Itsumo Yakusoku
65 Capítulo 65 - Thank You!
Para todo mundo que me ajudou
Essa música para vocês vai do fundo do meu coração
Mando meus sentimentos de agradecimento
Obrigado sempre, obrigado de verdade
Não importa onde eu estiver, sou grato a todos vocês
Você não está sozinho, porque nos vamos ajudar um ao outro...
Quando eu estava me sentindo inseguro e o futuro parecia incerto
Um futuro incerto é assustador e você me encarou
E sem dizer nada você suavemente pegou minha mão
Minha tristeza foi eliminada e
Meu prazer dobrado
Minha vida deu a volta por cima instantaneamente
E você jurou que correria para o meu lado
longe, bem longe
Mesmo se nós fôssemos separados no fluxo do tempo
As memórias dos dias que passamos juntos
Nunca se apagariam
Amigos, e família, e amantes, e todas as
Pessoas que nós conhecemos
"obrigado!" agradeço a todos.
Novamente de amanhã para frente podemos avançar fortemente.
Capítulo 65
~
Thank you!
Quando chegaram até ao local combinado, Utau, Kyouharu, Kukai e Ikuto já estavam acomodados em uma das maiores mesas do restaurante. Utau, como sempre usando roupas simples e um óculos de grau falso para esconder a sua identidade, acenou amplamente para o grupo relativamente grande que se encontrava na porta.
Com exceção de Yaya e Kairi, todos eles agora eram terceiranistas, e como tal, passaram aquele ano preocupando-se constantemente com as provas, os vestibulares e a mudança imensa pela qual suas vidas passariam naquele próximo ano. Aquele era o último dia das provas de final de ano. Já haviam prestado o vestibular para os cursos que desejavam também, e só podiam aguardar pelo resultado, ansiosos e esperançosos. A sensação de dever cumprido, porém, era recompensadora. E o tempo passou rápido demais naquele ano.
Dessa forma, decidiram comemorar aquele dia livre depois de muito tempo, e combinaram todos de irem depois da aula até um restaurante perto da escola para jantarem juntos, afinal, era o primeiro tempo livre de que dispunham em meses. Além dos antigos guardiões, estavam junto também Hideyoshi e Nanami, que haviam se tornado parte do grupo de amigos.
Se acomodaram todos ao redor da mesa baixa, o cheiro de carne assada que se espalhava pelo local despertando a sua fome, já que Ikuto havia começado a colocar os pedaços de carne na grelha antes deles chegarem.
— Ah, finalmente conseguimos um tempo para nos encontrarmos — Utau comemorou. Era raro ela ter uma brecha na sua agenda cheia de superstar, mas como logo o ano se encerraria, ela pensou em pedir alguns dias de folga, para descansar. Iria fazer um show em comemoração ao ano novo, na virada, então era melhor aproveitar enquanto podia.
— Como foram as provas de vocês? — Kukai já foi perguntando, ansioso. Era raro ver logo ele perguntando sobre os estudos, mas desde que ele havia entrado na faculdade no ano anterior, estava doido para ter seus amigos estudando junto com ele de novo, embora nem todos pudessem passar para a mesma universidade que ele, talvez, ainda seria mais fácil de encontrá-los agora que o período de provas tinha passado e tudo mais. Ele tinha feito novos amigos no seu curso, que gostavam de esportes como ele e tudo mais, mas não era a mesma coisa.
— Foi tudo ótimo.
— Estressante.
— Estou feliz que tenha terminado.
— Eu… não sei.
As respostas divergiam, e Kukai riu do semblante exausto que todos traziam, e que eram semelhantes, apesar das opiniões diversas. Evidente que estariam assim, afinal, o terceiro ano era o mais estressante, embora ele não fosse exatamente um exemplo de pessoa que se estressava muito.
— E o que vocês pretendem fazer? — Kyouharu indagou, curioso. Ikuto já começava a se servir sem perguntar a ninguém, e os outros começaram a seguir seu exemplo.
— Nós pensamos em nos candidatar na mesma universidade, sabe? Como primeira opção — Amu respondeu, animada — Mas nossas segundas opções acabaram sendo diferentes. Espero que nós todos tenhamos conseguido — Ela riu nervosa. — Minha escolha foi Moda. Se eu não passar na universidade K, vou fazer um curso na Universidade de Artes, que também é muito bom…
— Eu vou fazer Administração — Tadase contou, sorrindo, enquanto Nagihiko servia a si mesmo e colocava pedaços de carne no seu prato também — Minha segunda opção foi Contabilidade, e eu me inscrevi em algumas outras Universidades, mas eu iria gostar muito de estudar com todo mundo…
— Eu também vou fazer Administração — Hideyoshi completou. Ele e Tadase seriam colegas, se conseguissem ambos passar.
