It's Possible to Love Again
25 " I'm Sorry"
Notas iniciais
P.O.V. Emma Swan
Se eu disse que a noite que eu tinha contado para o Neal que estava namorando o pai dele foi a pior de todas, eu retiro o que disse. Aquela noite tinha sido a pior de todas. Eu juro que podia sentir o remorso me corroendo. Perguntas como “Eu fiz o certo? Eu fiz o errado?” começaram a rondar minha mente.
Troquei de roupa e rapidamente fui para a delegacia, deixando Henry dormindo. Se tinha uma coisa que eu era especialista era fugir dos meus problemas, e nada melhor do que usar o trabalho como desculpa. No caminho até a delegacia comprei um cappuccino e um sanduíche no Granny’s.
A minha manhã tinha sido bastante calma, fiquei sentada praticamente o tempo todo. Quando estava perto do horário do almoço escutei o telefone da delegacia tocar. Assim que atendi uma voz marcante ecoou nos meus ouvidos.
– Isso não acabou.
Antes que pudesse questionar qualquer coisa, a linha ficou muda. Eu não acredito que estava sendo ameaçada no meu trabalho. Tentei encontrar a localização da chamada, porém a única coisa que consegui foi aumentar minha raiva. Eu não tinha muitas escolhas, então resolvi ligar para Philip, afinal eu tinha certeza que aquilo tinha relação com Greg e Sidney.
– Oi Emma, aconteceu alguma coisa? – disse com um tom preocupado.
– Sim, tenho certeza que o Sidney me ameaçou.
– Como assim?
– Vou te mandar a gravação.
Depois de alguns longos minutos Philip me ligou.
– Então? – disse apreensiva.
– Assim que conseguir mando uma equipe para aí. Nós precisamos pegar esse filho da mãe.
– Concordo, enquanto isso você tem alguma dica?
– Só tente manter as pessoas que você se importa perto de você, para ele não te chantagear.
– Tudo bem.
Deslizei meu corpo sobre a cadeira, fazendo com que ela inclinasse um pouco e soltasse um rangido. Eu tinha que conseguir um lugar seguro para Henry. Olhei para o relógio e vi que já estava na hora do almoço. Busquei Henry na escola e almoçamos em um restaurante italiano. Por sorte Henry me disse que Neal o tinha convidado para ir a casa dele, e por mais que as coisas entre mim e a família Jones estivessem complicadas, a segurança do meu filho era o mais importante.
Deixei Henry na casa de Killian e voltei para a delegacia. Depois de alguns minutos Philip me ligou e eu rapidamente atendi.
– Emma, você já fez o que eu te disse? – disse com preocupação.
– Sim, por quê?
– O filho da mãe do Sidney está aí.
– Mas como vocês deixaram isso acontecer? – disse inconformada.
– Ele pagou um policial na fronteira.
– Ok – disse respirando fundo – vou tomar mais cuidado.
– Ok, assim que eu conseguir a localização dele te aviso.
– Tudo bem.
Ótimo, agora tinha um traficante assassino querendo me matar. Eu tinha que tomar mais cuidado ainda. Fui acordada de meus pensamentos pelo meu celular tocando. O nome “Killian Jones” apareceu na tela e eu respirei fundo antes de atender.
– Oi Killian – disse séria.
– Oi Emma – disse com um tom mais animado que o meu – Achei que ia te achar aqui em casa sabe, por causa do Henry.
– É, o Neal convidou ele para ir aí.
– É – disse e pude escutá-lo respirando fundo – nós precisamos conversar.
– É, eu sei – disse abaixando a cabeça.
– Que tal eu ir na sua casa ou você vir na minha hoje a noite?
– Não quero que o Henry escute a conversa.
– Mas ele não vai à festa do Hansel?
– Que festa?
– É aniversário dele e ele convidou todos os meninos para dormirem na casa dele.
– Ah sim, ele deve ter esquecido. Então eu vou à sua casa hoje.
– Ok, estou te esperando – um sorriso involuntário surgiu no meu rosto.
Comprei um sanduíche e um copo de café no Granny’s e quando estava chegando à delegacia, notei que a porta estava aberta, eu tinha certeza que tinha fechado ela. Abri a porta lentamente e coloquei meu lanche na bancada. Peguei minha arma e andei cautelosamente até meu escritório.
– Parado! – gritei para a figura apoiada na minha mesa.
Assim que acendi a luz notei que a figura misteriosa era Regina. Ela usava um vestido justo de cor preta, combinando com seus saltos e os detalhes de seu blazer, que eram da mesma cor. Em meio aquela imensidão negra, seus lábios avermelhados se destacavam.
– O que você quer Regina?
– Saber sobre o caso, é claro – sarcasmo jorrava de sua boca.
– Eu sei muito bem o que você veio fazer, eu escutei o que você disse aquele dia.
– Que seria?
– Acabar com meu namoro com o Killian – disse olhando no fundo de seus olhos – mas saiba que você não precisa se preocupar, porque não existe mais eu e ele – disse abaixando a cabeça.
– Nossa, eu achei que seria mais...
