Notas iniciais
Obrigada pelos comentários.
Fiquei surpresa. 8 comentários.
Que orgulho!
♥
Ah, pra quem leu os livros, esse capitulo está quase igual o começo. Mas era necessário para o entendimento do cap 4. Sim, o 4.

Capitulo 2-


– Eu sei que tem alguém ai fora! Eu vi vocês chegando no jardim pela janela! Podem sair! – Gritou Alison, da porta da varanda.

E então, todas sairam de trás de onde estavam se escondendo. Eram quatro meninas, entre elas Spencer Hastings, irmã de Melissa. As outras 3 eram Aria Montgomery, Emily Fields e Hanna Marin. Todas estudantes do colégio Rosewood Day.
Alison encarava todas elas com curiosidade e ar de alto-suficiência, como se estivesse já cansada de olhar para elas. Principalmente para os braços rechonchudos de Hanna e seu cabelo sem brilho.

– Se vocês estavam procurando pela bandeira, podem ir embora. Alguém roubou antes de vocês.
– Sério? – Perguntou Hanna, decepcionada, mas animada por Alison estar falando com ela.
– Sério. – Disse dando um meio sorriso. – O pior é que eu já tinha decorado ela inteira, o logo da Channel tinha ficado incrível nela. – comentou, mas logo se deteve em continuar falando, como se fosse errado dar detalhes ou conversar com elas.
Jessica Dilaurentis gritou algo de dentro da casa e Alison respondeu “Ta bom, mãe!” E voltou a olhar para as meninas, como se não as reconhecesse ou achando que elas já deveriam estar na metade do caminho para casa.

– Bom, acho que eu vou embora então... – Comentou Aria, esperando que Alison as convidasse para entrar e tomar um chá. Mas Alison apenas acenou com a cabeça, como se concordasse com o comentário.


Todas começaram a andar em direção à casa, chateadas de não terem conseguido roubar a cápsula do tempo. Estavam tão esperançosas que iam conseguir. Claro que separadamente. Nenhuma delas se conhecia oficialmente. Apenas estudavam juntas em algumas aulas, nada mais do que isso. Eram completamente estranhas, com dois desejos em comum. A bandeira da cápsula do tempo e que a Dona desse pedaço da bandeira, falasse com elas.
Quando Aria estava passando pela parte de trás da casa, ela encontra Jason, segurando a bandeira, olhando o carro dos pais se afastar.

– Era isso que você queria? Isso que você veio buscar?
– Acho que sim... – Respondeu confusa.
– Pega! Isso já deu mais confusão do que deveria. – Entregou o tecido pintado para ela e voltou a andar, para onde estava indo. Sem dar a chance de deixar Aria questionar ou perguntar algo sobre ou como ele conseguiu pegar da irmã a bandeira.
Ela guardou dentro do bolso e continuou andando até chegar em casa e escondeu a bandeira dentro de uma caixa, bem no fundo... Ela jamais teria coragem de dizer para Alison que roubou sua bandeira, que com tanto empenho ela coloriu e desenhou.
Cápsula do tempo era um jogo feito pelo colégio. Os veteranos dos 3º e 4º anos espalhavam pedaços da bandeira da escola por toda a escola. Quem achava um pedaço, podia desenhar e pintar o que quisesse e assim, ficaria conhecido pela escola. Mas tinha uma regra que favorecia quem não encontrasse um pedaço: Você poderia roubar de quem achou.
Depois de todos os pedaços encontrados, eles costuravam de novo e penduravam no mastro da Rosewood Day.

Aria tinha pele clara e cabelos longos e pretos, com mechas rosas. Seus pais, Byron e Ella tinham feito licenciatura. Byron dava aulas, mas Ella preferia a arte, então começou a trabalhar numa galeria. Aria tinha um irmão mais novo também, mas ainda era uma criança... quase sem história. Por enquanto.

Quando foi anunciado o começo da caça à cápsula do tempo, Alison ficou se gabando para o colégio inteiro que seria fácil para ela encontrar, pois seu irmão era do 3º ano e ia contar para ela onde estava um dos pedaços da bandeira.

Alison, após esperar que todas estivessem fora do jardim dela, subiu até seu quarto e começou a reler seu diário, exatamente como fez no dia anterior. Ela precisava estudar um jeito daquilo dar certo, ninguém podia descobrir nada. Tinha que ser tudo perfeito. Afinal, aquela era sua nova vida e ela que tinha que ter o comando da situação.

