Jamais engane um duque
16 Capitulo 16
Notas iniciais
Após um final de dia que poderia ser descrito como encantador, tudo pareceu tomar outro rumo, Lilian e Gabriel estavam vivendo como se de fato tivessem desejado aquele casamento, conversas espirituosas no café da manhã, beijos roubados no meio da tarde, noites calorosas... Ela quase poderia se ouvir suspirando toda vez que pensava no marido.
Passados três dias, era chegada a hora de enfrentar a sociedade, Lilian tentava ao máximo esconder seus segredos e preocupações, e estava se saindo bem, evitando uma conversa ou outra, rindo sem graça de mudando rapidamente o assunto quando Gabriel falava da noite que os uniu. Retornando de uma parada para trocar os cavalos, seu marido desviou o assunto da conversa para Claire. Lilian sentiu seu corpo tremer, e lhe respondeu que sua prima tinha ido para a Escócia visitar parentes – quando na verdade ela estava indo casar-se com Daniel, fato que ela havia omitido. Para dar uma basta no assunto, ela citou seu encontro com William, reforçando que agora estava conscientemente tranquila. Lilian esperava que Gabriel lhe perguntasse como foi o encontro, e então ela descreveria com muitos detalhes tediosos até pararem nas flores, e ela o dissuadiria enredando uma conversa sonolenta sobre arranjos preferidos. Mas isso não aconteceu, seu marido a surpreendeu questionando algo ela nunca imaginou que fosse de seu interesse.
— O que realmente aconteceu entre você e William Cavendish? Não que ache que você foi desonrada por ele, você claramente não foi, mas também não chegou a mim no maior exemplo de inocência...
— O que você está me perguntando exatamente? Até onde eu cheguei com William? Quais prazeres carnais ele me apresentou?
Lilian viu seu marido engolir em seco e soltar todo o ar do peito em um claro sinal de incomodo. Ótimo, veremos quanto mais ele se incomodará.
— William e eu... nós, tivemos momentos interessantes juntos.
— Prossiga, por favor.
— Ele me deu meu primeiro beijo significativo. E me ensinou sobre desejo, fogo, satisfação e paixão.
— Você era pouco mais que uma menina. – Gabriel parecia prestes a pôr os bofes para fora.
— Sim. Mas ele era tentador, lindo, encantador, charmoso, ele tinha... Eu mal consigo me expressar.
— Então era apaixonada por ele.
— Houve um momento em que eu pensei estar apaixonada. Mas era apenas desejo entende?
— Na verdade, não.
— William me beijava de um jeito que parecia que ele tomava minha alma, e eu sentia um calor percorrendo meu corpo, se alojando em partes secretas. A primeira vez que eu me toquei...
— Por favor, não! – Gabriel estava exasperado. E Lilian sentiu a satisfação acomodar-se no peito.
— Espere, não é nada assim. Talvez você até goste do que vai ouvir. A primeira vez que me toquei, que eu me descobri como uma mulher com anseios carnais, foi por causa dele. Nós estávamos nos beijando na biblioteca, nossos corpos tão colados, eu lembro que eu o sentia, o... você sabe...
— O pênis. Acho engraçado que não tenha constrangimento algum de contar essa história, mas não consiga falar pênis.
— Não sabia como você preferiria que eu me referisse. Retornando aos fatos. Eu o senti pressionando minha barriga e eu fiquei vermelha da cabeça aos pés, com uma necessidade louca de me esfregar contra ele de senti-lo, e eu sabia que estava muito próxima de algo grandioso quando papai bateu na porta, fiquei mortificada de vergonha, William pulou a janela e ganhou um corte na perna.
— Bem feito. – Ouviu seu marido resmungar.
— Mas ele sabia que ficaria em agonia por muito, muito tempo até que pudéssemos ficar a sós novamente, e ele me escreveu uma carta. Achei tão escandaloso e romântico, me dê algum crédito, eu era uma menina sonhadora, romântica e curiosa.
— Não consigo imaginar.
— Pois, bem. A carta começava com um título "Lições de alívio para uma donzela em chamas". – Gabriel bufou e revirou os olhos. – Ele contava com riqueza de detalhes como eu deveria fazer para me sentir nas nuvens. Está curioso? Devo lhe contar ou o monstro do ciúmes não irá permitir?
