It's Only Love.

3 One More Night - OneShot (SwanQueen).


Notas iniciais
Hey, como estão? Mais uma one shot aqui pra vocês õ/ devo confessar que estava sentindo falta de algumas cenas hot, então coloquei-as aí, espero que gostem hahaha e vamos ver se reconhecem a cena do começo haha ^^

Boa leitura!

Nós pegamos pesado uma com a outra como se estivéssemos indo para a guerra.

Nós somos rudes, continuamos jogando coisas e batendo as portas.

Nós ficamos tão disfuncionais que paramos de contar o placar.

Nós estamos doentes, sim, eu sei que não podemos mais fazer isso.


– Sinceramente, eu não sei o que eu fiz para merecer isso, Senhorita Swan – Regina disse com algumas lágrimas começando a se mostrar em seus olhos, mas sem nunca perder seu tom superior. Ela, Emma e Graham estavam parados à porta da cripta de seu pai, Henry Mills. – Não sei o que fiz para merecer você perseguindo tudo e todos que eu amo.

– Ela não tem nada a ver com isso – Graham tentou acalmar a Prefeita, mas esta o interrompeu.

– Nada disso aconteceu antes de ela chegar aqui!

– Me desculpe – Emma disse. – Talvez você devesse pensar que o problema não é comigo, e sim com você.

– Com licença?! – Regina indagou.

– Henry veio me procurar – ela andou calmamente por trás de Graham até ficar em frente à Regina. Enquanto andava, continuou falando: — Graham me beijou. Ambos estavam miseráveis. Talvez, Madame Prefeita – seu tom de voz agora estava carregado de ironia e determinação – você deva se olhar bem no espelho e se perguntar o por quê de tudo isso. O porque de todos estarem correndo para longe de você.

Ah, aquilo fora a gota d’água. Os lábios de Regina curvaram-se em um sorriso irônico alguns segundos antes de seu punho atingir o rosto da Xerife em um soco forte que a fez cair no chão, mas antes que caísse, fora amparada pelos braços fortes de Graham.

– Regina! – ele disse, mas antes que ele pudesse impedir, Emma empurrou-o e andou até a Prefeita, dando-lhe um soco à altura daquele que recebera. As flores que Regina segurava foram jogadas no chão, enquanto a morena sentia os braços da Xerife envolver sua cintura e puxá-la, virando-a para si e então empurrando-a até um dos pilares que sustentava a Cripta. Os olhos da Xerife brilhavam de raiva, mas Regina pôde perceber um sentimento diferente naquela imensidão verde que a encarava, embora ela não soubesse definir que sentimento era esse. E quando Emma se preparava para socar a Prefeita mais uma vez, Graham a agarrou pela cintura e puxou-a para trás.

– Parem com isso! – ele ordenou. Emma estava ofegante, e Regina não estava nem um pouco diferente. A loira correu as mãos pelos cabelos, arrumando-os, enquanto a morena passava uma das mãos em seus próprios lábios, deixando uma mancha escura de sangue na luva preta. Regina andou até as flores e juntou-as do chão, sentindo a presença da loira logo atrás de si. Preparou-se para revidar caso a outra retomasse a briga, mas apenas encontrou os olhos furiosos da loira quando esta passava pela Prefeita.

– Não vale a pena – ela disse e saiu, deixando Regina e Graham a encarando enquanto andava.


Mas querida, aí vai você de novo me fazendo te amar.

Sim, eu parei de usar a minha cabeça, deixei tudo para lá.

Tenho você presa no meu corpo, no meu corpo como uma tatuagem.

E agora eu me sinto estúpido, me sinto estúpido, rastejando de volta para você.


Emma abriu os olhos lentamente quando sentiu o vento frio da manhã tocando suas pernas nuas. Virou-se na cama, enrolando-se no lençol, e sua visão alcançou Regina que estava terminando de fechar seu vestido.

– Você já vai? – Emma perguntou sonolenta.

