Notas iniciais
Gente, de todo meu coração, me desculpem! Eu queria muito postar os capítulos um atrás do outro mas eu sou bem ocupada e nunca consigo terminar o capítulo dps de começar a escrever. Espero que me perdoem (e POR FAVOR falem comigo, adoraria conhecer todos vcs) Beijinhos ♥

Acordei com o rosto contra o travesseiro e baba escorrendo pela minha boca.

Nossa, extremamente elegante você. Sorte sua que não tem ninguém vendo.

Então como se meus pensamentos fossem mágicos, uma porta abriu, e um homem alto e forte, de cabelos loiros e olhos verdes nos seus trinta anos apareceu no mesmo recinto em que eu estava.

—Mas que porra...?

—Não se lembra de ontem?

Limpei a boca com a costas da mão. Forcei a memória tentando lembrar a noite passada. Festa, Alice me abandonando, carona pra o apartamento dele, mais bebida quando cheguei, banho, roupa, um pouco de conversa, cama.

—O quanto da minha vida eu contei pra você?

—Ah, não muito, só sobre um tio que apareceu na sua vida recentemente.

Me senti ficando vermelha. Cobri meu rosto com as mãos. Dimitri riu.

—Eu nem gosto dele.

—Aham. -Ele sentou de frente para mim em uma cadeira e começou a beber de uma garrafa preta. Ele era incrivelmente musculoso, e as roupas de malhação que vestia deixava isso ainda mais em destaque. Seus cabelos eram incrivelmente claros, de um jeito que eu nunca tinha visto antes. Os olhos verdes pareciam incrivelmente gentis, mas pareciam esconder uma parte dele que ele não queria mostrar.

—Você poderia ser mais discreta encarando.

Eu estava mesmo encarando ele. Olhei para longe e puxei o lençol para cobrir meu rosto. Dimitri gargalhou.

—Muito fácil deixar você envergonhada.

—Você podia ir com calma com alguém que acabou de acordar.

Ele balançou a cabeça. -Acho que não.

Ele deixou a garrafa dentro de uma geladeira em outra parte do cômodo enquanto eu me levantava e deixava os lençóis sobre a cama.

—E então, quer ir tomar banho primeiro? Ou vai depois?

—Pode ir primeiro.

—Ou quer ir agora junto comigo?

Encarei ele, surpresa.

—Puta merda, você tá demais.

Empurrei ele para dentro do banheiro.

—Pense no meio ambiente! Temos que economizar água!

Ri e o empurrei até conseguir fechar a porta. Obviamente ele tinha se deixado empurrar, já que eu não tinha forças para empurrá-lo completamente sozinha.

Fui atrás das minhas roupas e as encontrei dobradas em cima de uma poltrona ao lado da cama.

Ele tinha me ajudado com as roupas antes ou depois do banho? não conseguia lembrar.

O apartamento era bem simples: sem fotos ou objetos pessoais. Só o que fosse necessário no dia a dia. Cinza nas paredes, uma estante de livros ao fundo. A sala, a cozinha e o quarto dividiam um mesmo vão, mas nem por isso o apartamento deixava de ser grande. A cozinha era separada por um balcão, que, junto com dois bancos, servia como sala de jantar. A TV era instalada na parede e o sofá era vinho, enorme e cheio de almofadas, assim como a cama.

Me joguei no sofá, liguei a TV e passeei um pouco pelos canais.

Nada.

Talvez os livros...?

Fui até a estante. A maioria dos livros eram recém comprados, com capas perfeitas e cheirando a loja. Os assuntos era diversos, na maioria sendo livros utilizados na faculdade, só que em cursos diferentes. Mas havia um, meio escondido, mais amarelado que os outros.

Era sobre astronomia. Peguei o livro com cuidado e comecei a folhear. Parecia um livro comum. Tinha algumas anotações de vez em quando; como todas eram feitas de lápis, a maioria já estava bem apagada. Na primeira página, no entanto, estava uma dedicatória.

