Notas iniciais
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Katherine Narrando:

–KATHERINE? QUE PORRA É ESSA? – gritou a voz do Salvatore mais velho, foi o suficiente pra que eu me tocasse do que estava fazendo e me separar de Klaus rapidamente.

–Damon, eu... –comecei olhando para o dos olhos azuis, eu o havia magoado novamente. Eu simplesmente odiava magoá-lo porque Damon sempre fez tudo por mim, ele ate morreu por mim.

–Nós passamos a noite juntos Katherine e no outro dia de manhã você já está se agarrando com o Klaus? – gritou ele ainda furioso, no segundo seguinte eu estava a sua frente segurando suas mãos entre as minhas, lágrimas se acumulavam em meus olhos.

–Damon, por favor...

–Por favor? – perguntou ele – Eu fiz tudo por você, menti por você, abri a tumba por você matei por você... O que você já fez por mim?

–Te protegeu de mim. – disse a voz irritada de Klaus atrás de mim. Damon o encarou incrédulo, depois a mim e de volta pra Klaus com uma expressão de choque no rosto.

–Como é? – perguntou, sua voz não passava de um sussurro

–Por que acha que ela deixou que o conselho a descobrisse em Mystic Falls? – perguntou Klaus, um longo e desconfortável silêncio se seguiu a suas palavras. –Além do mais, você não tem direito nenhum sobre ela. – gritou raivoso

–E nem você. –resmunguei, ele riu:

–É o que você pensa, love.

–Hey, não tínhamos um par de cópias pra procurar? – perguntou Elijah aparecendo na porta, ele sorria pra mim me fazendo automaticamente sorrir de volta pra ele e dispara correndo para seus braços protetores. Mais uma vez, a tal ‘lembrança’ me incomodou, mas não tive muito tempo pra pensar naquilo... – Katerina, tudo bem?

–Estou bem... –murmurei roçando o nariz contra a pele de seus pescoço, ele se arrepiou e suspirou alto. – Obriga por me salvar desses dois, Elijah.

–Não há de quê. – respondeu se separando de mim e beijando minha testa, o que me fez lembrar de quando ele me deixou aqui em Mystic Falls pra ir a New Orleans com Klaus, a gratidão por ele ter me salvado da cena de ciúmes de Damon e Klaus desapareceu na hora e tenho certeza de que fiz uma careta, logo em seguida sai correndo ate o carro onde Marcel nos esperava evitando sentar perto de qualquer um dos três.

O curto percurso ate a casa foi tedioso... E tenso. Estávamos todos em silêncio e nenhum de nós ousava quebra-lo. Assim que chegamos, saltei do carro e me dirigi a porta da casa, mas não cheguei ate a porta, pois fui detida por Damon (não que ele tivesse força pra me impedir de algo, mas fiz como ele queria).

–O que foi?

–É perigoso. –disse ele com um expressão indiferente, sorri pela sua preocupação mesmo que seu rosto não demonstrasse, sua voz e seus olhos da cor do oceano o faziam.

–Eu tenho quinhentos anos, Damon. E temos dois Originais conosco... –ele não pareceu muito convencido, mas me soltou e eu pude colocar a mão na maçaneta — Além disso, ele não vai me machucar. – murmurei baixinho essa pequena parte que eles acabaram ouvindo:

–O que quer diz...? – começou Marcel, mas foi interrompido pela porta sendo aberta pelo homem que eu mais odiava no mundo, ele trazia um sorriso no rosto.

–Katerina. –disse ele estendendo a mão para tocar meu rosto, não deixei que ele me tocasse dando um passo para trás e acabando encostada em Klaus, bufei e o Hibrido colocou seus braços ao redor de minha cintura mesmo diante de meu visível descontentamento.

–Vim buscar Stefan... E não me importo muito com a Elena, mas ela também vem comigo. –disse sem rodeios.

–Por que eu iria te convidar? – perguntou ele, ri.

–Se não me convidar, não haverá mais casa pra você se esconder e então, vou entrar de qualquer jeito já que quando só há ruínas o fato de precisar ser convidada não vale nada. – disse fria, ele suspirou:

–Podemos conversar sem você vir com quatro pedras na mão pra cima de mim? – perguntou ele. Cínico.

