Notas iniciais
Obrigada a todos os comentários.
Espero que gostem dos próximos capitulos.

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CAPITULO 14

O problema de falar com a Cece, era explicar o que ela estava sentindo. Porém, Courtney não sabia o que sentir em relação aquilo. Mas ela sabia que ela tinha uma informação valiosa nas mãos e podia tirar proveito daquilo. E certamente era isso que Cece ia aconselhar. Então, para quê precisava falar com Cece? Já sabia o que fazer. Courtney definitivamente não gostava de Emily, como Emily gostava dela... ou será que gostava?

– Alison, semana que vem a gente vai ver sua irmã. Dessa vez não tem desculpa. – Afirmou Jessica.

– Sem chance mãe. É aniversário da Emily e eu prometi que ia passar o dia com ela. – Respondeu Courtney.

– Pensei que o aniversário dela tinha sido no meio do ano.

– Pensou errado. Mas avisa para a esquizo que a vida sem ela é muito melhor. Fecha a porta quando sair. Obrigada. – Ligou a TV e se deitou na cama.

– Alison! Com quem você pensa que está falando? – Observou Jessica

– O que está acontecendo aqui? – Interrompeu Kenneth.

– Mamãe quer que eu vá ver a minha “irmãzinha”, mas é aniversário da Emily. A Courtney vai continuar lá nas próximas semanas, meses, anos... a Em só faz aniversário uma vez por ano. Não é justo.

– Tudo bem, Jessica. Ela não precisa ir. – Afirmou Kenneth e olhou para Courtney- Pode passear com a Emily. Vai precisar de dinheiro? Está planejando alguma coisa? – Abriu a carteira e tirou duas notas de 100. – Isso dá?

– Acho que dá sim. Se não der eu uso o cartão de crédito. – Sorriu Courtney encarando Jessica –

Jessica saiu do quarto se sentindo péssima por Kenneth ter autorizado a filha a não ir ver “Courtney”. E mais uma vez, Courtney conseguiu fugir de ter que ir para o Radley. Só então ela parou para pensar. Era realmente aniversário de Emily, mas... Passar o dia junto com ela não seria uma ideia muito legal depois do que ela descobriu. Ainda não sabia como reagir diante daquele fato.

Seu celular tocou. Era Cece.

– Ei C. Está a fim de ir a uma festa sábado?
— Qualquer coisa para sair daqui.
— O que você está fazendo? Está estudando, NERD?
— Até estaria, se a Emily não tivesse fugido. – Se sentou em frente à penteadeira e começou a folhear uma revista de festas de 16 anos.
— O que aconteceu? Vocês brigaram?
— Ela está me escondendo coisas. Mas preciso que você me ajude com uma coisa. – Tentou fugir do assunto.
— Diga. Sou toda ouvidos.
— Tem uma garota no colégio que precisa de um castigo. Ideias?
— Depende do nível de castigo. Se for o caso a gente pode leva-la pra festa e ... – Courtney interrompeu-a.
— Nem precisa terminar, ela nem passaria pela entrada de cachorro. Ninguém em sã consciência a deixaria entrar em qualquer lugar frequentável.

– Por que você que castigar alguém que já foi castigada pela natureza? – Ironizou Cece.
— Ela precisa saber quem manda.
— Então pode contar comigo. Prefere algo mais Cece Drake ou algo mais pré-adolescente?
— Quer saber? Acho que eu tive uma ideia. Te mantenho informada. Vou desligar. – Desligou e discou o número de Hanna. – Ei Han, o que está fazendo?
— Tentando estudar e você?
— Te convidando para fazer compras, topa?
— Já estou saindo de casa. Te encontro no King James? – Perguntou Hanna.
— Claro. Daqui meia hora. Ok?
— Ok.
Hanna largou a tigela de cheetos de queijo e foi se arrumar para ir encontrar com sua BFF.

