Ive Never Been Anywhere Cold as You.
19 Capítulo 18
Notas iniciais
obrigada, gente.
Dezoito.
O dia parecia muito mais feliz para Brendon Urie. Havia muito tempo que ele não se sentia tão completo e tão feliz ao mesmo tempo. Havia muito, muito tempo que ele esperava aquele momento, mas nunca imaginou que ele estaria assim, todo bobo, por ser um casal “normal” com seu Ryan, mas haviam coisas para acontecer em suas vidas. Coisas que mudariam os rumos da história, mas que deixaria tudo com o máximo de sentido possível. Toda a vida de Ryan comçara a fazer sentido e o gosto da felicidade se fazia presente.
Era anoitecer quando o casal voltara a casa dos pais de Urie. Ambos com um sorriso bobo e feliz no rosto, acariciando as mãos um do outro e brincando saudavelmente. Butch ainda estava lá, esperando para conversar com Ryan, já que ele tinha pedido para poder ficar ali e ajudá-lo a melhorar a situação de sua vida, mas na verdade, Ryan estava louco para ir pra casa. A sua casa. A casa que, agora, seria de Brendon novamente. Ele estava disposto a tentar de novo, mesmo que algumas coisas ainda não foram totalmente esclarecidos.
“Ryan, eu vou lavar seu carro.” Brendon falou baixo, sem deixar de abraçá-lo por trás, forte. Algo no abraço dava um tom de despedida que Ryan e Butch não gostaram nada daquilo. O rosto de Ryan voltou-se ao de Brendon e o primeiro deu um beijo no outro de forma quase que desesperada, mas sem deixar de ser doce. Lembrando-se que Brendon Urie lhe contou sobre a timidez de Ross, Butch virou-se de costas, mas mesmo assim com um sorriso largo. O casal estava novamente juntos e novamente feliz. “Depois eu te levo pra casa.”
“Só não demora hm? Eu quero ir logo pra casa.” Ryan falou baixinho e deu um beijinho no canto dos lábios do menor. “E volta inteiro pra mim.”
“Nada no mundo vai me impedir de voltar pra você, Ryan.” Falou baixinho, sorrindo, ao pegar as chaves do carro do bolso traseiro e Ryan ainda estava com a má impressão daquele lava-jato seria algo importante em sua vida, mas de uma forma ruim. De uma forma que ele não queria que fosse.
“Eu espero que sim.” Falou Ryan, preocupado. O soltar dos braços de Urie preocupou o maior que viu seu amado ir direto para o carro na garagem. Acompanhou-o com os olhos aflitos, porque o desfazer do abraço nunca o tinha deixado tão aflito. Butch coube a missão de conversar e distrair o garoto até que Urie voltasse, mas ele também estava bastante apreensivo. [n/a: esse último diálogo, em circustancias totalmente diferentes, é baseado no seriado Chuck]
Enquanto o carro se afastava, Brendon colocou a música animada e começou a cantar batucando no volante animadamente. Ele cantou alto a música, balançando a cabeça, com um dos maiores sorrisos. Porém, Urie não vira o sinal vermelho e passou dentro da velocidade que lhe era permitida, mas um choque grave com um caminhão o arrastou duas esquinas para frente. A cabeça de Brenny bateu contra as almofadas de reentrada e o cinto de segurança o prendeu ao banco e às ferragens. Sua cabeça sangrava e o motorista do caminhão ficou apavorado, e chamou a emergência.
O outro lado preocupante da história é que... Ryan havia visto tudo e olhava a cena chocado. Talvez o recomeço da felicidade fosse também o recomeço da dor.
Ryan correu o máximo que conseguiu, seguido por Spencer e Butch que percebeu o quanto aquilo afetaria o pouco progresso que tinha feito com Ryan, mas por enquanto a saúde de Brendon se tratava do mais importante. Ao ver como Brendon estava, Ryan tentou abrir a porta do seu carro, mas não conseguiu, apenas conseguiu tocá-lo de leve e por alguns minutos com as mãos, pelo vidro que, por sorte, estava aberto. O maior começou a xingar o menor por aquela situação toda, mas também porque ansiava ouvir a risada dele e logo as palavras de que estava sendo infantil outra vez lhe viriam incomodar. Mas não vieram.
