Notas iniciais
Yo pessoal, isso mesmo vim aqui postar mais um capitulo desta fic. Eu dei uma "pequena" viajada em uma certa parte do capítulo, mas acredito que não será algo tão incomodo, afinal isso é uma fanfic. E sinto lhes informar que essa fic não será muito longa, ela deve ter por volta de uns quinze capítulos. Mas não fiquem tristes, pois depois dessa fic eu irei trabalhar em um novo projeto especial. Espero que gostem do capitulo.

As semanas de Jack seguiram da mesma forma que o primeiro dia de aula. Agüentar os abusos do trio de Nate e esconder os machucados que o grupo lhe fazia, isso se seguiu por um mês até Jack decidir começar a matar as aulas. O Jovem era um excelente aluno, mesmo que matasse todas as aulas poderia passar com a nota das provas, o rapaz ficava em um parque onde não havia ninguém naquele horário da manhã, ficava desde as seis horas da manhã até a hora da saída que era por volta do meio dia.

O ruivo levava seu estojo de marionetes e algumas peças e ficava reparando Lucy já que a pequena marionete sempre acabava sendo maltratada pelo grupo de Nate quando Jack os encontrava. Eram por volta de dez e meia da manhã, Jack estava sentado em um banquinho de pedra no parque e em frente ao banco havia uma mesa de pedra onde o ruivo havia deixado suas coisas, o rapaz estava mais uma vez concertando Lucy que estava sem um dos braços e com sua cabeça rachada.

– Não se preocupe Lucy, mais um pouco e você vai estar totalmente concertada. – O rapaz sorria limpando o suor da testa e logo voltando a trabalhar na pequena.

– Veja o que encontramos aqui, se não é a bichinha que brinca de bonecas e agora mata aula. – O ruivo ouviu aquela voz irritante que era sinônimo de problemas.

– Me deixe em paz Nate, eu já não vou mais a escola, vou apenas para fazer as provas. Por que vocês continuam me perseguindo? – Questionou o ruivo em um tom frio sem nem mesmo olhar para trás, apenas continuando a concertar Lucy.

– Por que é divertido ver sua expressão de raiva e incompetência sem poder fazer nada enquanto nós quebramos essa sua bonequinha. – Respondeu Nate olhando para Jack que nem mesmo se virou para encará-lo continuando a trabalhar em Lucy. – Eu já disse para olhar para mim quando eu falo com você! – Se irritou Nate pegando Jack pelos cabelos e o arrancando de seu acento o jogando no chão.

Jack tentou se erguer, mas antes mesmo de conseguir se apoiar em suas mãos para levantar, Nate sentou sobre o mesmo apontando uma faca para a garganta do ruivo.

– Sem movimentos espertinhos Jack, ou sua cabeça vai rolar. – Terminou Nate passando levemente a faca no pescoço do ruivo fazendo um pequeno filete de sangue escorrer pelo pescoço do mesmo. – Agora vamos. – Ao dizer isso Nate levantou Jack ainda com a faca apontada para sua garganta e começou a faze-lô andar. – Não esqueçam da bonequinha também! – Disse o rapaz para seus companheiros.

Lance pegou a boneca e começou a carregá-la. O trio levava Jack e a boneca até uma floresta um pouco afastada do parque e ao chegarem próximos a um rio que havia na floresta Nate sorri de forma cruel.

– Agora Lance, jogue a bonequinha no rio! – Disse Nate com um sorriso cruel no rosto enquanto segurava Jack.

– Não! Isso não, eu imploro. Podem bater em mim, mas não joguem a Lucy no rio! – O desespero na voz do ruivo era palpável.

– Lucy? Então a bonequinha têm nome? Vamos Lance jogue ela de uma vez nesse rio. – Disse Nate aumentando o sorriso.