– Onde você pensa que está indo? – Perguntou Ashley, ao entrar em casa e ver Hanna indo em direção à porta.
— Vou encontrar com a Ali no shopping. Erh... A gente... Vai... fazer uma maquete para a aula de artes... inspirada na arquitetura de lá... – Disse gaguejando
— Hanna... Eu sei muito bem quando você está mentindo. Você não deveria estudar para a prova de amanhã?
— Eu vou estudar. Eu já estudei um pouco. Acho que eu posso dar uma volta. Depois eu termino de estudar.
— Não, avisa para Alison que você não vai. – Pegou a bolsa e deixou em cima da mesinha da entrada.
— Mãe, você não entende, né? Eu não posso fazer isso, se não ela me tira do grupo.
— E se você não estudar, vai repetir de ano.
— Mãe, você não entende como isso é importante para mim? Eu vou e volto, daqui 2h no máximo eu estou aqui. Por favor, por favor, por favor.
— Tudo bem, mas quero você em casa antes das 20h. Ok? Se der 20:01 e você não estiver do lado de dentro, estará de castigo pro resto da sua vida.
— Combinado. – Sorriu empolgada. Fez uma pausa olhando para Ashley. – Você podia me levar, né? Se eu for de bicicleta eu vou chegar lá na hora que deveria estar aqui.
— Tudo bem, vamos.

— Compras de emergência, Ali? – Perguntou Hanna, entrelaçando seu braço com o dela.
— Você não faz ideia. Já sabe o que vai dar de presente para Emily?
— Na verdade tinha me esquecido que o aniversário dela era domingo. Droga, devia ter pedido mais dinheiro pra minha mãe.
— Não se preocupa. A gente compra 1 e diz que é das duas. – Comentou Courtney.
— Ia ser ótimo, mas eu também posso comprar o meu depois.
— Você que sabe. Ainda tem tempo. Mas eu te liguei, porque preciso de ideias. Que tal um vestido?
— Acho que a Em não ia gostar muito.
— Eu sei, só estava te testando. – Sorriu e começaram a andar.
— E esse shorts? A gente podia customizar ele. – Sugeriu Hanna.
— Bonitinho. – Tirou do cabide e olhou para o outro lado do shopping. – Céus. Essa garota não desiste de viver? Devia ter vergonha de transitar em lugares públicos. Podia existir algum tipo de regras que impedissem fracassados de passar perto de pessoas fabulosas. – Disse Courtney, Hanna riu mas não conseguiu ver que ela se referia a Paige, andando sozinha no shopping, com uma sacola de livros, falando no celular. – Vem. – Ordenou Courtney à Hanna.

“Obrigada por conseguir esses ingressos, fico te devendo essa! Não, não... é só para uma amiga da natação. Ela faz aniversário essa semana. Obrigada. Posso buscar amanhã? Ok, até amanhã então.” – Ouviu-se Paige dizer.

– Ingresso para quê? –Pensou Courtney.
— Que foi Ali? – Perguntou Hanna.
— Nada, achei que a Em pudesse gostar disso... – Se virou e apontou para algo aleatório, era uma loja de videogames, knects, computadores e eletrônicos em geral.
— Erh... Não acho que ela seja do tipo que jogue ou que precise de um computador novo. Não sei. – Respondeu Hanna confusa.
— Não, a câmera fotográfica. Ela não tem uma aquática. Imagina que fabuloso seria ela tirar foto dentro da piscina?
— Nossa, isso realmente ia ser fabuloso! – Afirmou Hanna animada.
— Ok, vamos levar então. – Sorriu.

Hanna olhou no relógio, ela só tinha mais 40 minutos, se passasse seria um castigo eterno. Courtney comprou o presente. Hanna deu um jeito de conseguir pegar um taxi e voltar para casa a tempo.
No dia seguinte, Courtney viu Paige com um envelope na mão e prontamente correu para encontrar Emily, antes que Paige a achasse. Embora Paige e Emily fizessem natação juntas, Courtney não deixaria o caminho tão fácil para Paige.