Em alguns minutos a ambulância chegou. O estado de choque de Ryan Ross e o choro contido dele, fizeram com que os paramédicos fossem obrigados a tirá-lo de perto usando a força, enquanto os bombeiros faziam seu trabalho de tirar Brendon das ferragens. Butch foi quem envolvera Ryan em seus braços, segurando-o de forma firme para que ele não voltasse para lá e atrapalhasse os bombeiros.
Demorou duas horas pra conseguirem livrar Brendon das ferragens. Duas horas sob os xingamentos de Ross sobre o desempenho – supostamente – duvidoso da equipe que trabalhava e ao próprio Brendon por não ter visto o sinal claramente dizer “Pare bem aí!” Brendon recebeu os primeiros socorros e Spencer – que estava visivelmente em choque – foi com Urie no helicóptero enquanto Ryan e Butch voltavam pra casa.
“Eu aviso pra onde o levaram.” Disse Smith, enquanto era fechada a aeronave. Butch assentiu e levou um Ryan completamente em estado de choque, sem chorar, mas completamente arredio e pronto para quebrar uma parede de concreto no chute. Coube a Butch dizer a família de Brendon o que havia acontecido, e que o estado do paciente era muito grave. Coube a Butch engolir as próprias emoções para amparar toda aquela família.
Kara, irmã de Urie, fora a que mais se abalou – depois de Ryan – com a situação. Ela ficou tão apavorada, que começou a socar Ryan no peito e a gritar com todas as forças de seu pulmão que havia sido culpa dele e, por mais que não fosse, Ryan estava concordando e deixou que a menina batesse – não só por falta de forças para impedí-la -, mas como o começo do seu castigo. Afastar-se de Brendon agora não era egoísmo.
Era necessidade. Por amor, porque não queria que ele morresse, como foi com Pete.
Após a ligação de Smith, todos correram para o hospital indicado. Butch conduzia Ryan, que parecia não acreditar que toda aquela história se repetia. Que de novo ele perderia o homem que lhe faria feliz, que lhe amava mais que ele mesmo, a quem ele fechou os olhos para – supostas inexistentes – traições e naquele momento só uma coisa lhe vinha a cabeça: Urie estava morto. Era como falar que aquilo era um conto de fadas, porque ele estava amaldiçoado a viver sozinho.
“Por que eu estou indo pro hospital ver o estrupício do Urie que estragou meu carro?” Ryan girou os olhos friamente, encolhendo os ombros e sentindo-se apertado pelo cinto de segurança. “Aquele maldito não pode morrer sem antes me pagar o carro.”
Na língua de Ryan aquilo era o mesmo que: “Não morre ainda, desgraçado, a gente tem muito o que viver juntos.”
“Não fala assim dele, Ross!” Butch exclamou, perdendo a compostura profissional e amistosa por um momento. Só pensava no bem-estar de Urie e por isso corria feito um álcoolatra no volante. Seus olhos estavam vidrados e aficcionados na estrada, de um jeito que nunca haviam ficado antes. “Brendon ainda não está morto ainda e Deus queira que ele esteja bem.”
“Eu já passei por isso uma vez, Walker, só não quero passar de novo.” Encolheu os ombros mais uma vez, com descaso. Ryan encostou a cabeça no vidro da janela e ficou olhando a paisagem do lado de fora do carro. “Eu não sei se suporto uma maldição desse jeito. Homens que me traem e que morrem após destruírem minha vida.”
“Não sei se você percebeu, mas a gente tá indo ver o Brendon.” Falou Butch, parando momentaneamente num acostamento, para poder olhar nos olhos de Ryan. Butch segurava o rosto de Ross com as duas mãos, para ter certeza que ele lhe olharia. “Ele não é o Peter, Ryan. Nem de longe. Ele te ama muito, muito mais que esse Pete que eu nem cheguei a conhecer. B vive pra você, por você e o sonho dele é voltar a viver com você, pra ser completamente feliz. Urie não vai morrer, Ryan. Agora, por ele, tenta se acalmar e, pra ser sincero, você precisa de um tratamento, pra acabar de uma vez por todas com o sofrimento do Brendon.”
