Itsumo Yakusoku
64 Capítulo 64 - Jikan yo Tomare
As palavras que me fizeram esquecer a vergonha,
Os momentos em que olhamos um para o outro,
O tempo que passamos juntos
Simplesmente não foram suficientes.
Você segurou minha mão até o fim,
Você se despediu de mim no último trem,
A sua gentileza casual me deixa feliz.
Se isto for um conto de fadas,
Eu imediatamente seria capaz
De ir a um futuro com você.
Em todos os dias, todos os momentos, tudo
Mesmo que eu não saiba o que dizer,
Você é o meu lugar especial
Se me fosse concedido um único desejo,
Deus, por favor, pare o tempo quando estivermos juntos
Em todos os dias, todos os momentos, tudo
Você é aquele que me é especial
Em todos os dias, todos os momentos, tudo
Eu acredito. Mesmo que o tempo não pare
Se estamos destinados, então podemos nos ver sempre, certo?
Capítulo 64
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Jikan yo Tomare
Algumas semanas se passaram desde que Kiseki, Temari e Rhythm desapareceram e, por mais que soubessem que aquele dia acabaria chegando, era mais difícil lidar com a situação do que Tadase e Nagihiko pensaram. Um tentava confortar o outro, apesar da saudade que sentiam de seus Charas. No entanto, para o bem ou para o mal, com a passagem do tempo a época de provas foi se aproximando, e eles foram obrigados a focar seus pensamentos nos estudos, assim como seus amigos. Parecia que, quanto mais os anos passavam, mais difíceis as matérias ficavam, de modo que eles decidiram montar um grupo de estudo no apartamento onde Nagihiko estava morando agora. Até mesmo Hideyoshhi e Nanami foram convidados, já que estavam na mesma série que eles.
— Ah, droga... por que esses cálculos são tão difíceis, hein?! — Yaya exclamou, bagunçando os cabelos ruivos com as mãos depois de alguns raros minutos em silêncio onde cada um tentava resolver suas questões.
— Não desista assim tão depressa, Yaya. Você vai ter que aprender a resolver isso sozinha se quiser passar nos exames — Amu lembrou.
— A Hinamori tem razão! Se não aprender logo a fazer simples cálculos do 1º ano, nunca vai chegar onde eu cheguei! — Kukai exclamou em tom convencido.
— Então me ajude a resolver isso, Kukai! — a ruiva pediu, levando seu caderno até ele. O rapaz examinou o problema poralguns segundos, franzindo as sobrancelhas.
— É... hã... cara, você tem razão em reclamar. Essa questão é uma daquelas mais difíceis mesmo! — o ruivo exclamou por fim.
— Viu só, a Yaya bem que disse!
— Ainda não sei como você conseguiu chegar no 3º ano, Kukai.... é sério — Amu comentou com uma gota na cabeça.
— Mas vocês dois são realmente uma figura, hein... Yaya, Kukai — Rima comentou como quem não quer nada — Vocês dois combinam em tudo mesmo, inclusive nessa idiotice de vocês.
— A Rima-san tem razão... vocês dois sempre foram bem próximos, não é? — Nanami comentou, percebendo onde a loira queria chegar com aquela conversa, que era muito mais interessante do que tentar resolver cálculos complicados.
— Bem, sim... somos amigos há vários anos afinal — Kukai lembrou, aparentemente sem entender aonde elas queriam chegar
— "Amigos", sei... — Rima continuou — quando eu me tornei Guardiã anos atrás, vocês já eram bastante íntimos, e provavelmente já se conheciam há muito mais tempo antes de eu conhecer vocês. Acho que isso é mais do que simples amizade.
— O que estão querendo dizer com isso, hein? — o ruivo indagou, finalmente começando a entender do que elas falavam e temendo que seu palpite estivesse correto.
— Vamos lá, Kukai! Admita logo que vocês estão namorando escondido há sabe-se lá quanto tempo. Ou que pelo menos gostam um do outro! — Amu abriu o jogo de vez, impaciente.
