Notas iniciais
E aí, pessoal? (: Ainda há vagas. Por favor, fiquem à vontade para mandarem fichas (caso crie uma, coloque seu nick/nome, dependendo se for leitor anônimo, em um tópico, onegai - sou tosca e esqueci de colocar um espaço especialmente para isso, D:). Nesse capítulo, alguns termos podem não ser entendidos - por homens, eu diria, auehae -, então coloquei links em algumas palavras, levando-os até imagens para terem uma ideia (coloquei também como curiosidade (: ) É isso (ah, sim, devo justificar a demora: o URF voltou, auehua - modo famoso do LoL, para quem desconhecer), boa leitura a todos :3

Dust encarava a televisão, preenchida pela imagem de explosões, tiros e notificações de mensagens juntos. Às nove da manhã, não encontrara nada para fazer além de jogar. Durante o dia passado, ficara procurando, nas redes sociais, conhecidos que tivessem sido convidados para um casamento. Não gostava da atitude, mas era necessário para o Vor.

Sem notar, Python entrou no quarto e se aproximou da cama, onde a garota estava.

– Ei, consegui! – falou em tom mais alto que o normal.

Abaixou o fone de ouvido para o pescoço e fitou o rapaz.

– Sério? – sorriu.

– Sim. Em Hampton, no próximo sábado – diminuiu o volume da voz, ainda respondendo animadamente.

– Certo. Vamos avisá-los então.

Passaram no quarto das garotas para chamar Ann, fazendo-a descer junto com a dupla. No térreo, encontraram o restante da equipe e se agruparam para o aviso: na próxima semana, iriam a um casório.

– Conheci uma mulher quando fui pra Holanda – Python se sentou em um dos sofás. — Ela é bem legal, namorava na época. Agora está noiva.

– Então ela gosta bastante daqui... – Feluriel se referiu aos Estados Unidos.

– Ah, também. Mas o cara é americano e os dois gostam de praia – deu de ombros e sorriu.

– Parece que não será uma festa qualquer... – Luna comentou.

– Pois é. Hampton tem mais praias particulares, não é? – Dust comprimiu os olhos, como se fizesse esforço para lembrar algo.

Python balançou a cabeça positivamente.

– Fui lá visitar uns amigos algumas vezes. É muito bom!

– Quantas horas daqui até lá? – perguntou Luna.

– Acredito que não dê nem duas horas – Dust opinou.

– Entendi...

– Hm, galera... – Feluriel chamou a atenção da equipe. – Não sei vocês, mas não trouxe nenhuma roupa social ou coisa assim.

– Eu também – Tsunaime concordou. – E como faremos para ir até o litoral?

A Rainha suspirou mentalmente. Nunca precisara ir a casamentos ou eventos que pedissem por trajes formais, então seu guarda-roupa não ajudaria daqui uma semana. Mais um problema surgira: sabia dirigir, mas nenhum deles possuía carro ou dinheiro para pagarem um táxi. Deveriam achar um modo de chegar lá através de transporte público, que, segundo o Google Mapas, causaria uma viagem em torno de cinco horas. O desafio, pensou, não era ser convidado para um casamento e comparecer ao mesmo, e sim aguentar o longo trajeto e a tediosa cerimônia em seguida. “Pelo menos terá comida, muita comida...”.

– Posso pedir para alguém levar a gente até lá – Python sugeriu.

– E quem? – Luna o encarou.

– Conheço uns caras mais velhos. Têm carro, então podem dar uma carona.

“Interessante, temos um ativo de gangue por aqui”, riu mentalmente para não soltar uma frase sarcástica. No lugar, respondeu neutralmente:

– Podemos recorrer a isso.

O garoto sorriu, satisfeito. Dust não confiava no plano, mas não havia nada melhor que isso ou a jornada de cinco horas. Esperava que, até sexta, pudessem achar outra solução. Agora, precisava pensar em um modo de pagar pelas roupas de festa.

Como se lendo seu pensamento, a garota ruiva falou.

– Podemos ir a alguma loja e comprar, se puderem. Fiz uma conta no banco antes de se mudar pra cá.

– Eu também – Tsunaime respondeu.

– Podemos. Esse tipo de roupa pode ser útil depois, então nem é prejuízo – Feluriel sorriu levemente.

– Todos de acordo então? – Horlle fitou o grupo, que concordou simultaneamente.

Apesar de seus companheiros aceitarem a ideia, não queria gastar dinheiro. Não sabia quando este seria necessário, e preferia guardar sempre que possível.

(...)

No dia seguinte, visitavam diversas lojas do shopping mais próximo para adquirirem as vestes. Os garotos foram os primeiros, com Python compondo um visual esporte fino – blazer cinza com camisa azul-marinho e calça branca -, e os outros dois optando pelo clássico smoking escuro.

Dust acompanhou as garotas sem comprar nada. Esperava que a mãe de Ed, que era tão baixa quanto ela, tivesse algo para a ocasião – estava segura quanto ao estilo, pois a mulher costumava andar com bonitas peças.