Gabriel engoliu a vontade de dizer que não estava com ciúmes, era um mero sentimento de posse, alguém havia brincado com seu cavalo novo antes dele, e ele perdera a sensação de apreciar a novidade brilhando nos olhos do bicho. Senhor! Tinha mesmo comparado a esposa a um cavalo? Sendo honesto consigo mesmo, estava ardendo de ciúmes, vendo o brilho nos olhos, o fogo que tomava conta das bochechas de Lilian, os suspiros que ela dava por William Cavendish. Maldito fosse, Cavendish! Ao invés de dizer alguma coisa, ele apenas ergueu a sobrancelha com uma expressão debochada e ela continuou.
— Ele dizia, para verificar que eu estivesse sozinha, que me deitasse em minha cama e me tocasse, delicadamente, lá embaixo, onde eu sentia pulsar sempre que ele me beijava.
O duque de repente esqueceu quem era o ele da história da esposa. Lilian não só contava como interpretava. Ela fechava os olhos, e segurava os seios, amassando-os.
— Dizia para encontrar um ponto quente, delicado e muito sensível no meio das minhas pernas. "Abra as pernas escandalosamente, e mexa com esse ponto", ele dizia para fazer círculos e quando parecesse muito bom, poderia melhorar. Desça o dedo, encontre sua fenda, não se assuste se ela estiver úmida, isso é bom.
A voz de sua esposa estava rouca e ecoava no ambiente apertado da carruagem. Ela tinha os olhos fechados e insinuava o ato sobre o pano grosso do vestido, sabendo que não seria suficiente, que estava muito longe de ser. Gabriel fervia, morrendo de vontade de pegá-la nos braços e fazer amor a caminho de Londres.
— Eu fiquei chocada quando ele sugeriu que eu mergulhasse um dedo para dentro, eu jurava que apenas um homem poderia ter acesso daquela forma ao corpo de uma mulher, mas indiretamente era isso que estava acontecendo não era. Ele dizia que poderia incomodar, mas que seria incrível. E foi, eu me encontrei úmida e quente, e tudo era delicioso.
De repente ela abriu os olhos, e saio do torpor. Seu marido estava com os olhos vidrados nela e uma ereção despontando.
— Quando dei por mim, percebi que eu gemia baixinho. Enfim, William me deu um verdadeiro prato de indecências, me contou sobre como ele tinha seu próprio alívio e as coisas que uma mulher poderia fazer. Juro que desejei fazer todas. Faremos certo?
— O que?
— Mais coisas indecentes.
— Que tipo de coisas indecentes você gostaria de fazer?
— Eu... Não quero que pense mal de mim, mas isso nunca saiu da minha cabeça.
— Eu não pensaria mal de você por ter seus desejos, nunca.
— Então me diga um seu, e assim estaremos empatados. Desejos incomuns, ou não tradicionais pelo menos.
— Eu quero fazer amor com você, agora, com você sentada no meu colo, sufocando os gritos para o cocheiro não ouvir, em plena luz do dia a caminho de Londres.
Lilian sentiu todo ar ir embora.
— E você esposa, o que quer?
— Eu já ouvi falar, sobre fazer amor com a boca. – Ela falava como se cada palavra rasgasse sua garganta ao sair.
— Hum, é mesmo? E como seria isso?
— Ora, Gabriel! Não zombe de mim!
— Não estou zombando, eu quero ouvir mais.
— Eu colocaria você na minha boca, e então... Bom, então eu não sei. Mas eu fiquei tentada a saber. – Lilian mantinha os olhos voltados para o chão.
— William te contou?
— Contou.
— O que ele disse?
— Ele disse, que era como beijar, só que diferente.
— E você desejou beijar William aqui?
Ela abafou um gemido e lambeu os lábios quando percebeu que Gabriel tinha abaixado as calças, e segurava sua ereção como um troféu. Apenas balançou a cabeça em negativa para sua pergunta, seu coração esmurrando o peito.
— Mas você deseja beijar seu marido, assim tão intimamente?
— Sim.
Gabriel jamais teria pedido isso a ela, por mais que tivesse ansiado por isso desde a primeira vez que dormiu com a esposa. Lilian era uma dama, não deveria se ajoelhar diante de um cavalheiro e fazer coisas indecentes. Ele pensou em deixar para lá, mas não resistiu, ela contava fascinada, sua boca tinha um formato perfeito para acolhê-lo. Não escapou a ele quando pediu que ela se aproximasse que maior que a vontade de receber beijos íntimos, era a de beijá-la ali, algo que ele também nunca considerou, temia escandalizá-la, temia que ela se assustasse com seu apetite. Mas ele o faria, na primeira oportunidade, na cama deles, com ela nua e macia sobre os lençóis brancos.
— Venha, faça o que quiser.
