Itsumo Yakusoku

34 Capítulo 34 - Shine Days


Notas iniciais
Gente...aqui é a Shioryuki. Peço milhões de desculpas pelo atraso imenso, dessa vez *faz dogeza com a cabeça lá no chão*. Esse final de ano foi muito corrido para mim, com a faculdade, o trabalho, e mais assuntos pessoais que atrapalharam minha vida (e umas idas ocasionais ao hospital '-' ) então, o atraso nas fanfics que eu escrevo junto com a Teffy-senpai são inteiramente culpa minha, já que era minha vez de postar, e não dela! Fui eu que me enrolei com os horários e fiquei completamente sem tempo pra nada então, podem me xingar a vontade (mas sejam bonzinhos, ok? XD) Espero poder conseguir me organizar melhor a partir de agora - esse é meu projeto pra 2015 kkkkkkkkkkkkk mas enfim, não vou mais atrapalhar aqui, fiquem com o capítulo da fic!

Eu já esqueci tudo o que sonhamos ontem

Mas meu coração ainda está batendo rápido

Venha! Corra do ontem e de hoje, para um futuro invisível! Vamos!

Vamos começar uma revolução! Vamos realizar nossos sonhos!

Quando começamos a correr vamos a qualquer lugar!.

Desde que fiquemos juntos para sempre

É uma batalha com você daqui pra frente. Mesmo sozinho, cresça!

Sempre como crianças que desejam isso!

Sempre com os nossos corações desenhar um mapa gigante!

No final cabe a nós todo o infinito

Não importa o que o dia traz, coloque suas mãos para o alto

Eu sou a luz do sol! Desde as fendas nas nuvens

Emana uma luz suave!

Capítulo 34

~

Shine Days

A neve parara de cair na cidade, mas isso não significava que o frio era menor. O vento castigava aqueles que saiam cedo, e o céu não aparecera em nenhum momento naquela manhã nebulosa. Depois do recesso de inverno, os estudantes retornavam sem muita vontade à rotina escolar. Aquele final de semestre estava agitado, ainda mais para os membros do conselho estudantil. Kukai, que se tornaria um estudante do terceiro ano depois da primavera, teria que se focar na sua carreira futura, fosse ela qual fosse, ele nem mesmo havia decidido ainda. Já os outros, que estavam indo para o segundo ano dali a alguns meses, tinham que lidar com provas finais, além dos assuntos referentes ao conselho.

Apesar de estarem tão ocupados assim, naquele instante, nenhum deles se ocupava de documentos, requerimentos de alunos, planilhas de gastos ou qualquer coisa assim. Ao redor da longa mesa no centro da sala, com o chá servido e biscoitinhos preparados, Amu e Rima encaravam Tadase com furor, enquanto Kukai franzia as sobrancelhas, fingindo que sabia do que elas falavam com tanta insistência ao loiro, que só parecia querer fugir dali o mais rápido possível.

— Eu não estou dizendo, Amu? – Rima pronunciou-se mais uma vez, do outro lado da mesa, com um tom de interesse se sobressaindo na voz monótona – Ele parece mais maduro. Não está mais adulto?

— Sim, sim, Rima-chan, eu concordo – Amu, por outro lado, mal conseguia disfarçar, e olhava diretamente para Tadase. Desde que Yaya fizera um comentário nada inocente sobre o que poderia ter acontecido naquela viagem dos amigos, ela ficou intrigada, e agora, era a hora de exigir a verdade. – Me pergunto o que foi que aconteceu nessa viagem… Yaya-chan até notou que eles não se chamam mais pelo primeiro nome…

— P-parem com esse assunto, por favor! – Tadase bradou, com o rosto vermelho até as orelhas, evidentemente perturbado com o rumo da conversa. – Nós temos tanto trabalho para fazer, ainda mais com as formaturas dos terceiros anos se aproximando, não podemos…

— Então conte logo de uma vez o que foi que aconteceu, Hotori, e nós trabalhamos – Rima propôs. Tadase engoliu em seco, atemorizado pelo olhar profundo que a garota lançava, e por um momento, teve quase certeza de que ela sabia de tudo.

— Não aconteceu nada. Nós só… conversamos… e resolvemos os nossos assuntos. Apenas isso. – ele desviou o olhar, fingindo que estava organizando os documentos.

