Itsumo Yakusoku
29 Capítulo 29 - Caged Bird
Notas iniciais
Alto, até o topo você pode voar.
Você está tão distante, que quase não posso ver.
Se desviar meu olhar, você pode desaparecer.
Preciso, sempre e em qualquer lugar, te vislumbrar.
Conseguir te esquecer, nunca poderei fazer.
Inevitavelmente, fico só olhando para o céu.
É como um pequeno pássaro dentro de uma gaiola
Procurando uma janela e, sem destino, está perdido.
Quero te encontrar agora!
Porque eu te amo!
Eu posso me ferir, e por medo prefira fugir.
Mesmo que uma força invisível tire as minhas asas.
Mesmo assim você é, infelizmente, minha mais importante... pessoa!
Capítulo 29
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Caged Bird
Depois de muito vagar sem rumo pela cidade à noite, sem ter rumo definido, e talvez até mais perdidos em seus pensamentos do que na cidade em si, enquanto Nagihiko divagava entre o triste pensamento de que nunca deveria ter se apaixonado por Tadase afinal, e ter continuado sendo apenas amigo de infância dele desde o começo, e a dolorosa certeza de que seria impossível viver e crescer durante todos esses anos se amá-lo e vê-lo se apaixonar e talvez até namorar outra pessoa, quem sabe até mesmo amar sua atual noiva Nanami, ou talvez gostar mesmo de Amu e não chegar à conclusão de que ele apenas a admirava, como o loiro havia percebido, enquanto que ele próprio deveria ter ficado com alguma outra garota, talvez até mesmo escolhida por sua mãe, como os pais de Tadase fizeram com ele, e a certeza cada vez mais forte de que tudo aquilo parecia um absurdo tremendo sem nenhum sentido, talvez porque amara Tadase durante a maior parte de sua vida, e o menor só foi perceber e retribuir seus sentimentos anos depois, uma música alta que não combinava nada com festivais ou ano novo despertou ambos de seus pensamentos. O loiro, ao seu lado, também sobressaltou-se, e se apressou em tirar seu celular do bolso da calça, quase derrubando-o, até que viu que tinha recebido uma mensagem de Utau:
"Olá, rapazes!
Aposto como estão surpresos, não é? Bem, não se preocupem, como o Nagi-kun deve ter imaginado, essa foi uma surpresinha preparada por mim e pelas meninas. Vocês já têm reservas em um hotel que preparei para vocês, então espero que se divirtam e aproveitem bem. Aliás, feliz ano novo!
Utau"
Logo abaixo, vinha o nome e o endereço do hotel no qual eles aparentemente estavam hospedados. Tadase ficara tão atordoado com a mensagem que recebera que, quando recuperou a fala e virou-se para encarar Nagihiko e contar sobre a "surpresinha" da cantora, o maior já havia desaparecido, e o loiro surpreendeu-se ao focalizá-lo espiando a mensagem por cima de seu ombro sem que ele nem percebesse. Tadase já ia pular pra longe dele com o susto, porém Nagi se afastou antes que ele fizesse isso, terminando de ler a mensagem no celular.
– Bem, parece que isso foi mesmo armação dela afinal... — Nagi suspirou, derrotado — Eu juro que, quando voltar, farei aquela cantora metida a espertinha pagar caro por isso. E as outras meninas também vão se ver comigo, com certeza tem um dedo da Yaya-chan nessa história!
– Etto... p-por que a Utau-chan e as outras trocariam nossas passagens e armariam isso tudo? O que elas ganham fazendo isso? — Tadase indagou, já imaginando qual seria a resposta e temendo que suas suspeitas estivessem corretas
– Elas devem estar querendo nos... ahn... q-querendo que voltemos a ser, sabe... mais do que amigos, eu suponho... — Nagihiko respondeu, confirmando as piores suspeitas do menor — Bem, ao menos temos um lugar para passar a noite agora. O que quer fazer?
– Acho que não temos escolha a não ser ir para lá, eu acho... estou exausto, preciso de um lugar pra dormir, não importa aonde seja — o loiro respondeu, tentando se conformar, embora ainda estivesse um tanto temeroso por isso. O maior acenou, concordando, e juntos, começarama se dirigir para o endereço indicado na mensagem de Utau.
Depois de andar em silêncio por alguns minutos, os dois chegaram ao endereço indicado pela cantora e, enquanto a recepcionista verificava se havia alguma reserva para eles, os dois olharam ao redor, com uma estranha sensação de nostalgia. Aquele salão, as paredes, os quadros, tudo ali parecia tão familiar... como se eles já tivessem visto aquele saguão antes, há muito tempo atrás. Após refletir sobre isso por alguns segundos, Nagihiko falou:
– Esse hotel é...