Do seu parceiro pro resto da vida,

T.

—O que está fazendo?

Dimitri havia saído do banheiro. Tinha uma toalha ao redor da cintura e os cabelos molhados.

—Oh. Não se preocupe, eu sei que é antigo, não tomei cuidado para não--

—Não toque nas minhas coisas sem ser autorizada. Fui claro?

Fiquei em choque. Ele era um estranho, afinal. O que eu estava pensando quando saí mexendo pelas coisas dele?

Mas é só a droga de um livro.

—Fui claro?

—Sim senhor.

Ele pareceu surpreso em um primeiro momento, então satisfeito.

—Muito bem, -ele disse sorrindo- vamos logo.

Coloquei o livro de volta, tomei um banho e coloquei minhas roupas de ontem a noite. Ele tinha trocado de roupa na sala enquanto eu estava no banheiro.

Descemos pelo elevador sem trocar olhares e passamos a viagem de volta pra casa mais ou menos em silêncio. Ocasionalmente ele confirmava comigo se o caminho estava certo e eu fazia o melhor para confirmar.

Quando ele me deixou em casa, eu não sabia o que dizer. Agradeci pela carona e entrei em casa o mais rápido possível. Expliquei aos meus pais que tinha voltado para casa sozinha e que estava tudo bem, a noite na casa de Alice tinha sido ótima. Eles desconfiaram um pouco, mas como eu estava bem, deixaram passar.

Assim que pus os pés no meu quarto, o celular vibrou com uma mensagem.

meu número. para emergências.

D

Olhei pela janela e lá estava ele. Pôs o rosto para fora pela janela do carro, olhou para mim e piscou. Voltou a digitar no telefone.

cuidado com o tio gostosão

Senti meu rosto ficar quente e o ri rindo lá embaixo. Então fez a volta e desapareceu por onde veio.

***

Quase uma semana se passou. Thomas não se comunicou comigo, e sim com meus pais. Tinha prometido me convidar para inaugurar o seu novo apartamento, teve que cumprir. Meus pais cobraram em cada ligação que ele fez. Então finalmente chegou o dia.

Eram quase cinco horas da tarde do dia 31. O combinado era terminarmos de pintar o apartamento de Thomas e seguirmos para minha casa, passar o réveillon com o resto da família. Pai me deixou na portaria, e eu me encarreguei de subir sozinha. No elevador, senti meu estômago revirar de ansiedade. Ele queria mesmo que eu fosse?

Apartamento 904. Chegando, toquei a campainha. Ele abriu a porta no segundo toque, vestindo uma camiseta branca, uma calça jeans meio rasgada e botas bejes. Ele sorriu levemente e me deu passagem.

A sala no momento era composta de quatro cadeiras de madeira, um sofá e uma mesa cobertos por um saco plástico transparente. O chão também estava coberto mas por um plástico preto.

—Então...? — Deixei minha mochila em cima da cadeira da sala.

-É melhor você deixar isso no quarto. Se deixar por aqui, pode sujar.

—Ok. -Ele me apontou para a porta, que estava entre aberta.

O quarto era simples: paredes brancas, uma cama de casal de madeira escura com cobertores roxos bem grossos, duas portas (provavelmente uma para um banheiro e outra para o closet) e duas caixas de papelão no chão perto da porta. Uma das caixas estava cheia de porta retratos e lembrancinhas de viagens, enquanto outra estava cheia de livros.

Joguei a mochila em cima da cama e fechei a porta. Eles estava carregando as cadeiras para a cozinha.

-Por onde a gente começa?

Tentei não ficar nervosa por que estava junto dele depois de tanto tempo, mas era quase impossível. Podia sentir meu coração batendo de forma desesperada, e tinha quase certeza que ele também podia, mesmo de longe.