— Ei, ei, ei! Não tem ninguém namorando aqui não! — Yaya exclamou mais alto do que pretendia enquanto Kukai apenas fez um som engraçado, parecendo um gato que tinha engolido uma bola de pêlo, o rosto colorindo-se levemente de vermelho — Parem de inventar besteiras, suas... pessoas de mente poluída! E cheias de pensamentos maldosos!
— Mente poluída, é? — Nagihiko ergueu uma sobrancelha para ela — Você que é a Rainha das pessoas de mente poluída com pensamentos maldosos aqui, Yaya-chan.
— Não tente acusar a Yaya de nada, ex-Rainha! — a ruiva continuou gritando com voz aguda, visivelmente alterada — Não sei de onde vocês tiraram essa ideia, mas é tudo mentira, ouviram?! Mentira!
— Ah, é mesmo? — Nagihiko indagou retoricamente — Pois todos aqui acham que você e o Souma-kun estão namorando escondido há sabe Deus quanto tempo. Qual é, até o Hideyoshi-kun resolveu a situação dele com a Nanami-san.... por que não admite de uma vez, hein?
— Ei, como assim "até eu"? — Hideyoshi exclamou meio ofendido.
— Ah, sem ofensa, mas é que você é tão tímido quanto o Tadase era quando tinha doze anos... bem, foi só um exemplo — Nagi deu de ombros como se o fato de comparar o primo que era mais velho do que ele com um menino de doze anos fosse irrelevante, e voltando sua atenção para Yaya — De qualquer forma, acho que as garotas têm razão. Admita de uma vez, Yaya-chan.
— Já chega dessa palhaçada, não tem nada pra admitir aqui! — Kukai exclamou quando finalmente se recuperou do seu ataque de pânico, alto demais e chamando a atenção de todos. Bateu com força em cima do próprio caderno, acrescentando — Nós viemos até aqui para estudar, e não discutir possíveis relacionamentos amorosos, não foi? Pois é isso que vamos fazer! Yaya! Pega o seu caderno e vamos resolver aquela droga de problema!
Todos queriam muito continuar com aquela conversa para forçarem Kukai e Yaya a finalmente admitirem que se gostavam, ou, pelo menos, presenciar este acontecimento no caso dos que eram acanhados demais para participarem daquela balbúrdia, mas infelizmente nenhum deles tinham como contrariar o argumento de Kukai, por mais que não combinasse com ele. Depois de passarem quinze minutos resolvendo a tal questão que Yaya não sabia fazer, e que felizmente estava correta depois de Tadase conferir a resposta, Kukai voltou sua atenção para seus próprios deveres (ele não tinha nem saído da primeira página, na verdade) e todos continuaram estudando em silêncio por pouco mais de uma hora, até começarem a reclamar de exaustão, um após o outro, de modo que decidiram fazer uma pausa. Nagihiko fez chá para todos, e trouxe biscoitos caseiros que ele tinha preparado mais cedo para onde o grupo estava. Todos largaram seus cadernos quase que imediatamente e começaram a atacar a comida.
— Nossa, faz tanto tempo que não como a sua comida... tinha me esquecido de como ela é boa, Nagihiko! — Amu exclamou de boca cheia.
— Como assim "tanto tempo", eu sempre cozinho no Conselho Estudantil — Nagi lembrou.
— Mas não todo dia! E você nunca faz esses biscoitos maravilhosos! — Amu rebateu.
— O Tadade é que tem sorte... aposto que ele pode provar essas guloseimas todos os dias, sempre que quiser! — Yaya resmungou
— Não é verdade, eu não como a comida dele todo dia, Yuiki-san! — Tadase rebateu, meio sem jeito — Mas a Hinamori-san tem razão, sua comida é mesmo ótima, Nagihiko. Você cozinha bem, dança bem, é ótimo no basquete... acho que você é perfeito em tudo o que faz.
— Nem tudo... eu não tenho pais perfeitos afinal, não é? — o sorriso de Nagihiko murchou ao se lembrar desse assunto. Todos ficaram tensos de repente, sem saberem o que dizer — Como estão as coisas por lá, Hideyoshi-kun?