– ... o mesmo em que ficamos hospedados três anos atrás — Tadase completou, tão estupefato quanto ele. Os dois se encararam em silêncio, perplexos, quando a recepcionista interrompeu os devaneios de ambos
– Realmente, há uma reserva feita por Hoshina Utau-sama nos nomes de Hotori e Fujisaki. Então são os senhores? Não achei que fossem... ah, tão jovens...
– Somos mais velhos do que aparentamos, moça — Nagi a cortou antes que ela pudesse começar a imaginar coisas — Então, onde é o nosso quarto?
– Ah, sim... os senhores estão na suíte de luxo número 311. Aqui está a chave, espero que aproveitem a estadia — a mulher chamou um funcionário para carregar as bagagens deles e também guiá-los até o local. Quando chegaram, o maior deu uma gorjeta ao homem, agradeceu e abriu a porta para entrarem logo, já que não aguentava mais aquele olhar desconfiado do homem para eles. Assim que entraram, porém, o queixo de ambos despencou ao verem o local onde ficariam hospedados. Aquela era, de fato, uma suíte, no entanto a cama de casal com dossel em formato de coração, as cortinas, a colcha, o buquê de flores e o champanhe dado por cortesia do hotel (ou de Utau, muito provavelmente) deixava mais do que evidente que aquela era uma suíte para recém casados. Enquanto Nagi ainda olhava ao redor abobalhado, o menor resmungou ao seu lado:
– Mas esse lugar é... como aqueles em que as pessoas usam quando acabaram de se casar, não é? — ele perguntou o óbvio, e Nagihiko acenou a cabeça, confirmando, ainda chocado demais para falar — Mas no que raios a Utau-chan estava pensando quando fez essas reservas?!
– Vai saber o que se passa na cabeça daquela cantora maluca... ela devia estar pensando em algo como uma... lua-de-mel, eu suponho — o maior murmurou, enfim recuperando a fala, porém ainda sem ter coragem para encarar Tadase. Não precisava fazer isso para saber que o loiro tinha ficado corado com suas palavras, ele conhecia Tadase melhor do que ninguém afinal. Largou as malas no chão, exausto demais para arrumar o que quer que fosse e deixando essa tarefa para o dia seguinte — Bem, não importa, já que estamos aqui, vamos descansar um pouco, ao menos temos um lugar para passar a noite agora. Pode usar a cama, Hotori-kun, eu durmo no sofá
– Ah, não precisa fazer isso... q-quero dizer... — Tadase baixou os olhos, sem saber como proceder — Isto é... n-não é justo que você tenha que dormir no sofá, já que a reserva está no seu nome também...
– Mas você não vai querer dormir junto comigo, eu suponho — Nagi falou incerto, encarando-o de soslaio. Já haviam dividido a mesma cama várias vezes antes, e isso realmente não importava, mas agora... fazer algo assim com a relação instável em que se encontravam... não parecia nada aconselhável
– C-Claro que não! Q-Quero dizer... e-eu, bem... — o menor titubeou, completamente desnorteado
– Então por acaso está dizendo que prefere o sofá? — ele ergueu uma sobrancelha
– Eu não... b-bem... — Tadase balbuciava, cada vez mais confuso e perdido. Não lhe parecia justo que um deles tivesse que dormir no desconforto de um apertado sofá quando tinham aquela cama enorme à sua disposição. Mas a outra opção seria dividir a cama com Nagihiko... e isso lhe parecia potencialmente perigoso
– Ah, durma aonde quiser, Hotori-kun, você disse que estava cansado, não era? Eu vou tomar um banho antes de dormir — Nagihiko interrompeu novamente o gaguejar dele, tirando a primeira roupa que encontrou de sua mala e se dirigindo ao banheiro, trancando-se lá. Soltou um longo suspiro, recostando-se à porta fechada. Não aguentava mais aquela situação, era tudo estranho demais... a briga deles, as duras palavras de Tadase na última vez que se viram no estúdio de dança, tudo parecia tão surreal... talvez fosse pura teimosia de sua parte, mas Nagihiko recusava-se à acreditar que a relação deles tinha acabado assim, por um motivo tão besta. Os dois tinham muitos problemas para resolver, um longo caminho a ser percorrido, e ainda haviam muitos obstáculos entre eles, era verdade, no entanto, ainda assim... Nagi simplesmente não conseguia acreditar que todo o sentimento que nutriram um pelo outro por tantos anos, mesmo quando foram separados após concluírem o primário, tinha terminado assim. Ao menos os sentimentos dele por Tadase, ele sabia que não tinham acabado, e que nunca teriam fim. Talvez ele devesse sim ter crescido sem perceber o que sentia pelo loiro, mas, uma vez que havia se dado conta disso, não havia mais como evitar... mesmo que estivesse destinado a viver o resto de seus dias apenas observando Tadase de longe, como seu amigo de infância, e se casando com outra pessoa, Nagihiko tinha certeza absoluta... de que jamais conseguiria deixar de amá-lo. O lugar onde estavam agora, o mesmo hotel na mesma praia onde declarou seu amor por Tadase anos atrás reforçavam ainda mais essa certeza nele. E mesmo assim, parecia que não poderia fazer nada à respeito... era como se estivesse preso ou enjaulado por alguma prisão invisível, impossibilitando-o de alcançar os sentimentos do loiro, e isso só o fazia se sentir ainda pior. No entanto, independente de como Nagihiko se sentia, a certeza dele era uma só: De que, infelizmente ou não, Tadase era e sempre seria a pessoa mais importante na vida dele.