Após o treino de natação, Ben chegou com uma caixa de bombons desejando feliz aniversário adiantado. Paige observava de longe.
— Não Ben, dá azar desejar feliz aniversário antecipado. Devolveu a caixa de bombom. Domingo você me dá. Mas obrigada. – Agradeceu, ajeitando a bolsa no ombro, dando um meio sorriso.
— Tá, tudo bem. Você vai fazer festa? – Perguntou Ben.
— Não, não estou em clima de comemorar.
— Posso passar na sua casa hoje de tarde?
— Não acho que seja uma boa ideia. A gente se vê amanhã? – Perguntou, mas não queria esperar para ouvir a resposta e começou a andar.
— Ei, o que aconteceu com você? – Ben correu até ela.
— Nada, por quê?
— Parece que está me evitando. Eu fiz alguma coisa?
— Só estou cansada. Nada demais. – Lhe beijou e saiu da escola.

Sábado, Jason estava trancado em seu quarto, junto de Ian, Wilden e Garrett.

– Me dá essa gravação! – Ordenou Ian.
— Mas ainda não terminou minha vez. – Afirmou Garrett.
— Você gravou mais do que deveria. Passa para cá essa fita. – Disse Ian furioso, indo em direção ao Garrett, Jason estava sentado na cadeira perto da mesa do computador, tragando MaryJane.
— Por que você quer tanto? Nem é você na gravação! – Perguntou Garrett.
— O que tem nessa gravação? – Perguntou Wilden.
— É, também quero saber. – Afirmou Garrett.
— Vocês não querem nada, me dá a fita, Garrett! – Afirmou Ian, indo para cima de Garrett.
— Eu dou, mas o que eu recebo em troca? – Chantageou Garrett
— O que você quer? – Perguntou Ian irritado.
— Vou pensar, te mantenho informado. Tenho que ir. Prometi para o Eric que ia ajuda-lo com as bebidas para a festa. Você vai Jason?
— Sei lá. Pode ser. – Tentou olhar para Garrett, mas seus olhos teimavam em ficar fechados.
— Eu passo aqui as 22h.
— Tá, me manda mensagem que eu não vou lembrar de qualquer jeito. – Apagou o cigarro e se jogou na cama, por cima das fitas, fotos e livros.
— Quantas garrafas de whisky ele bebeu? – Perguntou Ian para Wilden.
— Quando eu cheguei, ele já estava assim, não faço ideia. Apesar de que, desde o mês passado que ele anda se embebedando, aconteceu alguma coisa?
— Não comigo. – Se levantou.- Vou embora, tenho que ir nessa festa. Preciso arrumar um jeito do Garrett me dar aquela fita.
— O que tem demais nela? – Perguntou Wilden se levantando também.
— Não é da sua conta. – Abriu a porta e os dois saíram -

– Podemos ver o clássico “Quando Harry conheceu Sally”, também podemos ver o “O diário de uma paixão” por um milhão de vezes. – Disse Spencer olhando seus próprios DVDs, em seu quarto.
— Eu não me importo, você pode decidir. – Sorriu Courtney de roupão, pintando as unhas dos pés. Spencer reparou na tornozeleira que ela usava. Era de ouro com pingentes caídos com a torre Eiffel, letra A (De Alison), coração, diário, Sol, entre outras coisas.
— É muito bonito. – Afirmou Spencer.
— Não é bom achar lugares novos para joias? Eu nunca tiro. – Perguntou Courtney.
— E quem te deu? – Perguntou Spencer.
— Ninguém em especial.
— Só mais alguém sem nome, sem rosto, do grupo de namorados que te idolatra? –Perguntou irritada da sempre falta de respostas e de nomes da parte de Courtney.
— Não, apenas uma amiga. – Afirmou Courtney. – Se levantou, tirou o roupão e disse: — E... agora eu vou sair.
— Está brincando, né? – Perguntou, ainda segurando o porta DVDs.
— Minha amiga conseguiu com um cara umas identidades falsas para nós. Vou busca-las na festa e depois eu volto.
— Isso é tão típico. Toda vez que fazemos planos, se algo melhor aparece você me dispensa. – Disse Spencer desapontada.
— Por que o chilique? Só quero me divertir e ter o melhor verão de todos. Ao invés de ficarmos chupando o dedo como crianças, vou dar uns amassos com alguns garotos de faculdade. – Caminhou até o espelho. Spencer fechou com raiva o porta-dvds. Courtney passou uma camada generosa de gloss na boca e disse: — Tenho que ir. Minha amiga está aqui.
— Que amiga?
— Você não conhece. – Piscou e saiu fazendo barulho com a tornozeleira e os saltos.