— Você já sabe, Onii-chan, eu escolhi fazer Gastronomia. — Nanami corou ligeiramente. Ela e Hideyoshi haviam feito um plano futuro de abrirem juntos um restaurante, onde ela cozinharia e ele seria o administrador, e sempre que pensava nisso, ela ficava tão feliz que mal podia se conter.
— Vou fazer Artes Cênicas mesmo — Nagihiko ia dizendo enquanto comia. — Nunca pensei que ser um mentiroso poderia me ajudar em alguma coisa, mas acho que isso é perfeito para mim.
— Não diga isso, Nagihiko-kun, você não é um mentiroso. — Tadase replicou — É um bom ator. E além disso, nem precisa mais mentir, não é?
— Bom, isso eu não posso negar. — Ele riu de canto, e Tadase sabia só de ver isso que alguma provocação viria — Mas você não acha que o proibido era muito mais estimulante? — ele se inclinou até soprar no ouvido de Tadase, que pulou, sentindo um arrepio familiar nas costas.
— Para com isso. — ele censurou, dando um tapa no ombro do namorado, embora, como todo o resto da mesa, também risse. — Eu gosto da tranquilidade de agora, obrigado.
— A Yaya gostava de montar planos e tudo mais para vocês dois se encontrarem escondidos! Era emocionante. — a mais nova reclamou.
— Isso é porque você é uma criadora de casos, que adora confusão. — Rima replicou — a propósito, eu decidi fazer Comunicação.
— Comunicação? — Amu estranhou. Rima nunca havia sido muito clara sobre o que pretendia fazer de faculdade, mas aquela escolha era novidade — Tipo, publicidade, ou algo assim? Ou jornalismo?
— Não exatamente, mas algo assim. — Ela abanou a mão, dando de ombros — Eu gosto de televisão e essas coisas, então isso é o mais próximo que consegui encontrar. Se eu puder trabalhar com comédia, já vai ser muito bom.
— Waa, você pode ter seu próprio programa de televisão, Rima-tan! — Yaya se empolgou, quase pulando sobre a mesa ao falar — E apresentar comediantes e essas coisas, ia ser muito legal!
— Não acho que um programa de comédia com uma apresentadora sarcástica e mau-humorada poderia fazer sucesso — Ikuto provocou. Como Rima estava sentada ao seu lado, ela apenas deu uma cotovelada nele, encarando com seu olhar mortal. Os outros riram. Ikuto e Rima juntos dariam uma boa dupla de comediantes. Ou não…
— De qualquer forma, agora, nós só esperamos pelo nosso resultado — Tadase completou, querendo apaziguar o clima na mesa.
— Eu estou confiante de que tudo vai dar certo. — Hideyoshi afirmou com segurança
— Tem certeza? — Amu divagou, tensa — Porque quando eu estava fazendo a prova, fiquei em dúvida em tantas questões… E eu fui a última a sair, foi horrível!
— Não pense nisso agora, Amu-chan. — Kairi tentou tranquiliza-la, fazendo um carinho no seu braço — Eu também tenho certeza de que você foi bem. Nós estudamos muito juntos, não foi? Você se esforçou bastante, também.
— Ter tido que estudar com um aluno de uma série abaixo não é lá uma coisa que me dá segurança… — Amu riu sem graça. — Mas obrigada…
— Hey, a gente veio aqui pra comemorar, não é? — Nagihiko bradou, chamando a atenção. Ele levantou o seu copo, fazendo com que os outros fizessem o mesmo. Ele sorria tão deslumbrantemente que era difícil acreditar que tanta confiança irradiava da mesma pessoa que cerca dois atrás, andava tão depressiva. Ele nunca havia sido tão feliz em toda sua vida, e qualquer um podia ver isso. — Vamos brindar!
— Kanpai! — todos os outros se juntaram a ele, explodindo em risadas e comemorações logo depois, e todas as preocupações se dissiparam em um piscar de olhos. Aquela era uma noite para festejar, e eles deixariam para pensar nos problemas no dia seguinte. Estavam todos reunidos, e mesmo depois de passar por tanta coisa juntos, podiam celebrar a felicidade tão aguardada, e a amizade que tanto valorizavam, e que certamente seria eterna.