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Enquanto isso, em um lugar coberto pela neve, muito distante dali...
– O que eu faço agora... não consigo ligar para o Nagihiko-kun de jeito nenhum! Está dizendo que está fora da área de cobertura e, quando chama, ele não atende minhas ligações! — um garoto de longos cabelos arroxeados presos frouxamente em um rabo-de-cavalo exclamava, quase em desespero
– Eu já disse pra desistir, Hideyoshi-kun, já está de noite, ele deve estar dormindo há uma hora dessas... e você devia fazer o mesmo — a garota com ele respondeu, muito mais tranquila do que deveria estar em uma situação como a que se encontrava
– Mas eu não posso dormir aqui, Nanami-san, junto... j-junto com você... — ele terminou a frase quase num sussurro — A-Acho melhor eu ir ver se tem outro quarto vago nesse hotel!
– Não precisa, você dificilmente acharia um quarto vazio há uma hora dessas. Eu já tenho as reservas mesmo, e o Tadase-san não virá pra cá afinal, então você pode usá-las
– M-Mas Namai-san, você é um garota... i-isso não é correto... — o garoto insistiu, corando, balançando-se nervosamente nas pontas dos pés
– São camas separadas, e bem afastadas uma da outra. E podemos usar o banheiro quando precisarmos nos trocar, então não tem problema — Nanami respondeu calmamente — Ou por acaso você estava planejando me atacar no meio da noite ou algo do gênero? — ela ergueu uma sobrancelha
– C-C-Claro que não!! Eu jamais faria uma coisa dessas!! — ele gritou em resposta, enrubescendo terrivelmente só com aquela suposição
– Então não tem problema — ela sorriu simplesmente, como se isso resolvesse a questão — Vamos, eu estou cansada, e você também deve estar... vamos apenas dormir por essa noite e amanhã pensamos melhor nisso, está bem?
– C-Certo... — ele murmurou à contragosto, ainda sem achar aquilo correto — E-Então eu... b-bem, eu vou t-trocar... — ele agarrou o primeiro pijama que encontrou em sua mala e correu para o banheiro, se trancando lá, enquanto Nanami apenas ria, achando aquela reação exagerada dele muito fofa. O modo certinho como ele sempre agia às vezes o fazia parecer com uma garota... mas se bem que as feições de Nagihiko também pareciam um pouco femininas, então talvez aquilo apenas fosse de família. Vários minutos depois, Hideyoshi enfim voltou para o quarto, vestindo um pijama simples azul de riscos finos, e surpreendeu-se em ver que Nanami também já havia se trocado, e agora trajava uma camisola rosa com babados e mangas compridas — E-Ei... você também já s-se trocou?!
– Sim — ela respondeu o óbvio, já sentada em sua cama
– M-Mas... e se eu tivesse saído antes de você... b-bem, você sabe... a-antes de você... terminar?
– Eu pensei nisso também, mas você demorou tanto que eu imaginei que ainda estava com medo, então aproveitei pra trocar logo de roupa. Além do mais, eu faço isso rápido — Nanami respondeu, dando de ombros — Vamos, deixe isso pra lá e vamos logo dormir
– E-Está bem... — Hideyoshi sentou-se na cama vazia de frente para a dela, ainda um tanto desconfortável, e após procurar por alguns segundos na mala ao lado de sua cama, encontrou uma escova de cabelos. Pegou-a e, soltando o elástico que prendia seu cabelos, deixou-o na cômoda ao lado e começou a penteá-los, tentando inutilmente se esquecer do fato de que havia uma garota ali com ele
– Você se parece mesmo com seu primo, Hideyoshi-kun... ainda mais de cabelo solto — Nanami comentou, sobressaltando-o — Bem, mas só na aparência mesmo. Suas personalidades são muito diferentes afinal
– Bem, somos parentes, é natural que sejamos parecidos... — o garoto respondeu sem encará-la, e por algum motivo também sem gostar muito da comparação — Mas... no que exatamente você está dizendo que somos diferentes?