— Ahn, bem... — o garoto se remexeu desconfortável por ser o único que realmente tinha como que falar sobre esse assunto — A Obaa-san está como tinha dito quando você foi embora... fingindo que você, bem... não é mais... filho dela — o final da frase saiu quase em um sussurro, como se ele se sentisse culpado por dizer isso — P-Pelo menos é assim que ela age na minha presença, não sei o que ela faz quando eu estou fora, ou como ela pensa. E o seu pai... ele ficou bastante chocado com tudo o que aconteceu no começo, mas ultimamente tem pensado em te trazer de volta pra casa. Mas a sua mãe disse várias vezes que é terminantemente contra, e eu suponho que você também não vai querer voltar pra lá... seu pai também parece estar começando a concluir isso, então eu acho que ele deve querer te ajudar de alguma outra maneira. Você sabe, financeiramente, ou algo assim. Mas ele... ainda não aprova o seu.... ahn, bem, a sua relação com o Tadase-san.
— Bem como eu imaginei... minha mãe não vai voltar atrás, eu sei disso — Nagihiko falou, tentando não deixar a angústia transparecer em sua voz — Já o meu pai... eu não sabia como ele iria reagir. Até fico grato por ele querer me ajudar de alguma forma mas, se ele não consegue aceitar o que eu sinto pelo Tadase, então eu dispenso qualquer tipo de ajuda dele.
— Tem certeza disso, Nagihiko-kun? — seu primo indagou — O Ojii-san parece andar preocupado com você... acho que só não começou a te procurar ainda porque a sua mãe é contra.
— Tenho certeza sim. Obrigado por me contar isso, Hideyoshi-kun — o garoto respondeu — Mas, isso não vai te causar problemas? Quero dizer, você ainda está morando lá afinal... não tem problema você continuar me vendo?
— Bem, eu disse pra Obaa-san que iria estudar com a Nanami-san antes de sair. E como eu tenho o hábito de ir até a biblioteca, ela não fez perguntas... deve ter concluído que eu ia até lá de novo — ele respondeu simplesmente.
— É bem a sua cara mesmo ficar enfurnado em uma biblioteca cheia de livros velhos depois de passar um dia inteiro assistindo aula... não sei como você aguenta, Hide-kun — Yaya comentou preguiçosamente, tentando acabar com aquele clima tenso que pairava sobre eles de repente.
— Não fale assim, Yuiki-san! Estudar é importante! — Kairi a repreendeu — Você é quem deveria começar a fazer isso para conseguir resolver essas questões do livro, se quiser passar nos exames.
— Não consigo imaginar a Yaya-san estudando quietinha em uma biblioteca — Nanami comentou sinceramente, sem nem sequer conseguir visualizar a cena em sua mente.
— Então somos dois — Kukai concordou — Mas a Yaya tem razão, só de pensar em ir para a biblioteca depois da aula todo santo dia já me bate uma preguiça... — ele deixou escapar um bocejo.
— É impressionante como até nisso vocês concordam... são dois preguiçosos — Rima observou.
— Pois é. E depois ainda falam que não estão juntos — Amu acrescentou, se empolgando por terem voltado ao assunto anterior.
— De novo isso?! Por que nós diríamos algo assim se não é verdade? — Yaya exclamou.
— Claro que é verdade, Yaya-chan, admita logo — Nagihiko rebateu.
— Você nos ajudou tanto antes de ficarmos juntos, Yuiki-san... gostaríamos de poder te ajudar também. Nem que seja a admitir isso, se você não consegue — Tadase falou gentilmente.
— O Tadase-kun está certo, Yaya — Amu concordou — Você se intrometeu nos relacionamentos amorosos de absolutamente todos aqui presentes! Então nós temos todo o direito de nos intrometermos no seu também!
— Etto... na verdade, ela nunca se intrometeu no meu relac.. — Hideyoshi começou a dizer, mas Nanami tampou a boca dele com a mão, interrompendo-o.