Após saírem, usaram o metrô para chegar ao lado oeste da cidade. Caminharam por sete minutos e chegaram a um condomínio de prédios branco e marrom. O porteiro chamou, por telefone, pela senhora Blauth e logo receberam autorização para continuarem a visita.

– Moon! – uma mulher de cabelos pretos abriu a porta quatro do quinto andar e sorriu para a garota. – Tudo bem?

– Tudo sim. Muito obrigada por nos receber.

– Imagina – respondeu gentilmente. – Entrem, fiquem à vontade. O Ed está no quarto.

Dust agradeceu e cruzou a grande sala, que contava com uma decoração clear e elegante. Apesar de ser um apartamento, o cômodo parecia possuir dimensões de uma casa comum.

– Você está horrível – aproximou-se do garoto, que apertava freneticamente os botões do teclado enquanto olhava para o monitor do notebook.

– Nem preciso te olhar para dizer o mesmo – sem desviar o olhar do eletrônico, sorriu.

– Ah, não foi no sentido físico, mas já que citou...

– Tudo bem, sei disso – suspirou, mas Dust não sabia se era por sua resposta ou pela vitória do time inimigo estampada na tela.

– Moon, quer ver o que separei? – a mãe de Ed apareceu na porta e sorriu.

– Sim, por favor – balançou a cabeça e, após ver a mulher saindo, virou-se para o grupo, fitando rapidamente cada indivíduo. – Esses são Feluriel, Python, Tsunaime, Ann e Luna.

– Olá – Ed acenou com simpatia.

A Rainha os avisou que acompanharia a senhora Blauth, que deixara a mesa de jantar cheia de aperitivos para os convidados. Enquanto ia até a suíte dos pais do amigo, o mesmo guiou o Vor até a sala. No quarto, encontrou duas peças claras descansando na cama Queen.

– Procurei no armário por um tempo e acabei achando esses – Blauth contou sorrindo. – Nem lembrava deles. Qual prefere?

Dust olhou para os vestidos. Ambos eram curtos, mas se diferenciavam no tecido e modelo. O primeiro era um tomara-que-caia branco com saia de pregas. O outro, digno de uma princesa, apresentava uma renda rosa claro em cima de outro tomara-que-caia do mesmo tom, com uma faixa estreita marcando a cintura e mangas ¾. No mesmo momento, conseguiu decidir qual usaria: a delicadeza da segunda veste lhe fascinara.

Apontando para ela, pediu:

– Posso levar essa?

– Claro! Imaginei que você fosse gostar dessa. É tão meiga – sorriu.

“A roupa, certo?”, questionou em pensamento.

– Vai lá comer com o pessoal. Vou separar o vestido e te entrego quando saírem.

– Tudo bem, obrigada – sorriu levemente e retornou ao corredor.

Na sala, encontrou um falante Vor – ou melhor, Python e Feluriel – com Ed.

– Cara, tem que ter tato! – Python exclamou.

– Tato? – Feluriel, intrigado, perguntou. – Acho que seria lábia.

A garota encarou as meninas, quietas e, achava, um tanto desconfortáveis. Mexeu os olhos em direção ao amigo, que tentava ocultar um riso irônico enquanto retornava o olhar.

– Moon, o que um garoto precisa fazer para te conquistar? – Python a fitou com entusiasmo.

– Não há como – respondeu após um tempo.

– Por quê? – o rapaz de Portugal continuou.

– Hm... Não sei.

Pensou em dizer que há vários motivos para não se apaixonar, mas imaginou que isso levaria a um longo debate, a qual não estava com vontade de participar. Por sorte, sua reação não gerou mais perguntas e pôde provar alguns dos doces que enfeitavam a mesa.

A conversa dos garotos, que no final entendeu ser sobre paqueras – eles realmente tinham mais de quinze anos? -, se estendeu até o final da visita ao condomínio April.

– Eles são muito simpáticos – Ed contou, ironicamente, na porta do apartamento quatro.

– Vi que estava se divertindo... – referiu-se ao momento na sala de jantar.

– Realmente. Aquela conversa foi útil, principalmente porque “estou apaixonado”.

– Hm, então recebeu várias dicas? – perguntou em tom de brincadeira.

– Sim... – perdeu o tom de sarcasmo. — Fale sério, acham que estou assim porque estava quieto – suspirou. — Eles que não são...legais.

– Eu sei – sorriu fracamente.

O garoto a mirou por um tempo.

– As garotas são legais, ao menos? E conversam contigo?

– A Luna costuma falar, a Ann é mais reservada. Elas parecem ser legais, mas não puxo muita conversa.

– Você deveria, certo? Não continue sendo chata.

Dust o encarou um pouco impaciente. Ele a conhecia há muito tempo. Sabia como era seu comportamento.

Ed sorriu, vendo que sua amiga não esboçara nada mais.

– Sua equipe está esperando.

A Rainha concordou com a cabeça e se despediu do rapaz em seguida da senhora Blauth, que lhe entregou uma sacola de papel antes que descesse pelo elevador.

– O que foi, filho? – a mulher olhou para o garoto gentilmente após fechar a porta.

Edward, que voltava para seu quarto, olhou confuso para a mãe e respondeu com voz igualmente atordoada.

– É como se eu estivesse com fome.