It's not the end.

1 One more birthday.


Notas iniciais
Esse foi um trabalho que fiz para a escola. Mas não resisti e acabei fazendo uma shortfic. Espero que gostem.

Uma jovem caminhava pelas ruas escuras e empoeiradas de Paris. A menina tinha um cabelo preto curto e usava alguns trapos. Arrastava junto a ela um boneco de pelúcia redondo com braços e pernas longas e finas. Ela caminhava inocentemente, sem medo. Passando perto da metade da Torre Eiffel que estava caida, ela encontrou um pedaço de papel e uma caneta no chão. Então segurando seu bichinho, se debruçou e começou a escrever no papel.

Dia 22 de abril de 2014

Olá, meu nome é Marceline, tenho 34 anos e vivo em um mundo de mutantes.

Eu nasci em 1984, no dia 22 de abril. Meu pai era um homem de negócios que passava a maior parte de seu tempo fora de casa enquanto minha mãe era uma famosa cantora. Tudo parecia bem, a Guerra Fria já havia acabado e todos festejavam. Porém sempre tem um grupo de pessoas que guardam rancor. E então em 24 de dezembro de 1990 um grupo de terroristas Japoneses conhecidos como Amanita lançou uma série de mísseis na cidade de Washington, DC. Aquele foi o inicio do fim. Os EUA revidaram, com mais uma bomba atômica. Achavam que os Amanita iriam parar por ai, mas eles se juntaram com outros grupos de terroristas e de hackers através do globo que atacaram os Estados Unidos sem parar na manha de Natal. Com aquilo os outros países criaram ódio um dos outros, levando a um mês de Guerra sem fim. Não havia um único país que não estivesse envolvido.

O planeta simplesmente não estava pronto para aquilo. Cidades inteiras foram derrubadas, o mar subiu e tudo que tínhamos virou ruínas. As florestas morreram e mais da metade da população mundial morreu e o resto já sabe que logo entrá em mutação pela radiação.

Hoje, decidi contar esta história para caso alguém um dia precise saber sobre os acontecimentos da Guerra dos Cogumelos, (bem, já que não podia mais ser chamada de Guerra Fria precisávamos de um nome mais adequado para a situação).

Hoje existem colônias de humanos puros, que lutam para se manter longe os “mutantes”. É incrível com o a Guerra muda às pessoas. Muitas pessoas tiveram partes de seus corpos substituídas por sucata aleatória, pois os equipamentos para uma medicina decente foi destruído. Posso ver com clareza como o mundo em que vivemos hoje se tornou tão tribal, que é difícil dizer que ainda existem humanos. Hoje eu simplesmente tento andar pelas ruas cheias de poeira tentando não ser morta. Hoje eu já fui a quase todos os lugares desso nosso lindo planeta de ruínas. Luto para ver a beleza em tudo, para ver a esperança e para nunca me esquecer de quem eu sou. Pois quem sou é tudo que sou. E por isso digo: nome é Marceline, tenho 34 anos e sou uma mutante.

A jovem se levanta, enrola o papel e bota-o em um buraquinho da torre. Então abraça seu amigo de pelúcia e segue seu caminho, sem olhar para traz.

Notas finais
Obrigada por lerem até o final. Se gostaram olhem as outras coisas que eu escrevi, talvez gostem.
PS: O desenho é meu.
MUITO OBRIGADA! Beijos. :D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!