— Aham… e vocês ficaram cinco dias longe de todos, completamente sozinhos, e só conversaram. Depois de tudo o que eu já vi vocês dois fazendo, em todo esse tempo, você realmente espera que eu acredite nisso? – Amu franziu o rosto e Tadase se encolheu. Aquele interrogatório já estava sendo ruim o bastante, mas ele só podia agradecer àquele ano a menos que impedia que Yaya estivesse ali também. Com a Ex-ás por perto, teria sido muito, muito pior. – Olha só… há quantos anos eu conheço vocês dois?

— Ah… eu não sei… acho que cinco ou seis anos… — Tadase murmurou, incerto.

— Acho que posso dizer que conheço bem vocês dois, não é? E então, eu sei que vocês não começariam a chamarem-se pelo primeiro nome, tão de repente, sem um motivo muito forte… — ela afirmou com certeza, e mesmo Kukai e Rima, concordaram, um tanto curiosos em saber onde aquela conversa iria parar. Tadase apertou com força os papéis em suas mãos, sentindo o rosto queimar.

— Hinamori-san, isso… isso… e-estamos na escola, falar disso é…

— Tadase-kun… por acaso… vocês não estão pensando em fugir de novo, estão?

– Fugir? – o semblante constrangido de Tadase transformou-se rapidamente em confusão – Por que diz isso?

— Passou pela minha cabeça que vocês possam ter… eu não sei… tentando escapar de alguma forma, e eu pensei que tentariam fazer algo, enquanto viajavam… — ela baixou os olhos – Tadase-kun… tanto você quanto o Nagihiko-kun, vocês são meus amigos…

Nossos amigos – Rima se apressou em corrigir, também fitando Tadase diretamente. Ela estava bem mais curiosa do que deixava transparecer, mas era o bastante para deixar Tadase quase tendo um ataque de pânico. – Então… vocês estão planejando alguma coisa? Como por exemplo… fugir para Las Vegas, ter o casamento celebrado por um Elvis Presley bêbado, e então ir morar no Canadá, em algum lugar longe onde as mães malucas de vocês dois não possam encontrá-los…

— Ai meu Deus! – Amu se levantou em choque, quase derrubando a cadeira atrás de si – Vocês se casaram durante essa viagem, é isso?! Por isso que estão se chamando pelo primeiro nome, é claro, como eu não pensei nisso antes? Por que não me convidaram? Eu devia ter sido a madrinha‼

— E eu queria ser o padrinho! – Kukai reclamou também, parecendo mais uma criança que foi impedida de ir brincar no playground. Tadase olhava de um para o outro, sem saber por onde começar a consertar tudo aquilo.

— Não, não, Hinamori-san, Mashiro-san! Não é nada disso! – Tadase se apressou em corrigir, quase em desespero. – Nós não c-c-casamos, não fique inventando hipóteses absurdas… — ele quase travou, só em se imaginar casado com Nagihiko ou algo assim, mas se forçou a ser sério e não pensar nisso agora.

— Então o que é? – Amu exasperou-se, perdendo a paciência –Vocês estão sempre de segredinhos por aí, não contam nada para nós, como é que nós vamos poder ajudar vocês dois desse jeito? O que aconteceu nesse final de semana, que fez vocês dois voltarem a ficar juntos depois de terem oficialmente terminado tudo?

— Eu… e-eu… não posso contar, desculpe, Hinamori-san… — Tadase se encolheu até quase sumir em sua cadeira, o rosto inteiramente rubro. Amu não estava nada satisfeita com isso.

— Amu… acho que é justo ele querer manter algumas coisas em segredo, sobre ele e o Nagi, não é? – Kukai argumentou, dando uma de senpai compreensivo pelo menos uma vez na vida. Tinha um sorriso meio sem graça no rosto, e dava a entender que ele também tinha um ou outro segredo que gostaria de manter oculto, e por isso, entendia Tadase – Quero dizer… você também não conta o que faz quando sai com o Sanjou por aí, certo?

Amu engasgou, completamente indignada com aquela virada repentina no jogo. Rima soltou uma risadinha de canto, completamente satisfeita com o andamento da conversa, estava se divertindo. Tadase soltou o ar, um tanto aliviado, e grato por Kukai ter intercedido em seu favor.

