Notas iniciais
Oieeeeee :3 Essa é a minha primeira fic original, mas mesmo assim acho que ficou boa :3 Boa leitura e até lá embaixo :33

– Senhor, mais 10 minutos e já chegaremos.

Mesmo ainda distante, já dava para ver a escola, se parecia com uma universidade, tinha vários prédios separados, os prédios eram pequenos e apenas havia um grande sem contar que havia uma grande área verde e diversas quadras para esportes, o maior dos prédios era de disciplinas normais, e os demais eram de assuntos separados, como literatura, artes, ciências, filosofia e etc. Resumindo, aquela era uma escola técnica de elite. Richard Phillipe iria começar a cursar ciência.

– Aqui já está bom. Tchau André. — Disse Richard enquanto se retirava da limusine.

– Mas senhor...- Antes que seu motorista respondesse, Richard já se afastou, preferiria fazer o caminho até suas aulas sozinho.Finalmente, finalmente vou poder ficar sozinho...já me cansei de esperar por esse dia.Aquela era uma escola onde havia dormitórios próprios, e o pagamento seria feito por pesquisas ou obras oferecidas a escola.

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– Ei, você sabia? Veio dois alunos transferidos novos, e ambos bateram o recorde de notas, o máximo até hoje era de 91 pontos, e um deles fez 97 e o outro fez 100!

– Caramba, devem ser dois nerds, o teste é dificílimo, eu fiz 68 e já fiquei muito feliz. Oh, a professora chegou.

– Bom dia, alunos. Hoje vieram dois alunos novos, cuidem bem deles, sim?! Podem entrar queridos. — A professora aparentava ter uns 45 anos, e tinha alguns cabelos brancos, era baixinha e um pouco gorda, mas bem bonita. Parecia ser simpática e graciosa. Na frente de Richard, veio um garoto um pouco mais baixo e que parecia animado.

– Oláá, meu nome é Paulo Allexandro. Fiz 97 pontos no teste e vim para que possa melhorar minhas habilidades. Espero me dar bem com todos vocês! — Paulo tinha 1,62 de altura, um pouco mais baixo do que o tamanho médio de um garoto de 15 anos,cabelos bem claros e curtos e que caíam alguns fios de sua franja nos olhos, olhos escuros que brilhavam intensamente e se destacavam na sua pele branca e as bochechas rosadas. Ele mantinha suas duas mãos nos bolsos da calça em uma posição relaxada e uma expressão amigável no rosto. — Heh, e só pra citar, meus cabelos são castanhos claro e não loiros, certo? — Disse o garoto enquanto oferecia uma piscada charmosa.

– Meu nome é Richard Phillipe. Vim pra cá para poder me afastar das pessoas na qual chamo de família. E espero não ter problema com nenhum de vocês. — Se o Paulo que se apresentava ao seu lado parecia simpático, ele parecia completamente o oposto. Tinha 1,75 de altura, mais alto do que o tamanho médio de um garoto de 15 anos, cabelos completamente pretos, com olhos azuis que se destacavam na sua pele levemente morena. Sua posição era séria, típica de um adulto que está em trabalho e possuía uma expressão indiferente em seu rosto.

– Ahñ...certo garotos — Disse a professora se surpreendendo pela diferença dos dois garotos. — Eu sou a Milena, professora de matemática. Sentem-se alí, por favor.

A sala de aula tinha 5 fileiras, e suas paredes eram feitas de vidro, fazendo com que desse para ver o corredor e o campo. O lugar que a professora apresentou eram os últimos da fileira mais próxima a janela do canto esquerdo. O menor se sentou na última e Richard na penúltima. Não sei por que, mas sinto que já o vi alguma vez...

– Ei, nós nos conhecemos de algum lugar?

– Talvez de nossos sonhos? — Paulo disse em meio a risadas enquanto apoiava a cabeça em uma das mãos.

– Ãh? Esqueça. Deve ser só impressão. Não me esqueceria de um sujeito tão estranho como ele.

– Para começar o segundo semestre, o que acham de fazermos um trabalho em dupla? Como tem dois alunos novos, deixarei que eles escolham primeiro.

O garoto de cabelos claros levantou primeiramente a sua mão e já se antecipou.

– Eu quero fazer com o Ri. — Disse em meio a um sorriso.

Richard surpreso virou-se para observar incrédulo a pessoa que se encontrava atrás de si.

– Ri? Ah, você quer dizer o Phillipe? Já viraram amigos tão rapidamente assim?! Fico feliz.

– Nós não somos amigos! E não me chame de Ri.

– Ahh, que cruel, Ri! — Disse o menor fazendo uma cara de choro falsa.

– Por favor, professora. Deixe-me fazer sozinho.

– Não, não. Com certeza, esse dará um trabalho interessante. E seria injusto deixar que somente você fizesse sozinho.

O maior suspirou olhando para trás com certa raiva, vendo alguém que sorria vitoriosamente. Droga, justo quando eu quero ficar sozinho, alguém como ele aparece.

– Tsk, não sei o porquê de você querer fazer esse trabalho comigo, Allexandro. — Disse baixinho para que somente o outro ouvisse.

– Pode me chamar de Paulo, Ri. — Paulo também começou a falar baixinho.

