Its You

6 Capítulo 5 – Fugindo da realidade (Parte I)


Notas iniciais
Yeeey!!!! Enfim esse é o capítulo 5!!! Ou pelo menos parte dele!!!
Como tem muita coisa acontecendo eu achei melhor dividi-lo em duas partes o Espero que gostem apesar de ele não ser muito longo.
Viu só!! Nem demorei 8DDD
Enfim boa leituraaa! *-*

Acordou num sobressalto. O som do celular tocando novamente o acordara. Mal havia fechado os olhos durante a noite, agora nem havia percebido que dormia. Moveu-se lentamente na cama procurando pelo celular, mas quando o encontrou ele já havia parado de tocar. Yesung suspirou pesadamente e se sentou na cama, ainda podia sentir as marcas das lágrimas que derramara em suas bochechas. A cabeça doía, o corpo também. E mesmo cansado como estava, não conseguira dormir antes do amanhecer.

Apertou qualquer botão para acender a tela. Haviam nove chamadas perdidas, entre elas a maioria era de Ryeowook. A última registrada às 09:29. Foi a chamada que o acordou. Uma sombra de sorriso se formou em seu rosto, desgosto estampado em todos os seus traços. Não havia atendido e nem pretendia atender ninguém. Por isso se certificou de desligar o celular antes de voltar a dormir.

Virou-se na cama, de repente desconfortável. Ao ver os nomes no celular havia se lembrado da noite anterior. Um completo desastre, algo que Yesung ficaria feliz de esquecer. Queria esquecer. E por isso fechou os olhos novamente esperando que da próxima vez que acordasse ele não fosse se lembrar de nada. Porém seus desejos nunca parecem ser atendidos e nem mesmo em seu sono estava livre dos problemas.

Seu cérebro parecia determinado à gravar tudo que acontecera em sua memória para sempre. Pois assim que adormeceu seus sonhos foram invadidos pelas lembranças da noite passada, da festa de Kyuhyun e Sungmin, e assim Yesung se viu em meio a um pesadelo.

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Eu já esperava que aquela noite fosse ruim. Por vários motivos, o mais importante: Kyuhyun e Sungmin seriam o centro das atenções. Eles estariam juntos o tempo todo. E eu não ia tirar os olhos deles... Por mais que machucasse, eu não conseguiria parar de olhar.

Cada pequeno toque, ou mesmo a simples proximidade entre eles, nem era necessário que se tocassem para que eu me ferisse. Não. Um simples olhar, um olhar cheio de amor e carinho de Kyuhyun para Sungmin e pronto. Lá estava meu coração despedaçado no chão mais uma vez. Muito dramático? Mas era como eu me sentia.

Eu estava sentado na mesa mais distante da entrada e do pequeno palco e mesmo assim eu podia ver tudo o que eles faziam. Sungmin o arrastara para todas as mesas, como se estivesse exibindo um troféu. E o pior é que Kyuhyun gostava, adorava a forma como o outro o conduzia para conversar com TODOS os presentes. E eu sabia bem por que ele gostava, era apenas pelo sorriso que Sungmin tinha grudado na cara. Aquele irritantemente adorável sorriso.

Já eu, nunca seria como ele. Não, eu jamais poderia me comparar a Sungmin. Ele tinha uma boa aparência, eu não. Ele tinha talento, eu não. Ele era feliz e contagiava a todos com essa felicidade, eu não podia fazer isso. E ele tinha Kyuhyun ao seu lado... Eu não.

Devo ser doente. Por que eu continuava os observando, mesmo com a dor que sentia em meu peito. O modo como Sungmin o pegava pela mão e Kyuhyun instintivamente a apertava. O sorriso travesso que ele deu quando começaram a se afastar. O beijo que Kyuhyun dera na mão de Sungmin quando pararam. E o outro que Sungmin o dera nos lábios. Tudo aquilo doía um pouco demais.

Eu estava tão concentrado em minha tortura que havia me esquecido de que haviam outras pessoas naquela tenda. Por isso eu me assustei quando de repente um homem de 1,83m apareceu na minha frente.

“Yesung-ssi!” Ele disse, era Siwon e sinceramente eu não queria falar com ele naquela hora, então inventei qualquer desculpa e comecei a andar em direção à saída o mais rápido que eu podia.

Não vou negar que eu vi a decepção que apareceu em seu rosto assim que eu disse... O que foi que eu disse? Não importa. Eu me senti mal pelo rapaz.

Enquanto eu caminhava até a única saída que havia naquele lugar – que também era a única entrada – procurei os dois apaixonados. Mas o que me fez parar não foi outra escandalosa demonstração de amor de Sungmin, nem outro dos encantadores sorrisos de Kyuhyun. Mas sim meu irmão, que estava parado à entrada, com sua maravilhosa esposa ao seu lado. Ambos aparentando o seu melhor para a pequena festa, perfeitamente combinados. O casal perfeito. Mas... O que eles faziam ali? Sungmin os havia convidado?!

Demorei um pouco para perceber que eu estava de pé, no meio da festa, bem a vista do meu irmão. Mas quando eu o vi olhando diretamente pra mim, tudo veio de uma vez. E eu entrei em pânico. Ele ia falar comigo. E eu não ia gostar do que ele ia dizer, olhei em volta procurando por uma forma de escapar, porém ele já estava a um passo de distância quando o vi.

Naquele momento eu me arrependi de não ter ficado na minha mesa e conversado com Siwon.

“Hyung... Taeyeon noona... Eu não sabia que Sungmin-ssi tinha convidado vocês...” Eu falei, até para mim a minha voz soava estranha. E eu pretendia cantar naquele dia? Haha, que bela piada.

