Notas iniciais
Heey gente!! Mil desculpas pela demora. Minhas aulas começaram e está difícil aguentar Química e Matemática. Quero agradecer a Maisa, CaptainSwan, Clara Gomes, Mary Andrade, Rhasnah ColiferCaptainSwan, Kae Barnes, Gi e Victoria Lopes por comentarem. Boa leitura!!

P.O.V. Emma Swan

O desespero tomou conta do meu corpo. Senti meu coração apertar e minhas pernas fraquejarem mais ainda. Minhas mãos começaram a tremer, fazendo com que meu celular escapasse de meus dedos. A parede da lanchonete parecia ser feita de sabão, já que rapidamente senti meu corpo deslizar sobre ela e encontrar o chão. Fechei meus olhos a fim de me concentrar em normalizar minha respiração, algo que falhei miseravelmente.

– Emma! Você está aí?!

Mesmo com as mãos tremendo, peguei meu celular do chão e o levei até a orelha.

– Sim – disse segurando minhas lágrimas.
– Amor, está tudo bem? – seu tom de preocupação era praticamente palpável.
– Não – disse seca.
– O que aconteceu?
– Sidney também sequestrou o Henry – disse respirando fundo.
– Você quer dizer que...
– Sim, ele sequestrou nossos filhos.
– Eu vou matar aquele filho da mãe!!
– Não se eu fizer isso primeiro – disse me levantando bruscamente do chão.
– Emma nem pense nisso! É loucura!
– Killian...
– Emma venha para delegacia agora! – a voz autoritária de David ecoava em meus ouvidos.
– David...
– Só venha para cá, por favor. Pelo Killian – disse soltando o ar.

Levantei-me com um pouco de dificuldade do chão. Passei minhas mãos sobre os olhos a fim de secar as lágrimas. Respirei fundo, coloquei meu celular no bolso e andei até a delegacia, mesmo que contra minha vontade.

Enquanto atravessava as ruas movimentadas de Sotrybrooke, pensava em uma maneira de distrair Killian e David, afinal eu tinha medo de que ao contar para eles, fizesse com que Henry e Neal sofressem. Eu provavelmente teria sérios problemas com a minha ideia, mas era necessário.

A entrada da delegacia ainda estava bem destruída devido à explosão, alguns cordões de isolamento indicavam os buracos mais fundos. Abri a porta e me deparei com Killian sentado na poltrona, com as mãos sobre o rosto, enquanto que David estava encostado na mesa, batucando uma mesa na mesma.

– Emma – disse com a voz embargada, segurando meu rosto com as duas mãos.
– Killian – apertei seu corpo em meus braços.
– Eu achei que você não viesse.
– É, eu também – disse soltando um riso fraco e me livrando de suas mãos – você tem ideia de onde o Sidney está? – disse virando-me para David.
– Não – disse se desencostando da mesa – é impossível rastrear o número.
– Então o que a gente faz agora? – disse impaciente.
– Emma, você é a xerife, você sabe muito bem o que a gente pode fazer.
– Que seria? – senti um tom de apreensão na voz de Killian.
– Esperar um pedido de resgate – disse se encostando na mesa – ou podemos andar sem direção pela cidade procurando eles.
– Melhor não – Killian disse com certa raiva – quando Sidney me ligou, deixou bem claro que se nós procurássemos, ele iria machucar um dos garotos.
– Ou seja – David disse impaciente – nós vamos ficar aqui, esperando ele resolver quando vai soltar as crianças.
– É o melhor David – disse calmamente – não podemos colocar a vida do Henry e do Neal em risco.
– Eu juro que quando encontrar esse cara, vou matar esse desgraçado – acho que pela primeira vez vi Killian realmente transtornado com algo.
– Calma querido – passei minha mão pelo seu ombro, sentindo a tensão em seus músculos – vai ficar tudo bem – sussurrei em seu ouvido.

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Passamos a noite em claro. A tensão era quase palpável no ar. Nossos olhares estavam fixos no telefone, esperando que ele tocasse. O Sol já estava prestes a aparecer, então comecei a colocar meu plano em prática. Com a desculpa de que iria pegar um copo de água, andei até o escritório de David e peguei suas chaves da delegacia, colocando-as no bolso da minha jaqueta. Peguei também a chave reserva que ficava no fundo de uma das gavetas. Agora eu só precisava atraí-los para a sala. Rapidamente joguei alguns livros no chão e os chamei.

– Killian! David! – gritei.
– O que foi?! – ambos gritaram um pouco ofegantes devido o susto.
– E-eu acho que vi um rato – disse apontando para o canto da sala.
– Sério Swan?! – meu amado disse arqueando as sobrancelhas.
– É nojento – disse dando de ombros.

Killian e David andaram até onde apontei, enquanto que eu andei lentamente para trás, pegando minhas chaves do bolso sem fazer barulho.

– Me desculpe! – disse antes de fechar a porta e trancá-la.
– Emma! Emma!

Ignorei os gritos e apressei os passos. Tranquei a porta de entrada e andei em direção ao cais. Os primeiros raios de Sol iluminavam o céu enquanto eu andava sobre as tábuas de madeira. O cais estava vazio e apenas o som do mar preenchia o ar. Quanto mais eu me aproximava do último galpão, mais sentia meu coração apertar.

Fiquei de frente para o galpão velho e sujo. Coloquei minha mão na maçaneta e a girei lentamente. A porta rangeu assim que comecei a empurrá-la. A cena que vi em seguida partiu meu coração. Henry e Neal estavam ajoelhados. Seus pulsos estavam vermelhos e feridos devido à corda que segurava suas mãos. Duas armas eram apontadas para suas cabeças.

