It’s Immortality, My Darlings!
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Comentem, só assim eu sei quem são e que eu devo continuar.
Podem se logar com o facebook. É facinho. Não custa nada.
CAPITULO 11
- As pessoas ainda estão nos olhando de forma estranha. – Comentou Aria, para Spencer, Hanna, Emily e Alison, no refeitório do colégio.
- Qualquer pessoa dessa escola está disposta a vender a própria avó para conseguir sentar-se à mesa com a gente. – Afirmou Alison, enquanto sentava-se à mesa de sempre, esperando que as outras 4 meninas também o fizessem.
Aria ao se sentar, reparou que Noel estava trocando sorrisos com uma garota. Uma garota qualquer, nem muito bonita, nem muito feia. Poderia ser ela no lugar, talvez Aria fosse até um pouco mais bonita, mas era insegura o suficiente para deixar qualquer beleza de lado.
Alison percebeu o interesse de Aria para com Noel. Respirou fundo, abriu um sorriso perverso e disse:
- Sabe? Vai ter uma festa na casa do Noel sábado que vem, eu fui convidada, vocês podem ser minhas convidadas. Sabem do melhor? Noel Kahn obviamente estará lá. Não é uma boa notícia, Aria? – Todas se voltaram para a menina com mechas rosa, ainda pouco a vontades. Não era fácil ser amiga da Alison, principalmente quando você não tinha nada em comum com ela. Era uma amizade trabalhosa. Em pouco mais de dois meses que elas haviam se conhecido oficialmente, ainda se sentiam como se fossem estranhas. Elas eram amigas por causa da Alison. Quando Alison não falava, era um silêncio completo. Mas as coisas estavam melhorando, afinal... era Alison DiLaurentis. Bom, pelo menos achavam que era a Alison.
Hanna era apaixonada pelo Sean, mas não sabia o que fazer para chamar atenção dele. Alias, alguma coisa que fosse de interesse mútuo. Como ela não fazia o tipo físico das garotas de Rosewood, por qualquer lugar que ela passava, ela chamava atenção, só que não de um jeito bom. As pessoas caçoavam dela, inclusive Alison e Courtney. Aria, Emily e Spencer tentavam amenizar as grosserias alheias, mas nada consolava, Hanna sempre se sentia um lixo, até começar a fazer parte do grupo exclusivo da “Alison”. Após isso, ela passou de uma gorda desajeitada, para uma gorda-desajeitada-só-que-popular-e-invejada. Qualquer outro adjetivo era melhor que robusta, porquinha, baleia...
Alison(/Courtney) tinha esse poder. Qualquer coisa que ela tocava/usava/falava virava moda ou digno de inveja. Porém as pessoas tinham medo dela, ao mesmo tempo a amavam e queriam ficar o tempo todo perto dela. Do mesmo jeito que ela podia elevar sua autoestima e sua reputação, ela podia fazer o inverso e coisas muito piores.
No novo mundinho de Courtney, as coisas não eram feitas cara a cara. Eram armadilhas que te faziam cair de cara no chão e serem arrastadas pelo buraco negro das ofensas, chantagens e na melhor das hipóteses, no esquecimento de todos. Era um lugar que ninguém queria cair. Ninguém se recuperava. Pelo menos não enquanto ela estava no topo para empurrar novamente quando conseguiam subir. Dessa forma foram criados alguns monstros.
Do mesmo jeito que os europeus, antes de suas navegações acreditavam que após a linha do horizonte existiam monstros e/ou um abismo, Courtney não sabia o que tinha nesse buraco negro, além de suas más ações. Talvez ela já estivesse lá dentro, só com um reflexo do lado de fora.
O dia acabou e o outro nasceu.
Hanna e Alison estavam sentadas, com um livro aberto, no refeitório quase vazio. Hanna diz que queria falar com Sean, mas não sabia como e o que dizer.
— O chame pra ir à festa. – Afirmou Alison
— Ele não vai querer ir comigo. –Disse Hanna, se chateando.
— Pergunte a ele. Nunca saberá a menos que pergunte. – Fez uma pausa e deu voz de comando – Agora. – Disse e se levantou para jogar o lanche que segurava no lixo. Hanna se levantou inseguramente, com seu moletom rosa e caminhou até a mesa da frente, onde Sean estava.
- Sean? Você ficou sabendo da festa do Noel Kahn?
— Soube. – Respondeu com seu sorriso digno de propaganda de pasta de dente.
— Então. Não sei. Estou pensando em ir... e queria saber se você também quer ir... Comigo. – Hanna não sabia onde enfiar seu rosto. Sean não sabia o que responder, Hanna era legal e fofa (em sentido ambíguo.), mas ela continuava sendo a Hanna-baleia de antes da Alison.
