J&L - Jilly
11 Segredo
Notas iniciais
– Antes de te dizer, vou-te dizer outra coisa. Isto é ilegal. Aquilo que te vou contar é totalmente ilegal. E eu e os Marotos estamos metidos nisto.
ILEGAL?
Meu Merlin! No que é que eles andam metidos?
Mãezinha!
– Tudo bem.- disse eu.
– Tudo bem? Se eu te contar é como se tu fosses cúmplice ou assim...
– Não sonhaste um dia que eu seria tua mulher?- perguntei.- Se eu fosse tua mulher terias de me contar essas coisas.
Ele sorriu.
Eu não sei mesmo o que me deu hoje.
Não me importo que ele seja criminoso. Eu quero estar com ele. Seja ele aquilo que for! Bem... Mas por favor... Espero que não tenha morto ninguém.
– Tens razão. Mas não acho boa ideia meter-te nisto.
– Devias ter pensado nisso antes.
Silêncio. E depois:
– Animagus.
Hã?
– O que tem?- perguntei confusa.
– Foi essa a solução que arranjamos. Tornar-nos Animagi. Demorou quase 3 anos a conseguir-mos transformar-nos em animais quando quisermos.
– Mas vocês não estão registados.- observei.
– É por isso mesmo que é ilegal.
Ooooohhh, aaaahh
Suspirei.
– É só isso?
– É só isso?- repetiu ele.
– O crime é não estarem registados?
– Bem... É um crime grave se virmos bem. Imagina que toda as pessoas faziam isto... O Ministério não sabia e as pessoas perigosas podiam andar por aí e o Ministério não sabia que elas tinham esta carta na mão, passo a expressão.
– Sim, sim, eu sei. Mas... Pensei que tinhas roubado qualquer coisa ou morto alguém.
– Okay... Não é assim tão grave. Pensas assim tão mal de mim?
– Oh! Calor do momento... — respondi, tentando esquivar-me. — Vocês são Animagus?- perguntei depois, apercebendo-me do que ele dissera.
– Sim... Assim fazemos companhia ao Lupin todas as Luas Cheias. Foi assim que ficamos a conhecer melhor os campos de Hogwarts, a Floresta Negra e Hogsmeade. Esse conhecimento levou-nos a mais uma invenção. O...
– Espera, vamos por partes... Que tipo de animais...
– Sabes aquelas alcunhas que nós usamos?
– Sim. Finalmente a origem delas!
Elevei as mãos para o céu.
Todas as pessoas se perguntam sobre a origem das alcunhas.
– O Peter é o Wormtail, que significa Cauda de Verme, consegues adivinhar?
Pensei durante um tempo. Verme...
– Uma minhoca?
– Não, mas boa sugestão. Um rato.
– Jura... O Peter. Um rato. — sorri. — Fofo. Então, o Lupin é um lobinho.
– O Lupin é um lobinho? Mais um lobão! É por ser lobisomem, que tem a alcunha de Moony (Aluado), por causa da Lua Cheia. Bem, e ás vezes é um pouco cabeça no ar...
Sorri.
– O Sirius é o Padfoot- continuou.- Patinhas.
– Hum... Um coelho?- tentei.
– UM COELHO! — ele riu a gargalhada. Ai, como eu adoro este riso... Hum... Lily, controlo!
– Não, algo muuito maior.
– Um urso?
– Um urso não tem patinhas, tem patorras!
– Pois é... Uma lontra!
– O Sirius? Uma lontra?
– Ai não sei, James! Diz, diz!
Sentei-me ao colo dele e beijei-o na bochecha.
– Vá lá! Vá lá!- dizia em cada beijo que lhe dava. Eu estou tãão atiradiça. A Petu ficaria orgulhosa!
Ele riu.
Deitou-me no sofá, que rangeu um pouco, e beijou-me na bochecha.
– Estás muito fofa hoje.
– Estás a chamar-me gorda?
Ele sorriu.
– Tu percebes-te.
Sentou-se.
– O Sirius é um cão.
Um cão?
– Um cão preto, despenteado, que te dá pela cintura. Enorme!
– Que fofura! Um cãozinho! Sempre quis ter um cão!
– É um pouco arrepiante mas não digas que o disse.
Ele mordeu o lábio inferior e olhou-me por cima dos óculos.
– E tu?- perguntei.
– Sou o Prongs, Hastes.
Tapai-lhe a boca com a mão.
– Não quero que me digas. Quero que me mostres.
– Hum... Acho que pode ser.
Ele levantou-se e a transformação começou.
Veio primeiro o focinho, depois cresceram-lhe as pernas e ele ficou de quatro, o corpo foi alongado e, por fim, os cornos apareceram grandes e firmes, isto tudo bastante rápido.
...
É um veado (ATENÇÃO: Em Portugal veado não significa gay, é simplesmente o nome do animal)!
Ele ficou lá a abanar cabeça e a mexer as patas.
Aproximei-me dele e pôs-lhe a mão no focinho, fazendo-lhe festinhas.
– És um Bambi adulto!
Ele abanou a cabeça em forma de protesto!
– Que fofo!
Circulei-o de modo a vê-lo por inteiro.
Era a coisinha mais fofa! Tinha um rabinho tão fofo! Com uma caudinha farfalhuda de veado. Era castanho claro, tinha umas hastes enormes! Com redondos e direitos. Com feitios muito diferentes. Para dizer a verdade era muito lindo!
E sim, é claro que lhe tive de puxar a cauda! Ele deu um salto e virou-se de frente para mim.
Abracei-o pelo pescoço.
– És tão bonito!
Ele encostou a cabeça á minha em forma de resposta.
Afastei-me e ele fez asneira!
Já me estava a perguntar quando é que ele ia meter a pata na argola!
ELE LAMBEU-ME A CARA DE CIMA A BAIXO!
– Seu estúpido! Vais apanhar tantas! Cornudo duma figa!
Corri atrás de que fugiu para fora da Cabana dos Gritos. Eu fui atrás dele.
– Anda cá seu... Seu...
Merlin! Não sou feita para correr! Já estou sem fôlego! Espalhei-me na erva. Isto não dá para mim!
Ele veio ter comigo e quando o olhei ele abanou a cabeça. Estava explicitamente a dizer "Que fraquinha".
Ele transformou-se outra vez em James — Homem e então saltei-lhe para cima e rebolámos monte abaixo.
Parámos e continuámos a rir.
– James... Qual foi a outra invenção da qual me ias falar. Que vocês visitaram os campos de Hogwarts, a...
– Ah sim. Eu mostro. Vamos voltar para dentro.
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