Notas iniciais
Oi!
Essa nota vai ser grandinha. Primeiramente, se você está no capítulo 7, OBRIGADA! Nós só temos a agradecer ! Em segundo lugar; todos os capítulos até aqui já estavam PRONTOS, então, infelizmente, vai demorar um pouco mais para postarmos. Mas nós estamos fazendo o mais rápido possível, escrevendo em todo o tempo livre que temos! Acho que é só isso, aproveitem. ~~Bruna

CAPÍTULO 7

Completamente diferente do de Hermes, o chalé de Zeus não tinha ninguém além de mim. No fundo... Senti falta de lá.

Observei melhor o ambiente; uma grande estátua do deus esculpida em mármore branco se localizava no centro, com uma expressão rabugenta. As paredes tinham pinturas de águias, raios e braseiros. pensei o quanto seria ruim ter que dormir ali, sozinha... Provavelmente pelo resto de minhas vidas. E quanto deve ser pequena a vida de um semideus.

Meus olhos estavam insistindo em fechar, e percebi o quanto estava exausta.

Como ali não havia ninguém, claro que também não havia mobília alguma. Eu já estava prestes a sair para tentar pedir algumas coisas emprestadas do chalé de Hermes, até que notei que havia, sim, uma cama em meu chalé.

Bem, não era uma cama; apenas um saco de dormir, uma mochila e algumas fotos coladas na parede e espalhadas ao redor. Não parecia ter sido usada há meses; anos, até. Impossível; Connor me dissera, ainda no jantar, que não havia nenhuma outra criança de Zeus no Acampamento Meio-Sangue.

Peguei uma das fotos caídas no chão; parecia uma daquelas que eram tiradas em cabines, onde você coloca uma nota e escolhe sua foto preferida. Três adolescentes faziam diferentes caretas; uma garota loira e de olhos cinzentos, parecida com algumas outras crianças que notei antes no Acampamento; um garoto com as feições travessas, tão idênticas às de Haley, Travis e Connor que imaginei que fosse um filho de Hermes; e mais uma garota.

Nossos cabelos tinham exatamente a mesma cor negra, embora o dela fosse espetado até a altura dos ombros, e o meu fosse longo e liso. Tínhamos as mesmas sardas na linha do nariz; nossos olhos azuis elétricos eram idênticos, como se estivéssemos ligadas na tomada. Com certeza, era também uma filha de Zeus. Será que ela havia morrido, assim, tão jovem ? Eu tivera uma irmã, e nem mesmo pude conhecê-la?

Decidi que iria dormir ali, seria mais fácil. Deitei-me e fiquei fitando o teto, que tinha a pintura de um céu tempestuoso.

Pensei em tudo o que havia acontecido naquele dia. Ok, eu havia descoberto quem era o meu pai... Mas quem seria a minha mãe? Ela teria me abandonado por ordem de Zeus? Será que ainda está viva? As perguntas eram muitas. Mas notei que estava ficando tarde. Me virei e concentrei-me em dormir. Minha última imagem antes de cair no sono fora a expressão de Quíron ao saber que eu era filha de Zeus. Com certeza, aquilo não fora exatamente uma boa notícia.

***

Eu estava de volta àquele vale, mas as coisas estavam diferentes por lá. Eu sentia a agitação em cada centímetro dali, lugar que agora notei ser uma ilha; bem atrás de mim, o local parecia se abrir para um abismo sem fim, e tudo o que eu podia ver dali para baixo era neblina. Imaginei como alguém conseguira chegar até ali.

Uma gargalhada maléfica me arrepiou; meus ossos pareciam ter se transformado em pedra, mas consegui me virar e observar novamente a mulher de vestido branco. Agora, ela parecia mais bela do que nunca, mais bem cuidada, e, definitivamente, mais louca.

- O idiota do meu filho facilitou a coisa para nós! — Falou, sem parar de rir. — Coitadinho. Só queria proteger a filha.

Aparentemente, ela falava sozinha, pois dessa vez, não havia Equidna alguma ali.

- Depois que a outra garota se tornou tenente de Ártemis... Bem, depois do quinto dia, provavelmente suas Caçadoras virão atrás de nós. E então, matarei dois coelhos de uma cajadada só. Verei aquele idiota sofrer! — Continuou, rindo. Meus músculos pareciam derreter à medida que ela falava.

Ela se sentou na pedra, e abriu a mão esquerda; lá estava um par de dados, vindos de lugar nenhum.

- Falta muito pouco, meus queridos. Muito pouco.

Mais uma gargalhada maléfica, e eu acordei.

***

O tempo havia passado mais rápido do que parecia. Já estava de manhã.

Levantei e coloquei a blusa do acampamento e os jeans de ontem, já que era a única coisa que eu tinha.

O dia estava claro e bonito; os campistas saíam para suas atividades diárias. Vi Lunna saindo do chalé de Apolo, e rapidamente ela acenou para mim e se aproximou.

- Bom dia filha de Zeus... — Ela disse. — Como foi sua primeira noite no chalé 1?

- Foi... — Eu não confiava em Lunna o suficiente para lhe contar sobre meus pesadelos. — Normal. Hã, Lunna... Alguma outra filha de Zeus já esteve neste Acampamento ?

- Filha de Zeus? Sim, sim! Travis e Connor me contaram a história. Thalia. Ela está... — Sua cara ficou pálida de repente.

- Morta? — Perguntei.

Lunna abafou uma risada.

- Não, não... Ainda bem! — Ela disse. — Filhos dos Três Grandes geralmente não vivem muito tempo.

Puxa. Que notícia encantadora.

- Ah... Obrigada pelo aviso.

- Já tomou café? Venha! — Ela disse, e disparou na minha frente, sem terminar de me contar o que acontecera com Thalia.

Agora eu me recordava; "tenente de Ártemis", foi isso que a mulher dissera. O que era uma tenente de Ártemis? Eu já sabia que Ártemis era uma deusa grega, deusa da lua e da caça, chalé 8. Mas não havia ninguém lá; era tão vazio quanto o chalé 1 antes da minha chegada.

Suspirei; mais perguntas sem resposta, e eu não sabia quem as teria, além de Lunna, que parecia ter todas as respostas, mas não estava disposta a revelá-las.

O refeitório estava cheio, claro; quando entrei, começou uma onda de murmurinhos. Por quem eu passava, conseguia ouvir coisas do tipo:

"Isso não pode ser coisa boa!"

"Mais uma semideusa importante para ganhar uma missão importante..."

" Não dou dois dias para que apareça um problema."

Eu não me sentia nada bem com aqueles comentários.

Sentar na mesa de Zeus sozinha foi tão ruim quando dormir sozinha naquele chalé. Todos estavam lá para me observar e fazer comentários a meu respeito.

Finalmente, os campistas começaram a se dispersar, e eu não sabia para onde ir; Lunna se aproximou da minha mesa e me estendeu uma mão para que eu ficasse de pé.

- Venha. — Chamou ela. — Você está sozinha no chalé, então não precisa de um cronograma. Que tal acompanhar o chalé 7, hoje ?

Sorri agradecida. Pelo menos eu teria alguma coisa para fazer o dia inteiro.

Notas finais
Ahh, minha Thalia! :33333 deixem reviews , vocês não tem ideia de como isso motiva a gente. Um beijão e uma lambida tripla do Cérbero.