Jaded For You.
2 Happiness and loneliness.
Notas iniciais
Boa leitura!
POV EDWARD.
Desde que terminei meu namoro com Isabella, tudo se tornou mais fácil. Estou realmente me divertindo. Posso dizer que sou feliz agora. Saio com diversas mulheres, somente para me divertir. Estou satisfeito, graças a minha solteirice. Não vivo mais preso às mulheres, no momento elas só servem para satisfazer meus desejos. Afinal, preciso viver, não é?
– Oh, mas que maldita dor de cabeça! – resmunguei ao levantar da cama.
Algo se remexeu ao meu lado e pude ver que havia levado uma mulher qualquer até minha casa. Isso não era um bom sinal. Acordei a, praticamente, desconhecida para mim e a mandei embora.
– Eu preciso de um café. – falei sozinho.
Saí de casa em busca de um café forte, indo até uma cafeteria mais próxima. Chegando ao local, dei de cara com meu velho amigo, Jasper, com quem ainda mantenho contato.
– O que me diz de uma conversa, Edward? – abordou-me.
– Olá, Jasper. Ok, eu preciso mesmo conversar. – o respondi.
Entramos e nos sentamos em uma mesa posicionada no canto mais afastado.
– E então, Edward, o que me diz sobre novidades? – Jasper estava querendo saber de algo, eu só não sabia o que.
– Minha vida está ótima, Jasper, se é isso que quer saber. – sorri maliciosamente – Saio para me divertir todos os dias, sem pensar no amanhã. Sinto que estou muito mais feliz do que eu era quando estava com Isabella. E aposto que ela está se divertindo, assim como eu. – deduzi.
– Está errado, meu caro amigo. Bella está péssima, ainda. Há dois meses, tentou suicidar-se. Hoje ela já não é a mesma de cinco meses atrás. Ela mudou muito, Edward. Não sai de casa e, sou eu e Alice que estamos cuidando dela, como se ela fosse nossa filha, apesar da idade. – pausou ao ver que eu estava atônito, tentei disfarçar, mas foi em vão – Ela não come mais como antes. Suas roupas estão, um pouco, diferentes. Seu cabelo vive preso, sem brilho algum. Sabe o que isso significa para uma mulher? – indagou-me.
– Já chega Jasper. Não quero saber desta mulher. Para mim, ela é passado. Eu não tenho mais nada com a vida dela. Ela que faça o que desejar de sua vida! – exclamei – Foi ela que o mandou aqui, não foi? Por que não vai embora? Estou cheio de ser perseguido! Já faz cinco meses que tudo acabou! Chega! – gritei e me levantei, indo em direção a saída.
Por que é que não me deixam em paz? Tenho cinco meses de liberdade! É como se eu tivesse saído de uma prisão, que parecia não ter fim. Mas... Isabella era tão frágil, sinto pena dela. Espere! O que estou pensando? Não devo ter pena de uma mulher que somente me aprisionou. Isso está me enlouquecendo.
– Acho que preciso de uma bebida. – falei quase sem abrir a boca, indo até a casa de Emmet.
– Oi. – falei ao entrar em seu apartamento.
– Cara! Que humor é este? – perguntou.
– Não é nada, Emmet. Só acordei mal humorado. – o enrolei – Vamos sair esta noite?
– Er... Esta noite não vai dar. Rose virá aqui e eu não quero deixá-la sozinha. – com certeza eu gargalhei com aquilo – E não ria disso, cara! Ela é importante para mim. Não farei com ela o mesmo que você fez com Isabella. Sabe que eu não o apoio quanto a isso.
– Mulheres não merecem isso, Emmet! Elas só nos prendem e não nos permitem nada! – pude perceber certa raiva em seu olhar e calei-me.
– Sabe, Edward, às vezes eu penso que você é somente um solteirão que se livrou da namorada carinhosa e amorosa porque você é burro. – ele extrapolou e meus nervos ficaram a flor da pele – Não adianta ficar nervoso, meu amigo. Você sabe que isso é verdade. Você só terminou com Bella porque não conseguia retribuir seu amor. Porque você é frio. É oco por dentro. – isso foi o clímax para que eu lhe desse uma resposta. E assim fiz. Com um golpe em seu rosto.
– Nunca mais fale isso! Está ouvindo? Você não sabe nada sobre mim! – gritei e consequentemente derrubei uma cadeira de sua sala.
– Edward, você pode me bater o quanto quiser. Eu lhe conheço há anos! Somos amigos há muito tempo. Como pode dizer que eu não o conheço? – nesta parte eu tive de concordar.
– Está certo, Emmet. Só... Desculpe-me. – respirei fundo – Eu assumo cara. Sinto falta de Isabella. Mas eu não quero convencer-me disto. É só uma saudade que eu guardo no local mais profundo possível, de meu peito.