—É melhor só pintarmos a sala hoje. Não quero me atrasar muito e acabar atrapalhando sua mãe.

Havia algo de errado. Ele parecia distante e extremamente desconfortável.

Não, ele não me quer aqui.

—Tudo bem, só me diga onde estão as coisas e vamos começar.

—Tem certeza que pode melar essa roupa?

Olhei para baixo e pensei na roupa que estava vestindo. Macacão jeans, camiseta vermelha, all star e bandana também vermelha.

—Sim senhor, tudo bem, mamãe disse que era melhor vir com essa roupa mesmo.

—Não precisa me chamar de senhor. Só Thomas é melhor.

Não respondi.

A tinta, os rodos e os pincéis estavam num canto da sala. Ele me mostrou rapidamente como fazer e começamos.

No começo, estávamos ambos em silêncio mas ele acabou perguntando sobre como estavam meus pais e para que faculdade eu iria. Respondi do modo que pude mas sabia que ele só perguntando essas coisas por educação.

Depois de algumas horas pintando, quando já eram 7:35, Thomas propôs uma pausa.

—Vamos fazer um lanche, depois voltamos a pintar.

Largamos os pincéis no chão e seguimos para a cozinha.

—O que ainda falta? -Perguntei, enquanto lavava as mãos.

—Um segunda camada. Vai ficar melhor de disfarçar falhas na pintura. Além de que eu acho que esse tom de azul está muito claro.

Em seguida ele também lavou as mãos. Juntamos ricota, peito de peru e algumas folhas de alface e fizemos seis sanduíches. Voltamos para a sala e sentamos no chão coberto de plástico para comer.

Olhando para janela, era possível ver o céu já escuro, com algumas estrelas e a lua cheia. Lá embaixo, os carros passavam, com seu barulho constante e já conhecido.

—Sua mãe falou com a mãe da sua amiga, Alice.

Levei um tempo para compreender o que ele tinha dito.

—Fomos numa balada. E daí? -Dei uma mordida no meu sanduíche.

—Para maior de idades.

Olhei para ele esperando algo a mais. Ele suspirou.

—Nada aconteceu?

—Para onde foi naquele dia, Tom?

Ele pareceu surpreso.

—Um hotel. Nada demais.

—Podia só ter me dito não. Eu teria ido embora.

—Eu sei. Não é sua culpa. Eu só vou me manter longe. Assim vai ser melhor para nós dois.

—Para você. -Peguei outro sanduíche e passei a comer em silêncio.

Depois de acabar, voltamos para a cozinha, onde Thomas lavou os pratos.

—O que se leva numa festa de ano novo?

—Não sei. O que tem aí?

Ele abriu a geladeira. Estava quase vazia.

—Que tal uma lasanha? Eu tenho massa pra lasanha em algum lugar.

—Por que não não fez alguma coisa mais cedo?

Ele suspirou. -Ainda estava recebendo os móveis da mudança. Por que acha que não veio para cá mais cedo?

Acabamos montando duas lasanhas, o que levou pouco mais de uma hora. Quando ambas estavam prontas, as colocamos no forno e voltamos a pintar a sala. Quando voltamos, já eram mais de 9:30.

—Acho que vamos chegar atrasados. -Tio Tom disse, parecendo um pouco preocupado.

—Se formos mais rápido, talvez mamãe não se importe.

—Acho melhor ligar a TV.

Não havia TV, então Tom sintonizou em algum canal em que passava as comemorações de ano novo pelo celular. Mal o apresentador, começou a falar, o telefone tocou.

—Droga, é a sua mãe. -Ele atendeu.

—Oi irmãzinha! Sim, ainda estamos aqui. Não, a sala não está pronta. Se tivesse, já estaríamos a caminho daí, não acha não? Não, não vamos demorar. Não, prometo. Claro. Beijo, até já.

—Ela quer matar você?

—Ela quer me matar. -Ele riu. -Vamos logo.