– Hunf, não sei por que te chamaria assim, não somos amigos. O que também significa que você não deve me chamar por esse apelido tosco.

– Já te ensinaram o que significa ser simpático?

– Não tenho porque ser simpático com pessoas irritantes.

– Sério? Ah, isso é ótimo, eu adoro irritar as pessoas. — Disse o de cabelos claro que fez uma cara sacana e rapidamente passou a parte de trás de seu lápis pelas costas do que estava em sua frente, causando-lhe um arrepio.

– SEU...- Antes que Richard se lembrasse que estava numa sala de aula e a professora estava formando as duplas, ele já havia se virado totalmente e gritado, enquanto o outro ía para trás com sua cadeira.

O maior olhou para frente novamente e percebeu que tanto a professora e a classe o encaravam, alguns dando risadas e outros só olhando assustados, então pediu desculpas enquanto corava feito um tomate e o de trás segurava algumas risadas.

A cada aula, havia um intervalo de 15 minutos, e nesses intervalos, vários vieram conversar com os alunos novos. Paulo era simpático e conversava com todos, porém não contava nada de como era sua vida antigamente e quando perguntavam mudava de assunto rapidamente, sem falar que ele comia a cada intervalo e sua mochila era cheia de doces, era incrível como ele conseguia ser magro, mesmo comendo tanto. Já Richard, lançava um olhar arrogante para as pessoas que vinham conversar, fazendo com que se afastassem rapidamente. No final das aulas, o moreno arrumou suas coisas o mais rápido possível, aquele dia não teria aulas técnicas, mas queria chegar logo em seu dormitório e estudar.

– Ei, Ri! Me espere. — O maior suspirou e parou de andar, mas não virou o rosto.

– O que você quer? Se é sobre o trabalho não se preocupe, posso faze-lo sozinho.

– Ehhh? Nem pensar. Farei-o também, não aceito nota sem merecer.

– Tudo bem, podemos faze-lo por e-mail. Adeus. Hunf, como se eu quisesse ter amigos...são muitos riscos. Espero que pelo menos agora ele se afaste.

Quando o menor iria rebater, Richard já tinha se afastado muito. Ahh, sinceramente, que cara teimoso. Nem me deu seu e-mail, bom, mas não importa, mesmo que tente se afastar, não irá conseguir.

Richard já havia chegado em seu dormitório, e colocou sua mala em uma das escrivaninhas, vendo que todas as suas coisas já estavam arrumadas. Até que é um quarto bem grande, tem duas camas, duas mesas e dois armários, deve ser para dividir com alguém. Me pergunto qual será meu companheiro de quarto.

– Olá de novo, Ri. — Uma voz já conhecida apareceu na porta do quarto. O maior nem precisou se virar para saber quem era, apenas colocou suas duas mãos em seu rosto, lamentando-se. — Nem consegue olhar pra mim de tão feliz que está? — Disse o menor em meio a risadas. — Creio que agora não precisaremos fazer por e-mail, né? Aliás, estamos na mesma sala tanto nas aulas normais quanto nas técnicas, passaremos um bom tempo junto.

Richard virou-se bruscamente e começou a andar rápido, passando pelo Paulo e indo para algum lugar que nem mesmo ele sabia bem qual era, só sabia que se continuasse lá, ficaria realmente irritado. O garoto de cabelos claros começou a segui-lo, queria saber o porquê de tanta resistência da parte do maior em conversar com ele. Quando já estavam no campo, Paulo continuava seguindo-o, fazendo com que certo moreno quase explodisse.

– Por que?? — Richard gritou. — Por que você continua me seguindo? Droga, será que não entende?! Eu não quero...eu não posso ter amigos!!

Após ouvir isso, a cara do menor ficou séria e ele segurou o ombro do maior.

– Por que não?

– Quando eu me aproximo das pessoas, acabo magoando-nas. Por isso, por favor, deixe-me sozinho. — Disse o moreno abaixando a voz e o olhar.

– Ei sabe...são apenas 3 pontos que nos separam...a barreira não é tão grande assim. E não ficarei magoado tão facilmente. — Paulo saiu do rosto sério e foi para um sorriso sincero e reconfortante, enquanto segurava o rosto do maior, fazendo com que os dois tivessem contato visual. — Aliás, ambos fazemos experiências, e todos sabem que antes de um experiência ser completa, existem tentativas, acertos e erros. Então...por que não tentamos? — Paulo soltou as mão do rosto do moreno e estendeu uma delas, fazendo com que os seus próprios olhos brilhassem e os azuis do outro se arregalassem. Depois de alguns segundos o maior cedeu, estendendo sua mão e apertando a da pessoa que estava em sua frente . Acho que não tem problema...tentar ter algum amigo novamente.

– Você irá se arrepender por isso. — Richard desviou os olhos corando um pouco.

– Heh, talvez. Mas não costumo errar em minhas experiências. — Paulo olhou firmemente nos olhos de seu mais novo amigo e apertou mais sua mão.

Continua.

Notas finais
Oieeeeee de novooo :33 espero que vocês tenham gostado e que acompanhem a fic, eu quero lançar um capítulo por semana. Por favor, comentem o que acharam, podem ser elogios, críticas, chutões e sugestões. A opinião de vocês é muito importante para mim :33 Até os comentários ou o próximo capítulo. Beijocas (^w^)/