“Do que você tá falando?” Ryan franziu o cenho, olhando pra Butch com certo medo. “Eu não me lembro de ter dito sobre meus traumas, sobre Peter...”
“Eu sou um dos melhres amigos do Brenny, Ryan. Sou psicólogo dele e também pertencente a um grupo especial chamado DASA que trata exatamente de pessoas como você. Doentes emocionalmente.”
“Que seja” Ryan girou os olhos. “Vamos pro hospital logo, não é o que você quer?”
Butch olhou para Ryan e não fez mais nada que seguir as ordens dele. Analisando bem a situação com mais calma, ele daria um diagnóstico mais preciso, mas naquele momento só o bem-estar de Brendon importava agora. Butch Walker segurou Ryan pelos ombros e deu um chacoalhão forte no mesmo, como se quisesse acordar o mais novo daquela situação de que ele se encontrava.
“Ryan, não é o que eu quero, é o que precisa ser feito.” Butch suspirou. “Ryan, querido, presta atenção um pouco em mim. Eu conheço suas mágoas e traumas. Eu conheço seus medos, mas eles não podem te conduzir agora, Ryan. O seu Brendon precisa de você agora, Ross.”
Com essas palavras Butch voltou a seguir para o hospital. Os dois foram em silêncio absoluto, mas certas coisas ainda rondavam sua cabeça. Não sabia se sentia ódio de Brendon por ele ter desabafado com Butch, ou se ele o entendia, porque o tal psicólogo havia conseguido se aproximar dele sem nenhum ferimento sério. Uma vez no hospital, Ryan andava de um lado para o outro, esperando a notícia da morte de Bendon. Ele estava inconfomado e fora Spencer quem avisou a família de onde Urie estava internado. Kara voltou a agredir Ryan com socos e palavras, mas este manteve o silêncio e os olhos na garota que fora sedada devido sua alteração.
Cinco horas mais tarde, a cirurgia de Brendon estava concluída. Brendon dormia e apenas um acompanhante poderia ficar ali, com ele. A mãe demorou um pouco para ceder seu lugar para Ryan, mas fora convencida por Butch a cuidar do abalo emocional de Kara. Ele entrou no quarto e sentiu a respiração falhar ao ver a situação que Brendon se encontrava: enfaixado, com a pele vermelha e irritada em muitas partes do corpo. Em passos pequenos, Ryan se aproximou da cama e sorriu, fraco e sem emoção.
“Oi, B...” Murmurou, apertando a mão do menor carinhosamente. Em sua mente, estava xingando Urie, externando a raiva por perder o carro, mas seus lábios não conseguia deixar sair nenhum som, nenhuma palavra sequer se formava. Apenas, após uns minutos, Ryan deitou sua cabeça no peito de Urie e ficou ouvindo o coração dele bater, seguido pelo barulhinho do medidor de sinais vitais.
Estava claro o sentimento de Ryan por Brendon e não só pelo contato que tiveram, mas pelo cuidado que Ryan denonstrava agora, enquanto Urie estava frágil e inconsciente.
“Acorda logo, hm?” Pediu baixinho, acariciando o peito dele com cuidado. “Eu preciso de um carro novo que você vai pagar, eu preciso de alguém pra eu xingar em casa...”
Após alguns minutos em silêncio, deitado sobre o peito de Brendon, Ryan assentou-se devagar na poltrona do acompanhante e ficou ali esperando que Brendon tivesse vontade de abrir os olhos e dizer algumas palavras que valessem a pena, mas ele acabou dormindo com essa esperança por horas a fio. Quando Butch entrou no quarto – meio que dizendo que era psicólogo do Ryan e que tinha que ver seu paciente também – encontrou Ryan ainda dormindo, mas com a mão segurando a do menor. A cena era tão encantadora que Butch esperou mais alguns segundos para acordá-lo.
“Ryan...” Chamou bem baixinho no ouvido dele.
“Hmmm?” Arrastou, sonolento e manhoso, arrancando um sorriso amistoso de Butch.
“A mãe do Brendon quer vê-lo e você precisa de comer algma coisa.” Bradley explicou. “Levante, vai. Mais tarde você volta pro Brendon.”