— E-eu… n-não… eu… isso… — ela voltou a sentar em câmera lenta, com o rosto ainda mais vermelho do que o de Tadase estava antes, completamente sem palavras para argumentar quanto aquilo. Kukai não parecia muito consciente do que havia feito, apenas falou da maneira que pensava, como era costume, e isso deveria se dar principalmente pelo convívio com Yaya, que ele aprendera a lidar com essas situações. Tadase conseguiu respirar dessa vez.

Distribuiu os documentos entre os membros do conselho, querendo dar um fim àquele assunto o quanto antes, e ocupar as mentes curiosas com coisas produtivas. Também queria distrair a própria mente, por que ficar pensando em Nagihiko e no que fizeram naquela praia não estava ajudando em nada a se manter sério. Ele sorriu cordialmente, agradecido por Kukai ter conseguido calar as suas inquisidoras com tanta facilidade, e ele sorriu em resposta. Dessa vez, tinha quase certeza de que se livrara do interrogatório sem fim das garotas, e elas não descobririam nada. Quase certeza.

~

Hideyoshi pousou a xícara de chá na mesa baixa do seu quarto, pois havia passado tanto tempo com a cabeça longe que ele já havia esfriado. Não saíra dali desde que retornara da escola, por que não queria ver ninguém, muito menos o seu primo. Não conseguia encará-lo, pois cada vez que o via, vinha à tona aquele sentimento incompreensível e destrutivo, que fazia seu peito doer e trazia uma vontade inexplicável de gritar.

Perguntava-se como seu primo, que ele pensava conhecer tão bem, havia se tornado um garoto insensível, capaz de agir daquela maneira fria frente aos sentimentos tão puros de uma garota como Nanami. Ele não conseguia perdoar isso. Nagihiko realmente sempre fora popular, até mesmo na Inglaterra, havia sempre um bando de garotas correndo atrás dele. E, em todas as oportunidades, Nagihiko nunca ligou para nenhuma delas, isso era um fato. Mas… aquelas garotas eram apenas perdas de tempo, queriam se divertir, e achavam Nagihiko atraente, nada além disso. Mas Nanami não. Nanami era pura, inocente, e seus sentimentos eram genuínos! Nagihiko não tinha o direito de desprezá-la… não quando o próprio Hideyoshi daria tudo apenas para ter apenas uma parcela desse sentimento direcionada para ele.

Hideyoshi chegou até a cogitar a possibilidade de estar ficando louco, também. Ele sempre fora tão calmo, tão controlado, e agora, sentia esse incontrolável impulso de bater em Nagihiko, e simplesmente não sabia como canalizar suas emoções, nem como mantê-las em ordem. Ele estava uma bagunça. E não gostava nada de bagunças.

— Ah, o que eu faço…? – ele largou-se para trás, deitando no chão, e escondeu o rosto com as mãos. Pela primeira vez na sua vida, ele não tinha um rumo, um plano pré-estabelecido. Ele não tinha nada, na verdade, estava completamente sozinho, e perdido.

Ainda estava com raiva de Nagihiko pela maneira que ele havia agido, e tinha que admitir, parte dessa raiva era puramente causada pelos ciúmes. Porém, não havia mais ninguém em quem Hideyoshi pudesse confiar, pare pedir conselhos – Nagihiko sempre fora bom nisso. E ele estava desesperado… precisava decidir o que faria a partir dali.

O vento soprou, balançando o amuleto de boa sorte pendurado na varanda, fazendo-o ressoar um leve tilintar de sinos. Hideyoshi suspirou. Sorte era tudo do que ele precisava. E teria que conversar com Nagihiko.

~

Nagihiko ouviu um dos empregados chamando-o, informando que tinha visitas. Não conseguia imaginar quem poderia ser, mas deixou o livro que lia de lado, e tratou de ir até a entrada da casa. Apesar disso, não ficou surpreso ao ver Hoshina Utau sentada de maneira polida, na sala principal de convidados, com um amplo sorriso no rosto e uma touca de lã cobrindo os cabelos loiros, amarrados em duas tranças grossas. O rosto estava um tanto corado pelo frio.

— Então, veio coletar informações pessoalmente? – ele sorriu de canto, aproximando-se para sentar a frente dela. A governanta veio trazer um pouco de chá, e Nagihiko sabia que sua mãe seria informada da presença de Utau ali, com ou sem sua permissão, mas não tinha problema, já que ela parecia nutrir uma esperança vã com relação à cantora.

