tecido da cueca já tão duro de desejo quanto estaria após muitas preliminares com mulheres que ele provou antes de Jane. Merda, a verdade é que ele já acordou com uma ereção minutos atrás. Com as pernas enroscadas as dela como estavam, como ele conseguiria não sentir isso? O desejo regrediu ao despertar por completo e achar que ela poderia estar passando mal. Agora, com tudo mais calmo, o desejo voltou com tudo.

Quando ele se deu conta, os olhos de Jane sondavam intrigados os movimentos sob sua cueca. Pra piorar, Jane o encarou, havia inocência e ousadia no seu olhar, exatamente como foi nas primeiras semanas após ela sair daquela bolsa na Times Square e por abaixo todos os muros que ele construiu durante anos.

A mão de Jane chegou a se posicionar e começar o caminho até ele, mas parou insegura sobre se saciar sua curiosidade necessitaria de autorização. Foi o vacilo que Kurt precisava. Rapidamente, ele subiu a calça e se sentou ao lado dela, flexionando os joelhos pra deixar sua ereção menos evidente. Jane sentiu que seu rosto queimava, mas estava mesmo era preocupada com ele. Pegando sua mão, disse:

— Você... bem?

— Sim. Estou bem. – disse meio encabulado e coçou a nuca. – É uma reação meio que natural. Não fique preocupada.

Ela assentiu também desconfortável, ainda estava ofegante e se sentiu melhor ao perceber que as mãos dele alcançaram a sua.

— Ainda é madrugada. Venha, vamos voltar a dormir. Precisamos descansar. – ele disse a conduzindo de volta ao travesseiro.

O sono, entretanto, não veio logo. Mas nenhum dos dois ousava se mover naquela cama com medo de incomodar o outro. Por fim, adormeceram.

Na manhã seguinte, seguiram a rotina do café. Foram juntos para a cozinha. Kurt cozinhando e Jane o auxiliando. Trocaram beijos como sempre, ambos se esforçando em não deixar que nada do que ocorreu na madrugada os afastasse. Riram, comeram e conversaram agora que ela conseguia interagir com um número maior de palavras.

Quando terminaram o café, Jane se levantou e começou a tirar a mesa. Kurt ficou lendo o jornal enquanto a observava de relance. Ele gostava de vê-la com mais independência e iniciativa, era sinal de que estava melhorando.

Após colocar toda a louça na lavadora, ela voltou à mesa e se colocou atrás dele, mãos apertando levemente nos seus ombros. Kurt inclinou a cabeça para trás, levantando o queixo para observá-la. Bastou isso para que ela se abaixasse para beijá-lo, mas a experiência não foi tão satisfatória quanto queriam. Determinada a não perder aquele beijo, Jane deu a volta e, lançando uma das pernas sobre as dele, se empoleirou no seu colo, já envolvendo seu rosto e selando seus lábios enquanto sua língua buscava espaço para muito mais.

Kurt firmou as mãos em sua cintura a puxando para mais perto. Os beijos dela estavam mais ousados a cada troca deixando a saudade que ele sentia a ponto de explodir. À medida que aprofundaram o beijo, Jane se moveu com mais vigor para frente, pressionando o corpo contra o dele. Mesmo com a roupa os separando , ele não conseguiu evitar a forma rápida como o desejo por ela cresceu. Havia muita saudade ali, mesmo que ele repetisse a si mesmo que tê-la viva bastava.

A primeira reação de Jane à dureza dele foi puro instinto. Roçar seu corpo ali só aumentava tudo que ela sentia. Mas após os primeiros movimentos, ela parou e afastou, precisando se certificar sobre o que acontecia com o corpo dele e por quê. Determinada em conseguir respostas, ela cobriu o pênis dele com as mãos e encarou:

— Ei?

Kurt engoliu e respirou, tentando encontrar foco para um esclarecimento que não veio de imediato.

— Como eu posso te explicar isso... – ele verbalizou seus pensamentos. – É natural porque nós estamos em contato um com o outro e... isso acaba acontecendo. – e levou uma das mãos até envolveu o rosto dela enquanto a outra continuava na sua cintura. – Você é uma mulher muito bonita e muito sensual.

— Eu... isso? – ela questionou aumentando a pressão sobre o pênis dele para indicar do que se tratava.

