A poesia me faz esquecer

Desta humilde realidade,

Me faz entrar em um mundo

Em que só eu acredito.

Eu vivo, eu amo

Como todos,

Mas sempre estou

Com meus pés no chão,

Chão seco, chão vazio,

Onde todos pisam

Sem saber porquê

Ando meio inquieto,

Quieto,

Modesta parte,

Talvez eu esteja certo,

Posso amar o incerto,

Odiar o normal,

E ser legal,

Mas respeito o clichê,

Pronto, ponto

Agora digo belas palavras,

Com o sorriso mais amarelo do mundo,

Que o meu amor

É algo quente,

Paradisíaco,

Talvez mexicano

Interessante é pensar

E repensar,

Que aonde eu sempre habitar,

Que a minha esperança

De que algo novo,

Do tipo de um “clichê inédito”

Se transforme em um

“Deja vu” nunca visto