Ele ligou a TV pelo celular mais uma vez e pintamos mais uma camada da parede. Durante todo o processo pudemos ouvir as reportagens sobre as comemorações do ano novo em vários lugares do mundo. Quase no final, a sala se encheu com o cheiro das lasanhas, e Thomas foi na cozinha desligar.

—Parecem boas o suficiente. Agora é só terminarmos aqui.

Meia hora mais tarde, estava tudo pronto. A tinta ainda não estava seca, mas pelo que podia ver, estava bom o suficiente.

—E então? -Ele perguntou.

—Dá pro gasto. -Sorri.

—Dá pro gasto? Essa parede é uma obra de arte.

—Se você diz...

Ele me encarou, parecendo chocado e um pouco surpreso. Podia ver dentro dos olhos dele que eu iria procurar um modo de mostrar que estava certo. Não precisou esperar muito. Tudo que precisou fazer foi olhar ao redor, pegar a lata meio cheia que estava no chão e jogar o resto de tinta azul na minha roupa. Chocada, eu o derrubei no chão, abri a outra lata e a derramei em cima dele. Essa lata ainda estava cheia, e a tinta se espalhou pelo chão além de nós. Ele também estava surpreso.

—Sophia!

E então ele começou a rir. E eu o acompanhei. Mal percebi que estava em cima dele até que ele limpar a garganta. A posição era tensa o suficiente para que ele não conseguisse me olhar nos olhos.

Me levantei o mais rápido possível. O ajudei a levantar logo em seguida. O chão (mais precisamente o plástico) estava ensopado de tinta azul, assim como nossas roupas. O encarei, já começando a pedir desculpas, mas ele segurou meu rosto com as duas mãos e me beijou.

Fiquei surpresa num primeiro momento mas quis aproveitar esse momento de fraqueza. Me aproximei mais dele e ele se afastou. Sorri envergonhada e ele segurou a minha mão e me guiou até o banheiro. Senti meu corpo inteiro esquentar. Ele fechou a porta logo atrás de mim. Procurei seu rosto por uma explicação decente, mas não havia. Ele me olhou nos olhos enquanto desabotoava meu macacão e o retirava. Apertou os lábios quando eu finalmente fiquei sem roupa mais uma vez na sua frente e então desamarrou meus cabelos. Minha respiração estava falha. Eu mal conseguia me segurar, mas Thomas seguia devagar. Em seguida tirou sua própria roupa e eu o pude ver completamente pela primeira vez. Era maravilhoso, de uma forma que era impossível descrever. Ele passou seus polegares pelas minhas bochechas e então seguiu para meu pescoço, e seguiu pela clavícula até alcançar meus seios. Eu senti seus dedos frios contra a minha pele sensível. Ele continuou massageando até me sentir endurecer e me ouvir gemer, ansiando por mais. Então se inclinou e encaixou a boca em um dos meus seios, enquanto continuava massageando o outro com a mão. Passou a língua rapidamente pelo bico e deu pequenas mordidinhas. Quando mal conseguia mais me aguentar de vontade, ele se afastou e seguiu, descendo com as mãos pela minha cintura e então para as minhas coxas. Eu podia sentir minha pele vibrar em antecipação e ouvir a minha pulsação nos meus ouvidos. Ele passou os polegares traçando padrões na pele. Seguiu em seguida para as minhas costas, indo desde o início perto do pescoço até a base perto das pernas. A pele era incrivelmente sensível, e seus dedos passando por essa área me provocavam sensações que eu não poderia ter imaginado antes, fazendo eu me contrair involuntariamente várias e várias vezes. Eu já não tentava mais me controlar, meus gemidos eram constantes e altos o suficiente para qualquer um dos vizinhos escutar. Sorte nossa que havia barulho suficiente para me encobrir. Thomas desceu as mãos para minhas nádegas, sorrindo ao descer cada vez mais. Então voltou as mãos para a minha cintura, me puxando de modo a me prender contra a parede. Ele aproximou a boca da minha orelha.

