It's All About Destiny
1 Capítulo 1
O movimento até que não estava grande no Starbucks hoje, pensei comigo mesma. Após dar uma olhada nas mesas, vi que muitas não estavam ocupadas, o que significava menos trabalho. Mas não por isso eu não ficava parada, sempre havendo uma mesa para limpar ou um cliente para atender. Dei uma rápida olhada no relógio e vi que já estava chegando a minha hora de ir. Só mais alguns minutos e logo estaria em casa, pronta pra voltar aos meus estudos e ao meu gato fofo Ian.
Depois de servir mais algumas mesas, sempre sorrindo, fui até os fundos do café e bati meu ponto. Era hora de voltar pra casa. Tirei meu uniforme, guardando-o em seguida e trocando pela roupa com que tinha vindo. Me despedi rapidamente dos meus colegas de trabalho, tendo a chance de ver ainda Lua atendendo mais um cliente, que parecia seu conhecido. Acenei brevemente e sai porta afora. Estava um pouco frio lá fora, em comparação com o café que estava sempre quentinho e agradável. Apertei um pouco mais o cachecol no meu pescoço e comecei a caminhar de volta ao apartamento. Lembrei que teria que passar no supermercado antes e comprar algumas coisinhas, além da ração de Ian. Era incrível como ele comia tanto mas não engordava. Talvez fossem os exercícios que ele fazia enquanto estava fora.
Entrei no supermercado e comecei a fazer algumas compras, pelo menos do que lembrava que estava faltando. Não podia demorar muito, porque além de ter que dar a comida de Ian, também tinha que estudar o assunto da aula de hoje. Passei pelo caixa e depois de pagar tudo, saí rumo ao apartamento. Como no caminho ficava a praça Trafalgar Square, não pude evitar passar por lá e apreciá-la um pouco. Ela estava um tanto movimentada, mas nada que atrapalhasse a circulação das pessoas no lugar. Olhando para alguns casais que passeavam por ali, senti um pequeno aperto no coração. Apesar da minha idade, ainda não tinha namorado nenhum rapaz. Meus pais ficavam um pouco preocupados, mas eu garantia que estava bem, mesmo sentindo o contrário. Apesar de me sentir daquela forma, acreditava que encontraria alguém algum dia e que certamente seria feliz ao lado dessa pessoa. Ainda admirava as pessoas passeando pela praça quando tive minha visão ofuscada e minhas compras derrubadas por um rapaz de cabelos escuros. Ele se desculpou e começou a me ajudar a juntar as compras. – Não foi nada... Obrigada. – disse terminando de arrumar as sacolas. Mesmo com a fraca luz, reparei que ele tinha uma câmera no pescoço. – Hum... Gostei da câmera... – disse por dizer, voltando a admirar a praça novamente.
Ele agradeceu o elogio e logo depois se apresentou. Não querendo ser mal educada, também me apresentei. – Catherine. Catherine Jenkins, prazer... – respondi com um rápido sorriso. Não era normal falar com estranhos daquela forma, mas ele tinha sido gentil em me ajudar, então acho que não custava nada me apresentar. Dando uma rápida olhada no relógio, vi que se não corresse ficaria muito tarde pra revisar os estudos além de alimentar Ian. – Me desculpe, mas tenho que ir. Obrigada de novo, mas está ficando tarde e tenho que voltar logo pra casa...
Ele compreendeu e me desejou boa noite, se despedindo. – Boa noite. Acenei brevemente e voltei a caminhar pra casa. O rapaz até que tinha um nome bonito, além de um rosto também. Mas agora não era hora de pensar nisso, tinha que chegar em casa e revisar o assunto de hoje. Assim que cheguei, fui recebida pelos miados de atenção e fome de Ian. – Calma, calma. Já vou colocar sua comida, deixa só eu terminar aqui e tomar um banho... – disse enquanto terminava de arrumar as compras. Depois fui até meu quarto, onde peguei minha roupa de dormir e voltei para a sala com meus livros. Antes de começar a estudar, fui para a cozinha colocar a comida de Ian e preparar algo para comer, afinal saco vazio não para em pé. Não gostava de comidas muito pesadas, preferindo coisas mais leves e saudáveis. Quando terminei de comer e depois de ter deixado a tigela de Ian cheia, voltei à sala e sentando no sofá, passei a revisar a matéria.Quando finalmente terminei, tratei de guardar tudo na minha mochila e voltar para meu quarto e me preparar para dormir. Desliguei todas as luzes e tirei meu robe, me deitando em seguida. Assim que deitei, Ian veio para perto se aninhando ao meu lado. – Você sabe que tem a sua cama, não é, seu manhoso? – disse puxando-o para mais perto. Me aconcheguei mais na cama e adormeci profundamente.