– Shhhh – disse de forma baixa e autoritária.
– O que foi? – disse em um tom mais alto.
– Cala a boca – disse grossa.
Um barulho constante começou a ecoar pela sala. Parecia um despertador, ou melhor... Uma bomba! Assim que conclui meu raciocínio o barulho ficou mais constante e acelerado.
– Corre! – gritei.
Saí do meu escritório e corri para o hall de entrada da delegacia, seguida de Regina. Senti mãos nas minhas costas. Alguns estilhaços caíram sobre mim e caí no chão, perdendo a consciência depois do BOOM!
A luz branca incomodava meus olhos. Minhas costas doíam. Escutei algumas vozes ao fundo. Assim que consegui abrir os olhos consegui enxergar Dr. Whale, folheando sua prancheta.
– Olha quem acordou – disse sorrindo.
– Eu dormi tanto tempo assim? – disse com um sorriso sem graça enquanto coçava meus olhos.
– Só uma hora, você teve sorte.
– É?
– Com certeza, se você não tivesse corrido até a saída você estaria muito pior.
– Mas eu cheguei só até a metade do hall.
– Bom, isso explica o porquê do estado da Regina ter sido pior.
– Como assim? – disse confusa.
– Ele deve ter te empurrado.
– Como ela está?
– Ela vai ficar em observação até amanhã, mas é porque ela teve algumas queimaduras.
– E eu? Quando vou ser liberada?
– Agora – disse saindo da sala – a propósito eu liguei para o Henry, ele está em casa te esperando.
– E o Killian? – disse tentando disfarçar meu interesse.
– Liguei para ele também.
– Mas... – fui interrompida
– Eu sei que vocês brigaram, por isso pedi para ele não vir. Agora se me der licença, tenho outro paciente para atender.
Levantei da maca com dificuldade e vesti minha jaqueta, que estava um pouco suja de poeira. Antes de ir para casa passei no quarto de Regina. Ela estava acordada e sozinha então resolvi entrar.
– Regina?
– Oi – disse seca.
– Obrigada – disse com sinceridade.
– Pelo que?
– Por ter me empurrado, se você não tivesse feito isso eu estaria muito pior.
– Hum.
– Me desculpa – disse olhando em seus olhos – eu não queria que você e o Robin se separassem.
– E...
Fomos interrompidas por Robin e Roland, que entraram no quarto correndo. Rapidamente saí do quarto e fiquei observando a cena. Robin e Roland seguravam a mão de Regina e a abraçavam com desespero, apesar dela mesma ter falado dos machucados. Estava indo em direção à saída quando escutei Regina dizer “Me perdoa” para Robin. Confesso que um sorriso surgiu em meu rosto, afinal eles estavam se dando bem de novo.
Pedi um táxi, afinal meu carro tinha sido levado para casa. Pedi para que o taxista fosse o mais rápido possível, afinal não podia deixar Henry em casa, sozinho. Quando cheguei já estava anoitecendo. Rapidamente entrei em casa e fui surpreendida pelo abraço forte de Henry.
– Mãe, você não tem noção do tanto que eu estava com medo de te perder. Eu queria ter ido para o hospital – disse depressa.
– Eu também estava com medo – apertei-o em meus braços – mas agora está tudo bem.
Depois de alguns minutos consegui acalmar Henry, que soluçava devido ao choro.
– Filho, você vai à festa do Hansel?
– Como você sabe?
– Killian me contou – disse timidamente.
– Então vocês se acertaram? – disse com um sorriso esperançoso.
– Ainda não filho – disse beijando sua testa – ainda não.
– Ah – disse um pouco desapontado – mas eu vou ficar com você.
– Não precisa.
– Mas mãe...
– Eu sei que essa é a sua chance com a Gretel.
– Mãe! – disse com vergonha – tem certeza?
– Absoluta – disse sorrindo.
– Ok, então vou arrumar minhas coisas – disse correndo para o quarto.
Eu queria ficar abraçada com Henry pelo resto da noite, porém sabia que se ele ficasse em um lugar diferente, seria mais difícil de Sidney sequestrá-lo, afinal a essa altura do campeonato ele já devia saber o meu endereço e só estava esperando a chance perfeita.
Depois de alguns minutos Henry desceu a escada com a mochila nas costas. O pai de Hansel e Gretel o buscou, afinal eu deveria evitar dirigir. Sentei-me no sofá e fechei os olhos, permitindo que a minha mente descansasse por alguns minutos. A campainha tocou fazendo com que eu acordasse.
– Oi Killian – disse antes de ser atacada pelos seus braços.
– Está tudo bem? O que aconteceu? Você está bem? – disse enquanto abraçava o meu corpo.
– Agora está sim – disse sorrindo, esquecendo a dor nas minhas costas.
– Eu não sei o que faria se algo tivesse acontecido – disse olhando no fundo dos meus olhos, notei que eles brilhavam por conta das lágrimas.
– Killian – disse raspando meus dedos em sua barba.
– Eu nunca mais vou te perder – disse juntando nossas testas – nunca mais! – disse enquanto envolvia seus braços na minha cintura.
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