–Mãe! – disse em um tom um pouco alto.
– Emma! –Neal tremia enquanto falava.
– Cala a boca! –Sidney encostava a arma em suas cabeças enquanto falava – mais um grito e vocês morrem.
– Sidney – disse com raiva.
– Emma, é um prazer finalmente te conhecer – disse sinicamente.
– Infelizmente não posso dizer o mesmo – cruzei os braços a fim de esconder meus dedos trêmulos – que tal irmos direto ao ponto?
– Concordo. Vamos começar comigo matando um desses meninos – disse destravando a arma.
– Por que você quer fazer isso? – disse tentando parecer calma – eu nunca fiz nada com você!
– Vamos lá Emma, eu achei que você era mais inteligente.
– Como assim?! – disse com raiva.
– Você acha que nunca fez nada comigo, mas depois que você prendeu o Greg você ferrou a minha vida!
– Então você que fornecia as drogas!
– Até que enfim você percebeu.
– Espera um pouco – disse um pouco confusa – ele me disse que trabalhava sozinho!
– E você acreditou naquele imbecil?! – disse com raiva – ele sempre teve parcerias, e nesse caso você a arruinou – disse com tom acusador – mas pelo menos eu vou cumprir uma promessa que fiz pra ele antes de ser preso – disse segurando a arma com força.
– Que seria? – disse com tom desafiador, apesar de estar com medo.
– Arruinar a sua vida, é claro – disse mirando na cabeça de Henry e Neal.
– Para! Por favor! – disse com certo desespero enquanto dava um passo para frente.
– Mais um passo e vou fazer eles sofrerem mais ainda.
– Calma – disse recuando – eles são só crianças, o seu alvo não são eles.
– A partir do momento que você cria carinho por eles – disse encostando a arma na cabeça de ambos – eles se tornam alvos.
– Você não precisa fazer isso – disse pausadamente.
– Eu não só preciso, como quero também – disse com um tom vingativo.

Meu corpo e minha mente estavam tomados pelo desespero. Eu não queria admitir, mas tinha medo de que não conseguisse salvar Henry e Neal.

– Preparem-se – disse cutucando os garotos com a arma – o seu tempo acabou.
– Não!

O som do tiro ecoou pelo galpão. Instantaneamente fechei meus olhos, fazendo com que as lágrimas que eu segurava caíssem pelo meu rosto. Senti meu corpo cair sobre meus joelhos. Minha respiração estava totalmente irregular.

Eu não tinha forças para abrir os olhos, mas tive que abri-los assim que senti mãos rodearem meu corpo. A visão que eu tive não podia ter sido melhor. Henry e Neal estavam ajoelhados na minha frente. Suas mãos apertavam meu corpo em busca de proteção. Coloquei meus braços em volta deles e os apertei.

– Desculpa, desculpa, desculpa – ambos repetiam com a voz embargada. Eu sabia muito bem o que eles estavam se desculpando, podia ter dito “eu te avisei” ou algo do tipo, mas preferi apertá-los mais ainda.

– Está tudo bem.

Ficamos daquele jeito por longos minutos, até que minha mente começou a questionar onde estava Sidney. Olhei para frente e vi seu corpo caído no chão. Sangue escorria de um pequeno buraco em sua cabeça. Em seguida a porta se abriu e Killian correu em nossa direção. Rapidamente ele se ajoelhou e se juntou ao abraço. Quatro pessoas chorando abraçadas, apenas aproveitando a sensação de alívio.

Outros policiais entraram no galpão, incluindo David e Philip. Sorri para ambos, agradecendo mentalmente pela ajuda.

– Vamos – meu amado disse se levantando – precisamos cuidar desses machucados.

Coloquei meus braços ao redor de Henry, enquanto que Killian fez o mesmo com Neal. Andamos até o hospital e ficamos lá pela manhã toda. Na sala de espera descobri que David tinha rastreado meu celular e dado as coordenadas para Philip, e que ele e Killian tiveram que quebrar a porta para me encontrar.

Não consegui esconder meu sorriso de alívio quando Henry e Neal apareceram no fim do corredor. As feridas estavam enfaixadas e o medo que estava em seus olhos tinha desaparecido. Abracei Henry com toda a força que reuni, assim como Killian fez com Neal.

Estávamos andando para fora do hospital quando senti um cutucão na cintura. Olhei e vi Neal, me olhando com culpa.

– Eu queria falar com você – sua voz não passava de um sussurro.
– O que foi? – disse calmamente.
– Eu queria pedir desculpas, por tudo.
– Não tem problema – coloquei meu braço ao redor do seu ombro – está tudo bem.
– Sério? – disse surpreso.
– Com certeza.

Depois disso compramos algumas lasanhas no Granny’s. Andamos até a casa de Killian e almoçamos. Passamos o resto da tarde sentados no sofá, falando besteiras e assistindo filmes. Já era quase meia-noite quando Henry e Neal dormiram no meu colo e no de Killian.

– Nós estamos parecendo uma família – comentei sorrindo.
– Nós somos uma família – disse com um brilho nos olhos, enquanto beijava minha testa.

E naquela noite eu percebi que era possível ser feliz. Percebi que era possível amar alguém incondicionalmente. Agora eu tinha uma família. Eu, Killian, Henry e Neal formávamos a família Swan Jones.

Notas finais
Gostaram? Bom, esse é o penúltimo capítulo da fic, então se vocês quiserem declarar seu amor pela história (ou ódio, quem sabe) está é a hora. AVISO: vou aceitar as perguntas e recados para a Ever After até a metade de junho. Beijos e até o último capítulo!!