— Psiiiu. a Yaya-san está encurralada agora, não podemos deixar nenhuma brecha para ela escapar — sua noiva sussurrou, também ansiosa para ouvir a confissão da ruiva.
— Tá bom. Vocês querem tanto assim escutar a Yaya dizendo isso, é? Tudo bem, a Yaya diz então, para vocês pararem de me encher a paciência. Eu amo o Kukai e estou namorando ele sim. Satisfeitos? — a ruiva falou por fim, com uma expressão incrivelmente séria que não combinava nada com ela.
— Kyaaah~! Eu sabia! Eu sempre soube! — Amu foi a primeira a gritar, sua voz soando aguda e eufórica.
— Eles nunca me enganaram — Rima disse em tom convencido, um sorriso enorme no rosto.
— Ai, eles formam um casal tão fofo! Parece que foram feitos um para o outro! — Nanami exclamou, as mãos nas bochechas coradas.
— Não "parece", Nanami-chan, eles foram mesmo feitos um para o outro — Nagihiko corrigiu.
— Pois é. São dois casos perdidos — Kairi sentenciou.
— Bem, seja como for, acho que eles combinam — Hideyoshi comentou.
— Sempre imaginei que vocês dois acabariam ficando juntos... mas não achei que demoraria tanto — Tadase comentou — E ainda reclamaram de mim e do Nagihiko! — ele acrescentou, meio convencido.
— Tá, tá, todo mundo já fez escândalo. Terminaram? — Yaya indagou ainda séria, erguendo uma sobrancelha um tanto impaciente.
— Ei, Yaya…! — Kukai parecia ter se engasgado com alguma coisa enquanto chamava o nome dela, o semblante desesperado — O que pensa que está dizendo pra eles?!
— O que foi? Eles só queriam escutar a Yaya dizendo isso, e a Yaya disse. Não significa que seja verdade, eu só falei para eles pararem de me atormentar — sua expressão continuava séria, porém o nervosismo começava a transparecer aos poucos em sua voz.
— Uma ova que não é verdade! Você admitiu! — Amu apontou acusadoramente para a amiga.
— Não se pode voltar atrás com uma coisa dessas, Yaya-chan... vamos lá, todo mundo aqui sabe o quanto vocês se gostam, pra quê continuar fingindo que são apenas amigos? — Nagihiko perguntou.
— Porque é isso que nós somos! Apenas amigos! — ela exclamou de volta — Yaya é só um bebê, não pode namorar!
— Acho que essa desculpa não cola mais, Yaya... — Kukai lembrou, ao recordar que, desde que Pepe se fora, esse argumento realmente não era mais válido.
— Qual é, de que lado você está, hein Kukai?! — Yaya gritou para ele, agora definitivamente abalada com alguma coisa.
— Etto... tem certeza que nós deveríamos continuar insistindo nesse assunto? — Tadase indagou para Nagihiko — Eles parecem bastante desconfortáveis. E nós nos reunimos aqui para estudar afinal...
— Ah, não, eu esperei anos pra ver isso acontecer. Não vou perder essa cena por nada — Nagihiko respondeu, os olhos ainda virados na direção dos dois ruivos. Aparentemente, seu lado garota estava falando mais alto hoje, pois ele parecia bastante interessado na última fofoca do ano.
— Argh! Quer saber? Yaya já está cansada desse interrogatório! E de estudar também! Yaya vai embora agora. Quem quer sorvete? — ela indagou, reunindo suas coisas apressadamente e se dirigindo até a porta.
— Ah, ótima ideia! Eu quero! — Kukai exclamou, entendendo onde ela pretendia fazer. Juntou suas coisas rapidamente também e seguiu a garota até a porta, preparando-se para a fuga.
— Ah, sem essa! Não pensem que vão fugir assim tão facilmente! — Amu exclamou, indo atrás deles e segurando Yaya pelo braço – Eu esperei muito tempo para ver essa cena!
