J'aime Son Anyway
15 Le seizième chapitre
Notas iniciais
Adrien se perguntava por onde Marinette andava. Sentia uma sensação ruim, como se algo muito mau estivesse para acontecer. Ele olhou em volta, mas não havia ninguém e nem nada fora do comum. Enfiou os materiais em sua bolsa e olhou para Plagg, que comia um queijo de cheiro desagradável. Mas já havia se acostumado, é claro. Depois de tudo, já havia se acostumado com a presença do Kwami. Embora ainda não tenha se acostumado com a Ladybug sendo Marinette. As duas eram praticamente o oposto uma da outra. As vezes Adrien se perguntava se era algum tipo de brincadeira de mau gosto com ele. Porém, Chat Noir e Adrien eram totalmente diferentes também.
O garoto não conseguia esconder a sua preocupação. Olhava para a porta, esperando que Marinette fosse sair dela. Olhava para a janela, esperando que Ladybug estivesse lá também. Retirou o celular de seu bolso e abriu o aplicativo de mensagens. Digitou algo rapidamente, que parecia ser para Marinette. "Onde você está?" ele havia digitado, com esperança de que ela respondesse de imediato. Passaram-se cinco minutos, dez...
Adrien desligou o celular e colocou no bolso. "Ela pode estar ocupada, eu não deveria atrapalhar." Era isso que pensava, mas não sabia se seguia corretamente, pois a cada cinco segundos, olhava de relance o seu celular. Esperando uma mensagem de texto ou uma ligação de Mari.
Já era tarde, logo iria anoitecer. Adrien se perguntava o que ainda fazia na escola. Esperando Marinette? Esperando Ladybug? Que idiotice. Nessa hora,ela já deveria estar em casa, desenhando, tomando banho ou fazendo algo divertido com sua familia. Afinal, ela tinha uma família e tanto. Adrien sentia um pouco de inveja, afinal, sua família nunca esteve muito presente com ele. Seu pai era muito ocupado e quase não o via. E quando o via era: " Bom Dia.", "Boa Tarde", "Boa Noite". Nunca perguntava algo sobre a escola ou de como estava. Adrien cerrou o punho. Até que... seu celular começou a vibrar no bolso. Desesperado, agarrou o celular para ver quem estaria lhe ligando. Era Nathalie. Provavelmente ligou para perguntar o que estava fazendo, Adrien ignorou completamente, irritado. A única pessoa a qual precisava que ligasse era Marinette.
— Tá preocupado assim? — Disse Plagg, terminando de comer o quejio.
Adrien suspirou.
— Marinette saiu sem dizer praticamente nada. É óbvio que estou. — Disse Adrien fitando o chão.
Plagg deu de ombros.
— Mas ela sempre faz isso. Não é novidade...
Adrien o encarou.
— Você quis dizer, a Ladybug. — Adrien corrigiu, incomodado com o comentário. Afinal, mesmo as duas sendo a mesma pessoa, agiam de forma diferente.
Plagg pareceu não se importar com a correção.
— Adrien, as duas são a mesma coisa. Quando vai aceitar isso?
O garoto assentiu, nervoso.
— Talvez você esteja certo.
Adrien sentiu uma mão se apoiar em seu ombro direito. Um sorriso se formou em seu rosto, imaginando que Marinette finalmente havia aparecido de surpresa.
— Mari, você demorou...
Assim que se virou, levou um susto, pois era Lila, e não Marinette. O sorriso desapareceu de seu rosto. Não era a sua amada, e provavelmente não esperava que Lila fosse vir atrás dele ou algo assim.
— Lila? — Ele disse, suspirando, sem esperança.
Ela revirou os olhos.
— Oras, eu não sou a Mari...mas também não precisa me tratar com desprezo, credo.
Adrien deu de ombros, não se importando muito com o que ela tinha para dizer.
— Bem, mas se está interessado, ela me mandou uma mensagem agora pouco. Talvez não tenha te mandado, por isso que estou aqui. — Volpina disse, fitando o chão.
