O silencio paira

Não consigo ver nada

Além das formigas no chão

Um vazio permanece

Dentro de mim

Eu queria ser alguma delas

Ao menos por alguns momentos

Para sentir a liberdade do mundo

Profundo em que vivemos

É triste não saber se estaremos vivos até amanha

È triste tentar saltar do próximo degrau

O grau da sanidade racional é insano

Mas a insanidade é racional

Basta analisar os fatores da realidade

E viver em função de construção,

E sentir o terremoto dos pés humanos,

E ver a explosão das coisas mínimas

Seres lógicos que vivem

Em uma sociedade não ideológica,

Que não crescem,

Apenas conhecem o lugar em que habita,

Não desista de permanecer até aqui

O tempo realmente não para,

O tempo apenas recomeça

E lembranças não se guardam em gavetas

Guardam apenas na memória

Da época em que eu corria contra os segundos

Neste mundo de almas frias e vazias

Nosso crime não compensa, recompensa

Pagamos por aquilo que não devemos

Somente os sóbrios choram,

Por aquilo que não tem

E não convém para si próprio

Apenas digo como é difícil,

Se desprender deste cotidiano

Monótono em que vivemos

Em meio de poetas e loucos

Por um mundo pior,

Pior do já somos

E continuamos a viver

Tenho um encontro marcado

Igual a todos na terra

O encontro dos desencontros,

Que todos temem como se fosse

A primeira paixão platônica

Tudo aquilo que você crê,

Pode se tornar realidade,

Tudo o que você entende ser

Como um homem

Que habita as mentes alienadas,

Pode ser uma falha em seus sistemas,

Entenda, releve, pense

Seja sincero com a sua mente

Não a desconheça

O nada não é nada

Pois nada é alguma coisa

Que já existiu

E desistiu de ficar neste

Mundo de memórias

E esta viajando pelas

Paisagens imaginarias

Eu não nasci ontem,

Nem antes de ontem,

Eu nasço a cada dia

Pois cada dia me leva a ter

Uma surpresa diferente

Em todos os sentidos,

E então eu me pergunto:

Quem nunca sonhou?

Não chore,

Tudo fica bem

Nas horas vagas do além,

Só respire e corra como o inferno

Talvez assim você neutralize

Todas as situações

Corra, corra, corra

Respire, respire, respire

Você esta recomeçando

A ser o que você não foi

Não tenha medo de questionar

A sua vinda até aqui,

Todas as perguntas

Possuem respostas,

Basta pensar e analisar

Os sentidos que veio

Buscar no paraíso,

Se é que é paraíso

Preciso retornar a minha casa

Para renovar minhas energias

Que perdi na corrida contra o tempo

Pouco a pouco

Sempre louco

Eu sei que existem

Possibilidades de felicidade

Mas é preciso paciência

Para reencontrá-las

Em todas as escaladas

Na selva de pedra

Mas sei que estou chegando lá

É muito complexo

São muitos reflexos

Que se concentram

Em minha mente introspectiva

Já estou a decolar

E consigo ver o portal

O medo me consome

O meu estado físico some

Uma voz me diz:

Sonhe, você esta prestes

A encontrar as instruções

Que o seu livro não pode te dar

E assim sendo eu me entreguei

Com toda a minha luz

Que não me iluminou

Enquanto eu permaneci aqui

E este não é o fim

O fim será quando

Eu me estranhar, pensar

E me perguntar:

Existe mais alguma resposta ?

Notas finais