Hanna chegou em casa feliz e arrasada ao mesmo tempo. Ashley, sua mãe a observava guardar a bicicleta na parte de trás da casa.
– Parece que você está feliz hoje, o que aconteceu?
– Alison DiLaurentis falou comigo, mãe. – Disse sorrindo tanto que parecia que se esticasse mais um pouco o rosto, iria rasgá-lo.
Ashley ficou tentando lembrar onde já havia ouvido aquele nome antes, até Hanna se lembrar que não tinha conseguido pegar o pedaço da bandeira e mudar sua expressão, indo para o quarto, parando entre o armário e a geladeira para buscar um pacote de salgadinho, onde iria afogar sua pequena mágoa.

O Pai de Hanna havia saído de casa, fazia poucos dias. Tom Marin conheceu Isabel e se apaixonaram. Isabel tinha uma filha, chamava-se Kate. Era aparentemente tudo o que Hanna queria ser. Magra e com o cabelo perfeitamente em ordem. Seu pai lhe mostrou uma foto de Isabel e Kate e instantaneamente Hanna a odiou. E Ashley ainda era apaixonada por Tom.

Spencer entrou pela porta da cozinha e foi correndo para o quarto, lá sua janela dava de frente para a janela de Alison. Não que ela ficasse espionando ou coisa assim.
Começou a escrever seu discurso, pois em um mês teria uma competição, para quem seria o representante de turma da escola e ela estava competindo com Andrew Campbell. Os dois sempre revezavam o 1º e o 2º lugar nas aulas. Sempre foi assim, desde o primeiro ano.

Emily era uma garota politicamente correta, pelo menos para os pais dela. Era o tipo de família clássica de Rosewood. Pais militares e filha esforçada por um futuro melhor.
Ela fazia natação, desde sempre. Sempre tinha competições em Rosewood Day, era uma das escolas mais caras de Rosewood, embora não houvesse muitas escolas por lá, era uma cidade pequena e monótona, até alguém começar a revirar os tapetes.

Estava escurecendo, Alison acendeu a luz de seu quarto e continuou lendo seu diário. Jason entrou no quarto, fazendo Alison fechar imediatamente objeto.
– Não sabe bater na porta? – Perguntou irritada
– Você acha que tinha necessidade de levarem ela de novo? Acho que ela já está melhor. – Disse olhando-a, encostado na cômoda, em frente à cama.
– Claro que não, ela roubou meu anel e até tomou café da manhã mais cedo, pra ver se alguém notava alguma diferença. Aposto que se ela tivesse a chance, ela teria me mandado no lugar.
– Mas nossos pais iam perceber a diferença.
– Você tem certeza disso? – Perguntou levantando as sobrancelhas.
– É, acho que você tem razão. – Fez uma pausa e mudou de assunto – Eu vou sair. Quando eles voltarem, diz que eu não quero ser perturbado.
– Como se eu fosse sua empregada. Deixe um bilhete na porta. Não sou sua escrava. — Fez sinal pra ele sair, com as sobrancelhas arqueadas.
– Essa é a diferença entre você e a Courtney. Ela fazia o que eu pedia. – Saiu e fechou a porta.

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Começo do Capitulo 3-

Dia 6 de junho de 1994.

Era uma segunda feira comum na cidade. Mas algo novo iria acontecer na família Day-DiLaurentis.
Enquanto o Ator Barry Sullivan morria, Jessica Day-Dilaurentis dava a luz a duas meninas, Alison e Courtney. Gêmeas idênticas. Lindas e encantadoras.
Kenneth nunca tinha se identificado muito com Jason e não sabia o motivo. Quando as gêmeas nasceram, ele entendeu o motivo. Todo o carinho que eu tinha deixado de dar para o filho mais velho, ele havia guardado para dar para elas. Foi paixão a primeira vista. Os 4, Jessica, Kenneth, Alison e Courtney... Seriam felizes para sempre. Jason que se virasse. Até algo acontecer com a família feliz.

As gêmeas eram como almas gêmeas. Não havia outra palavra para descrever.


Notas finais
Até terça-feira dia 23!
Se gostaram ou não, por favor comentem!
Além de ser a teoria, é um conto e gosto de comentários, mesmo se for só "Continua".

Obrigada a todos que leram!
Beijos!