Lance apenas sorriu segurando a marionete e a arremessando no rio, logo a frágil marionete foi arrastada pela correnteza. Jack olhava aquela cena com desespero no olhar enquanto o grupo logo se reunia e Nate largava Jack de qualquer jeito e indo embora com seus amigos. O ruivo caiu de joelhos no chão enquanto seus olhos se enchiam de lágrimas, o jovem chorava e amaldiçoava Nate e sua gangue. Muitos achariam que era um exagero da parte de Jack chorar apenas por uma marionete perdida, mas para Jack aquilo era como parte dele mesmo, Lucy fora a primeira marionete que Jack havia feito e fazer marionetes era a única coisa que o reaproximava de seu falecido pai o qual o ruivo admirava e adorava, Nate podia não saber, mas o ato que o mesmo fez naquele dia abalou drasticamente o psicológico já abalado de Jack.

Ao se acalmar um pouco o ruivo se ergueu limpando suas lágrimas, pegando sua mochila que o grupo teve a “bondade” de levar e saiu daquele local, afinal não se sabia que tipo de animal se escondia naquela floresta.

Ao chegar em casa Jack cumprimentou sua mãe e foi em direção as escadas querendo chegar logo em seu quarto.

– Jack, não vai comer nada filho? – Perguntou a mãe do garoto preocupada com o mesmo.

– Não obrigado, eu quero apenas descansar um pouco mãe. – Disse o garoto subindo as escadas.

Ao chegar em seu quarto o ruivo abriu o armário e de lá retirou uma grande caixa retangular, a mesma era bastante cumprida porem não era muito larga. O rapaz abriu a caixa e de lá retirou um braço de marionete do tamanho de um braço humano, podia-se perceber que o braço era repleto de detalhes em articulações. Jack não havia contado a ninguém sobre esse projeto.

– A única coisa que me restou foi isso. – Disse o ruivo colocando o braço em sua mesa e sentando-se na cadeira em frente à mesa começando a trabalhar no mesmo.

O jovem ficou a tarde toda reparando, aprimorando e analisando o braço que havia feito, ele queria que ficasse perfeito.

– Jack quer comer alguma coisa? – Perguntou a mãe do garoto adentrando o quarto do mesmo.

Assim que ouviu o barulho da porta abrindo o ruivo se lembrou do ocorrido com Lucy, sempre que ele estava trabalhando em suas marionetes e alguém aparecia, suas marionetes eram zombadas e maltratadas. As pessoas não entendiam a arte de Jack e o ruivo não permitiria que seu trabalho fosse destruído novamente.

– SAIA DO MEU QUARTO, EU QUERO FICAR SOZINHO! – Bradou o jovem assustando um pouco sua mãe.

A mulher olhou para seu filho com receio, mas saiu do quarto o deixando a sós novamente.

O tempo foi se passando e a noite havia chegado, mas o ruivo estava ocupado demais para se preocupar com isso. Para o rapaz tudo que importava no momento era continuar com seu trabalho, o jovem ignorou todas as outras coisas ao seu redor que o pudesse distrair, como os passos de alguém andando no corredor, o som de gemidos de dor vindo do quarto de sua mãe, e novamente os passos no corredor. O ruivo só teve sua concentração interrompida quando ouviu o som da porta de seu quarto abrindo.

– Eu já disse para.....- Jack se virou para gritar com o individuo que havia adentrado o seu quarto, mas silhueta que se formava em frente a sua porta não o permitiu continuar.

Naquele instante o coração de Jack subiu pela garganta o impedindo de continuar sua frase. A pessoa a sua frente tinha olhos negros que observavam Jack de forma tão intensa que parecia que o ser a sua frente não piscava, sua pele era branca como um lençol, seus cabelos negros desciam até os ombros, ele vestia um casaco branco que agora estava manchado de vermelho e sua boca, sua boca era horrenda, a mesma estava cortada de um lado ao outro mostrando um eterno “sorriso”.

Em seu completo desespero Jack queria gritar, mas as palavras não se formavam enquanto o ser que agora Jack percebia que era um homem se aproximava do mesmo. O homem segurava uma faca ensangüentada e ao chegar bem próximo de Jack sussurrou em seus ouvidos.

– Shhhhhhhhhhhh.....Go To Sleep [Vá dormir]

– N-não! – Em seu maior desespero Jack pegou uma chave de fenda que estava em sua mesa acertando o ombro do homem e o empurrando para então tentar fugir.