– Eu sabia! Viu? Eu estou certo. – suspirou e pareceu encontrar as palavras corretas – Eu creio que você deveria ir até o apartamento de Bella, conversar com ela. Você sabe... A convencer de não tentar cometer bobeiras. Só não seja rude, como está sendo, há um bom tempo.
– Não sei se irei. Ela me odeia Emmet. E eu não a amo mais! – falei ao lamentar-me – Ela é meu passado.
– E talvez, seu futuro. – ele disse baixo.
Resmunguei uma palavra qualquer e me despedi de meu amigo, para assim, voltar para casa. Deixei a casa de Emmet, sozinho, graças a Rosalie. E desisti de sair para descansar a cabeça.
Bebi algumas doses de wísque, somente para eliminar certas ideias malucas que eu tinha em mente, obtendo completo sucesso. Não eram nem onze horas da noite quando adormeci, contra minha vontade.
“– Edward, não me esqueça! Eu ainda lhe amo, sabia? – falou uma voz incrivelmente linda e conhecida.”
“– Eu nunca deixarei de amá-lo! Nunca! Está entendendo? – a voz insistiu – Eu penso em você todas as noites, quando deito minha cabeça ao travesseiro. Não se esqueça de mim, eu o amo.”
Acordei atordoado, por ter ouvido todas aquelas coisas, em meu sonho. Meu sonho com a voz de Isabella. Eu me sentia culpado por ter feito aquilo a ela, mas foi preciso. Eu já não a amava mais. Não queria fazê-la sofrer.
Resolvi ir até o apartamento de Alice. Ela era muito próxima de Bella, além de ser sua vizinha. Eu poderia, enfim, saber se ela está realmente bem. A culpa em mim seria mil vezes maior se algo acontecesse a Bella.
E então fui ver Alice, aproveitei para comprar algo para sua filha, eu não poderia chegar lá de mãos abanando. Cheguei a frente ao prédio e por um segundo hesitei em entrar, com medo de encontrar Bella, mas mesmo assim entrei.
– Edward? – Alice ficou muito surpresa a me ver em sua frente, após todos esses meses – Bom dia. O que faz aqui? – disse sem sair de minha frente, bloqueando minha entrada.
– Alice, eu sei que deve estar extremamente zangada comigo por tudo que fiz, mas... Nós precisamos conversar. – falei.
– Está bem. Mas seja rápido, pois não quero que Bella saiba que você está aqui. Isso só a faria sofrer mais ainda. – sentou-se em uma cadeira e meus olhos foram até sua barriga, que já estava visível. Isto me fez pensar se eu seria um bom pai, um dia. Bobeira.
– Pois bem... Estou aqui, justamente, para saber dela. – hesitei ao dizer seu nome, optando pela palavra “dela” ao invés de Isabella.
– Não sei o que lhe aconteceu para tomar essa iniciativa, Edward. Creio que foi algo sério. – pausou para respirar fundo. Nervosismo, eu acho – Mas eu não tenho nada a lhe contar. Bella não deve mais satisfações a você de absolutamente nada que faz. Portanto, se afaste da vida de minha amiga. Você já a fez sofrer demais. Chega que quebrar corações alheios, Edward.
Fiquei algum instante calado, apenas fitando o chão, pensando em todas as palavras que ela acabara de dizer. Continuando:
– Você tem razão, Alice. Mas você não está me entendendo, eu só quero saber como ela está! Não quero me sentir culpado se algo acontecer a ela. – desabafei.
– Ah, meu querido, você deveria ter pensado nisso antes de deixá-la. Você praticamente a largou na beira de um abismo, o qual ela quase se jogou. Sabe o que é isso? Ela chegou ao ponto de tentar se matar! Somente por você. E então, acha isso justo? Creio que não. Quem ama cuida, Edward. Ela cuidava de você mais do que a ela mesma. E você nunca a retribuiu. Você não a amava! Por que está se importando agora? – gritou a pequena mulher.
– Alice... – passei a mão em meus cabelos, suspirando – É melhor eu ir embora. Não vim até aqui para ouvir todas essas coisas de você. Adeus. – falei ao sair por sua porta.
Respirei profundamente, olhando para a porta do apartamento de Isabella. Ela estaria ali? Há pouquíssimos metros de mim. E eu que a deixei tão vulnerável. Minha ex-namorada. Ex-namorada. Isto é estranho. Saí dalí rapidamente, para não ser capaz de fazer algo de errado. Algo que eu não acharia certo.
Fui até um bar qualquer, para beber, sair com algumas mulheres. Extravasar. Tirar de uma vez aquela pequena mulher de olhos castanhos e beleza encantadora de dentro de minha cabeça, para tirá-la de vez da minha memória. Afinal, eu estava vivendo tudo o que queria viver. Não há porque ficar pensando nela. Ou há?
FIM DO CAPÍTULO iI.
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