Notas iniciais
VOOOOOOOOOOLTEI, hahaha tive que postar assim que a ideia surgiu, semana que vem tenho prova a semana toda, devo postar o próximo sexta... Beijuuuuuusss x

Acordei com os meus pais chegando em casa, eram umas 11:30 da manhã, acordei as meninas para descermos. Quando chegamos lá embaixo, minha mãe estava sentada no sofá chorando e o meu pai tentando acalma-la.

– Nossa, mãe o que ouve ? — Dei um abraço forte nela, meu pai disse com uma cara triste.

– Mari, acho melhor você sentar.

– Acho melhor a gente subir né?! — Luma disse com uma cara de preocupada.

– Não meninas, fiquem, vai ser até melhor para a Marina…

– FALA PAAAAI.

– Bom filha, você vai ter que ser forte, não está sendo nada fácil para mim e principalmente para a sua mãe.

– Pai você está me deixando com medo…

– Seu avô… Morreu.

– Mentira pai, você deve está de brincadeira, aaahhhh entendi, é uma piada né…

– Queria que fosse, sua vó está muito mal, teremos que voltar para o Brasil…

Sentei no sofá coloquei as mãos no rosto, e ali mesmo desmoronei em lágrimas, eu amava muito o meu avô, vocês não tem noção, e perde-lo é como se um pedaço de mim morresse junto. E voltar para o Brasil seria a pior coisa desse mundo, largar Mullingar, meus amigos, meu namorado, estava adorando esse lugar.

– Quando vamos voltar ?

– Mês que vem, você tem esse mês para se despedir de tudo, dos seus amigos…

Subi correndo para o meu quarto, as meninas vinheram atrás, me joguei na cama, e chorei…

– Mari calma…

– Estamos com você.

– EU AMO DEMAIS MULLINGAR, não quero deixar vocês para trás, deixar o Niall…

– Eu não sei o que dizer nessa hora.

– So me abraça Lu…

Já de manhã e essa bomba na minha vida, voltar ao Brasil, voltar para a minha antiga escola, meus antigos amigos… Naquela hora só queria ficar quetinha. Deitei a minha cabeça no colo de Bia, e ela ficou fazendo carinho em meu cabelo… Meu telefone tocou.

– Gente, é o Niall…

– Quer que eu atenda ?

– Porfavor Luma…

*inicio da chamada*

– Alô…

– Luma, a Marina está ai?

– Po Niall, ela até estar mais não quer atender…

– Porque o que ouve, eu fiz algo?

– Não, relaxa, não foi nada com você não…

– Poxa, agora fiquei preocupado… Passa para elaa por favor…

– Ok. Mari, ele quer falar com você.

– Me passa. — Respirei fundo, peguei o celular. — Oi…

– Mari, você está bem.

– Não. — Não contive e comecei, a chora, falei soluçando. — Me meu avô morreu.

– Amor, calma, respirar, e fala de novo.

– Meu avô Niall, morreu.

– Nossa, amor, te entendo.

– Mas Niall, ainda não te contei tudo.

– Você quer que eu vá ai?

– Não, vamos fazer assim, vamos nos encontrar em uma pracinha que tem aqui perto, a Luma e a Bia, estam indo embora daqui a pouco.

– Ok… Olha princesa, eu estou com você para tudo… Nos encontramos mais tarde, beijos e fica bem…

*fim da chamada*

As meninas, já estavam arrumando as coisas delas, a mãe da Bia estava indo busca-las, e eu já fui me arrumando, para quando elas fossem eu ir encontarar Niall. Quando a mãe da Bia chegou, nos despedimos, as meninas me abraçaram juntas, minhas amigas eram as melhores mesmo, sem dúvida…

Fui andando para a pracinha e mandei uma mensagem para Niall, “Já estou indo para pracinha, beijos x” não demorou e ele me responde, “ok, estou indo tambem, chego em 10 minutos.”, estava com uma roupinha simples, blusa de manga listrada short e sapatilha. Logo que cheguei lá, sentei em um banquinho, fiquei mexendo no meu celular, vendo as fotos que eu tinha com o meu anjo, meu avô, sinto muita falta dele, nunca mais quando eu ligar irei ouvir ele me chamando de “Branquela do vovô” sei que é um apelido bobo, mas me apeguei… Comecei a chorar, em meio aquela criançada brincando e correndo de um lado para o outro. Senti alguem sentendo em meu lado e me abraçando, pelo perfume já reconheci, olhei para o lado e ele secou minhas lágrimas.

– Sabe, você fica tão linda quando está feliz.

– Obrigada Niall, mas é dificil dar um sorriso nessa hora.

– Não fica assim, sei que ele está bem, sabe o que ele deve está falando lá do céu agora?

– O que?

– Está apontando para você aqui sentada nesse banco e falando “Olha, aquela é a minha neta, tenho tanto orgulho dela…” — Na hora que ele falou isso, eu o abracei e chorei, ficou a marca das minhas lágrimas em sua blusa…

– Acho que com o que eu vou te contar agora, vai ser dificil, isso que está me deixando pior ainda…

– Fala, pode me contar tudo…

– Eu vou ter que voltar para o Brasil.

– Ta de brincadeira né?

– Não, mês que vem.

– Mas bru, a gente faz 1 mês semana que vem…

– Eu sei bebê, você não sabe o quanto que eu queria ficar aqui, mas a minha vó está muito mal mesmo, ela está precisando de toda a familia reunida nesse momento, ainda tem as férias, feriados, posso vir para cá, ou vocês vão para lá…

– Fica vai… Porfavor.

– Queria que fosse tão facil assim…

– Tambem…

– Eu vou manter esse telefone, para a gente se falar sempre que quiser, podemos nos falar pelo computador.

– Será que vamos conseguir manter esse relacionamento a distancia. — Ele disse segurando as minhas mãos.

– Se vamos, não sei, mas você pode ter certeza que em tão pouco tempo você marcou a minha vida, nunca me apaixonei por um garoto como eu me apaixonei por você, mesmo se não conserguimos, me promete que seremos amigos ?

– Prometo, mas nem fala isso, vamos ficar juntos…

Só queria acordar daquele pesadelo, fiquei um bom tempo com ele ali no banco, só abraçados mesmo, as vezes a unica coisa que precisamos é de um bom abraço e beijo.