“Yesung-ah, achei que você tivesse sido sequestrado!” Taeyeon disse, sua voz suave como sempre. E eu novamente me perguntei por que eu era o cantor e ela a professora de pré-escola.

“É mesmo maninho, você saiu cedo hoje, achei que tivesse o dia de folga... Eu precisava conversar com você, lembra?” Viu só? Exatamente como eu disse, Leeteuk queria conversar. E a conversa não ia ser boa. “Você pode vir comigo um pouquinho?”

Eu olhei em volta procurando desesperadamente por um motivo para escapar daquela conversa . Vi Siwon sentado em uma das mesas próximas, visivelmente cabisbaixo. 'Perfeito!' pensei.

"Ahhhn... Na verdade hyung, tem uma pessoa que está me esperando." Eu disse com sorriso, logo dando um passo para trás em direção áquela mesa.Mas assim que me virei Leeteuk me segurou pelo braço.

"Não." Ele disse, sua voz e sua atitude bem diferentes das de antes. Não havia como escapar quando meu irmão ficava assim, ele me puxou de volta à entrada pelo braço. Pediu que Taeyeon os arranjasse uma mesa e esperasse. Continuou a me levar até que alcançamos um lugar relativamente isolado fora da tenda.

"Você pode me soltar agora, hyung, eu não vou fugir" Falei e só então ele me soltou. Leeteuk me olhava de cima a baixo como que esperando por uma explicação, obviamente bravo comigo. Suspirei. "Sobre o que você queria falar hyung?"

Ele riu.

"Você sabe exatamente o que eu quero saber Yesung, não se faça de bobo." Ele disse irritado. "Por que você ainda não foi lá?"

Era a minha vez de rir, exatamente como ele havia feito, seco, sarcástico, um riso de escárnio. A primeira escolha ruim daquela noite.

"Por quê?! Hyung, você devia se lembrar do por que! Eu não preciso ir até lá. E eu já te disse, mas eu falo de novo, não tem problema: Eu.Não.Volto.Lá. Não até que eles se desculpem comigo." Quando terminei achei que não havia nada mais a ser dito. Dei-lhe as costas e comecei o caminho de volta.

Mas eu estava errado. Ao dar o primeiro passo eu o ouvi gritando. Meu estomago deu uma volta.

"Yah!! Jongwoon, quem você pensa que é?? Eles são SEUS pais, nossos pais! Você não devia tratá-los assim!" Ele dizia e eu podia ouvir seus passos se aproximando. Tentei correr, mas era tarde, ele já estava bem atrás de mim e me segurou novamente pelo braço antes que eu pudesse me mover. " Eles estão preocupados com você, sabia!?! Eles te ama-.."

"EU SEI DISSO!" Gritei, já sentindo os olhos ardendo com aquela sensação característica. Mas eu não ia chorar, mesmo com meu corpo gritando para que eu reagisse de alguma forma. Eu não ia chorar. "Eu sei disso, mas eu não vou voltar."

Ouvi Leeteuk suspirando e então ele me soltou perguntando: "Por que você faz isso Jongwoon?"

Um sorriso se formou em meus lábios, um triste sorriso, e só então eu olhei para o meu irmão. Eu queria que ele visse como eu me sentia. Como doía o que eu tinha para dizer.

"Hyung, ninguém gostaria de estar em um lugar onde eles se sentem rejeitados. Eu não quero voltar para aquela casa..." Eu lhe disse com a voz trêmula. Eu lutava para conter as emoções que tentavam escapar, tinha ambas as mãos fechadas ao meu lado, as unhas quase furando a pele. "Eu não vou voltar lá p-por que... Por que eu não quero ouví-los... Eu n-não quero mais ouvir o que eles tem a dizer."

"Jongwoon, você não pode ser assim!" Ele me reprimiu novamente dando um passo a frente, ao que eu me afastei. Eu não tinha que escutar o que ele ia dizer.

"Você não entende!" Elevei a voz novamente, meus olhos já cheios de lágrimas. "Você não sabe como é! O que eu tive que aguentar, o que eu tive que ouvir enquanto eu estive naquela casa. Você sempre foi o filho perfeito, hyung! Você não entende!"

"Yesung..." Ele deu um passo a frente, tentando me alcançar. "Você sabe que papai não ..."

"NÃO ME TOQUE!" O afastei, deixando que as primeiras lágrimas caíssem, apesar de eu ter dito que não ia chorar. Abaixei a cabeça para escondê-las. "Ele nem é seu pai, hyung!!!!" Eu gritei sem pensar, sem me lembrar do que aquelas palavras iam trazer a tona. E ainda continuei. "Ele nem é seu pai e mesmo assim ele acha que você é melhor do que eu. ELE me disse isso, hyung. Mais de uma vez. 'Por que você não é como o seu irmão?!' , 'Seu irmão é casado', 'Seu irmão não nos dá trabalho'.Eu ouvi tudo isso enquanto estava lá... E eu não quero ouvir de novo."

Só então eu reergui a cabeça para ver a expressão chocada no rosto de meu irmão antes de me virar novamente.

"Eu não vou voltar para aquela casa." Eu disse enquanto me afastava, voltando mais uma vez para a festa. Para a outra parte de meu pesadelo...


Notas finais
Uma briguinha leve entre irmãos não machuca ninguém!!! Waah será que alguém conseguiu juntar todos os pedacinhos de informações que foram jogado nesse capítulo ? XD
Enfim!!! A próxima parte não deve demorar, foi uma das primeiras que eu pensei antes de começar a fic, então deve ser relativamente fácil de escrever.
Espero que tenham gostado!! Deixem reviews!! See ya *-* E até o próximo capítulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.