Eu estava sentada embaixo de uma arvore perto do lago estudando. Ouvi risadas que pareciam latidos, características do Black — Eca. Vi os marotos se aproximando, ia dar merda. James Potter, um setimanista grifinório, com seus cabelos morenos bagunçados, e seus olhos ora castanhos, ora verdes. Ele era bonito, não podia negar, mas a beleza não compensava a arrogância. Aproximou-se:

– Hey, Evans!

– Tchau, Potter

– Mau jeito, Pontas – Sirius Black, um setimanista grifinório com seus cabelos cacheados e olhos azul-piscina. Era mais galinha de que Potter, mas estava apaixonado por minha melhor amiga Marlene McKinnon, e vice versa.

– Saia comigo, Lírio, por favor.

– NÃO. E QUANTAS VEZES VOU TER QUE FALAR: É EVANS PRA VOCÊ, POTTER!

– Se sair comigo eu nunca mais te chamo. Sério.

Até que eu parei pra pensar. Se eu saísse com ele, lógico, estaria ferindo meu orgulho, mas nunca mais o teria no meu pé. E era exatamente o que eu queria, há muito tempo.

– Tá bom. Eu saio com você, James.

Abriu um sorriso de orelha a orelha, um sorriso que não era cafajeste, e sim verdadeiro. Involuntariamente, sorri também.

– Te espero às 10:30 no salão principal. – deu um beijo em minha bochecha e saiu correndo, junto com seus amigos.

*-*-*-*-*-*-*

É. Já estava tudo resolvido. Mudei os planos. Minha vingança por todos esses anos de incômodo seriam pagos. Suspirei. Relembrei o plano. Vi James chagando acompanhado de Emmeline Vance, sua amiga e ficante atual do Black. Sorriu para nós e saiu andando.

–Vamos?

–vamos.

Chegamos a Hogsmeade. Fomos ao Três Vassouras, e pus o plano em prática:

–Então James. O que quer fazer depois de hogwarts? — Ele pareceu surpreso com a pergunta, mas respondeu firmemente:

– Vou seguir a carreira de meus pais. Auror. E você? – perguntou interessado.

– Medibruxa. – sorrimos um para o outro. Vi Amos Diggory entrando e piscando para mim. Era a hora. Olhei de novo para James e nossos rostos foram se aproximando... Quando nossos narizes roçavam um no outro, me afastei.

–O que foi, Lírio? – perguntou corado.

– N-nada Droga, por que estou gaguejando? É a hora. – por que não vai pedir as bebidas? – perguntei. Ele assentiu e foi ao balcão. Nesse meio tempo, Amos se aproximou:

– Pronta? – assenti. Vi que James se virou para nossa mesa, e segurei Amos pela nuca e o beijei. Nunca senti nada por Amos, mas ele era meu amigo e estava sendo pago para isso. A primeira coisa que percebi foi que o beijo de Potter era, de longe, melhor que o de Amos. Sei disso porque ele já me prensou na parede e me beijou, no quinto ano. Foi o melhor beijo de minha vida, não que alguém precise saber disso.

Comecei a lembrar dos raros momentos de rondas que eu e Potter fazíamos juntos (ele também era monitor) e as risadas, até o dia em que ele disse que me amava e eu disse que o odiava, não era verdade. Ele ficou muito triste e voltou a ser o Potter de antes, acabando com a “trégua”.

Naquele momento eu quis desistir de tudo, sabe? Voltar a ter, finalmente, o tão esperado encontro com James. Separamo-nos e só deu tempo de ver a porta fechando e James saindo. Sirius, que estava com Emme, levantou e foi atrás do amigo. Fui atrás deles e ouvi Sirius gritando:

–JAMES! PONTAAAS!

Cheguei nele, com os olhos já marejados:

– Cadê ele? Sirius, por favor!

Esperava que ele me xingasse, me humilhasse e até me ignorasse, mas não.

– Provavelmente está na torre de astronomia, mas, Lily, o que aconteceu?

Contei tudo a ele. Ele esperou eu acabar para dizer que eu devia falar com James e me abraçou, fazendo carinho em meus cabelos. Procurei James por Hogsmeade, e quando escureceu, voltei para o Castelo e subi para a torre de astronomia. Ele estava sentado lá, lendo um livro. Ultimamente ele vem fazendo muito isso.

– James...

– Tudo bem Evans, eu ouvi quando contou seu plano para as meninas. – dava para ver a tristeza em seus olhos. – eu fiquei triste no começo sabe? Mas eu pensei que se essa fosse a oportunidade de pelo menos ter um encontro com você eu fingiria que não sei de nada, mas aí você mudou tudo e Beijou o Diggory, Lily, Logo ele! Mas tudo bem, eu entendi. Não vou mais te encher o saco, se você quer assim. – Ele já estava em pé, se preparando para ir embora. – boa noite, Evans.

Com uma coragem, que, sinceramente saiu da Puta que pariu, eu o puxei pela gola da camisa e o Beijei. Ele ficou surpreso no começo, mas pôs a mão em minha nuca e a outra em minha cintura enquanto minhas mãos acariciavam seus cabelos macios. Depois do que pareceram horas, ou segundos, nem sei, nos separamos.

– Eu te amo, James. Eu me arrependo de ter pago Amos para me beijar e estragar o encontro. Se você quiser, no próximo sábado... — não acabei a frase, sentindo seus lábios novamente nos meus.

–Também te amo, Lily. Eu até perguntaria sobre você ter pago ele, mas acho melhor não. – rimos. – A propósito, quer namorar comigo?

Como resposta sorri e o beijei. Saímos de lá, e ele entrelaçou nossas mãos. Sorrimos um para o outro. Quando entramos no salão, não esperava reação melhor de nossos amigos. Sirius gritou como uma menininha; Lene, que estava abraçada à ele (N/L Conversamos depois), caiu da cadeira; Dorcas, começou a dançar em cima da mesa(?), e Remus, cuspiu seu suco de abóbora na cara de Peter Pettigrew, que caiu com a cara em sua torta de limão. Amos ficou confuso, mas riu, junto de Emme. Isso rendeu gargalhadas de todo o salão. Foi aí que perceberam o porquê daquela cena. James, super discreto, me puxou e me beijou, beijou mesmo, arrancando aplausos e assovios de todos, e “Aleluias” da mesa Grifinória. Aquele foi, sem dúvidas, o melhor dia da minha vida.

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado, até a próxima e leiam minhas outras. bjos,I.P.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!