JUNKO: O Jogo Maldito

17 Verdade ou Morte


Notas iniciais
Quem me sugeriu esse desafio foi o leitor The Crow! Créditos a ele! :D Uma curiosidade: a mãe de Gabriel é enfermeira e ele sempre aprende muitas coisas com ela. Por isso em algumas cenas da história ele se mostra tão esclarecido sobre esse assunto. Boa leitura!

Sophia, Gabriel e Gaby ficaram calados olhando para o nada durante dez minutos. Se perguntavam se aquilo era mesmo real ou um simples sonho. Mas infelizmente era a primeira opção e tinham que aceitar: Gustavo e Victor Hugo — sem falar do porteiro e das outras pessoas que deveriam ter sido atacadas — estavam mortos.

– Pois é, gente. — disse Gabriel se levantando. — Só sobrou nós três e é a vez da Gaby jogar.

– É, eu sei. — disso a morena olhando para os dados em sua mão esquerda com uma expressão triste no rosto.

– Joga logo essa droga! — gritou Sophia dando um tapa na mão da garota e os dados saíram rolando.

– VOCÊ TÁ LOUCA?! — berrou Gaby já metendo a mão no cabelo da loira e as duas rolaram pelo chão iguais aos dados se estapeando, puxando cabelos e fazendo arranhões.

– VOCÊ TÁ MALUCA!? — Sophia gritou ainda mais alto a dando um tapa no rosto.

Foi então que Gabriel interferiu na briga, tirando Gaby de cima de Sophia e as separando.

– Calma as duas!

– TOMARA QUE SEJA A PRÓXIMA A MORRER! — exclamou Sophia indo se sentar no sofá.

Gabriella passou a mão em seu rosto que doía por causa do tapa. Já o negro foi ver o valor que os dados haviam caído.

– Dois. — disse ele.

– É o mesmo número que o Victor tirou. — informou a loira.

O bonequinho andou três casas, o que fez eles pensarem que não poderiam ficar no mesmo lugar. Então o cartãozinho apareceu e Gaby pegou o mesmo, lendo.

– “Desafio da Verdade: todos tem um segredo cabuloso e deverão contá-lo por inteiro e sem mentiras. Caso quebras as as regras a pessoa morrerá.”

– Ah, não! Esse jogo já tá pedindo demais! — reclamou Sophia cruzando os braços.

– Se um certo alguém tivesse feito o trabalho ao invés de ficar fuxicando as coisas dos outros nada disso estaria acontecendo. — revidou Gabriel.

– Tá, tá. Quem começa?

– Deixa que eu começo. — disse Gaby suspirando. — Eu...

Suas mãos começaram a transpirar.

– Eu não fui morar com o meu pai dos Estados Unidos porque... Porque ele abusava de mim quando eu era menor.

– O QUE!?

– Sério isso, Gaby? — perguntou Gabriel a abraçando.

A garota fez que sim com a cabeça e ela começou a chorar.

– Depois que minha mãe morreu fiquei morando sozinha com ele e todas as noites ele ia ao meu quarto e fazia isso...

– Que cara nojento. — disse Gabriel.

– E foi ele que me mandou o Junko...

– Ah, então ele queria te matar?

– Não, eu acho que ele nem sabia do que se tratava direito.

– E quem está pagando o pato somos nós. — disse Sophia se deitando no sofá.

– Sophia! — disse Gabriel rangendo os dentes.

– Tá tá! — e revirou os olhos. — Vai, chocolate.

– Meu segredo é que uma vez eu roubei uma padaria porque não tinha nada para comer em casa há dois dias. Só estava comendo o almoço do colégio, que era Municipal na época...

– Pobre!

– Sophia! — disse a morena a dando um beliscão.

– Aiê!

– Mas, poxa, Gabriel. A situação na sua casa é tão difícil assim?

– E como... E ainda recebíamos um Bolsa Família a mais, só que quando fui para a escola particular acabei perdendo o meu.

– Blá blá blá.
– Nossa, se o seu segredo é tão bom por que não conta logo? — perguntou Gabriel irritado.

– Aff! Cala a boca! — ela se levantou e prendeu os cabelos em um coque alto. — Bem, o meu segredo é que... Eu gosto de sentir dor.

– O QUE!? — gritaram em conjunto.

– Sophia masoquista? — Gabriel deu uma gargalhada.
Gaby também começou a rir.

– Desculpa, eu não aguento com isso.

– Isso, podem rir. Vamos todos morrer mesmo!

E outro cartão apareceu no centro do jogo encerrando o desafio da verdade.

Notas finais
E vocês? Tem algum segredo? Deixem um comentário!