It's Time To Say Goodbye
1 Prólogo
Era uma manhã tranquila, como de costume, pelo menos desde aquela tarde de quarta feira, quando recebeu o laudo de seus exames, mal sabia Anabelle que aquilo transformaria sua vida para sempre. Desde que foi diagnosticada como portadora de tuberculose sua rotina se resumia em visitas de médicos, já que ela preferiu permanecer em casa aos cuidados de Francisco, seu marido, que desde então fazia tudo para agrada-la.
Anabella e Francisco, sempre formaram um lindo casal, ele sempre usava de todos os artifícios possíveis para agrada-la, para ele seu dia não estava completo sem ter recebido um sorriso espontâneo de sua amada, que em contra partida não acreditava em amor, apesar de se apaixonar por Francisco a cada dia mais, nunca se quer pensou em pronunciar a frase: “Eu te amo”, afinal, para ela em um mundo racional o amor era apenas uma ilusão.
Mal sabiam eles que naquela manhã, suas vidas se transformariam para sempre. Como sempre, Francisco levantou-se para preparar o café de Anabelle, sempre seguindo arrisca a especificação medica, mas antes que pudesse acabar de prepara-lo, ouviu ruídos vindos do segundo andar, local onde sua amada repousava, então subiu as escadas em ritmo acelerado, pois precisava se certificar que sua amada estava bem.
Anabelle ou apenas Bell, como era carinhosamente chamada, estava sentada na cama, mais pálida que de costume, ela gemia e murmurava, mesmo que tentasse não era capaz de se mover, então Francisco, com graça e leveza, a recolheu, acariciou seus cabelos e lhe disse palavras doces e gentis, que fizeram com que toda a dor parecesse apenas uma ilusão. Logo em seguida chamou um médico, pois não era comum encontra-la naquele estado, apenas em épocas de crise, mas para eles aquilo era uma fase antiga, pois até então Bell parecia corresponder bem ao tratamento, ao menos era o que todos pensavam.
O médico em poucos minutos chegou e foi logo recebido por Francisco, que aparentava estar desesperado, tentando buscar uma solução. Subiram o mais depressa possível, pois ele não conseguia passar nem mais um minuto sem saber o que se passava, aparentava estar realmente desesperado, enchia o médico de perguntas, mesmo sabendo que sem olha-la ele não poderia constatar nada.
Aquelas escadas pareciam intermináveis, e o corredor mais extenso do que realmente era, para ele, aqueles míseros cinco minutos pareciam incansáveis horas de sufoco e apreensão, apesar de saber que Bell havia tido uma recaída, ele esperava laudos positivos.
Quando o médico cruzou a porta, pode observar Bell, sua expressão facial era mórbida, seu corpo estava fragilizado, ela realmente aparentava estar sendo consumida pela doença, e de fato estava.
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