It's My Life

5 Um bom lugar para ficar


Notas iniciais
Desculpem a demora.

Sarah estava feliz e assustada ao mesmo tempo. Sua iniciação estava concluída. Assim que ela chegou à sala puxou Molly e eu para um abraço apertado.

– Eu consegui. – disse ela.

– Isso é incrível. – elogie.

– Agora posso fazer o feitiço que eu quiser.

– E vai me ajudar. – disse Molly.

– Ajudar em que? – pedi.

– Vamos pegar o chá e contarei tudo a vocês e você Bonnie contara tudo pra mim.

Chegamos à cozinha para pegar as coisas. Sarah levou a badeja com chá para a sala. Eu fiquei na cozinha colocando os biscoitos num pratinho de porcelana. Fui para a sala onde Molly e Sarah estavam conversando seriamente.

– Então Molly Levine, conte-nos seu segredo.

– Minha mãe vinha me contando umas coisas bem estranhas e meu avô confirmava cada uma delas, mas eu nunca acreditei.

– Que historias? – Sarah pediu.

– Sobre lobos e suas lendas. Que na verdade não são lendas.

– Como assim? – pedi.

– Minha família esta aqui na cidade há anos, assim como a sua família, só que tem um diferencial disso.

– Qual?

– Minha família é de uma antiga linhagem de lobos. Todos são assim. Meu avô era assim, meu pai também, eu sou assim e meus filhos serão assim também.

– Já se transformou alguma vez?

– Não, assim como qualquer criatura sobrenatural eu tenho que fazer uma espécie de iniciação, assim como a Sarah.

– E qual é a sua iniciação?

– Pra que seja ativada essa coisa de lobo eu tenho que matar uma pessoa.

– E você quer ativar isso?

– Não, mas eu sei que um dia vai acontecer nem que seja apenas um acidente. – disse ela. – Mas agora chega de falar de mim, sua vez Bonnie.

– A Sarah já sabe o que eu sou e o quanto é complicado isso. Eu sou uma vampira de 200 anos.

– É por isso que você fez tudo isso aqui na casa?

– Sim, era aqui que eu morava e me sentia feliz.

– E o que vamos fazer com a casa agora?

– Bonnie é você que sabe o que vamos fazer.

– Eu acho que devemos aproveitar o fim de semana arrumando aqui para podermos usar como um esconderijo secreto.

– Eu posso fazer um feitiço pra proteger a casa de espíritos malignos.

– Vamos arrumar isso pra podermos usar sempre que quisermos.

– E agora que eu voltei vou pedir para Rose passar essa propriedade para meu nome e esse lugar vai ficar protegido de todos os vampiros que não sejam convidados.

– Você pretende morar aqui?

– Assim que for possível eu pretendo instalar energia elétrica aqui e viver aqui.

Isso já tinha virado ideia fixa na minha cabeça e com a ajuda das duas eu podia arrumar tudo como era antes. Estava de volta a minha cidade e minha casa. Sentia a presença de Elizabeth pela casa o que me fazia sentir bem, parecia que ela estava ainda viva.

Conversamos mais sobre o que fazer com a casa e decidimos que iríamos começar pelo jardim, ligar novamente a fonte e depois pintaríamos a casa. Os movei seriam os mesmos e tudo ia ficar do jeito que sempre foi.

Tomamos o chá e depois elas foram para casa. Eu fique para começar a arrumar as coisas nos quartos. Liguei para Rose avisando que iria ficar fora essa noite. Fechei a porta da frente e subi para o segundo andar e sem perceber fui em direção à primeira porta do corredor.

Entrei em um quarto que estava com os moveis cobertos como os outros cômodos. Era o quarto de James. Comecei arrumar tudo por ali, desde trocar a roupa de cama até tirar o pó. Abri um armário para pegar alguns lençóis e encontrei roupas masculinas. Eram de James, ele havia deixado quando foi embora as presas.

Tirei todas as roupas dele do armário coloquei em um saco para roupa suja que havia encontrado, desci e fui até o carro onde coloquei o saco na mala do carro. Retornei ao quarto e continuei a arruma as coisas. O lugar estava infestado de poeira e teia de aranha, limpei cada gaveta, cada buraco que encontrei e até agora eu estava tentando entender o que me fez arrumar aquele quarto,

Quando acabei de tirar o pó dos moveis já estava amanhecendo e eu estava exausta. Apesar de ser uma vampira eu me sentia cansada também, dormia como qualquer pessoa normal. Sem falar que não havia bebido a bolsa de sangue que eu trouxe.

Desci até a cozinha para beber o sangue e arrumar as coisas de ontem. Como não tinha geladeira nem nada para conservar a comida, eu decidi que iria trazer apenas comida solida, como por exemplo, biscoitos, batata chips, maçãs, laranjas e coisas do tipo.

Tranquei a casa e sai. Quando cheguei Rose ainda não tinha acordado. Fui até a lavanderia da casa com o saco de roupa suja que havia trazido da antiga casa para lavar. No saco havia roupa de cama, toalhas que ainda estavam inteiras e as roupas de James.

Ouvi passos vindos em direção à lavanderia. Era Rose que havia acabado de acordar. Quando ela parou na porta olhei para ela e percebi que ela ainda estava de pijamas e ficava me olhando colocar aquela roupa velha dentro na maquina de lavar.

– O que você esta fazendo? – perguntou ela.

– Bom dia. – disse com educação – Eu estou lavando roupa que estavam sujas na minha casa.

– Sua casa?

– Sim, a minha casa velha que esta abandonada.

– E você decidiu que agora vai começar a cuidar dela?

– E por que não, faço 18 anos pela milésima vez em alguns dias, tenho direito de ficar com a minha casa.

– Que papo é esse?

– É sobre isso que vamos conversar. Só vou terminar de colocar a roupa aqui.

Terminei de colocar a roupa na maquina de lavar e fui até a cozinha junto com Rose, que preparava algo para comermos. Sentei-me e pensei em como dizer para ela que quero a casa para mim.

– Eu sei que isso pode parecer loucura, mas eu quero ficar com a casa.

– A casa que era sua há 200 anos?

– Isso. Quero arruma-la para poder morar lá.

– Você vai voltar a morar naquela casa?

– E por que não?

– Você só pode estar ficando maluca.

– Não estou.

– Sim, você esta. Trouxe um monte de roupa velha de um cara que mudou sua vida de uma forma que você não conseguiu ser feliz.

As palavras que me atingiram como se uma bola de concreto tivesse batido em mim. Eu realmente estava enlouquecendo. Por que eu trouxe aquelas coisas para cá? Rose tinha razão, mas eu ainda tinha certeza de que queria a casa.

– Eu posso até ser maluca, mas eu quero a casa.

– Tudo bem, eu vou dar um jeito nisso.

– Serio? Obrigada Rose.

Fui em direção a ela e a abracei com muita força. Eu estava realmente feliz com o que ouvia. Minha casa seria minha novamente e eu não precisei tanto esforço para ganha-la. Rose com certeza era a melhor pessoa do mundo e eu nunca iria abandoná-la. Foi ai que eu tive uma idéia.

– Quer vir morar comigo?

– O que?

– Isso que você ouviu, venha morar comigo na minha casa.

– Eu não posso, vou ficar aqui e deixarei a casa para você.

Fiquei completamente feliz, tudo estava dando certo, eu só não podia prever o que estaria para acontecer.

Notas finais
Ja estou trabalhando em um novo capitulo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.