It's Possible to Love Again
4 "Thanks For Your Help"
Notas iniciais
P.O.V. Emma Swan
O dia começou mais feliz, mais radiante, e o motivo se chamava Killian Jones. Seu sorriso, sua barba, e principalmente seus lindos olhos azuis que me encantavam todo dia. Eu estava apaixonada e isso me fazia sentir bem, e saber que era recíproco me fazia sentir mais feliz ainda.
Tomei banho e desci para tomar café. Surpreendentemente Henry já estava pronto e fazendo as torradas, o que me deixou curiosa, já que ele raramente fazia isso, a não ser quando queria alguma coisa...
– Bom dia filho! Dormiu bem? – abracei-o.
– Bom dia! Sim e você? – retribuiu o abraço.
– Também – disse sorrindo.
– Nossa você não para de sorrir, hein?! – disse indignado.
– Ué filho.
– Isso tem haver com o Killian? – disse.
– Killian é só um amigo – tentei parecer tranquila.
– Mãe!! – aumentou o tom de voz – Eu não sou bobo sabia?! – perguntou indignado.
– Henry!! – chamei sua atenção – estou falando a verdade!
– Eu sei que você não está – disse com raiva – você está namorando ele! – lágrimas começaram a surgir de seus olhos – você quer substituir meu pai!! – disse chorando.
– Henry – tentei abraça-lo, mas ele recuou – eu não quero substituir o seu pai – falei devagar.
– Ah é – disse com um tom irônico – você não pode substituí-lo – falou cinicamente – porque você NUNCA me falou sobre ele!!
– Henry... – falei vagarosamente.
– NÃO!! Você NUNCA me disse nada sobre ele!! NUNCA! – gritou.
– EU SEI HENRY! – aumentei o tom de voz – eu NUNCA te falei sobre ele porque não queria que você sofresse! — disse um pouco mais baixo.
– Mas ele é o meu pai! – ele abaixou um pouco o tom de voz – eu tenho o direito de saber quem ele é – disse entre os soluços causados pelo choro.
– Eu sei filho – abracei-o e levei-o para o sofá – é que seu pai não é a melhor pessoa do mundo – tentei confortá-lo – ele fez muitas coisas ruins comigo e com os amigos dele.
– Mas ele sabe que eu existo? – disse fungando.
– ... – um nó se formou em minha garganta. “Não. Ele não sabia.” – Henry...
– Ele não sabe, não é? – perguntou e abaixou a cabeça – por que você não contou?
– Eu... – respirei fundo – eu era muito nova Henry, e ele nem ligaria para a sua existência – disse com lágrimas nos olhos.
– Como você pode falar isso, se você nem contou para ele – disse enquanto chorava.
– Porque eu o conhecia, o máximo que ele iria fazer seria... – respirei fundo, aquilo era doloroso demais até para mim – seria me mandar procurar alguém que quisesse cuidar de uma... – um nó se formou em minha garganta, eu estava prestes a dizer “vadia” – uma grávida rejeitada e oportunista.
– Mas você não era isso, não é mãe?! – perguntou com medo da resposta.
– Claro que não filho – abracei-o – mas era isso que ele iria dizer, eu tenho certeza – disse com firmeza.
– Por que?
– Ele era uma pessoa complicada.
Um silêncio começava a se formar na sala, o que me deixava aliviada, afinal eu queria encerrar aquele assunto desagradável o mais rápido possível.
– Mãe – Henry me chamou baixinho – você ainda conversa com ele?
– Não filho. Eu nunca mais falei com ele.
– Mas você sabe onde ele está? – perguntou calmamente.
– Mais ou menos filho – respondi calmamente – eu tive notícias dele, mas já faz alguns meses.
– Onde mãe onde?!! – ele perguntava extremamente curioso.
– Ele estava em... – pensei um pouco – espera, por que você quer saber isso?
– Porque se ele estiver perto eu posso visitar ele – disse esperançoso – e dizer que sou filho dele – um sorriso surgiu em seu rosto.
– Você o que!?! – aumentei o meu tom de voz – Depois de tudo que eu te disse você ainda quer falar com ele?
– Você mentiu para mim e quer continuar mentindo não é?! – ele estava nervoso.
Infelizmente ele estava falando a verdade, e isso fazia com que a culpa começasse a me corroer por dentro. Ele merecia a verdade, mesmo que essa me causasse arrepios e despertasse medos.
– Você está certo – segurei as suas mãos — ele... – pensei mais um pouco “eu poderia pedir ao Graham para verificar se ele já tinha saído de Nova York” – posso te dizer na hora do jantar? – disse apontando para o relógio – já está atrasado.
Com um simples movimento, ele pegou a mochila e saiu, me deixando sentada no sofá e olhando para o vazio. Um desespero se formava em meu coração. Jefferson não estava mais na minha vida, mais continuava me assombrando como um fantasma em uma casa abandonada.