Adrien arregalou os olhos. Se ela sabia de algo, para que fazer suspense? Não era melhor dizer de uma vez? Além disso, por que Mari não havia lhe mandado nenhuma mensagem? Mandou para Lila, que uns meses atrás era sua inimiga
.
— Bem...e o que acontece? — Adrien perguntou, tentando se manter calmo.
Lila soltou uma risada.
— Você é idiota? Pensei que fosse perceber. Adrien, Akumas foram liberados por toda parte. — Lila disse, com a maior tranquilidade do mundo, como se fosse algo normal de se dizer.
O garoto a encarou, tentando acreditar no que ela dizia. Se todos foram Akumatizados por aí, por que ele não percebeu? Por que estava parado? Por que não percebeu o silêncio que dominava a cidade? Não haviam pássaros cantando, nem pessoas cantarolando por aí. Adrien estava se sentindo um total inútil. Droga, por que não foi junto com Marinette quando teve a chance?
— Ei, vamos logo. Ou você quer que a Marinette morra? — Lila perguntou, já indo em direção a porta.
Adrien concordou com a cabeça, tentando esconder o quanto estava desesperado por dentro. O que faria se Marinette morresse? Adrien sabe que tem a chance de salvar ela e iria ficar parado? Rezava para os céus para que ela estivesse segura. Plagg estava quase dormindo em seu ombro, quando ele o cutucou para que ficasse atento.
— Você tem razão...me desculpe. — Ele disse, correndo para fora da sala fechada e abafada.
— Caramba...tão idiota. — Ela murmurou, correndo atrás dele.
— Isso nunca acaba! — Ladybug berrava, enquanto girava o Ioiô de um lado para o outro, para se defender dos ataques. Eram tantos Akumatizados que ela não conseguia contar corretamente.
Ladybug estava cansada. Seus braços e pernas estavam doloridos. Gostaria de estar em casa. Rindo com sua família das coisas idiotas que via na televisão, desenhando, ou até mesmo conversando com Alya em seu telefone. Por que ela? Por que Marinette teria sido escolhida para ser uma heroína? Tão injusto. Era tão injusto que todos poderiam viver suas vidas felizes enquanto ela lutava para defender a cidade com Volpina e Chat Noir. Tudo o que queria era ser uma garota normal. Marinette sabia. Sabia que Adrien só se interessava por ela por ser a Ladybug. Será mesmo que Adrien gostava dela por ser quem era? Não. Óbvio que não. Acabou se distraíndo, os sujeitos akumatizados não deram nenhum tempo. Um deles havia feito um corte na perna de Ladybug, ela gemeu de dor, acabou caíndo. "Idiota! Pense nisso depois! Ela pensava, tentando ficar de pé com dificuldade. Olhou de relance para o corte, que sangrava. Blade gargalhava do topo da Torre Eiffel.
— O que tem de tão engraçado?! Vamos, me diga! — Ladybug gritou. — Era essa sua intenção, no final?! — Ladybug se esquivava de golpes de vários inimigos, que aparentavam ter sido akumatizados, com dificuldade pelo corte em sua perna — Me diga que tudo que fez até agora não era de mentira! Jason!
Blade sorriu, de forma sarcástica. Mesmo ele, estando tão longe de Ladybug, conseguiu ouvir suas palavras. Apenas as ignorou como se fosse lixo. Gotas de suor caíam do rosto de Ladybug. Ela suspirou, não aguentava mais saltar de um lugar para o outro e mover os braços. E Já faziam pelo menos vinte minutos desde que Marinette havia se transformado e estava lá, se defendendo. Seus golpes não causam efeito. O Lucky Charm já havia sido usado. O que faria então? Ela se ajoelhou no chão, totalmente exausta.
— Tikki, eu realmente pensei que isso fosse durar mais. — Ela disse, sorrindo enquanto encarava o céu nublado. Lágrimas começaram a cair de seu rosto. Uns dez ou vinte Akumas começaram a correr na direção dela, em posição de ataque.
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