Com um pouco de relutância, o mais velho conseguiu retirá-lo de lá, mas ainda assim reclamando sobre qualquer coisa. Lembrando-se do vício de Ryan, o psicólogo estendeu um copo grande de café para Ryan que esqueceu das reclamações por um momento e concentrou-se no café saboroso que bebia. Butch precisava entrar em um assunto bem delicado, mas que com o tempo traria resultados, então, começou a dizer pra ele:
“Ryan, eu sei que nós não somos tão íntimos, mas acho que está na hora de eu oferecer uma terapia para você, sabe?” Butch começou receoso, olhando seu copo de café, suspirando baixinho. “Com terapia você pode controlar seus medos e dúvidas... Pelo Brendon.”
“Eu tive um pesadelo com ele hoje...” Ryan disse baixinho, concentrado em seu café no fundo do copo. “No sonho repetia a cena daquele acidente, e ele levantava de lá, dos escombros, e dizia que a culpa de tudo isso era minha. Você realmente acredita que isso seja um sinal?” Ryan ironizou, Butch sorriu sem emoção e assentiu.
“Um sinal de que seu estresse pós-traumático está elevadíssimo.” Explicou. “Um sinal de que você pode levar anos sozinho para tentar esquecer isso, ou sacrificar o B diariamente pra tentar fingir que nada acontece com você, quando na verdade, você também precisa de um tratamento contra todos os seus medos e receios. Contra esse seu jeito de não se expressar.”
“O Brendon tá praticamente morto, Butch. Não há mais o que fazer. Ele me traiu durante um longo período e eu engoli em silêncio. Todas as noites. Eu caí por um momento na lábia dele e só estou aqui por causa do meu carro.” E tomou mais um gole de café.
“O B nunca traiu você, Ross. Não seja infantil.” E Butch bebeu também. “Ele saía quase toda noite pra fazer terapia de grupo para saber lidar com você. Me lembro que quando ele começou eu tive que intervir e dizer que o caso dele era real, que o problema dele era o namorado doente que jamais aceitaria se tratar. Mas acho que a Anorexia está tão avançada que não tem mais jeito...” A última parte Butch falou com o coração e não com a razão de médico. Era claro que Ryan demoraria um pouco mais para se livrar dos traumas e reaprenderia a sentir, mas não estava irreversíel, a final, estava claro que ele amava Brendon.
A auto-suficiência de Ryan e todos os motivos para não perdoar Brendon e viver feliz para sempre com ele havia se desfeito um por um com aquela fala de Butch. Um pequeno sorriso – embora sem muita emoção – brotou nos lábios de Ryan e toda sua vida com Urie passara em sua cabeça. Ele assentiu pra Butch, decidindo que de uma vez por todas se livraria de Pete. Ele faria a terapia, superaria seus traumas se Brendon saísse dessa.
“Então, vai fazer o tratamento?” Perguntou Butch.
“Só porque eu quero um carro novo e uma empregada doméstica.” Encolheu os ombros e Butch riu baixinho, assentindo. “Tudo bem, eu admito, aquele estrupício mexe comigo.” Ryan confessou, apenas para Butch, envergonhado em fazê-lo.
“Você deveria dizer isso a ele.” Sorriu e Ry o acompanhou.
Após um suspiro de Ryan, Butch segurou a mão dele com doçura, mordendo o cantinho do lábio, mesmo que não tivesse total permissão para aquilo acontecer. Ryan bem que tentou retirar a mão daquele gesto carinhoso de seu amigo, mas não conseguiu mais que manter as mãos mais unidas. Ryan não saiu um minuto do hospital, mesmo que mantinha-se longe o suficiente para não ser visto pela irmã de Brendon que ainda não havia engolido a presença de Ryan.
Ali mesmo, no hospital, Butch e Ryan conversavam, mesmo que não fosse o tratamento convencional aplicado. Ryan ia muito lentamente. Falava pouco sobre si, evitava coisas que pudesse lhe fazer chorar mesmo que em frente ao Butch — que era treinado nessa área – ele simplesmente preferia morrer com aquela dorzinha em seu peito. Bradley reclamou algumas vezes da falta de cooperação de Ross que via o suposto tratamento como uma forma de passar o tempo até a espera de seu carro novo.