— Sim... – ele respondeu rápido engolindo o gemido que quase escapou de sua garganta. – Você me deixa assim.

— Sorry... – ela disse ainda o segurando firme e usando outra língua porque foi a única forma como o pedido de desculpas se concretizou em fala.

— Não se desculpe. – ele disse com delicadeza olhando nos olhos dela. – Não é ruim. Nós vamos encontrar um caminho pra resolver isso.

Jane balançou a cabeça concordando rapidamente. Algo no que ele dizia a deixava com muita vontade de fazer seja lá o que fosse. Ao fazer isso, aumentou ainda mais a pressão sobre ele.

Kurt a soltou e colocou as mãos sobre as dela.

— Suas mãos aqui não estão ajudando... em outra situação até ajudariam, mas do jeito que está acontecendo... – e afastou as mãos dela devagar — é melhor não tocar.

Jane voltou a concordar, agora um pouco triste, talvez até decepcionada. Então, saiu de cima dele, ficando em pé.

— Um banho frio vai resolver isso. Vou ficar bem. Não se preocupe. – ele disse e deu um selinho nela antes de ir para o banheiro.

Depois que Kurt saiu, Jane se jogou no sofá. Todos os acontecimentos da madrugada e dessa manhã não saiam de sua cabeça colocando um sorriso persistente em seus lábios.

Pelo resto da manhã seguiram o cronograma com a fisioterapia e a fonoaudiologia. Por volta das 11 horas, Kurt deixou Jane no apartamento de Patterson. Tasha acordou indisposta e tirou o dia de folga, então, ele precisava assumir o SIOC na sua ausência. Sabia que uma tarde inteira com as meninas faria bem a Jane. Enquanto dirigia, chegou a pensar que talvez fosse uma boa ideia pedir apoio à elas sobre a questão sexual. Receber informações de outras mulheres poderia ajudar as coisas a acontecerem de forma mais natural para ela.

“Deixa eu ver se entendi: você quer que a gente prepare o terreno pra você comer ela depois? Pode esquecer!” – essa possibilidade de resposta de Zapata se concretizou em sua mente de forma tão real que ele quase ouvia a voz da amiga o acusando. Não era uma boa ideia. Além disso, também o assustava o que mais a latina poderia aprontar depois daqueles pijamas sensuais que comprara pra Jane. Decididamente não! Ele e Jane eram um casal e cabia somente aos dois encontrar uma forma de lidar com a situação, sem envolvimento de terceiros.

Patterson buscou Jane no térreo para que Kurt não precisasse descer do carro. Subiram juntas. Assim que entraram, Zapata veio acolhedora:

— Jane! – e a pegou pela mão. – Finalmente você chegou. Eu estava quase morrendo sufocada pelos paparicos da Patterson. Pelo menos agora, ela terá outra grávida para se preocupar além de mim. Poderei voltar a respirar em paz! – disse salientando o final enquanto puxava Jane para dentro do apartamento.

— Eu vou fingir que não ouvi isso. – Patterson disse. – Eu sei que você me ama.

— Own, é claro que eu amo. – Zapata disse voltando e dando um beijo no rosto de Patterson. Depois voltou para o lado de Jane – Mas ela me sufoca. – insistiu num sussurro que poderia ser ouvido até do outro cômodo. – Mas olha só você e essa barriguinha linda. Espere até ficar assim. – disse passando a mão na própria barriga. – E eu já me achava enorme quando estava no meio da gestação como você.

Jane descobriu que as duas falavam muito quando não estavam trabalhando. E que Patterson gostava muito que elas comessem, então, não recusou nada do que lhe ofereceu. Conheceu o quarto da bebê de Zapata. Maya chegaria logo. Estava tudo pronto. Ficou encantada com os detalhes e roupinhas.

— Você já tem bastante coisas para a bebê? – Patterson questionou apontando para a barriga de Jane.

Meio encabulada, ela sacodiu a cabeça negativamente.

— Ah, Jane... não fique assim. Foi tudo meio tumultuado até agora. Mas nós vamos te levar às compras!

— Eu já ouvi essa história antes... – Zapata disse. – Comigo na reta final, só poderemos fazer isso algumas semanas depois que Maya nascer.

— Teremos tempo suficiente mesmo assim. Dessa vez vai dar certo. Só seremos quatro mulheres num shopping ao invés de três.