— Mas a Yaya quer sorvete! — a mais nova exclamou, tentando se desvencilhar dela.
— Então nós vamos com vocês — Rima falou, reunindo suas coisas e levantando-se também.
— Não vamos conseguir nada assim... acho que vamos precisar de ajuda para fazer esses dois confessarem tudo de verdade — Nanami comentou.
— Grande ideia, Nanami-chan! Rima, ligue pra Utau! Ela é ótima com essas coisas! — Amu exclamou sorridente, ainda tentando deter a amiga.
— Ah, bem pensado. Vou ligar para o Ikuto também. As provocações dele sempre acabam extraindo esse tipo de informações das pessoas, mesmo sem querer — a loira comentou, tirando o celular do bolso.
— Parem com isso, suas intrometidas! Nós já falamos que vamos embora! — Kukai exclamou, puxando o outro braço de Yaya e livrando-a de Amu. Ainda segurando a ruiva pelo pulso, saiu correndo com ela rua afora.
— Ah, esperem aí! — Nanami chamou — Andem, vamos atrás deles.
— Sério mesmo que vocês ainda querem ir? — Kairi indagou incrédulo.
— Mas é óbvio que sim! — Rima respondeu como se aquela fosse uma pergunta completamente idiota.
— Mas eles já confessaram... — Hideyoshi lembrou.
— Aquilo não valeu, a Yaya-san disse aquela coisa de "Não significa que seja verdade", bancando a tsundere, e o Kukai nem falou nada. Nós queremos ouvir eles confessando tudo com todas as letras!
— Tudo bem então... mas depois nós vamos mesmo tomar sorvete. Fiquei com vontade agora — Hideyoshi acabou concordando, seguido de Kairi, sem muita encolha — Bem, então nós já vamos.
— Divirtam-se na perseguição — Nagihiko acenou para eles sorridente enquanto o grupo se retirava às pressas.
Depois que todos se retiraram, Nagihiko e Tadase começaram a juntar seus livros sem pressa já que, depois de toda aquela balbúrdia, nenhum dos dois estava com cabeça para se focar nos estudos.
— Por que não quis ir atrás deles também? Você estava doido para ouvir a confusão dos dois — Tadase perguntou.
— Não… o que a Yaya-chan disse aqui já foi uma confissão, as meninas só queriam causar mais escândalo — Nagihiko respondeu simplesmente — E o Souma-kun pode até não ter dito nada mas, só a reação dele diante de tudo aquilo já foi praticamente uma confissão de que tudo o que ela disse era verdade.
— Bem, isso é verdade — Tadase concordou — Mas eu não entendo porque a Yuiki-san não queria admitir que está namorando o Souma-kun há... sabe-se lá quanto tempo — o loiro comentou.
— Provavelmente por causa daquela coisa que ela sempre diz sobre ser um bebê — Nagihiko opinou — De qualquer forma, eu concordo com o que a Amu-chan falou. A Yaya-chan sempre se intrometeu tanto nos nossos relacionamentos... nós temos todo o direito de nos intrometermos no dela também, oras! E, se ela não está gostando, então ela que admita que gosta do Souma-kun de uma vez e pronto. Os dois já devem estar juntos mesmo, então nem faz diferença.
— Mas não é tão fácil assim admitir que se está apaixonado... não se lembra de como foi com a gente? — Tadase lembrou.
— Bem, o nosso caso foi particularmente difícil — Nagihiko recordou — Por vários motivos. Mas, no caso deles... bem, os dois são um garoto e uma garota, então não têm a preocupação que nós temos. É um obstáculo a menos no caminho deles.
— Tem razão — menor concordou — E todos ficamos tão felizes com o namoro dos dois...
— Na verdade, está mais pra empolgados demais da conta do que pra felizes, eu diria — Nagihiko corrigiu — Mas, tem razão. Eles não tem essa preocupação sobre como os amigos ou as famílias deles irá reagir quando souber disso...
— Ah... as famílias deles — Tadase falou — Na verdade, nós não sabemos como as famílias deles irão reagir.