– É claro, Senhorita Swan – Regina disse como se fosse óbvio. “E é”, Emma pensou. – Tenho que sair o mais rápido possível. E devo ser mais discreta do que sempre sou, já que meu plano de sair antes do amanhecer não deu certo por sua causa...

– Você gostou – um sorriso malicioso se formou nos lábios da loira enquanto ela se ajoelhava na cama.

– Quem foi que disse isso? – Regina indagou franzindo teatralmente as sobrancelhas, desafiadora.

– Bom, eu não te ouvi reclamar – Emma, que estava ajoelhada na beira da cama, puxou a Prefeita pela cintura para si, deixando seus rostos a apenas alguns centímetros um do outro. – Muito pelo contrário.

Ouvir Emma sussurrar em seu ouvido fez as pernas da morena tremerem, consequentemente fazendo-a se aconchegar mais naquele abraço. Os lábios da loira encontraram os seus num beijo doce, porém possessivo, deixando as duas mulheres sem fôlego.

– Senhorita Swan, eu... – Regina começou, mas foi interrompida pela loira.

– Porque não me chama de Emma, Regina? – perguntou, encarando a outra.

Ela ficou em silêncio. Ela sabia a resposta, Emma sabia a resposta, e sabia também que fazer Regina dizê-la em voz alta era difícil. Afinal já era difícil assumir isso para si mesma.

– Porque o que acontece nesse quarto não significa nada além de prazer, Senhorita Swan – Regina respondeu tentando soar o mais fria possível. – Não vejo necessidade de que se torne algo pessoal. É uma razão suficientemente boa para você?

Emma apenas sorriu sem emoção alguma e jogou-se na cama. Ela usava apenas sua calcinha e uma regata branca enquanto Regina já estava completamente vestida. A morena suspirou e virou os olhos, ajoelhando-se na cama e logo em seguida ficando de quatro por cima da loira. As mãos de Emma já buscavam pelas coxas definidas de Regina, mas esta se apressou em segurá-las pelos pulsos um pouco acima da cabeça da loira.

– Nada disso – Regina sussurrou, sorrindo, enquanto aproximava seus lábios do pescoço da loira, beijando-os lenta e delicadamente a princípio, fazendo então que os beijos se transformassem em fortes mordidas logo em seguida. Emma gemeu baixinho e fechou os olhos, deixando que todo aquele prazer a envolvesse. Num movimento rápido, ela libertou suas mãos e inverteu as posições, deixando a Prefeita por baixo e começando a beijá-la; primeiro os lábios, depois as bochechas, o pescoço, o colo... Mordeu cada um dos seios de Regina por cima do vestido e quando se preparava para livrar a morena de suas roupas, esta lhe impediu, empurrando-a para o lado e levantando-se da cama.

– Eu preciso ir – Regina disse tentando fazer com que sua respiração voltasse ao normal.

– Eu queria que, pelo menos uma vez, você não precisasse – a loira assumiu num sussurro.

Regina sentiu seu coração apertar. Aquilo não era pessoal. Não era e nunca deveria ser, pois Emma era a pessoa em questão, e a morena nunca estivera com outras mulheres antes, o que a fazia adicionar mais um ponto para a coluna “errado” da lista. Mas, por mais difícil que fosse para Regina assumir isso, a verdade era que ela desejava não precisar ir. Depois das noites de um prazer único que apenas Emma conseguia lhe proporcionar, ela queria apenas relaxar ali – ou, bem sinceramente, repetir o que faziam várias e várias vezes.

– Até mais, Senhorita Swan – a morena disse e saiu do quarto segundos antes de Emma desabar na cama com o rosto afundado no travesseiro.


Então faço uma promessa que espero cumprir até morrer

Que só ficarei com você mais uma noite

E eu sei que eu disse isso milhões de vezes

Mas só ficarei com você mais uma noite.


