JUNKO: O Jogo Maldito
1 Prólogo
Notas iniciais
# 18 de Dezembro de 2014 — Cairo, Egito
Uma equipe de arqueólogos fazia escavações em local que afirmavam existir um antigo cemitério egípcio. Buracos e mais buracos na terra foram abertos, e realmente existiam corpos ali. Milhares de múmias por todos os lados, umas mais bem conservadas outras nem tanto.
– Hora do almoço, pessoal! — gritou o chefe.
– Ufa, estou morrendo de fome. — disse um homem.
– E eu estou morto. — comentou seu amigo suspirando. — O que acha de irmos a um restaurante na cidade?
– Não é má ideia. Estou cansado de comer comida fria e sem graça. — ambos riram.
Eles eram Guilherme Muniz e Raphael Lisboa. Eles se conheceram na faculdade de arqueologia e até hoje são amigos inseparáveis. Guilherme perdeu a esposa em um acidente de carro e mudou-se para os EUA, deixando a filha Gabriella no Brasil morando com a sogra.
Os dois pediram mais uma hora de almoço para o chefe e depois foram de carro até a cidade. Após estacionar foram andando por uma rua cheia de barraquinhas e deram de cara com um jogo. Tinha uma caixa de couro bem velha e desbotada. Em sua frente estava escrito “JUNKO”.
– Boa tarde, amigo! — disse Guilherme para o vendedor.
– Boa tarde. O que deseja?
– Esse jogo é legal?
– Ah... O Junko? Sim! É um dos melhores jogos feitos.
– Sério? Quanto custa?
– É de graça, pode levar.
– Poxa, obrigado! Acha que a Gaby vai gostar? — perguntou para Raphael.
– Por que não?
O vendedor o entregou o jogo e Guilherme o ergueu analisando a capa mais criticamente.
O resto do dia correu muito bem. Eles retornaram para a obra e achou mais alguns corpos na escavação. Dentre eles o de um bebê de, no máximo, umas dezoito semanas. Estava muito bem mumificado e tinha até duas pulseiras, uma em cada braço.
À noite, quando foi se deitar no alojamento, Guilherme ouviu barulhos estranhos vindos do Junko. Sons de animais, pessoas gritando, talvez correntes. Pobre homem... Mal sabia que muito em breve viraria a vida de sua filha e amigos de cabeça para baixo.
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