– Ah, você sabe, no modo de vocês agirem... você é mais... meigo e gentil, muito cavalheiro e certinho com tudo, e tão formal com todos... já o Nagihiko-kun é mais... decidido e ousado... ele é muito educado e meio formal também, mas... não sei, ele tem um jeito mais valente e audacioso, como se pudesse fazer qualquer coisa sem se preocupar com as consequências — ela explicou, de um jeito meio sonhador, e Hideyoshi podia jurar que tinha visto um brilho em seus olhos enquanto falava de Nagihiko
– Então, com isso... você por acaso está querendo dizer que sou um covade? — ele ergueu uma sobrancelha, sentindo um estranho peso em seu peito
– O que?! N-Não, claro que não! Daonde foi que tirou isso?? — ela apressou-se a responder, surpresa com a conclusão dele — É só que você é um pouco mais... hesitante por causa desse seu jeito tão correto, entende? Às vezes você hesita demais por coisas desnecessárias, como o fato de não ter opção a não ser dividir o quarto comigo pelo menos essa noite, por exemplo, entende?
– Sei... — ele murmurou, ainda sem gostar muito da resposta — Bem, o Nagihiko-kun e eu fomos criados separados de maneiras diferentes, acho que isso é inevitável afinal — ele concluiu, e já ia apagar a luz, quando ela falou
– Hideyoshi-kun, sabe guardar segedo? — ela indagou e, antes que ele respondesse, Nanami continuou — Na verdade, eu... gosto do Nagihiko-kun. Acho que isso é um tanto óbvio, mas eu precisava expressar em palavras para alguém, como um desabafo, entende? Sei que nunca poderei ficar com ele, mas... não consigo evitar isso...
– Você... g-gosta do meu primo?! — o garoto repetiu incrédulo — M-Mas.... mas você está noiva do Tadase-san!
– Eu sei. Por isso estou dizendo que jamais poderei ficar com ele — Nanami sorriu tristemente, encarando os próprios pés, pensando nos outros motivos que a impediam de ficar com Nagihiko, como o fato de ele gostar do noivo dela, por exemplo. Mas não poderia contar isso para Hideyoshi — Mas eu me apaixonei por ele antes de me tornar noiva do Tadase-san, então... não tenho culpa. E eu não gosto do Tadase-san, nunca gostei. Quero dizer, ele é uma ótima pessoa, não tenho nada pra reclamar do caráter dele, mas... eu não sinto nada por ele além de amizade, esse compromisso é uma mera formalidade que foi decidido por nossos pais e não por nós mesmos. E eu sei que o Tadase-san gosta do... err.... d-de outra pessoa... b-bem, ele não gosta de mim, deve dar pra notar isso... por isso entendo o lado dele também. Sei como é triste gostar de alguém e estar preso à outra pessoa contra sua vontade, sem poder nem ao menos lutar pela pessoa que se ama só porque já se está comprometido com alguém de quem não gosta
– Infelizmente, eu não sei o que dizer mesmo depois de ouvir tudo isso... eu nunca me apaixonei por ninguém afinal. Mas... imagino que deve ser uma situação muito difícil e triste... a que você e o Tadase-san se encontram — ele disse após alguns segundos em silêncio, sem saber o que pensar disso tudo
– Não se preocupe, já estou contente de pelo menos ter contado isso pra alguém, muito embora eu ache que as pessoas devem ter notado isso por conta própria... obrigada por me ouvir, Hideyoshi-kun. Boa noite — ela apagou a luz e deitou-se em sua cama sem dizer mais nada, enquanto Hideyoshi fazia o mesmo, porém com seus pensamentos completamente desnorteados com o que Nanami acabara de lhe contar. Esses tipos de segredos e confidências... ele não tinha muita certeza, mas parecia o tipo de coisa que uma garota só contaria para sua melhor amiga, ou alguma pessoa do tipo. Bem, o que ele podia querer, claro que os dois eram amigos, mas ainda assim, aquilo lhe incomodava, e muito. Provavelmente porque fazia parecer que Nanami o estava tratando como se ele fosse uma garota, mas Hideyoshi sentia que havia algo a mais do que isso. Por que lhe pertubava tanto o fato de saber que ela gostava de seu primo? Talvez porque o correto seria que Nanami amasse seu próprio noivo e não a outro rapaz, mas... não era só isso. Ele estava incomodado com o fato específico de que ela amava Nagihiko, e sabia disso... mas, por que? O que lhe importava de quem Nanami gostava ou deixava de gostar, ele não tinha nada a ver com isso, estava ciente disso, e no entanto, por que lhe irritava tanto que ela gostasse de seu primo? Hideyoshi ainda não sabia, mas passaria a noite toda tentando descobrir a resposta para essa pergunta.
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