Lilian tocou a excitação de Gabriel. Duro e grosso. Seus dedos caminharam para cima e para baixo e seu marido se acomodou no banco. Ela não sabia o que fazer exatamente, mas também não queria instruções. Ajeitou-se ao lado dele, mas ficou desconfortável, então fez o que lhe pareceu mais sensato, e se ajoelhou. Olhou para seu marido que parecia surpreso com a iniciativa, e então desajeitadamente o tomou com a boca. Segurando o membro que pulsava em sua mão, ela beijou o topo, e distribuiu beijos por todo o comprimento, em seguida o lambeu, e ele grunhiu.
— Você tem um gosto bom, nunca imaginei... é salgado e quente.
— Eu mal posso esperar para saber o seu gosto, eu te tomarei com minha boca, na nossa cama, e você irá gozar tantas vezes até cansar.
As palavras de Gabriel desceram sobre ela e balançaram seu íntimo, ela desejou estar em Londres como não desejava a séculos. Ela girou a língua no topo do membro, e enfim o colocou todo na boca. Sentiu a largura tomando conta de sua boa, o peso dele sobre sua língua e a ponta roçando no final de sua garganta. Lilian sentiu calor e umidade escorrendo por sua perna. Ela o tirou da boca fazendo uma leve pressão com os lábios, e voltou a sugá-lo para dentro, subindo e descendo a boca, deixando-o molhado. Gabriel que se contorcia e gemia baixinho, desceu a mão e acariciou a nuca de Lilian, incentivando-a a continuar, ele começou a balançar os quadris de encontro a boca de sua esposa, sem conseguir controlar seus instintos primários, ele estava fodendo a boca de uma dama. Respiravam forte, e ele observou quando ela subiu as saias e enfiou uma mão para dentro. Ela estava se tocando, enquanto o chupava, doce e molhada apenas de dar prazer a ele. Gabriel tentou de afastar, sabendo que estava perto de se liberar na boca de sua esposa, mas ela insistia em ir mais fundo, chupando, sugando. Mais rápido, mais forte, até que ele explodiu. Sua mente não conseguia elaborar um único pensamento que não fosse sobre ela, ajoelhada no chão da carruagem, com a mão escondida embaixo de panos, se dando prazer após fazer dele o homem mais satisfeito do mundo.
Gabriel içou a esposa do chão e a colocou sobre seus joelhos, abriu suas pernas e ela ficou arreganhada, olhando assustada para ele que sorriu, e subindo as saias dela, ele puxou o pano que cobria sua intimidade rasgando-o. Lilian abafou um grito de surpresa quando ele puxou a frente do seu vestido e afrouxou o espartilho expondo seus seios. Gabriel afogou o mamilo de Lilian no calor de sua boca, passando os dentes devagar por ele, sugando, girando a língua ao seu redor, fazendo-a se contorcer. Ele deslizou um dedo dentro dela, indo direto para sua abertura, bombeando enquanto fazia círculos com o polegar em seu clitóris. Lilian gemeu, se contorceu. Gabriel parou de chupar seu peito e sussurrou em seu ouvido, a voz rouca rasgando a sinfonia de grunhidos.
— Eu quero que você cavalgue meus dedos. Isso amor, assim, para cima e para baixo, para frente e para traz, boa garota, isso.
Ela sentia que estava quase lá quando seu marido arrancou os dedos da sua cavidade e os substituiu pelo seu membro quente e duro. Gabriel colocou as mãos em seu quadril, incentivando-a a mover-se, enquanto ele mesmo arremetia, com estocadas precisas, a protuberância sensível de Lilian se esfregava contra ele, seu peito roçando no colete cinza impecável de seu marido, deixando seu corpo em alerta máximo.
— Oh céus, eu estou quase, eu...
Gabriel escorregou sua boca para o pescoço de sua mulher, beijando a pulsação, e trouxe seus lábios de volta para ela. Lilian tinha os olhos mais bonitos que ele já vira, nunca tinha visto os olhos de sua esposa quando ela estava perto de gozar. Seu interior o apertava e bombeava.
— Vamos amor, goze para mim, olhe para mim.
Ela o fez e ele a seguiu, o orgasmo explodiu entre eles, Gabriel nunca saberia se foram quietos e silenciosos, Gabriel nunca saberia se algum dos empregados ouvira os patrões sendo escandalosos e indiscretos, porque naquele momento ele se sentia perdido num mar de cor âmbar. Sua esposa ofegava contra ele, ambos com os pulmões estourando, ele a aconchegou no colo e fez carinho em seu cabelo, até perceber que ela havia adormecido. Mais tarde, perto de Londres ele a acordaria, e se ajeitariam para parecerem apresentáveis, mas agora, agora Gabriel só conseguia pensar que seu coração estava quase cedendo.
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