Alison interferiu antes que Hanna se decepcionasse ou ficasse muito alegre. Dependendo da resposta.
— Todo mundo vai. Ela vai, eu vou. – Disse Alison – Por que você não?
— Oh, é... Acho que eu vou. – Continuou sorrindo, sem saber para qual das duas olhar. Alison continuou encarando Sean, Hanna encarava “Alison” de lado, desaprovando aquela situação. O Sean era para ser dela e não da Alison. Por que “Alison” estaria tentando, possivelmente seduzir o garoto que sua melhor amiga queria? A resposta era muito fácil.
O sinal tocou, para a felicidade de Hanna e dispersando Sean e “Alison”.
Era sexta-feira e as meninas tinham combinado de ir para o lago, tomar sol. Mesmo que não fizesse sol, Alison estava louca para estrear seu biquíni e desfilar na frente dos garotos que nunca a teriam.
O dia estava quente, o que era mais um ponto a favor delas. Bom, quase todas... Afinal Hanna não ficaria de biquíni nem se quisesse. Alison jamais permitiria.
— Minha avó me ligou hoje. – Comentou Alison, as outras quatro meninas olharam para ela. – Ela disse que sente minha falta. E quer que eu vá vê-la. Ela sempre acha que vai morrer. E fica falando disso a maior parte do tempo. Entediante. Mas eu gosto dela. Embora ela seja velha e cheire mal. – Riu e se acomodou na cadeira.
— Queria que pudéssemos escolher a idade que quiséssemos ter e permanecer com ela. – Disse Aria.
— O único jeito de fazer isso é morrer jovem. Deixando um lindo cadáver.
— Não faça piada. – Pediu Emily, que estava sentada a seu lado com um maiô amarelo.
— Não é uma piada. Qual é? Vocês nunca pensaram como seria deliciosamente trágico morrer de um modo incrivelmente misterioso? Isso seria... superior. – Afirmou Alison com convicção, enchendo os pulmões de soberania.
— É realmente assim que você quer partir, Alison? – Perguntou Spencer rindo.
— Ainda não. – Respondeu.
— Não fale assim. – Pediu Hanna.
— É macabro. – Afirmou Aria.
— Não é Macabro. É imortalidade, minhas queridas. – Disse Alison e sorriu, olhando-as.
Do outro lado do lago, Jenna está conversando com um homem que está grelhando carnes. E se vira, tira os óculos escuros, olhando para onde as 5 garotas estavam tomando sol.
— Oh. A idiota da Jenna está olhando para cá. – Disse Alison.
— Ela está com um grupo meio baixo nível. – Comentou Aria. Era um rapaz, parecido com Darren Wilden e uma moça magricela.
— Por que ela não pega esse grupinho e vai para casa? Em vez de ficar aqui nos amedrontando. – Perguntou Alison. Voltando a olhar para frente.
— Se Jenna está aqui, onde está Toby? – Perguntou Emily. Embora eles não andassem sempre juntos.
— No meio do bosque, sacrificando esquilos. – Ironizou Alison.
— Você nunca cansa de zoar os fracos e oprimidos? – Perguntou Spencer, deitada de barriga para baixo. Parecendo incomodada com o comentário.
— Não estrague um dia perfeito, Spencer. – Alison afirmou, imitando um pedido.
— É, perfeito. – Disse sorrindo, Hanna. Com sua camiseta Azul, sentada numa cadeira baixa.
— Amigas para sempre. – Afirmou Emily.
— Sim, mesmo quando envelhecermos. – Sorriu Spencer para Emily.
Aria olha para o canto do lago, do lado esquerdo. Automaticamente Alison se vira também. Noel Kahn estava passando protetor solar em Prudence. Ambos estavam em pé. Aria ficou incomodada em vê-lo com alguém.
— Olha só, parece que algo novo está acontecendo ali. Noel Kahn inspecionando as tropas. Não se deve sair de casa após uma cirurgia plástica. Deixem que se desloquem até onde deveriam estar para mostrá-los. – Zombou Alison, se referindo aos seios da menina.
- Prudence Finn fez plástica nos seios? – Perguntou Emily à Alison.
— Eu tinha que fazer algo para compensar o nome “Prudência”. – Emily riu com a resposta. – Está pensando no assunto, Aria? – perguntou Alison, se virando para Aria que estava a seu lado esquerdo.
— Pensando sobre o que? – Perguntou Aria.
— Pensando em fazer algo como aquilo para atrair a atenção de Noel.
— Não! – Respondeu com urgência.
— Aria gosta dos inteligentes. – Afirmou Alison.