–NÃO! Eu só quero o Stefan e a Elena agora!! – gritei lutando para não deixaras lágrimas caírem.

–Me perdoa, eu...

–Eu não quero saber! – gritei o interrompendo, suas desculpas não iriam me convencer agora. Não mais. – Eu quero que deixe Stefan e Elena irem.

–Eu tentei voltar, eu não sabia... –disse ele caindo de joelhos a minha frente

–De que me adianta isso agora? Você me deixou sozinha quando mais precisava de você e foi lutar na sua amada guerra. –gritei chutando-o e o jogando para trás.

–Eu não sabia, eu só quero seu perdão! – pediu ele desesperadamente se ajoelhando e abraçando minhas pernas.

–Acha que o que fez tem perdão, Markos? Acha merece? Você me deixou gravida lá esperando por você naquela chuva. –gritei o arremessando contra o chão, arranquei seu coração sem arrependimentos.

Eu já chorava aquela altura porque não queria reviver aquilo, mas foi em vão eu só queria achar Stefan, ele me fazia sentir segura e foi por isso que disparei pela casa indo em direção ao porão onde os encontrei presos, mas ilesos. Não dei muito tempo pra Stefan digerir o que estava acontecendo, apenas me joguei em seus braços chorando e ele confuso disse:

–Katherine, o que foi? Como nos acharam?

–Stefan... Fica comigo. –pedi soluçando. Dane-se que Elena olhava com espanto para a cena, eu só queria que ele ficasse comigo ate a dor passasse.

–Estou aqui, Katherine. Vai ficar tudo bem, ok? — murmurou ele mexendo em meu cabelo

–Promete?

–Eu prometo. – disse ele erguendo meu rosto o suficiente para limpar algumas lágrimas e me dar um beijo casto. E apesar de ter dormido maravilhosamente bem na noite passada, eu dormi naquela manhã nos braços do homem que além de meu amor era também meu amigo e que me ajudaria no que eu precisasse.

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Acordei sentindo minha cabeça doer, pude perceber que estava novamente numa cama... Dessa vez com Stefan, eu tinha certeza.

–Katherine?- chamou ele quando percebeu que eu havia acordado, abri os olhos e o encarei. Eu devia estar horrível. –Tudo bem?

–Estou melhor... Obrigada. –ele sorriu:

–Vai me contar o que aconteceu?

–Markos... Ele é... O pai da Nadia. – disse e ele ficou boquiaberto.

–Sério?

–Ele me abandonou, Stefan. Me abandonou grávida e hoje queria meu perdão. – contei, novas lágrimas rolaram por meu rosto.

–Como ele pôde, Katherine? – perguntou ele raivoso enquanto limpava as lágrimas que teimavam em cair, me aconcheguei mais junto a ele.

–Ele me pediu pra espera-lo na chuva numa noite de agosto... Íamos fugir juntos. –pausa. – Só que ele não estava lá, depois Nadia nasceu e foi tirada de mim e eu fui exilada e deserdada.

–Sinto muito. – disse ele com tristeza, sorri de leve. Uma das melhores coisas em Stefan era sua sinceridade e eu amava isso nele.

–Obrigada. –ele limpou as lágrimas novamente

–Ele não merece nem uma única lágrima sua. –disse ele, sorri.

–Acabamos com os Viajantes então? – perguntei, ele negou.

–Sloham era a 'Beta' deles. –contou-me Stefan, suspirei.

–Eu a conheci. Eu venho de uma família de Viajantes. –confidenciei.

–O quê? – perguntou ele supreso.

–Fomos proibidos de praticar a magia pelo meu pai. –sorri de leve lembrando de meu pai e da minha família que Klaus havia matado.

–Os amava muito, não é? – perguntou ele, assenti. – Eu também amava meu pai.

–Desculpe por destruir sua vida, Stefan. – pedi baixinho, ele me olhou bem e disse:

–Eu te perdoei há muito tempo... Ate porque eu amo você.

–Eu também te amo. –sussurrei fechando os olhos novamente e me permitindo sonhar com Nadia e minha família.

Notas finais
Digam ai o que acharam do cap? Dedicado a minhas leitoras fantasminhas mais principalmente a Nat que sempre me ajuda com minhas duvidas crueis sobre o q fazer nas fics!! Mil Bjs