— Você quer dizer cinco, não é? A bebê de Jane conta também! Patterson errando na matemática. O que a chegada de alguns bebês não faz...

Mais tarde, elas estavam na sala. Jane estava mais solta agora. Ainda não entendia grande parte do que elas diziam porque as duas se empolgavam e falavam muito rápido. Riam também. Isso se tornou divertido. Então ela gostava de acompanhar a empolgação das amigas.

De repente, Zapata se virou para Jane e a encarou com um olhar diferente. De forma bem pausada, perguntou:

— Weller beija gostoso?

— Tasha! – Patterson a interrompeu. – Não faça isso!

— Ah, Patterson, eu sou uma grávida entediada e brava por estar em casa. Por favor, deixe os hormônios justificarem isso pra eu me divertir um pouco. De qualquer forma, não vai sair dessa sala.

— Não tem nenhum respaldo científico sua falta de controle. Mas... ok. Só pega leve.

Tasha sorriu de forma bem marota e se voltou novamente para Jane:

— Você ainda não respondeu. Weller beija gostoso?

Jane juntou as mãos e apertou os lábios parecendo um pouco constrangida, mas balançou a cabeça confirmando. Zapata sorriu ainda mais maliciosa:

— E vocês ficam só nos beijos?

Patterson abanou a cabeça parecendo ter desistido de tentar por juízo na cabeça da amiga. Jane pareceu um pouco confusa com a pergunta. Então, respirou, mostrou a aliança para Tasha e confirmou feliz:

— Crush... nie... não. Amor.

— Own, que lindo! Sim, sim. O que você e Kurt tem é muito especial. – Patterson disse migrando para perto da amiga e acariciando seu braço.

— Amor. Isso é realmente muito bom, Jane. E casais que se amam fazem mais que só se beijar. Ele já tocou em você? – e apontou para os seios dela.

Jane enrijeceu diante da pergunta e tratou de responder rápido:

— Nie! Kurt não... – foi firme tentando o defender. – Kurt... – as palavras não vieram, mas ela suspirou e seus olhos brilharam.

— Dios mío! Eu queria era gritar por saber disso. – Tasha disse rindo e muito empolgada — A vingança é um prato que se serve frio. Weller deve estar subindo pelas paredes com você usando os pijamas que comprei. Pagou caro por ter rosnado comigo e Reade quando entramos no FBI.

— Eu nunca vou te entender... – Patterson precisou dizer.

Jane olhava de uma para outra sem entender o que estava acontecendo.

— Ah, mas dane-se o Weller. Quero saber é de você. Jane, você gostaria que ele te tocasse? – a latina continuou.

— Agora você ultrapassou todos os limites, Tasha. Deixa-a em paz. – Patterson estava realmente incomodada.

— Patterson, eu estou grávida e sei como esses hormônios podem ser avassaladores.

— Isso é tão absurdo que até tem lógica. Vou tentar ajudar. Vamos abordar isso de forma mais científica e menos íntima para ela não ficar desconfortável. – e a loura pensou por alguns segundos, formulando sua estratégia. – Ok, vamos lá. Jane, por acaso você tem sensações de intumescimento do clitóris enquanto beija o Kurt?

— Intumes... o quê? Jane falava 13 línguas, mas garanto que nem antes do ZIP ela saberia o que é isso, Patterson! – Tasha falou caindo na risada. Quando se recompôs, reassumiu – Deixe comigo: Jane, você gostaria que Weller te tocasse?

Jane olhou para Patterson rapidamente e depois para Zapata. Por fim, abaixou o olhar para as próprias mãos enquanto castigava os dedos e disse baixinho:

— Ja...

Os olhos de Tasha se encheram de lágrimas. Ela perdera Reade para sempre. Por algum tempo, pensou que Weller também perderia Jane. Mas a amiga sobreviveu e agora o casal ainda não redescobriu o caminho de volta aos momentos mais especiais que poderiam desfrutar. Se aproximou da amiga e pegou suas mãos entre as suas:

— Vai acontecer. Ele vai entender. Só deve estar cauteloso, querendo te proteger de tudo.

Jane sorriu e apertou as mãos dela em retribuição.

Patterson também se aproximou e uniu suas mãos as delas:

— Quando você sentir alguma coisa, deixe que ele perceba. Kurt te ama demais, Jane.