Estava decidido. Emma não aguentava mais aquela situação. Eram mais ou menos seis horas da tarde, então logo a prefeitura ficaria fazia. “Melhor assim”, Emma pensou. Passou pela secretária com um sorriso simpático no rosto e bateu na porta do escritório da Prefeita.

– Entre – Regina disse sem tirar os olhos dos inúmeros papéis que estavam sobre sua mesa.

– Com licença – a voz de Emma fez Regina levantar o olhar para encarar a Xerife que vestia seus jeans, botas de couro e a irritante jaqueta vermelha que a morena tanto odiava.

– Senhorita Swan – a Prefeita sorriu enquanto se levantava. – A que devo a honra de sua visita?

Emma estava decidida sobre o que queria conversar até aquele momento. Regina, que agora andava lentamente até a loira, estava usando um vestido razoavelmente curto vermelho com um casaco azul marinho, combinando com os sapatos de salto da mesma cor. Emma engoliu em seco. Não ia desistir agora. Não importava o fato de Regina estar caminhando daquele jeito sexy que só pertencia a ela... Ou o fato de Emma poder ver a alça do sutiã vermelho de rendar que a Prefeita usava...

– Precisamos conversar – Emma disse firmemente. – Bom, na verdade eu preciso falar, não sei se você vai querer dizer algo a respeito.

Regina sorriu, cruzou os braços e encorajou a outra a falar.

– Eu... Eu não quero mais – a Xerife começou. – Não quero mais te encontrar, Regina, não desse jeito.

– De que jeito? – a morena ronronou se aproximando mais e mais da loira.

– Desse... – Emma teve que respirar fundo para se controlar. Agora, pouco mais que um palmo era a distância entre seus rostos. O hálito fresco de maçã que minha da boca de Regina era enlouquecedor. A Xerife engoliu em seco.

– Eu não vejo nada de errado com isso – Regina sorriu maliciosamente enquanto fazia a jaqueta da loira escorregar de seus ombros e cair ao chão. – Qual é o problema, Senhorita Swan? Eu tenho feito algo errado?

Aquilo era covardia. Regina sussurrava no ouvido de Emma entre leves beijos em seu rosto e pescoço ao mesmo tempo em que suas mãos passeavam pelas costas da loira.

– Regina, é sério... – e era sério, mas também não era como se Emma fosse conseguir falar algo, certo? Puxou Regina pela cintura e alcançou seus lábios, beijando-a vorazmente.

Quando Regina tentou tirar as roupas de Emma, esta a impediu. A loira virou-a de costas para si, abrindo lentamente o zíper do vestido e acompanhando com o olhar todo o caminho da vestimenta até o chão. Tirou o sutiã vermelho que Regina usava e brincou com seus seios, arrancando gemidos longos e baixos da Prefeita, que tinha sua cabeça recostada ao ombro da loira e suas mãos perdidas nos cabelos dourados da mesma. Emma jogou ao chão todos os papéis que estavam em cima da mesa, arrancando um olhar de desaprovação da Prefeita, que logo foi tirado desta quando a Xerife a fez se curvar e encostar seu rosto na mesa. O contato entre seus seios e madeira fria fez Regina estremecer, e um arrepio percorreu todo seu corpo com sentiu os dedos habilidosos de Emma massageando seu clitóris. A loira alternava entre apertar os seios e a bunda da Prefeita enquanto seus dedos, que agora já estavam dentro dela, entravam e saíam em um ritmo forte, lento e gostoso. Assim que sentiu o corpo de Regina estremecer sobre a mesa, denunciando que ela havia atingido o orgasmo, Emma deslizou a calcinha da morena até seus pés e mordeu levemente a parte de trás de suas coxas. Ficou em pé e agarrou com uma mão os cabelos da Prefeita, fazendo-a se levantar e ficar de frente para si. Depois de um beijo ardente em seus lábios, a colocou em cima da mesa e se ajoelhou em sua frente, separando suas pernas e mordendo as laterais internas de suas coxas até alcançar seu sexo molhado e dolorido. Regina deixou que um gemido alto escapasse de sua garganta quando sentiu os lábios de Emma sugando-a tão bruscamente, exatamente como a Prefeita adorava. Depois de seu segundo orgasmos sentiu os braços da loira envolver sua cintura e deixou seu corpo amolecer. Emma deu um beijo na testa da morena e juntou sua jaqueta do chão, dirigindo-se à porta.

