JUNKO: O Jogo Maldito
6 O Jogo Misterioso
A aula terminou e Sophia não deu um “ai” sobre o trabalho. Gabriel e os outros também não iriam dizer nada, ainda tinham duas semanas para entregar. Por fim, cada um foi para a sua casa.
O motorista veio buscar Gaby e os dois voltaram conversando mais uma vez pela Avenida Atlântica. Ao chegar em casa, a garota teve uma surpresa. Em seu quarto havia uma grande caixa sobre a sua cama.
– Querida, já chegou, é?
– Sim, vovó. – respondeu sorrindo. – Que caixa é essa?
– Ah, é do seu pai. Ele mandou pra você.
– Sério? – Gaby abriu a caixa rapidamente, assim como se vestira hoje de manhã. Foi tirando o isopor picado, até achar uma caixa muito velha revestida por couro. No centro da mesma estava escrito o seguinte:
JUNKO
“Se você tem coragem e quer testar seus limites venha para JUNKO, pois desafios lhe aguardam!”
Gaby sentiu um arrepio, se assustando um pouco. Algo ruim pairava no ar, mas não sabia o que era. E isso a vez com que não abrisse a caixa, onde havia um lacre em uma das pontas.
– O que é, querida?
– Um jogo.
– Ah, sim. Quer jogar?
– Talvez depois, vovó…
– Está bem. – disse a velha dando um beijo na neta e saindo do quarto.
Gaby achou uma carta dentro do isopor, era de seu pai.
– “Olá, querida. Como tem passado? Papai está morrendo de saudades… Estava trabalhando em uma construção quando desenterramos esse jogo. Achei que iria gostar e mandei para você. Espero que se divirta. Beijos, papai.” – leu a garota em voz baixa.
– Gaby, vem almoçar! – disse a avó.
A morena jogou a caixa do JUNKO debaixo da cama e foi almoçar. Quando voltou já não havia nada sobre a cama e a jovem se esquecera totalmente do jogo.
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