Tomei coragem e fui para a delegacia. Chegando lá percebi que meu conselheiro, Graham, havia saído, provavelmente para atender uma emergência ou algo do tipo. Entrei em meu escritório e olhei para a garrafa de vodka em cima da mesa. Alguns goles não fariam mal. “Emma pare com isso, desse jeito você vai virar uma alcoólatra”. Eu definitivamente precisava de alguém para conversar antes que eu fosse à loucura.
Esperei por Graham por trinta minutos, mas ele não chegou, provavelmente o caso deve ter sido um pouco mais grave. Pensei um pouco até que o nome óbvio surgiu em minha mente “Killian”. Imediatamente liguei para ele e pedi para que viesse a delegacia.
Depois de 15 minutos ele chegou, com um lindo sorriso no rosto que indicava segundas intenções, infelizmente não seria hoje.
– Hey – disse com um pequeno sorriso no rosto.
– Hey Swan — disse se aproximando.
– Eu queria conversar com você – coloquei minha mão em seu peito indicando que não queria algo “mais” – é sobre o Henry – puxei uma cadeira e pedi para que ele se sentasse.
– O que aconteceu com o garoto? – disse com um tom preocupado.
–Ele pensa que tem algo entre nós – disse preocupada.
–Bom, pelo que eu saiba o garoto não está totalmente errado – disse sorrindo.
– Eu sei – disse rindo um pouco – mas tecnicamente nós não tentamos nada – olhei diretamente para seus olhos – ainda.
– Isso é um convite? – disse com um sorriso malicioso e erguendo a sobrancelha.
– Não – disse um pouco indignada – bom, hoje não.
– Então, voltando ao assunto.
– Ah sim – acordei de meus pensamentos – ele está dizendo que você vai substituir o pai dele, ele disse que quer contar para o Jefferson que ele tem um filho– abaixei a cabeça.
– Hey, está tudo bem – ele colocou a sua mão sobre a minha — adolescentes sempre pensam que estão certos.
– Mas dessa vez eu acho que ele está – fechei os olhos calmamente.
– Como assim Swan? – disse confuso.
– Eu não contei para o Jefferson sobre o Henry – disse me sentindo culpada.
– Mas você teve um bom motivo certo? – disse tentando me compreender.
– Eu acho que sim – lágrimas começaram a surgir dos meus olhos – eu só quero proteger meu filho.
– Eu sei disso – suas mãos secaram as minhas lágrimas delicadamente.
– Mas o que eu faço?
– Conversa com ele.
–Mas eu já fiz isso e não funcionou.
– Você só quer o melhor para ele – sorriu – ele vai entender.
– Ok, vou tentar – sorri discretamente.
–Bom, eu realmente queria ficar mais, mas infelizmente eu tenho que trabalhar.
– Tudo bem – me levantei – muito obrigada.
Olhamos nos olhos uns dos outros e nos abraçamos, senti seus braços em torno da minha cintura, e coloquei os meus em torno de seu pescoço. Afundei minha cabeça em seu peito e consegui escutar as batidas de seu coração. Afastamos-nos aos poucos e pude ver um sorriso surgir em seu rosto.
– Obrigada – disse sorrindo e com lágrimas nos olhos.
– Eu só quero te fazer feliz – disse sorrindo.
Ele saiu sorrindo e foi em direção ao trabalho, enquanto que eu sentei na cadeira e sorri por um longo tempo. Assim que Graham chegou, o abracei por um tempo, afinal ele era o meu melhor amigo e tinha sumido sem me dar notícias.
– Quanto amor hein?! – disse rindo.
– Ué, você sai e não me dá notícias.
– É, foi mal.
– Por que você demorou? Você podia ter me pedido ajuda sabia?!
– Teve um assalto perto do centro, e tive que perseguir um dos suspeitos.
– Entendi, mas da próxima vez pode me pedir ajuda, ok?!
– Claro.
Conversamos mais um pouco, até que lembrei que tinha que saber se Jefferson ainda morava em Nova York.
– Graham, você pode me fazer um favor?
– Bom, eu posso tentar – disse.
– Você sabe se o Jefferson ainda mora em Nova York?
– Não, por que?
– É que eu não quero que o Henry encontre aquele desgraçado.
– Entendi – disse compreensivo – bom, eu posso checar com meus amigos de Nova York.
– Sério? – disse sorrindo.
– Claro, é para isso que servem os amigos.
– Muito obrigada – disse sorrindo.
Graham foi para o seu escritório e ficou lá por cerca de trinta minutos, enquanto que eu tentava me distrair com qualquer coisa para espantar o nervosismo. Quando voltou, tinha um sorriso em seu rosto, o que significava boas notícias.
–Então – disse apreensiva.
– Jefferson está fora – disse sorrindo – mudou-se para São Francisco.
– Sério? – disse sorrindo.
– Sim – disse sorrindo.
– Muito obrigada Graham, muito obrigada mesmo – abracei-o.