— Bonitos, ricos e inteligentes. – Afirmou Hanna, tentando ser engraçada. — Com Noel Kahn, você ganha um pacote completo.
— Bom, eu prefiro alguém mais maduro. – Disse Alison. – Não que Noel não tenha potencial, só falta um pouco de tempero. – Se voltou para Aria novamente. – Mas ele é perfeito para você. Não seja ingênua de mais. – Depois dessa última frase, Aria não conseguia pensar em mais nada. Afinal, o que Alison quis dizer com aquilo? O que Noel poderia fazer mais? Eles eram da mesma idade... — E lá se vão Noel e Prudence para a pedra do beijo. As pessoas têm se esgueirado para lá por centenas de anos. – Disse Alison, olhando para Emily.
— Você está inventando isso. – Afirmou Emily.
— Só porque eu inventei, não quer dizer que não seja verdade. – Olhou para Noel e Prudence andando de costas para elas. – Vá até lá com alguém, que você conseguirá sentir os fantasmas dos outros amantes te espionando. – Voltou a olhar para Emily — Te empurrando a fazer. Sabe, nunca deve desapontar um fantasma. – Comentou, como se já tivesse estudado sobre o assunto e acreditasse em fantasmas ou... estava sugerindo algo que ninguém entenderia.
— É só uma pedra velha empoeirada. – Disse Emily, sem saber o que responder. Achando um pouco absurda aquela conversa.
— Quem você quer levar lá, Em? – Emily apenas a encarou. Não disse nada, até voltar a se encostar na cadeira.
Emily Fields era do tipo de pessoa que quase ninguém sabia o que pensava. Ela não era tão clara quanto a Hanna. Embora todos achassem que ela era uma pessoa super-doce. Mas ela era muito mais do que isso. Nunca se pode subestimar um rostinho bonito.
— Alerta Creepazoid*! – Zombou Alison ao ver Lucas na beira do lago. – Hey, Hermie... tem alguma câmera nessa coisa ai? – Se referiu ao barquinho que ele estava carregando. – Para fazer um filme ou algo parecido?
— Não, meu leme emperrou.
— Oh, aposto que sim. – Disse Alison o encarando. Como se ele não devesse estar ali. – Vá assustar um peixe! – Ordenou.
— Ei! – Interrompeu Hanna.
— “Ei” o que? – Perguntou Alison. Lucas pegou seu barquinho, enquanto as encarava. Hanna não sabia o que responder. Lucas foi embora.
— Nada. – Foi o que Hanna conseguiu dizer.
— Nunca olhe para trás, Hanna. Algo pode estar te alcançando. – Disse e voltou a se concentrar a tomar sol.
De repente começou a esfriar e as pessoas a volta começaram a recolher as coisas e irem para suas respectivas casas.
Noel e Prudence voltaram de mãos dadas, fazendo Aria começar arrumar suas coisas também. Emily não queria sair de lá, pois sabia que teria que voltar para sua casa e era o que ela menos queria. Se conectar tanto com alguém era bom para ela. Ela tinha uma vida muito rotineira. Estava na hora de modificar.
A festa estava se aproximando e elas estavam mais do que animada para ir a uma festa justas depois do desastre da festa de Halloween. As festas do Noel Kahn eram sempre cheias de surpresas. Boas ou não... sempre haviam surpresas, jogos, bebidas e segredos.
*Segundo fontes, Creepazoid é uma pessoa que procura se esconder atrás de um computador e procura namoros virtuais, inclusive se passando por outra pessoa.
TRECHO > CAPITULO 12
Um mês após a festa de Halloween, Cece voltou a se encontrar com Courtney para lhe ensinar mais algumas coisas.
Na realidade, Courtney estava aprendendo a ser Alison sem ajuda. Porém, quando Cece a “orientava”, parecia que o que ela estava fazendo era errado. Cece tinha uma “modalidade” de ironia e maldade e Courtney se baseava em ideias que tinha da irmã. De repente ela começou a aperfeiçoar todas as teorias e em poucas semanas ela conseguia conversar com sua “tutora” de igual para igual. Era assustador como Courtney aprendia rápido. Até mesmo mais rápido que Alison. Talvez fosse a necessidade de conseguir provar que ela conseguia ser uma versão melhor de sua gêmea levava ela se submeter à muitas coisas que não queria, mas com o passar das semanas, ela acaba descobrindo que era divertidíssimo ser desejada e ver a cara de humilhada das pessoas quando ela caçoava ou mal tratava.
Notas finais
O que acharam?
Sim, os diálogos maiores foram totalmente tirados da série, mas são extremamente necessários para o restante dos capítulos.
Comentem!
Querem o capitulo 12?
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