—Como eu pude resistir a você até agora?

Ele segurou meu rosto e encostou seus lábios nos meus. Em seguida, se apertou contra mim, e eu pude sentir seu corpo quente e molhado. Ele me beijou com vontade, me deixando cada vez mais ansiosa pelo que viria depois. Seguiu para meu pescoço, primeiro beijando devagar, depois lambendo e chupando, me deixando cada vez mais frágil e desejosa. Não consegui perceber por quanto tempo isso durou mas, quando acabou, colocou os dedos entre as minhas pernas.

—Posso?

Me sentia fraca e um pouco tonta; concordei com a cabeça. Ele então se ajoelhou e pediu para que eu abrisse as pernas pra ele. Mordi meu lábios quando ele começou a beijar minhas coxas. Sua boca foi subindo e subindo, até alcançar o meio das minhas pernas. Então ele encaixou sua boca em mim e começou a passear com a língua, fazendo movimento rápidos para cima e para baixo. Segurei o rosto dele contra mim e ele continuou os movimentos por mais alguns minutos. Depois se levantou e me beijou novamente. Pude sentir o meu gosto na boca dele e o seu sorriso enquanto me beijava. Ele se posicionou na minha frente me prendendo contra a parede. Colocou a mão entre as minhas pernas e não precisou pedir, eu abri passagem logo em seguida. Seu dedo então me penetrou, devagar mais ainda assim senti dor. Eu devo ter feito um careta pois Thomas sussurrou no meu ouvido que iria mais devagar. Não precisou. A dor foi passando e logo eu só podia sentir o prazer dele se movendo dentro de mim. A sensação era melhor do que qualquer outra coisa que eu já tinha sentido e eu acabei me movendo junto com ele.

—Bom?

Concordei com a cabeça.

—Diga pra mim.

—Sim... Sim

Podia ouvir o som dos dedos dele batendo contra mim.

—Sim o que?

Fiquei confusa por um momento.

—Sim senhor.

Ele sorriu. O senti retirar o dedo por um momento. Estava prestes a reclamar quando o sentir colocar de volta, dessa vez dois. Quando voltou a se mover, o ritmo tinha aumentado.

Me apoiei e encostei o rosto na parede e fechei os olhos. Passei apenas a sentir os dedos dele saindo e entrando, e sua boca contra a minha orelha respirando pesado e dizendo o que ele faria mais tarde.

Eu senti meus músculos começarem a se contraírem. Havia muito barulho lá fora, eu não conseguia entender bem por quê. Thomas aumentou ainda mais o ritmo e eu passei a não conseguir acompanhá-lo. Algum tipo de grito ritmado tinha começado lá fora. Ele tinha passado a beijar meu pescoço quando eu finalmente senti meus músculos se contraírem totalmente e meu corpo relaxar. Lá fora, um barulho ainda mais alto tinha começado. Estava tonta demais para perceber de primeira.

—Fogos?—Sussurrei. Thomas riu.

Ele retirou seus dedos de dentro de mim e os lambeu.

—Vamos, venha ver.

Saímos do banheiro e ele foi rapidamente no quarto. Voltou vestindo uma calça moletom cinza e me ajudou a vestir um casaco enorme preto.

Fomos até a varanda, observar os fogos. Seu telefone começou a tocar.

—Olá irmãzinha.

Virei para ele e vi como ele estava tranquilo. Eu estava desesperada. O que ela vai pensar?

—Não, ela está aqui comigo. Nós só acabamos agora. Quer dizer, ela. Eu só ajudei. -Ele piscou para mim. Revirei os olhos e me virei para o lado de fora, mas não pude deixar de sorrir. -Não se preocupe, a gente só se atrasou. Sim, ela pode ficar aqui, ela trouxe roupa, não trouxe? -Concordei com a cabeça. -Não, você não pode falar com ela, ela ainda está toda melada. De tinta, claro, do que mais seria? -Senti meu rosto esquentando. -Vou desejar sim. Feliz ano novo para todos vocês. Mais tarde a gente se fala.