Brendon acordou dentro de uma semana – e com certeza o tratamento não tinha dado muitos efeitos aparentes – e além do mais, era tudo a base de muito café forte. Quando Urie acordou, Ryan estava dormindo numa cadeira ao lado dele – e havia acontecido uma certa briga para que Ryan ficasse com Brendon -, totalente numa posição torta, com os óculos – que pertenciam ao dono do leito – igualmente tortos e abraçado a um livro de arquitetura moderna em qual haviam combinado o doutorado de Alex. Não o chamou. A cena era primorosa demais pra ser estragada, mesmo que com um abraço e o que Brendon mais sabia era que o que estava sentado ao seu lado não precisava de um abraço.
Ryan foi acordando devagar, manhosamente. Coçou seus olhos e aos pouquinhos os abriu. Não conteve o sorriso ao ver o seu garoto com os olhos abertos ao lhe olhar. Mordeu os lábios ao que o sorriso ficou grande demais, percebendo que uma semana de tratamento – ou de conversas – já foram suficientes para um ato como aquele.
“Oooi.” Urie falou baixinho, fraco, arrastando. Esticou a mão para que Ryan chegasse mais perto. Ao se levantar pra atender o pedido, deixou o grosso livro cair no chão e reprimiu um palavreado baixo. Brendon riu fraco.
“Bom te ver.” Foi a vez de Ryan falar, enroscando sua mão gelada na de Brendon. “Eu já estava indo preparar seu velório.” Brincou, fazendo o outro franzir o cenho.
“Você não ia se livrar assim tão fácil de mim.” Brendon falou em tom de brincadeira, mordendo o cantinho do lábio. “Eu tenho muito o que aprender de arquitetura moderna com você, Ryro.”
“E tem um carro pra me pagar, estrupício.” Girou os olhos e Brendon sorriu docemente. Sabia que aquele era o jeito “Ryan” de dizer que estava feliz em vê-lo, que sentira sua falta e que, principalmente, estava preocupado com ele. “E acho muito bom você não morrer enquanto meu carro não estiver pago.”
“Bobo.” Brendon riu baixinho, negando fracamente com a cabeça. “Mas fico feliz que se preocupa comigo, com eu estando bem.”
“Eu me preocupo com o meu carro estando na minha garagem.” Encolheu os ombros. “Vou chamar seu médico para ver como você realmente está, B.”
“Hey, por favor, fica.” Brendon puxou a mão de Ry fraquinho, fazendo com que ele assentisse. “Eu preciso de um abraço.”
Brendon se afastou na cama, vagarosamente, deixando um espaço pra Ryan que deu a volta na maca. Ryan Ross deitou o rosto no peito de Bden e deixou um beijinho ali, do lado esquerdo, tão doce que Urie sentiu-se o homem mais feliz de todo o mundo. Ryan não precisou confessar o quanto o amava, seus pequenos gestos foram mais que suficientes para demonstrar o quanto era amado. Naquele abraço singelo e desajeitado, Urie percebeu que nada podia acabar com aquele sntimento, enquanto Ryan se aproximava mais de Brenny para ouvir o som do seu coração.
“Que foi?” Perguntou o menor.
“Eu tô ouvindo o que seu coração me diz. As batidas dele.” Sorriu meio bobo, sem – pela primeira vez na vida – se importar em estar ficando vunerável ao sentimento de mais alguém. “Me diz se ele só bate assim pra mim?”
“Só pra você, Ryro.” Urie segurou a mão de Ryan com certa doçura. Deu um beijinho na mesma e a levou vagarosamente para a parte do seu peito que alcançou, separando-os minimamente. “No mesmo ritmo que seu coração bate agora pra mim.”
“E ele te diz alguma coisa?” Ryan perguntou corado.
“Diz, mas eu quero guardar essas palavras só pra mim, no meu coração.”
“Eu espero que seu coraçãozinho seja fofoqueiro, porque eu quero saber.” Brendon riu baixinho com Ryan, dando-lhe um beijinho na sua testa. O recém-acordado do coma sabia que havia conseguido vencer uma batalha, mas também sabia que a guerra era muito, muito longa, mas acima de tudo ele sabia que o sentimento entre eles era maior que qualquer outra coisa e seria capaz de minimizar os efeitos da suposta frieza de Ryan Ross.
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