— O que nós estamos comemorando, exatamente? — Amu indagou, ainda rindo maneira como Kukai virou todo seu copo de uma só vez, e agora pendia meio tonto no ombro de Yaya, que empurrava ele enquanto fazia escândalo, sobre ele mal ter chegado a idade de começar a beber e já estar desse jeito.
Nagihiko sorriu ainda mais amplamente, abraçado em Tadase.
— O futuro!
~
O lugar estava tão cheio de gente que não era possível enxergar nada a frente. Tadase tinha certeza de que se adentrasse aquela multidão, se perderia imediatamente. Mas ele tinha uma mão segura na sua, que garantia que nada disso aconteceria. Ainda era frio, e ele se aconchegou no cachecol vermelho, que era o seu favorito. Nagihiko havia dado a ele de presente há muitos anos, mas ele ainda usava, e ele continuava exatamente como no dia em que o ganhou.
Juntos, eles avançaram pelo caminho dificultoso, visando chegar até o quadro de avisos que estava fixado na entrada daquele prédio, e que era o objetivo de cada um dos estudantes que se encontrava naquele lugar. Aquele quadro branco repleto de nomes iria definir todo o futuro deles. Enquanto eles andavam de mãos dados, percebiam um ou outro comentário, mas nada que os fizesse parar. Era bom finalmente poder ser livre e mostrar ao mundo o que eram, e que pertenciam um ao outro. Sem precisar mentir, se esconder ou enganar ninguém. E então, quando alguma garota desavisada quisesse confessar seus sentimentos, poderiam dizer com muito orgulho, que não poderiam aceitá-los, porque já tinham um namorado.
Esse pensamento, porém passava muito distante pelas suas cabeças agora. Tudo porque suas atenções estavam voltadas ao quadro branco, que estava cada vez mais próximos. Tadase se retorceu, nervosamente, mordendo os lábios. Nagihiko acaricou a mão que segurava, tentando tranquilizá-lo.
Enfim chegaram próximos ao quadro. Tadase não conseguia enxergar muito bem, de onde estavam, mas Nagihiko já procurava com os olhos pelos nomes. Quando ele enfim enxergou, e Tadase notou ao mesmo tempo, os dois soltaram suspiros de alívio, e trocaram olhares significativos, sem hesitar nem mesmo um segundo em um abraço apertado, suas risadas ecoando uma na outra enquanto Nagihiko praticamente erguia Tadase do chão.
Eles haviam passado! Não conseguiam parar de rir, como dois idiotas. Quando a primavera chegasse, eles estariam estudando juntos, na universidade, e todos os seus sonhos, seus planos, seus desejos… todos estavam mais perto de se tornar realidade. Tão perto que quase não podiam acreditar. Mas era verdade, e estava escrito ali, para todo mundo ver.
~
Tadase entrou voando no apartamento, parando apenas para tirar os sapatos e dar oi para Hotosaki, que como sempre, vinha recepcionar seu dono com um entusiasmo tão grande que era como se ele tivesse passado uma semana hora, embora só tivesse se ausentado durante algumas horas. Depois de descobrir que haviam passado no vestibular, ele e Nagihiko saíram para comemorar, parando em um café que costumavam frequentar para comer alguma coisa. Receberam as ligações animadas dos seus amigos, dizendo que também tinham conseguido pasar na mesma universidade, e se animaram junto com eles, apesar de já saberem, afinal, tinham visto os nomes deles lá também. Na próxima primavera, Tadase, Nagihiko, Amu, Rima, e também Hideyoshi e Nanami, estariam iniciando sua vida universitária juntos.
Sendo assim, Tadase queria contar as novidades para a sua família também. Quando entrou na sala, viu Tsukasa e Haruka. Haruka estava em suas roupas masculinas, com o cabelo preso em um coque, enquanto servia chá para os dois na mesa baixa de centro, e Tsukasa sentado em sua poltrona, lendo um livro. Os dois o fitaram em assobro, pela chegada tão estrondosa. Tadase não era de fazer barulho. O garoto sorria, eufórico e quase sem fôlego, enquanto se aproximava.
— Eu passei, pai! — ele bradou, ainda recuperando a respiração, e com Hotosaki agitado ao seu redor, pedindo carinho e parecendo ter sido contagiado pelo estado de espírito do dono.