Após um breve silêncio, Jane olhou para as duas e pegou as mãos vasculhando os dedos:

— Ei! Onde? – questinou a ausência de algo ali.

— O que está faltando? – Patterson repetiu tentando entender e Jane apontou para sua aliança.

Tasha olhou para a loura levantando as sobrancelhas:

— Ela acha que somos casadas?

— Por que ela acharia isso? Nós moramos juntas, cuidamos uma da outra... Ah, meu Deus, ela acha que somos casadas! Não, Jane, nós não somos casadas.

Jane olhou para as duas intrigadas e insistiu:

— Ja! – e com um grande esforço disse – sim! Igreja... vocês.

— Nós duas nos casamos numa igreja! – Zapata repetiu já rindo alto e levando as mãos a boca. – Não, não!

— Somos só amigas. Você deve ter sonhado. – Patterson disse tentando mostrar a realidade sem deixá-la mais confusa.

— Ou talvez tenha alucinado com isso... – Zapata concluiu. – Quando a encontramos na igreja, ela estava alucinando. Kurt percebeu.

— E se a lembrança dessa alucinação voltou, outras podem voltar! – a loura comemorou. – Preciso contar isso a Avery.

— Jane, Jane, quando essas lembranças voltarem e você falar melhor, vai ter que me contar direitinho todos os detalhes desse casamento aí.

Já era noite quando Kurt chegou. Elas comiam pizza sentadas no chão da sala e ele se juntou as amigas, abraçando Jane e dando um selinho na esposa. Conversaram sobre coisas banais. Ele achou isso muito estranho já que Tasha não despejou inúmeras perguntas sobre o SIOC.

Quando já estavam se despedindo, averigou:

— É assim, vou sair sem que você me pergunte nada sobre o trabalho?

A latina deu um leve tapa em seu braço:

— Estou treinando o desapego. Vou passar um bom tempo longe daqui a pouco e preciso aprender a focar na Maya para não perder nada de bom dessa fase. O trabalho já me tirou coisas demais.

— Sinto muito, Tasha. Não foi minha intenção trazer isso à tona. Está tudo em ordem por lá. Fique sossegada.

— É bom estar mesmo. Eu volto amanhã. – brincou, mas de repente voltou a ficar séria – Kurt, preciso te pedir um favor.

— Claro. Farei todo o possível.

— Não evite nada do que puder viver com Jane, seja por trabalho ou por qualquer outra coisa. Você ganhou uma segunda chance e isso é precioso demais.

Ele sorriu e apertou o ombro da amiga:

— Eu vou aproveitar cada segundo, Tasha, prometo.

— Talvez ler um pouquinho sobre os hormônios da gravidez também ajude. Eu vou te mandar um link.

Kurt estranhou a sugestão da amiga, mas concordou. Patterson se aproximou com Jane:

— Então, lá vão vocês dois ficar sozinhos naquele apartamento sem nenhuma ameaça à paz e segurança nesse país lá fora. Isso me lembra aquele dia no seu apartamento depois que desmontamos a Fase 2 da Sandstorm. Mas, naquela noite, fomos nós quem saímos de lá. Hoje são vocês saindo daqui...- ela buscava uma forma de trazer lembranças que levariam Kurt a se aproximar mais de Jane como foi naquela noite perdida no passado. — Ah, eu sou péssima nisso. Só vão.

Os dois saíram. No caminho para o elevador, Kurt tentou entender:

— Elas precisam ficar sozinhas como nós precisávamos naquela noite... Mas elas não... – e olhou para Jane que sorriu de forma maliciosa e mostrou sua aliança. – Sério? Poxa, nunca desconfiei...

Assim que entraram no carro e ganharam a rua, Jane começou a apertar os botões do rádio mudando as músicas.

— Olha só, agora você sabe mexer aí, é? Vamos lá, escolha o que quer ouvir. – ele disse a incentivando.

Após um bom tempo salteando as músicas, Jane parou numa música só orquestrada com prevalência de instrumentos de corda. Assim que começou a ouvi-la, abandonou a busca e se recostou no banco desfrutando do arranjo musical. Kurt sentiu seu coração disparar. Era uma música antiga, muito mais velha que os dois, comumente tocada nas ruas de Veneza. Tinham acabado de ouvi-la quando a pediu em casamento. Sem vacilar, estendeu a mão em direção a ela já que não podia tirar os olhos do trânsito. Jane entrelaçou seus dedos aos dele e descansou as mãos em sua perna.