— Hum... é, agora que você falou, é verdade — Nagi concordou — Bem, não pode ser pior do que as nossas, eu acho. Mas, ainda assim, não vejo motivos para eles esconderem isso dos amigos. Eu fiquei feliz por eles, de verdade... o Souma-kun manteve nosso segredo durante tanto tempo, e até me aconselhou de vez em quando. E a Yaya-chan já bancou o cupido para nós tantas vezes que até perdi a conta... se não fosse pela ajuda dela, e de todos os nossos amigos, acho não estaríamos juntos hoje.
— Nem me diga uma coisa dessas. Não consigo imaginar minha vida sem você. Nagihiko — Tadasse se aproximou dele, abaçando-o enquando sentia os braços de Nagihiko envolverem seu corpo.
— E nem eu sem você. Eu não estaria vivendo de verdade sem a pessoa que eu amo ao meu lado afinal — Nagihiko respondeu, encarando Tadase carinhosamete durante alguns segundos e beijando-o em seguida.
O beijo foi calmo e terno no começo, até Nagihiko começar a aprofunda-lo aos poucos, suas mãos deslizando até a cintura de Tadase enquanto invadia sua boca com a língua, começando a explorar a cavidade bucal do loiro que ele já conhecia tão bem. Sentiu Tadase abraça-lo, enlaçando seu pescoço com os braços finos, e deixar escapar alguns ruídos ocasionais conforme ele ia aprofundando o toque, em especial quando suas mãos começaram acaricia-lo por baixo da camisa, tocando-o diretamente na pele.
Quando o oxigênio começou a fazer falta em seus pulmões, Nagihiko encerrou o beijo e, depois de repor algum ar em seu corpo, voltou a beijá-lo, dessa vez no pescoço. Provou aquela pele macia com a ponta da língua, sentindo um sabor doce que parecia se adequar perfeitamente ao loiro, ao mesmo tempo em que o abraçava pela cintura e com a outra mão, buscava os
botões da camisa, abrindo-os apressadamente e com incrível habilidade. Tadase segurou-se ao máximo para não fazer nenhum barulho estranho, mas ao sentir a língua de Nagihiko percorrer seu pescoço, depositando beijos e pequenas mordidas, com cada vez mais intensidade, deixou escapar um gemido. A mão ágil de Nagihiko invadiu o tecido já aberto de sua camisa, percorrendo o abdômen até chegar às costas, acariciando cada centímetro da pele quente, que se arrepiava com o toque dele. Nagihiko havia intensificado seus toques, e à medida que ia subindo com os lábios até o lóbulo da orelha, arrancando mais gemidos desmedidos do loiro.
Tadase não sabia dizer exatamente quando ou como aconteceu mas, quando deu-se por si, já estava deitado no sofá da sala, com Nagihiko em cima dele. Tadase circundou os braços ao redor do pescoço de Nagihiko, enrolando os dedos nas mechas macias do cabelo dele, da maneira que mais gostava. Nagihiko interpretou, inconscientemente, o gesto como um aval para continuar,
e afastou os lábios da bochecha de Tadase, visando agora tocar finalmente aqueles lábios cheios, que pareciam ansiosos pelo seu toque.
Nagi o encarou com avidez por um momento e, sem hesitar, enlaçou o corpo abaixo de si com ainda mais força. Tadase sentiu o maior tomar seus lábios para si, em um beijo suave e lento no começo, mas que foi se tornando gradualmente mais selvagem e mais feroz, como se Nagihiko quisesse devorá-lo por inteiro. Sentiu as mãos velozes do mais alto percorrerem seu corpo diminuto velozmente, curiosamente tocando-o apenas nos lugares mais sensíveis, como se Nagihiko soubesse onde precisava tocar para provocá-lo e fazer Tadase gemer cada vez mais alto. Nagi desceu mais as mãos, indo até a cintura do loiro, e vez ou outra tocando-o mais embaixo, enquanto invadia a boca do namorado com a língua, explorando e invadindo a cavidade bucal do menor com certa pressa e urgência. Os beijos de Nagihiko tornavam-se cada vez mais provocantes, mais sedutores... mais ardentes.
