JUNKO: O Jogo Maldito

3 Sophia Mamede e Victor Hugo Silva


# Leblon, Rio de Janeiro

Sophia Mamede estava tomando café da manhã em seu apartamento luxuoso no Leblon – local onde tem o mais caro metro quadrado do Rio de Janeiro. A mesa estava farta e a garota não comia nada; somente tomava um suco, e sem açúcar, pois “não queria engordar”. É pra matar uma criatura dessas, não?

– Bom dia, Sophia. – disse a mãe da garota sentando ao lado da mesma na mesa.

– Mãezinha! – disse amável, porém…– Comprou aquela blusa que eu te pedi ontem?

– Não, filha. Eu esqueci…

– O QUE!? – ela levantou e deu um tapa forte na mesa que fez os pratos tremerem.

– Desculpa, Sophy…

– VOCÊ E PAPAI PASSAM O DIA INTEIRO FORA E NÃO COMPRAM NEM UMA BLUSA PRA MIM!? VOCÊS SÃO DOIS IMPRESTÁVEIS! – e a garota deixou a sala de jantar batendo a porta na cara de sua mãe e empregados.

Todos já estavam acostumados aos chiliques de Sophia. Se tornou tão comum que ninguém mais se incomodava com aquilo.

A loira foi até seu quarto, se olhou no espelho rapidamente, pegou a mochila e saiu do apartamento sem falar com ninguém.

– Ótimo, terça-feira de manhã e já estamos assim! – resmungou.

Ao sair do prédio, Sophia andou uns cinco minutos e finalmente chegou à escola.

– Porra, loirinha, quer me matar? – disse Victor Hugo, o melhor amigo de Sophia na porta do colégio.

– Cala a boca, babaca!

– Xii! Tá de tpm ou brigou com seus pais?

– Briguei com a minha mãe. – disse com raiva. – A puta não comprou a blusa que eu queria ontem.

– Coitada da tia! Fala assim dela não!

– Falo como eu quiser!

– IIIh! Tá bom, tá bom! – disse ele pondo a mão na cintura da garota e os dois entraram na escola. – AHH! Falando em puta, minha mãe arrumou uma nova ontem. Gostosinha…

– Qual o nome?

– Louise! Loirinha, safadinha…

– HUM!

– Opa, foi mal, gatinha. – disse o rapaz rindo. – Você é a única loirinha que eu gosto, tá?

– Acho bom mesmo!

E os dois entraram na sala de aula.