Um segundo de silêncio sucedeu o anúncio de Tadase. Tsukasa parecia chocado. Trocou olhares com Haruka, que apenas sorriu, como se o incentivasse a prosseguir. Ele pigarreou, e Tadase jurou ter visto uma nota de cor passar pelo seu rosto (fazendo a semelhança entre eles destacar-se ainda mais). Como isso era possível? Tsukasa quase nunca corava.
Só então Tadase repassou mentalmente a sua chegada triunfal, e percebeu o que havia acontecido. Inconscientemente e sem ter dado atenção a isso, ele havia chamado Tsukasa de pai.
— I-isso é ótimo, Tadase. — ele baixou o livro na mesa, e o fitou com um brilho intenso nos olhos, o sorriso tranquilo de sempre se formando, mas com um tom a mais, que Tadase tinha o prazer de notar. Era um sorriso genuinamente feliz.
Ele pensou em se desculpar pelo descuido, mas percebeu que não era necessário. Tsukasa estava tão feliz, e ele não queria estragar isso. Além do mais, aquela não era nada senão a expressão da verdade.
Ele se acomodou no chão, e Haruka serviu a ele uma xícara de chá também. Ela havia preparado três xícaras, ele observou. Contou sobre como todos os seus amigos haviam conseguido passar também, e que ele já havia recebido a grade de matérias, e o quanto estava empolgado para começar. Tsukasa o ouviu sem interromper, dando conselhos e sugestões quando necessário, e sorrindo durante toda a conversa. Haruka também, contou a ele como havia sido seus dias de faculdade, e aconselhou que ele não começasse a beber muito nas festas da turma, não que Tadase pretendesse fazer isso de qualquer maneira.
— Então.. suponho que você vá querer se mudar para o alojamento da faculdade no ano que vem? Podemos começar a preparar as coisas que você vai precisar para levar até lá… — Tsukasa ponderou.
— Hm, não, na verdade… eu não pretendia fazer isso… — ele negou, cuidadosamente.
— Ah, então você já vai querer morar com o Nagi-kun? — Haruka levantou a hipótese. Achava cedo para isso, mas entendia que os dois iriam querer ficar juntos durante todo o tempo em que pudessem, depois de tudo pelo que passaram.
— Não… não ainda, quero dizer… — ele respirou fundo. — Vocês se incomodariam se eu quisesse morar aqui por mais… algum tempo? — indagou, timidamente. Tsukasa e Haruka trocaram mais uma vez olhares. Eles faziam muito isso, pareciam estar sempre conectados em um nível que pessoas de fora jamais compreendiam.
— Claro que não, querido! — Haruka foi a primeira a se pronunciar, sorrindo amplamente — Na verdade, era isso que nós queriamos…
— Vamos adorar ter você aqui pelo tempo que quiser, — Tsukasa afirmou, inclinando-se para afagar os cabelos do menor, iguais aos seus — … meu filho.
Tadase sorriu, tranquilamente.
— Eu e o Nagihiko pensamos em esperar mais algum tempo antes de avançar tanto assim para o próximo estágio… — ele explicou — Afinal, agora temos tempo de sobra. A Utau disse que o Nagihiko pode continuar no apartamento dela, e ele já está juntando dinheiro para no futuro comprar um que fique perto da universidade, então isso leva tempo. E… eu gosto mesmo de morar aqui. — ele concluiu, sinceramente.
— Isso me deixa muito feliz. — Tsukasa afirmou.
— E o que vocês querem para o jantar? — Haruka perguntou casualmente, se levantando — Hoje tem que ser algo especial. Vamos comemorar o mais novo calouro da universidade dessa casa!
— Eu quero curry! — Tadase foi logo dizendo, sem nem hesitar. — Sem muita pimenta. — ele se espantou ao notar que a segunda frase tinha um eco. Tsukasa havia dito o mesmo, ao mesmo tempo. Os dois riram, e Haruka também. Era impressionante o quanto eram parecidos, sem nem se esforçarem.
E Tadase percebeu que gostava disso.
De que Tadase fosse seu pai; ele sempre agiu dessa forma, afinal. De que aquela fosse a sua casa, onde ele se sentia confortável e contente. De que Haruka estivesse ali, e eles todos agissem como uma família. De que não precisasse mais guardar só para si a felicidade que sentia, e os seus planos para o futuro.
Aquela era sim, sua família. Sua pequena e feliz família. E tudo parecia ser o certo.
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