Notas iniciais
Oie! Desculpem pela demora, essa época de ano novo e natal é uma loucura. Tentei escrever um capítulo mais longo dessa vez. Quero agradecer pelo apoio, e dizer que quero saber a opinião de vocês, estou aberta a sugestões. Créditos pelo trecho da história do Peter Pan: http://resumode.com/peter-pan-resumo-da-historia/ Leiam as notas finais!! Obrigada e boa leitura.

Depois do jantar, tentei colocar Beannie na cama, sem sucesso, fui vencida pela ideia de ir para o quintal, colocar os pés na piscina.

A casa de titia é enorme, maior do que me lembrava. Dois andares, cinco quartos e uma piscina num jardim enorme.

Não entendia como ela conseguira viver sozinha por tantos anos.

Nesse momento, eram tantas as coisas que me atormentavam, tantos os problemas que me rodeavam, a insegurança, medo, responsabilidade...

Bennet se divertia brincando com os pés na água, tentando chamar minha atenção, tentando me tirar de meus devaneios:

– Jade! — Ele gritou — Planeta Terra chamando Jadeeee!!

– Oi!? — Disse, ainda um pouco desnorteada

– Nós podíamos nos divertir um pouco, o que acha?

– Sem chance garoto! — Falei, olhando para meu relógio de pulso, e sou surpreendida pelo horário — Já passam da meia noite, precisamos voltar e dormir!

– Ahn Jade! — Insistiu

– Vamos, talvez eu o deixe assistir á alguns desenhos...

– Aí eu topo! Vamos!! — Disse entusiasmado

Sempre o ganho desse jeito.

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Ao entrar e subir as escadas, entramos em nosso quarto.

Mesmo sendo apenas eu, titia e Bennet e haver cinco quartos, me pronunciei e decidi que dividiríamos o quarto. Aleguei que não queria que ele ficasse sozinho, mas na verdade, eu não queria ficar sozinha, não depois do que quase aconteceu mais cedo.

Coloco Bennet na cama, e, quando vou me deitar, o escuto me chamando:

– Jade, você pode me contar uma história?

– Claro... Vou contar uma que papai costumava me contar quando tinha a sua idade, é uma que amo muito! — Digo, e antes que me dou conta, uma lágrima escorre pelo meu rosto. A limpo, puxo uma cadeira ao lado da cama dele, começo a acariciar sua cabeça e decido começar a história.

[...]

"Wendy então pede para voltar com seus irmãos para sua casa, pois seus pais poderiam estar preocupados. Peter Pan então os leva. Ao chegar na casa de Wendy, seus irmãos entram e ela fica para dar o último adeus a Peter Pan. Eles conversam e ela pergunta se ele não quer ficar ali com eles. Ele diz que não, pois a Terra do Nunca é a sua casa e lá ele não cresceria e poderia viver para sempre como criança. Ele se despede de Wendy e voa. Ela o observa pela janela, o contemplando e pede bem baixinho que ele nunca deixe de olhar por ela."

Quando me dou conta, Beannie já havia adormecido, tentei fazer o mesmo, sem sucesso algum.

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Olho para Beannie dormindo ao meu lado, fiz bem ao decidir deitar na mesma cama que ele na noite anterior. Nós dois sentimos falta desse tio de carinho.

Olho no relógio da cabeceira da cama, 6:00h da manhã!

Como as horas podem passar tão rápido se você não dorme?

Decido levantar, mas bem devagar para não acordar Bennet. Tomo um banho, escovo meus dentes e desço as escadas, acho que seria legal fazer o café hoje.

Titia acorda, e estranha minha presença na cozinha:

– O que te fez acordar essa hora Jade? — Pergunta ela

– Talvez... o despertador? — Digo irônica, ela ri

– Então, o que temos para o café da manhã hoje dear?

– Temos café fresquinho, pão, e leite com achocolatado para Beannie

– Desde quando você toma café? — Ela pergunta desconfiada

– Desde sempre titia! — Digo brincalhona

Escuto um barulho. É Bennet descendo as escadas com seu pijama de super herói e uma pelúcia de lagarto.

– Bom dia Jade, bom dia titia April! — Diz com voz de sono

– Bom dia! — Respondemos

– Estou com fome! — Ele diz.
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Após o café, saio para conhecer o bairro. Não aguentaria ficar olhando para aquela escada, não aguentaria ficar pensando.

Muitas casas enormes, cheias de pessoas fúteis. Tudo, tudo, menos a escada.
Em uma casa em particular, havia muito movimento. Um caminhão de mudança estava parado em frente. Risadas e muito barulho dominavam o lugar.

Um menino, carregando sozinho sete caixas, tropeça e deixa tudo cair no chão.

Decido imediatamente atravessar a rua para ajudá-lo. Chego, ajoelho e começo a recolher as caixas junto com ele.

– Jade — Digo

– Desculpe, o quê? — Ele diz. Parece estar distraído, com o quê eu não sei.

– Meu nome, Jade!

– Ahn! Joshua, meu nome é Joshua!

– Então, está se mudando... — Tento puxar assunto

– Sim! Estava morando na Austrália, mas meus pais queram passar um tempo aqui em São Paulo...

– Eu também não sou daqui. Bem... Nasci aqui, mas morava no Canadá.

– Canadá! Lugar maravilhoso! Tenho família em Vancouver... Jade, pode colocar as caixar aqui — Diz, indicando o caminho com a cabeça.

O observo colocando as caixas em cima de uma mesa, faço o mesmo. Parece ser um pouco mais velho que eu, tem cabelos castanhos, quase pretos e olhos verdes. Não podia negar, era lindo!

Mas não posso me permitir pensar nisso agora. Tenho tantos problemas, talvez só precise de soluções.

– Bem Joshua, bem vindo ao bairro! Mas preciso ir, já devem estar preocupados comigo...

– Ok Jade! Te vejo de novo?

– Acho que sim! — Digo envergonhada, acho que meu rosto já deve estar vermelho a essa altura
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Chego em casa e me jogo na cama. Acho que sair do quarto valeu a pena. Após pensar, chorar, refletir, sorrir, acabo caindo no sono.

Acordo com Beannie me chamando, 5:00h da tarde:

– Jadeeee! To com fomeee!!

– Estou descendo garoto.

Notas finais
Gente, Feliz Ano Novo!! Obrigada por me acompanhar. E que seja um ano maravilhoso para todos nós.