— Eu sabia que você não me procuraria para contar nada mesmo – ela deu de ombros –Tive que vir por mim mesma coletar o resultado de todo meu trabalho… — sorriu também – mas… sua mãe… ela está… em casa? – Utau não disfarçou sua apreensão quanto à Sra. Fujisaki, e Nagihiko até entendia.

— Você não precisa se preocupar com isso, ela meio que gosta de você. Tem alguma ideia maluca de que eu possa… me interessar por você. Por garotas, no geral. Bem, ela está apenas errada, mas isso não importa, pois ela não está. Não fica muito em casa, e eu penso que deve ser por que ela não consegue… me encarar, mais. Não sem lembrar o que eu sou. Acho que ela ainda me despreza. Só deve me aturar aqui por que quer zelar pelo nome da família… ela se importa muito com isso, sabe… — ele comentou, e apesar de não demonstrar sentir nada sobre isso, seus olhos mostravam que estava realmente machucado, por dentro. Utau suspirou, aproximando-se de Nagihiko, e segurando sua mão.

— Nagi-kun… sabe, eu não sou sua amiga há tanto tempo quanto as outras meninas, eu sei… mas nós nos aproximamos muito durante aqueles anos, e mesmo agora, eu me considero uma boa amiga sua, certo? – ela o encarou diretamente, e Nagihiko não teve opção, a não ser sorrir. Em horas como aquela, ele se lembrava de que Tadase e Utau haviam sido criado juntos, pois havia certa similaridade na maneira como os olhos deles denotavam preocupação.

— Sim, você é uma ótima amiga, Utau. E eu sou muito grato a você, por muitos motivos…

— Espero que sim – ela inclinou a cabeça, afastando-se um pouco para pegar a xícara de chá sobre a mesa. Nagihiko fez o mesmo. – Então… se você quiser sair dessa casa, a qualquer momento, pode contar comigo. Eu ainda tenho aquele apartamento que emprestei a vocês naquela época, e se você precisar posso conseguir qualquer outro lugar que queria. É só falar comigo.

— Obrigado, Utau, mas eu gosto de pensar que isso não vai ser necessário, ao menos por enquanto. De qualquer forma, é sempre bom saber que eu tenho um plano B. – ele passou a mão pelos cabelos, sorvendo um gole de chá. – Eu aposto que você não veio aqui apenas para saber sobre os problemas com a minha mãe, não é? Pode falar… — ele se adiantou, e Utau assentiu, soltando os ombros que haviam ficado inconscientemente rígidos.

— Bem, Yaya queria vir comigo, você sabe como ela é, mas ela tinha que estudar para os exames de admissão da Koyama, e lá não é nada fácil de entrar… então ela não pode sair por enquanto – ela explicou rapidamente, e Nagihiko se sentiu aliviado por não precisar ser colocado contra a parede pela garota… pelo menos por enquanto. Claro que ela logo se manifestaria, mais cedo ou mais tarde.

—Sinto muito por ela não poder estar presente – ele realmente não sentia – Mas o que fez uma garota tão ocupada como você, sair de seu caminho para vir até mim, eu não consigo imaginar…

— Sem tentar escapar, Fujisaki Nagihiko! – ela bradou, quase erguendo-se do chão – Vamos lá, me conte tudo! Deu certo? Vocês estão juntos novamente? O que aconteceu naquele hotel???

— Calma Utau! Não fale tão alto, alguém vai acabar escutando. Meu primo está lá no quarto dele, mas ainda pode te ouvir! – ele fez a garota se aquietar, segurando-a pelo braço – Eu… bem, acho que eu deveria mesmo agradecer você por ter… acabado com a minha viagem para França, me mandado para uma praia no meio do inverno, com a pessoa com quem eu havia brigado não fazia nem uma semana… — ele conteve um sorriso, erguendo os olhos devagar – Obrigado por ter me dado essa chance, Utau. Tadase e eu estamos bem. Melhores do que nunca. E graças a você!

— Ah, eu sabia! O plano foi da Yaya, eu tenho que admitir, mas eu tive que mexer muitos pauzinhos para conseguir tudo aquilo! Ainda bem que tudo deu certo, eu estou tão feliz por você‼! – Utau se lançou nos braços de Nagihiko, apertando-o até que ele pedisse por ar – E então – a voz dela se tornou ainda mais baixa e especulativa – O que aconteceu...?