– É para isso que servem os amigos.
– Graham, eu sei que já te pedi muitos favores, mas você podia me deixar sair um pouquinho mais cedo hoje?
– Tudo bem, mas semana que vez é a minha vez ok?!
– Com certeza.
Estava indo em direção à porta, quando me virei para Graham.
– Sabia que você é o melhor amigo do mundo?
– Bem, eu faço o meu melhor – disse sorrindo.
Andei em direção à escola, e chegando lá encontrei Henry conversando com Neal. Do outro lado da rua, Killian vinha com um lindo sorriso no rosto. Pensei um pouco, “eu e Killian poderíamos conversar outro dia, minha prioridade agora era Henry”. Dito isso para mim mesma, chamei Henry, que se despediu de Neal e Killian, assim como eu. Andamos até a nossa casa em silêncio, percebi o quanto Henry estava com raiva de mim, e com razão, mas eu estava preparada para fazer as pazes.
Chegamos em casa e Henry foi em direção ao banheiro, enquanto que eu fazia o jantar. Depois de descer as escadas, ele arrumou a mesa enquanto eu tomava banho. Sentamos-nos à mesa e comemos a torta de carne em silêncio. Depois disso Henry foi em direção à pia para lavar seu prato, porém eu o chamei, afinal tínhamos urgentemente que conversar.
– Henry vem cá – disse apontando para o sofá – nós precisamos conversar.
– Ok – disse sentando-se.
– Bom, eu te prometi que iria procurar saber onde seu – minha voz travou um pouco – “pai” estava.
– E... – disse disfarçando a sua curiosidade.
– Bom, da última vez que tive notícias dele.
– Meu pai – disse me corrigindo.
– É – disse seca – ele estava em Nova York.
– Por isso você não queria que eu viajasse – disse pensativo – mas ele continua lá? – perguntou com um sorriso discreto no rosto.
– Até alguns meses sim, mas agora ele está em outra cidade.
– Que pena – disse abaixando a cabeça – mas a cidade é perto daqui? – disse levantando um pouco a cabeça.
– Infelizmente – ou felizmente para mim – não, ele está morando em São Francisco.
– Nossa, bem longe – disse desapontado.
– É.
Henry se levantou para ir em direção ao quarto, porém eu o chamei.
– Henry – olhei no fundo dos seus olhos – você me perdoa? – disse com lágrimas nos olhos.
– Mãe – ele disse com um sorriso tímido no rosto.
– Eu só queria o melhor para você.
– Eu sei mãe – ele me abraçou rapidamente – e sim, eu te perdoo.
– Nossa filho – disse apertando-o ainda mais – você não sabe como isso me deixa feliz.
– Acho que sei sim – disse rindo – eu também detesto ficar brigado com você – eu sentia falta daquele sorriso – mas agora eu posso dormir? – disse bocejando – estou morrendo de sono.
– Claro filho! – disse beijando a sua cabeça – Boa noite!
– Boa noite!
Henry subiu as escadas enquanto que eu deitei no sofá, fechei os olhos e relaxei. Acordei algumas horas depois com o barulho do meu celular, era uma mensagem do Killian, o que fez com que surgisse um sorriso em meu rosto.
“E o Henry?”
Pensei em mandar uma mensagem, mas preferi ligar para escutar a sua bela voz rouca. Ele rapidamente atendeu.
– Hey – disse animada, porém um pouco sonolenta.
– Hey, e o Henry? – perguntou apreensivo.
– Nos resolvemos – nesse momento um sorriso surgiu em meu rosto.
– Que bom – percebi que ele também sorria apenas pelo seu tom de voz.
– Obrigada, se você não tivesse me ajudado eu não sei o que faria.
– Disponha, é para isso que servem os amigos.
– Então é isso o que somos? Amigos? – disse um pouco indignada.
– Bom, por enquanto sim.
– Ah sim, por enquanto – disse com um sorriso travesso.
– Alguém anda praticando flertes hein?! – disse rindo.
– Bom, eu aprendi com o melhor.
– Por que você não me disse antes, eu podia te dar aulas particulares? – disse com um tom malicioso.
– Só você mesmo Killian Jones – disse gargalhando.
– Fazer o que.
– Bom, a conversa está muito bom, mas sabe, eu preciso trabalhar amanhã cedo.
– Mas já?
– Já é quase meia-noite sabia?
– Uns minutinhos a mais não matam ninguém Swan.
– Exceto o Graham que vai ter que me aturar com de mau humor – disse rindo.
– Coitado – disse rindo.
– Muito engraçado senhor Jones – disse brincando – boa noite!
– Boa noite!
Depois dessa conversa fui em direção a minha cama, onde dormi rapidamente.
P.O.V. Killian Jones
Pensei em ligar para Swan novamente, mas pensei melhor, ela teve um dia difícil e merecia descanso. Então me deitei na cama e dormi imaginando Emma em meus braços, junto com Henry e Neal, como uma família.
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