No entanto, logo os dois começaram a sentir falta de ar novamente, e foram obrigados a encerrar o beijo, separando-se apenas o suficiente para poderem recuperar o oxigênio perdido. Nagihiko aproveitou este instante para livrar-se da própria camisa enquanto recuperava o ar em seus pulmões e, assim que o fez, cravou a boca no pescoço de Tadase novamente, lambendo e beijando cada pedaço da pele alva do loiro que podia alcançar, mordiscando o lóbulo da orelha dele e arrancando gemidos do menor, descendo logo em seguida, e distribuindo beijos por todo o corpo diminuto do namorado, enquanto suas mãos ágeis começavam a desabotoar a calça jeans que Tadase usava, arrancando-lhe também um gemido enquanto a tirava dele, livrando-se em seguida da sua própria, que de repente parecia ter se tornado terrivelmente incômoda. Nagihiko já tinha se deixado levar pelo momento, e agora lambia e beijava cada pedacinho da pele do loiro, deixando marcas avermelhadas por onde quer que sua boca o tocasse, provando do gosto dele com a língua, que passeava primeiro por seu tórax, descendo até o abdômen, até que chegou em um local mais perigoso.
— Nee, Tadase — Nagihiko chamou, sua voz soando rouca e sedutora — Se você não quiser fazer isso agora, é melhor dizer logo…
— Você deveria ter perguntado isso antes… — o loiro respondeu, um tanto ofegante — Agora eu… f-fiquei com vontade também.
— Certo — o maior deixou escapar um sorriso — Então, eu… vou começar.
Nagihiko parou por um instante para contemplar a face corada do menor e, retirando a última peça de roupa que Tadase usava, seguida da sua própria, Nagihiko umedeceu os dedos com saliva, inserindo o primeiro dedo no interior do corpo do menor, que soltou um gemido, a dor inicial transformando-se rapidamente em prazer enquanto sentia o namorado movimentar o dedo lentamente em seu interior. Depois de alguns segundos, Nagi fez o mesmo com o segundo dedo, e logo depois o terceiro, enquanto o loiro ofegava cada vez mais. Em um esforço descomunal, ele balbuciou:
— J-Já está bom, Nagihiko… ahn… p-pode… ahh… i-ir em frente…
— Tem certeza? — o maior indagou, pois pensava que ainda não tinha terminado de prepará-lo devidamente.
— S-Sim, tenho… ahn… — Tadase balbuciou, segurando o rosto do maior entre as mãos delicadas e fazendo um esforço para encará-lo — P-Por favor, comece logo, e… ahh… f-faça-me seu…
Nagihiko não pôde deixar de evitar de surpreender-se em escutar logo Tadase, que sempre fora tão tímido e recatado, dizendo algo assim. No entanto, como seu corpo estava ficando incontrolavelmente excitado, Nagi decidiu por apenas atender ao pedido do loiro e, rendendo-se à tentação, inseriu seu membro no interior do menor, penetrando-o devagar, e soltando um longo e rouco gemido ao fazê-lo. Tadase gemeu ainda mais alto do que ele, a costumeira sensação incômoda e dolorosa de ter sua cavidade anal tão estreita e apertada ser preenchida por algo tão grande de repente desapareceu tão rapidamente que Tadase nem pareceu senti-la, agora desfrutando apenas do imenso prazer que sentia ao estar com a pessoa que mais amava dessa maneira.
Nagi começou a movimentar-se devagar dentro dele, soltando um ou outro arquejo enquanto o fazia, e deixando escapar alguns gemidos ocasionais, enquanto Tadase fazia ruídos consideravelmente mais altos do que os dele, chegando a quase gritar. Quando sentiu Nagihiko acelerar os movimentos dentro dele, soltou um gemido particularmente alto e, as mãos que antes acariciavam os cabelos do maior agora começaram a arranhar suas costas numa tentativa inútil de conter os barulhos insistentes que teimavam em escapar de sua boca. O maior intensificou ainda mais os movimentos de vai-e-vem, estocando-o com cada vez mais vontade, e moveu uma das mãos até o membro do loiro, começando a acariciá-lo devagar, sem nem mesmo lhe avisar antes.