Quando chegaram em casa, subiram abraçados e trocaram o primeiro beijo ainda no elevador. Mal passaram pela porta, Kurt a encostou contra a parede disposto a lhe mostrar o quanto aquelas horas distante custaram à ele. Começou o beijo calmo, mas logo reivindicou mais dela porque já sabia que era assim que Jane gostava.

— Senti sua falta a tarde toda. – sussurrou ao pé de seu ouvido.

Jane riu e buscou a boca dele de volta a sua. Após um novo e longo beijo, disse:

— Eu... aqui. – e revirou os olhos se fazendo de rogada.

— Vou tomar um banho rápido e depois é sua vez. Então, pelo resto da noite, você vai ficar exatamente aqui, nos meus braços, entendeu?

Jane assentiu com uma expressão bem desafiadora no rosto.

— Merda... – ele balbuciou antes de começar um novo beijo e suspendê-la para carregá-la até o quarto.

Chegando lá, a deixou na cama e foi para o banheiro. Seu banho foi rápido como prometera. Ela entrou no banheiro em seguida. Enquanto esperava, ele colocou seus óculos e retomou a leitura do último romance policial que comprara.

Jane também não demorou. Assim que ela deixou o banheiro e veio em direção a cama, Kurt sentiu seu corpo inteiro pulsando. Ela vestia uma camisola curta de seda vermelha que caiu sobre seu corpo acentuando a sensualidade de todas as suas formas. E, inferno, ela se movia como uma deusa enfeitiçando-o com aquela visão. Suas tatuagens casavam perfeitamente com o vermelho. Essa era a cor que ela usou quando praticamente confessaram seus sentimentos no polígrafo das irmãs hackers. Também usava vermelho quando se amaram pela primeira vez ali mesmo naquela cama apesar dele já tê-la livrado da blusa antes de trazê-la ao quarto. E o vestido vermelho daquela noite em Veneza quando a pediu em casamento? Deus, ele estava perdido.

Enquanto contornava a cama, por um breve momento, Jane deu as costas à Kurt. Nesse momento, ele pode ver que a camisola tinha um amplo decote na parte de trás, deixando a tatuagem com seu nome totalmente exposta. Maldita, Zapata!

Jane nem chegou a se deitar no seu lado da cama. Já ajoelhou-se em frente a Kurt, correndo a mão ao longo do braço dele. Ele mal teve tempo de deixar o livro sobre o colo para disfarçar a reação de seu corpo.

— Você foi rápida. – disse retribuindo o carinho acariciando o braço dela. – O que quer fazer agora? Desenhar?

— Nie. – ela respondeu com uma expressão desafiadora. – Aqui.

— Hm... ficar aqui. Mas é um pouco cedo para dormir. – ele entrou no jogo fingindo não compreender as intenções dela. – O que podemos fazer aqui na cama?

Ela sorriu e levantou as sobrancelhas como quem sabe o que quer. Com cuidado, levou as mãos até o rosto dele, tirando o óculo e jogando na mesa de cabeceira. No instante seguinte, ela jogou o corpo sobre ele para se sentar no seu colo. Só então sentiu o livro e se afastou para retirar o infeliz objeto e deixá-lo bem longe dos dois. Mas antes de se acomodar de volta no colo dele já percebeu que ele estava tão duro quanto depois de seus beijos pela manhã.

Com um longo suspiro, ela se afastou e olhou para ele:

— Ei! ...não ...beijei você. – disse exigindo uma explicação.

— Eu sei, Jane. Isso não acontece só quando você me beija. Olhar pra você, sentir seu cheiro, saber que você vai me beijar já me deixa assim.

O olhar dela se encheu de tristeza como quem acaba de receber uma dura condenação.

— eu... longe. – disse por fim, rumando para seu lado da cama.

Mas o braço de Kurt se enrolou ao redor de sua cintura antes que ela se afastasse demais.

— Não, por favor. Não quero você longe de mim. – sussurrou no cangote dela deixando sua voz transparecer todo desejo que sentia. — Preciso de você perto, Jane. Muito perto.