A tentativa do menor fora inútil, pois o homem o agarrou pela perna o puxando para si e com sua faca atacou Jack na direção do pescoço, porem por um rápido reflexo de desvio o ruivo conseguiu chegar para o lado escapando da facada mas tendo seu ombro acertado. Ao invés de simplesmente puxar a faca o homem sorriu ainda mais e continuou o corte fazendo o menor gritar de dor, ao terminar o corte o braço direito de Jack não se encontrava mais ligado ao seu corpo e logo o homem se colocou a gargalhar de forma sádica e cruel.

Aquelas risadas, o ruivo agora havia se lembrado, todos sempre riram dele, sempre o humilharam, agora ele estava prestes a ser morto por um homem que também achava engraçado zombar do menor. Jack estava cheio disso, o ódio que ele vinha tentando controlar finalmente havia tomado conta do menor e em um impulso de raiva Jack acertou os olhos do homem usando seu braço restante. O homem caiu para trás com a mão em seus olhos deixando a faca cair.

– Então você acha engraçado rir de mim? – Questionou o menor se levantando e pegando a faca caída. – Vamos ver se você vai gostar quando agora ser você o caçado! – Um grande sorriso insano podia ser visto na face do ruivo, a expressão do mesmo era digna de um psicopata, o menor finalmente havia liberado seu verdadeiro “eu”. – Sua face é interessante, eu adoraria transforma-lô em uma marionete, te abrindo e rasgando. – O ruivo sorria cada vez mais a cada passo que dava na direção do homem.

O homem que agora havia se levantado olhava para Jack se aproximando deste e logo um estranho sorriso se formou nos lábios deste. Jack atacou o homem e o mesmo apenas segurou o pulso de Jack e lhe desferiu um forte chute no estomago e então uma cotovelada na cabeça. Mesmo com tanto ódio o homem ainda era mais forte que o menor e o mesmo acabou por desmaiar.

Quando acordou, o ruivo estava amarrado a uma cadeira e uma substância de cheiro forte havia sido derramada por todo o corpo deste, o jovem julgou ser álcool e ao direcionar seu olhar mais para frente ele viu o homem de antes, o mesmo estava derramando o restante do líquido no chão da casa, ambos estavam no primeiro andar agora.

– Vejo que já acordou. Deixe eu me apresentar, eu ma chamo Jeff, Jeff The Killer. – O homem sorriu largamente após pronunciar o próprio nome. – Eu gostei de você garoto, gostei mesmo. Me lembra a mim quando possuía a sua idade, você é como eu.

– Eu me chamo Jack, mas por que você não me matou? – Diferente de antes o ruivo agora parecia confuso.

– Sabe que esse mundo é injusto e nojento, por isso estou lhe deixando vivo. Para que você se torne um verdadeiro “Killer” e quando você tiver chegado a um nível próximo ao meu me procure. Eu irei lhe mostrar um “mundo” inteiramente novo a você. – Ao dizer isso o homem acendeu um isqueiro. – Agora vamos terminar a sua transformação.

Ao ver o isqueiro na mão de Jeff o ruivo que até o momento se mantinha calmo arregalou seus olhos.

– Espere! Eu estou coberto de álcool se você fizer isso eu vou ficar em chamas! – Disse o jovem desesperado.

– Essa é a intenção. – Respondeu Jeff deixando o isqueiro cair no álcool fazendo com que a combustão fizesse o corpo de Jack começar a pegar fogo. – Nos vemos por ai Jack. – Dito isso o homem se preparou para pular a janela.

Jack sentia a pior dor de sua vida, era como se sua pele vira-se cinzas, sua carne fosse devorada e seu sangue evaporasse de suas veias. O ruivo estava sentindo o verdadeiro inferno em sua pele.

Ao ouvir os berros desesperados do menor Jeff apenas colocou um dedo sobre os lábios dizendo sua ultima frase.

– Shhhhhhhhhhhh.....Just Go to Sleep [Apenas vá dormir] . – Dito isso o maior pulou pela janela se retirando do local.

O ruivo não agüentou a dor por muito tempo, a ultima coisa que ouviu antes de desmaiar foram sirenes de ambulância e de caminhões de bombeiros.

Notas finais
Não deixem de comentar. Isso realmente me incentiva ainda mais a escrever.