Uniforme Starbucks – Roupa de dormir
Levantei-me logo que ouvi o despertador na minha cômoda. Ele já tocava há algum tempo, mas sabe quando você não está com vontade nenhuma para trabalhar? Bem, é isso. Olhei para o despertador e vi... atrasado. Levantei-me da cama rapidamente, e fui para o banheiro. Depois de tomar um banho e vestir o meu terno de sempre, peguei as minhas coisas e saí de casa, andando com passos rápidos: – Droga, ótimo dia para estar atrasado! – disse comigo mesmo. Quero dizer, o meu carro estava na revisão, eu ainda tinha que comer alguma coisa e hoje era um daqueles dias apertados no trabalho. Continuei andando rápido até que entrei numa cafeteria, a Starbucks, e parei em frente ao balcão: – Um café expresso, por favor. – disse enquanto já revirava os meus bolsos em busca da minha carteira, para pagar logo o que tinha que pagar e ir para o trabalho. O café estava cheio, mas eu não percebia nas pessoas... Como eu disse, quando se está atrasado, você só pensa em uma coisa: chegar o mais rápido possível. Deram-me o café e eu paguei, voltando a sair com passos rápidos, em direção ao trabalho. Eu tomava e café enquanto andava e por estar meio desatento acabei esbarrando em uma garota, que andava pela rua. Afastei-me antes que o café pegasse nela, mas acabou sujando o meu paletó: – Mas francamente... – disse comigo mesmo: – Desculpe por esbarrar em você, eu estou um tanto apressado... – me desculpei com a garota. Na verdade ela quem deveria se desculpar por estar no meio do caminho, mas eu não iria culpá-la hoje. Estava muito ocupado para isso. Olhei para o meu paletó e olhei para a garota: — Bom, se você puder me ajudar com isso, eu agradeceria... tenho uma reunião muito importante, já estou atrasado e aparecer com o paletó manchado não iria ser bom... – comentei enquanto fitava-a. Assenti para a garota e comecei a andar: – Tudo bem. – falei enquanto começava a andar: – Me chamo Christian. Christian Kent, para ser mais preciso. – disse fitando a garota. Terminei de beber o café em um gole e joguei-o fora numa lixeira, enquanto caminhava: – Sabe como é, quando você tem que acordar cedo dá um trabalho para ficar acordado... só o café para ajudar... – comentei, rindo um pouco. É, hoje eu estava de bom humor, até. Dei folga para a Saphira, fui sociável, me permiti atrasar na reunião, o dia está ensolarado...
Fomos para o fundo da floricultura e a garota me pediu para tirar o paletó. Uma ideia um tanto maliciosa me veio à cabeça, mas eu apenas sorri um pouco e tirei o paletó: – Pronto. – disse tirando o paletó e voltando a fitar a garota. Olhei no meu relógio de pulso rapidamente e então suspirando um pouco...eu estava atrasado mesmo agora... Peguei o paletó e o vesti, sorrindo um pouco para a garota: – Muito obrigado. – disse e dei um beijo rápido na bochecha dela: – Nos vemos por aí, Laura. – disse e saí correndo. Finalmente cheguei ao trabalho e depois de subir o elevador, passei por Saphira, que estava na mesa dela, que ficava em frente a minha sala: – Desculpe o atraso, ocorreu um pequeno imprevisto. A reunião já começou? – perguntei fitando-a. Acabei rindo um pouco: – E eu aqui correndo para chegar no horário, só pode ser brincadeira... – comentei comigo mesmo e peguei os papéis que ela me deu para assinar: – Eu vou assinando essas coisas, você poderia me avisar quando as pessoas chegarem para reunião? – perguntei enquanto lia os documentos.
Assenti para Saphira e então entrei na minha sala. Sentei-me na minha cadeira e peguei uma caneta e comecei a assinar todos aqueles documentos... francamente, quanto papel. Espero que acabe isso antes da reunião... Fiquei assinando uns documentos, até que ouvi alguém bater na porta — provavelmente Saphira — e então falei: – Pode entrar. – mas mesmo assim continuei assinando os documentos. Ela me informou sobre um cliente que havia chegado e que tínhamos marcado uma reunião. – Ah, claro. – disse, ajeitando os papéis e deixando-os em cima da mesa. Deixei a caneta em qualquer lugar em cima desta também e então ajeitei o meu paletó, saindo da sala. Passei por Saphira e me dirigi para a sala de reuniões, encontrando o cliente lá. Apertei a mão do cara, me apresentei, fui formal e começamos a conversar (e também os outros sócios da minha empresa estavam lá) no que levou mais ou menos duas horas de discussões. Finalmente a reunião terminou e eu saí da sala, passando a mão na minha testa. Voltei à minha sala e parei na mesa de Saphira: – Saphira, desmarque as reuniões de hoje à tarde. Vou sair um pouco... toda essa discussão sobre ações me deixa com dor de cabeça, principalmente pensando que aquele homem insolente estava oferecendo bem menos para comprar as ações, não fechamos o contrato... – comentei e logo voltei ao assunto principal: – Enfim, desmarque e quando tiver feito tudo, pode tirar o resto do dia de folga. – disse e então já ia entrar na minha sala, até que parei um pouco e me virei novamente para ela: – Saphira você conhece uma garota... da floricultura, que... – eu ia continuar falando até que tive uma ideia melhor: – Ah, esqueça. Te vejo amanhã. – disse e entrei na minha sala. Peguei as minhas coisas, tirei o meu paletó (já que o dia aparentava estar quente e sair pelas ruas usando aquele "casaco" era insano) e saí da minha sala, em direção à saída do prédio. Saí do prédio e comecei a andar pelas ruas... droga, como um carro me faz falta... mas enfim, ele volta amanhã da revisão. Continuei andando e fui até a floricultura, mas Laura não estava lá. Mesmo assim comprei algumas rosas brancas e então voltei a andarem direção ao cemitério. Chegando lá, deixei algumas das rosas na lápide do meu pai e as outras na lápide da minha mãe e fiquei um tempo observando e pensando em algumas coisas. Saí do cemitério depois de pensar em várias coisas naquele lugar e comecei a andar um tanto sem rumo. Eu não estava mais apressado e agora apreciava a rua, enquanto caminhava com uma das mãos nos bolsos, já que a outra segurava o meu paletó. Talvez mais tarde eu passasse de novo na floricultura e encontrasse Laura novamente... quero dizer, ela me ajudou, eu tinha que recompensá-la de alguma forma. Eu havia voltado para a casa e dormido uma boa noite de sono.
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