– Essa foi a última noite que passei com você, Regina.


Tentei lhe dizer "não", mas meu corpo continua te dizendo "sim"

Tento lhe dizer que pare, mas seu batom me deixa sem fôlego

Vou acordar de manhã provavelmente me odiando

Vou acordar me sentindo satisfeito, mas culpado pra caramba.

- Isso! – a voz abafada de Regina era como música para os ouvidos da loira. – Ah, Swan, por favor...

Ela adorava torturar a Prefeita daquele jeito. Tê-la implorando por seu toque era completamente enlouquecedor. Antes que a morena começasse a gritar e acordasse a cidade inteira, Emma colocou três dedos dentro dela, fazendo-a morder forte o lábio inferior e virar os olhos de prazer. A última noite. Depois de dez últimas noites aquela seria, definitivamente, a última. Seria, certo? Emma não queria pensar nisso; não naquele momento, pelo menos. As mãos da Prefeita agarravam a cabeceira da cama, que era onde estavam amarradas. Os nós de seus dedos já estavam brancos e gotas de suor brilhavam em seu rosto e pescoço. Ah, e nos braços também. No colo, nos seios, na barriga... A Xerife deixou seus lábios percorrerem todo esse caminho várias e várias vezes sem nunca perder o ritmo de seus dedos e do quadril da morena, que se movia em sincronia com Emma. Não demorou muito para que a Prefeita atingisse o orgasmo, e depois de se recuperar, pediu para que Emma a soltasse.

– Não vou te amarrar, Senhorita Swan, não se preocupe – Regina sorriu maliciosamente. – Afinal quem gosta disso sou eu. Sei como você é mandona.

Emma sorriu. Regina a conhecia como ninguém.

– Agora deite-se – e foi exatamente o que Emma fez. Regina se colocou sobre ela e começou a beijar seu pescoço lentamente, enquanto suas mãos percorriam todo o caminho de ida e volta das coxas até os seios da Xerife. A morena sentou-se sobre a loira, com seus sexos colados, e sem tirar os olhos dos da loira, começou a se mover lentamente sobre e contra ela. Emma levou suas mãos até a cintura de Regina e começou a desenhar, com suas unhas, linhas que iam da cintura da morena até seus joelhos, fazendo Regina se arrepiar e jogar a cabeça para trás em cada toque. Agora as mãos de Emma repousaram nos seios fartos da Prefeita, apertando-os forte, porém delicadamente. Regina fez o mesmo nos seios da loira, curvando-se um pouco para alcançar seus lábios em um beijo gentil. Naquele momento Emma soube que aquilo se tornara pessoal, e muito. Carecendo do toque da Prefeita, mesmo elas estando em total contato, a loira forçou seu quadril para cima, sendo preenchida por uma onda de prazer. Segurou forte na cintura de Regina com as mãos puxando-a para frente e para trás, Um pouco depois de ouvir um gemido alto saindo da boca da Prefeita, Emma gemeu também. Seus corpos estremeceram e Regina deixou seu corpo cair sobre o da loira, que rapidamente a envolveu em um abraço carinhoso. Seus lábios se encontraram por um curto período de tempo, e então Regina sorriu.

– A última noite? – perguntou fazendo um sorriso divertido se formar nos lábios da loira.

– Não mesmo – a Xerife respondeu apertando mais a Prefeita em seu abraço.

– Era isso que eu queria ouvir... – a morena disse e hesitou por um momento, e então sussurrou: — Emma.

Um largo sorriso tomou posse dos lábios de Emma. Havia, sim, se tornado pessoal.


\"\"


Notas finais
Kisses ♥