Sem esperar mais nada, ela se virou e reassumiu seu lugar no colo dele, pernas prensando seu quadril de ambos os lados, lábios reivindicando tudo o que o beijo dele poderia oferecer. Impossível conter o atrito do pênis dele contra sua pelve enquanto ela se movia aprofundando o beijo. Preocupado, Kurt precisou interromper o beijo para se certificar que ela estava bem com aquilo:

— Jane, isso está te incomodando?

— Nie. – ela disse mantendo um olhar sorrateiro preso ao dele. – Bom.

Ele sorriu satisfeito e a puxou para um novo beijo ainda mais intenso enquanto já ousava correr as mão por baixo do decote de trás de sua camisola, roçando sua pele. Nenhum dos dois queria que aquilo terminasse, que o beijo chegasse ao fim, por isso retardaram tudo que puderam. Quando finalmente se afastaram precisando de ar, Kurt a segurou pela cintura puxando para ainda mais perto. Sussurrando em seu ouvido, disse:

— Posso te mostrar outras coisas boas se você quiser. – e sentiu a pele dela se arrepiando o que bastava para deixá-lo completamente louco.

Ela afastou um pouco apenas seu dorso para poder olhar pra ele. Entregando-se por completo ao azul dos olhos dele, pediu:

— Mostra...

Ele usou uma das mãos para acariciar seu rosto. Por mais que estivesse desesperado de desejo, bem mais forte que isso era a vontade de fazer aquilo da forma mais carinhosa possível, mostrando à ela o quanto ele se importava. Seus dedos percorreram cada detalhe do seu rosto antes dos seus lábios voltarem a tocar os dela num beijo muito mais suave. Assim que Jane começou a exigir mais dele, Kurt deixou seus lábios para deslizar os beijos por seu pescoço e clavícula. Ele fazia aquilo de forma tão suave, mas o que ela sentia era muito intenso, diferente de seu sonho na noite anterior. Era muito mais real e recompensador.

— Bom? – ele perguntou ainda perto o bastante para que sua respiração continuasse tocando suave a pele dela, pois sabia que só o fato dela não ter se afastado significava muito.

— Ja... – ela respondeu inebriada pela sensação e o livrando da camiseta do pijama disposta a ter acesso total ao peito dele.

— Então, vou te mostrar um pouco mais, Honey. – e a afastando um pouco, começou desenhar o decote acima de seus seios com os dedos correndo pela pele dela.

Lentamente, ele foi roçando os dedos em direção as alças da camisola até trazê-las abaixo dos ombros fazendo o tecido da frente ceder, quase desnudando os seios dela. Fez, então, o caminho de volta agora descendo o toque até as curvas bem mais acentuadas por conta da gravidez. Percebendo o quanto ela estava ofegante, ele finalmente deixou seus lábios alcançarem a pele dos seios.

— Kurt... – ela falou perdida entre o desejo e a veneração, as palavras a abandonando não por conta de seu cérebro danificado, mas diante da sensação dos beijos molhados dele que, sem respeitar o pouco tecido que restava, seguiram determinados até encontrar seus mamilos e brincar com eles enquanto suas mãos se curvavam aos redor de suas coxas para puxá-la pra mais perto.

Fechando os olhos, ela se entregou aquelas sensações vasculhando cada centímetro da pele dele ao seu alcance com as mãos. Era algum tipo de necessidade primitiva que tentava mantê-lo ali, colado à ela, tocando seus seios para sempre porque ele se parasse custaria demais à ela. Parecia tão perfeito! Jane não queria que nada mudasse. Entretanto, num impulso Kurt levantou seu corpo e girou sobre ela, deitando-a na cama com uma facilidade surpreendente. Logo suas mãos se aventuraram por baixo da camisola, varrendo a pele de seu abdômen e o lado interno das coxas. Os dedos dele deixavam um rastro de fogo fazendo-a acreditar que cada toque ficaria marcado em sua pele de forma mais definitiva que suas tatuagens.

Então suas mãos se firmaram em seu quadril arrastando-a para a borda da cama e se colocou entre suas pernas primeiro roçando a barba e depois depositando beijos molhados nas coxas que o cercavam. Seus dedos ousaram ir ainda mais longe, alcançando a borda de sua calcinha e brincando perigosamente com a pele de sua virilha.

Perdida nas sensações que a incendiavam, ela gemeu implorando por mais.