Enquanto Tadase arranhava cada vez mais as costas do maior, cravando suas unhas nele marcando-o por onde seus dedos passavam, Nagi o penetrava cada vez mais fundo e mais velozmente, no mesmo ritmo em que movia sua mão, acariciando o membro do loiro com cada vez mais vontade, sentindo seus corpos quentes e suados roçarem um no outro cada vez mais depressa e intensamente, e tornando-se um só com a pessoa que mais amava no mundo, até que, em um gemido longo e uníssono, os dois atingiram o ápice ao mesmo tempo, Nagihiko derramando-se dentro do menor enquanto Tadase fazia o mesmo e deixava aquele líquido branco escorrer pela mão do namorado, que ainda segurava seu membro entre os dedos longos. Nagi deixou seu corpo
cair sobre o de Tadase, ofegante e exausto, enquanto o menor também arquejava, com dificuldade para respirar depois daquele imenso prazer provocado por seu amado.
Quando enfim conseguiu repor algum oxigênio em seus pulmões, Nagihiko saiu de cima de Tadase, retirando-se lentamente de dentro dele e o soltando, deitando agora ao lado do namorado. Provou do sabor delicioso que Tadase tinha, lambendo o líquido branco derramado por ele em seus dedos, enquanto o loiro ainda ofegava, o coração batendo descompassadamente enquanto ele tentava recuperar o ar em seus pulmões, parecendo nem notar o que Nagihiko tinha feito. Nagi virou seu rosto na direção da face inteiramente rubra e suada do menor, que ainda arfava com dificuldade e, quando Tadase enfim pareceu
recuperar um pouco o fôlego, pelo menos o suficiente para poder falar, ele indagou:
— Nee, Tadase… isso foi bom?
— Foi… incrível… — Tadase balbuciou entre um arquejo e outro — Foi… indescritivelmente maravilhoso… e é porque foi com você, Nagihiko — ele enfim conseguiu virar o rosto para encarar o maior, que ainda o observava com um sorriso tolo nos lábios — Isso… só foi assim, tão perfeito, porque… foi com você… com a pessoa que eu mais amo em todo o mundo.
— Eu entendo o que você quer dizer… porque é assim que eu me sinto também — Nagi respondeu, vendo o mesmo sorriso bobo espalhar-se pela face do loiro — Eu sou capaz de fazer essas coisas apenas com você, Tadase… porque é você quem eu amo, e mais ninguém. Apenas você, Hotori Tadase, foi capaz de conquistar meu coração — ele abraçou carinhosamente o menor com um dos braços, segurando uma das mãos do namorado com a mão livre.
— Você também… é aquele quem me conquistou de verdade… e me ensinou o que é o amor — o loiro respondeu, entrelaçando seus dedos com os de seu amado — Apenas você… pode fazer isso comigo, Nagihiko. Porque eu sou… seu, e de ninguém mais.
— Eu também… pertenço apenas à você — o maior respondeu, lhe dando um rápido e carinhoso beijo — Eu te amo tanto, Tadase, tanto…
— Eu também… te amo demais, Nagihiko — o menor respondeu, aninhando-se nos braços do namorado, completamente exausto depois de tudo o que tinham feito — Quero ficar junto com você pra sempre… — ele começou a cerrar os olhos, rendendo-se lentamente ao cansaço
— Sim… nós vamos ficar. Ficarei ao seu lado para sempre, querido… por todos os dias da minha vida — Nagi respondeu, escondendo os corpos de ambos com uma manta jogada em um canto do sofá e, beijando a bochecha corada do menor e o abraçando com mais firmeza, aconchegou melhor o namorado entre seus braços, e cerrou os olhos também, caindo no sono tão rápido que nem percebeu quando tinham adormecido.
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