Courtney entrou no carro de Cece, seu celular tocou. Era Emily, pela 16º vez desde quinta.
— Está ignorando ela ainda? – Perguntou Cece segurando o volante e acelerando o carro.
— Não sei o que dizer.
— Que tal começar com “olá”? – Então Courtney se lembrou que apenas comentou que não estava a fim de falar com Emily, mas não tinha dito o motivo.
— Não estou a fim, ok? Está muito longe? – Tentou mudar de assunto.
— Provavelmente sim, já que ainda não saímos da sua rua. – Olhou para Courtney e fez uma careta de como se fosse óbvio. – Desliga logo esse celular ou coloca no silencioso. Já está me irritando esse som.
— Ai, quer saber? – Atendeu – Alô?
— Ali? – Perguntou Emily.
— E quem mais seria? – Perguntou irônica.
— Eu estava preocupada com você! Faz 3 dias que você não me atende. Pensei que tivesse acontecido alguma coisa! Pensei que tivesse brava comigo. Pensei um monte de coisas.
— Tá, tá. Eu estou bem. Era só isso? Porque eu tenho que desligar, estou na porta de uma festa e tem um “garoto” me esperando lá dentro. – Frisou na palavra garoto. Emily fraquejou, não esperava por aquilo. Ela se sentiu mal, como a muito não se sentia.
— Ah... que bom... que vo...cê está be-em... Divi...rta-se. – Falou sem jeito. Sem ter certeza se deveria responder ou dizer algo.
— Pode deixar, estou indo lá para isso. – E desligou.
— Nossa, estou ouvindo o barulho do sangue jorrando para fora dos pulsos dela depois dessa. Indo para festa sem convidar a delegada? Quase motivo de danos morais, cuidado. Vai perder a guarda-costas. – Começou a rir, Cece.
— Ela vai superar. Basta meia dúzia de palavras bonitas e um sorriso – suspirou – Ela vem correndo atrás de mim como um cachorrinho.
— Ai, que orgulho dessa menina! – Sorriu e riu, virando na rua onde acontecia a festa.- Aquele é o carro do Garrett?
— Parece. Merda, se ele está ai, o Jason pode estar também. Melhor você cuidar dele para ele não me ver. Embora ele esteja tão drogado e bêbado ultimamente que ele não vai notar a diferença entre eu e você, nem de perto. Aposto também que se a gente convencer que ele não veio à festa e ficou em casa a noite toda e imaginou tudo, capaz dele acreditar. – Olhou para Cece – Não consigo acreditar que você consiga ficar interessada em alguém como ele. É tão baixo nível. Deveria procurar algo melhor.
— Quem deve saber o que é bom ou não para mim sou eu. Quem me interessa ou deixa de interessar, não é problema seu. Mesmo se for seu irmão. Ficou claro? – Estacionou o carro.
— Calma, só estava dizendo...
— De boca fechada você me agrada mais. – Desligou o motor e pegou a bolsa. Courtney olhava para ela com as sobrancelhas arqueadas. – Vai ficar ai ou vai descer e aproveitar a festa enquanto eu cuido do seu irmão? – Perguntou Cece.
— Estou indo... — Abriu a porta e saiu do carro.

Notas finais
Espero que tenham gostado!
Se não gostaram comentem dizendo o que precisa ser melhorado.
Se gostaram, comentem a parte mais marcante.

Obrigada e até o capitulo 15. Teremos o reencontro das irmãs DiLaurentis.