JANELAS PARA O ENTARDECER
1 Realidade
A poesia me faz esquecer
Desta humilde realidade,
Me faz entrar em um mundo
Em que só eu acredito.
Eu vivo, eu amo
Como todos,
Mas sempre estou
Com meus pés no chão,
Chão seco, chão vazio,
Onde todos pisam
Sem saber porquê
Ando meio inquieto,
Quieto,
Modesta parte,
Talvez eu esteja certo,
Posso amar o incerto,
Odiar o normal,
E ser legal,
Mas respeito o clichê,
Pronto, ponto
Agora digo belas palavras,
Com o sorriso mais amarelo do mundo,
Que o meu amor
É algo quente,
Paradisíaco,
Talvez mexicano
Interessante é pensar
E repensar,
Que aonde eu sempre habitar,
Que a minha esperança
De que algo novo,
Do tipo de um “clichê inédito”
Se transforme em um
“Deja vu” nunca visto
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