— Como assim “o que aconteceu”? – ele disfarçou muito bem, soltando-se do abraço de Utau, e com o semblante mais inocente e livre de acusações que uma pessoa poderia ter – Nós conversamos, e decidimos ficar juntos novamente. Caminhamos pela praia durante o dia, assistimos filmes à noite, nada demais. Na verdade, foi até meio chato, sem precisar se esconder, nem fingir nada… eu me acostumei com a adrenalina… — ele revirou os olhos, parecendo entediado. Utau não se convenceu com somente isso.

— Qual é, Nagihiko, olha bem com quem você está falando! Eu sou Hoshina Utau! Sou uma idol veterana, maior de idade, tenho um namorado há dois anos e meio, e você acha que eu vou cair nessa de “caminhar na praia ao por do sol de mãos dadas?”- ela bateu na mesa, franzindo as sobrancelhas – Você não vai conseguir esconder isso de mim, eu posso ver o quanto a sua pele está radiante, e você tem todo esse “ar de adulto” ao seu redor! Conte para mim o que aconteceu logo, quero detalhes!

Ele suspirou, quase cansado. O rosto estava levemente corado, e Utau sabia que havia chegado exatamente no ponto que queria alcançar. Ele hesitou por mais um segundo, mas sabia muito bem o quão persistente Utau poderia ser, e ela não arredaria o pé daquele lugar até ter a informação que desejava.

— Certo… nós dois, bem… — ele se aproximou, sussurrando baixinho, dividindo um segredo. Utau inclinou o rosto, pronta para ouvir tudo, as orelhas a postos. – Nós realmente… avançamos mais um passo na nossa relação… ssshhhhhh, sem ataque‼! – ele segurou a garota antes que ela soltasse um grito – Você tem razão, eu estou feliz por ter ido até aquele lugar com ele… e essas memórias são mesmo muito preciosas. Obrigado por te proporcionado isso, Utau, você é mesmo um anjo do amor… — ele sorriu, segurando a mão de Utau ainda, mais para conter qualquer ataque que pudesse vir do que outra coisa. Utau sorriu, e por um breve momento, lembrou muito Eru.

— Ah, eu estou tão feliz‼ — ela estava mesmo à beira das lágrimas! – Que bom que tudo deu certo, e vocês dois finalmente viraram adultos, e aaah, eu quero saber de tudo‼

— Quieta, Utau!

— Aaaah, vocês cresceram tão rápido! Eu quero ser a madrinha do casamento de vocês‼ Vou ter que brigar com a Yaya e com a Amu, mas quem liga, eu amo vocês dois‼! – ela se atirou nos braços de Nagihiko mais uma vez, apertando-o contra seu rosto – Foi bom? – ela perguntou, parando de se balançar de um lado para o outro para encará-lo. Nagihiko corou furiosamente, como há muito não fazia.

— Foi perfeito…

— Kyaaaaaaaaaah, que lindo‼‼ — ela gritou alto dessa vez, voltando a apertá-lo com toda a força que possuía, roubando todo o ar dos pulmões de Nagihiko, e dessa vez, ele deixou que ela o abraçasse. Estava tão feliz e radiante que nada no mundo poderia tirar esse raio de sol do seu coração.

— Ah… d-desculpe por interromper…

A meio passo de entrar na sala, estava um atônito Hideyoshi, com o rosto pálido e os olhos incrédulos. Gradualmente, sua falta de reação transformou-se em irritação, enquanto ele absorvia o que estava vendo. Nagihiko se soltou de Utau, e sabia exatamente o que pareceria aos olhos do primo aquela cena. Ela se calou, subitamente assustada que pudesse estar causando uma situação problemática, e provavelmente estava.

Hideyoshi saiu dali a passos pesados, absolutamente furioso e Nagihiko entendia exatamente o motivo para isso. Teria que ter uma longa e delicada conversa com o primo, e isso não podia mais ser adiado, nem por toda a felicidade dentro do seu peito. Teria que ser agora.

Notas finais
O que será que o Nagi vai fazer agora?? Só esperando o próximo capítulo, com a senpai, pra saber XD Ela não vai demorar tanto quanto eu, prometo o/ Particularmente, eu gosto bastante dessa fase da fic que está por vir, então espero que vocês gostem também ~ não se esqueçam dos reviews, é importante ~ ;D Até a próxima, bye bye