— Calma, querida. Estou quase lá. – ele garantiu segundos antes de seus dedos se pressionarem sobre sua calcinha. – Meu amor, você queria isso tanto quanto eu, não é? – ele balbuciou numa reflexão em voz alta ao sentir o quanta ela estava encharcada de desejo.

Afastando o tecido para o lado, seus dedos brincaram com cada dobra dela, sabendo exatamente onde ir para dar tudo que ela amava e merecia. No instante seguinte, eram seus lábios e língua brincando ali.

Ela se agarrou aos lençóis e pressionou as pernas contra a cabeça dele gemendo desesperada com as sensações que a dominavam. Mesmo a conhecendo, por um momento, Kurt se preocupou. Jane ainda estava em recuperação e também estava grávida agora. Interrompeu as carícias, para verificar:

— Está tudo bem, meu amor?

A única resposta que obteve foram as mãos dela empurrando sua cabeça de volta num claro pedido para que ele continuasse.

Kurt obedeceu, experimentando de novo a sensação de poder que sentia ao ver a mulher mais forte que já conheceu entregar-se a ele por completo, confiando em suas decisões para levá-la ao clímax. A forma como ela gemia, se contorcia contra ele mostrava que não demoraria agora. E tudo que ele queria era dar isso a ela. Satisfazê-la era o que fazia seu universo girar em equilíbrio quando estavam assim, entregues ao amor. Segundos depois, ele a sentiu estremecer, mas mesmo assim não desistiu mordiscando de leve seu clitóris para que ela pudesse desfrutar daquilo até a última onda que a varreria.

Quando ela finalmente relaxou, ele voltou para seu lado na cama, esperando deixá-la descansar. Mas Jane se virou para ele já enroscando as pernas nas suas, ofegando enquanto o puxava para um beijo nada casto e roçava o corpo no dele sem a menor vergonha de demonstrar o quanto ainda o desejava. Não foi muito longo, ela logo precisou de ar, então ele aproveitou para dizer sorrindo:

— Você nunca para, não é mesmo?

— Mais... – ela disse com a voz rouca carregada de súplica.

Ela não precisa de tempo, ele muito menos. Estava pronto desde a vira saindo do banheiro nessa camisola vermelha.

— Seu desejo é uma ordem, querida!

Colocando-se em pé novamente, considerou que a borda da cama seria a posição mais adequado para o estado dela. Amanhã ele pesquisaria um milhão de outras formas porque não ficaria mais uma noite sequer sem amá-la pela vida toda.

Ele a penetrou devagar, contrariando todo o desejo louco que sentia. Mas precisava sentir as reações dela e ter certeza de que estava sendo realmente bom. A cada centímetro que ele afundava em suas dobras, mais ela se esticava contra ele o incentivando. Quando finalmente estava todo dentro dela, ainda esperou alguns segundos, assim ela teria tempo de se acostumar com sua presença. Retardou tudo que foi capaz, chegou ao seu limite. Dali pra frente, só restava também se entregar.

Começou devagar, mas logo encontrou um ritmo rápido e intenso tão característico do amor dos dois. Era avassaladoramente perigoso o limite onde chegavam quando estavam juntos. Seus corpos brincavam na tênue linha entre o prazer e pane total.

Aquele mar de sensações era mais que familiar à Jane. Definitivamente aquela era a sua praia. Desde que acordara do coma ela nunca tinha se sentido tão plena. A racionalidade era dispensável ali. Tudo que ela precisa era sentir e deixar seus instintos agirem em resposta, ditando os movimentos. Era como se seu corpo e dele tivessem nascido para se fundirem nessa total sintonia.

Os dois chegaram ao êxtase mais rápido do que costumava ser. Mas nenhum deles se questionou quanto a isso. A saudade após aqueles longos meses de separação era imensa e tinha pressa de ser satisfeita.

Exaustos, envolveram-se um no outro, encontrando na batida do coração ao lado a música mais perfeita para adormecer.

Notas finais
Chegaram até o final? Por favor, nunca precisei tanto conhecer as considerações de vocês sobre essa história. Contem-me o que acharam. Ah, quanto às sugestões, todas estão anotadas e vocês poderão ler o resultado nos próximos capítulos. Muito obrigada pela leitura. *eu queria muito poder terminar essa nota com aquele emoji de macaquinho cobrindo os olhos.