E desligou.

—Você não tem jeito mesmo...

Ele me abraçou por trás.

—Eu? Você quem estava rebolando na minha mão agorinha.

Senti meu rosto esquentar ainda mais.

—Feliz ano novo.

—Feliz ano novo.

Ele me encostou contra a grade da varanda e me beijou mais uma vez. Podia sentir o volume dele contra mim.

—Acho que a gente ainda não terminou... -Ele sussurrou contra o meu ouvido. -Vem cá.

Ele seguiu para o quarto me puxando pela mão, então fechou a porta atrás de si.

***

—Ficou bom?

Sophia estava sentada em cima da mesa de madeira, vestindo uma camiseta vermelha meio antiga de Thomas.

—Olha... como eu posso dizer 'não' se é lasanha à bolonhesa? É provavelmente a melhor coisa que eu já comi na vida. Ou talvez a segunda melhor.

—Segunda? -Thomas perguntou, comendo mais uma garfada da lasanha, que também estava em cima da mesa. Ele estava em pé, entre as pernas entreabertas de Sophia. Mal podia esperar para mais uma rodada do que tinha acontecido mais cedo.

—Não, não segunda. É primeira, empatada com sushi.

—Sushi?

—Carioca.

—Ok, você tem razão.

E ele a beijou, ambos se encostando mais e mais na mesa. Sentia o corpo dela vibrando contra o seu por causa dos risos. Riu junto com ela.

—Se você não comer, eu vou comer tudo sozinho.

Ela levantou uma sobrancelha. -Ah é?

—Se bem que eu estou mais interessado em comer outra coisa. -Colocou as mãos entre as pernas dela e seguiu até onde queria. Podia ver ela ficando vermelha, mas sabia que ela queria também. Começou a penetrá-la com os dedos quando o celular começou a tocar na sala. Resmungou um xingamento.

—Eu já volto. Mantenha isso quente para mim, ok?

Ela abriu um sorriso e revirou os olhos.

Thomas andou até a sala e atendeu o telefone.

—Alô?

—Feliz ano novo, Thomas!

—São duas da manhã. O que você quer?

Ele caminhou até a porta da frente e então saiu. Andou um pouco pelo corredor mas não se afastou muito. Não queria atrair suspeitas e não queria que algo acontecesse com ela enquanto estava longe.

—Calma, irmão. O que houve com a sua animação?

—Eu estou com visita.

Um silêncio pairou sobre eles, e era capaz de sentir o clima ficando hostil, mesmo pelo telefone. No fundo, era possível ouvir o barulho animado de pessoas conversando e música.

—Não me diga que é ela.

—Dimitri...

—Você é tio dela, droga.

—Não se meta nisso. Já levou ela pra casa quando não deveria.

—Ela estava sofrendo por que você não estava lá. Eu só a ajudei.

—Ela não pode saber o que eu faço e, quanto mais você se mete, mais risco nos corremos.

—Você está transando com ela, e quem está mexendo com o perigo sou eu? -Uma risada sonora pode ser ouvida pelo telefone. O som de algo se estilhaçando também. -Você é maluco?

—Eu não consigo--

—Ah, você consegue muito bem. Você pode ter todas as mulheres que quiser. Por que ela? Hm? Ela é só uma criança!

—Como se você não quisesse estar no meu lugar.

Outro momento de silêncio. Houve o barulho quase imperceptível de algo sendo colocado no lugar de volta.

—Se afaste dela.

—Ou o que?

—Ou eu conto. Para todo mundo. Para a família dela. Para o nosso chefe.

—Você não--

—Não faria? Pense de novo.

Thomas estava cansado de silêncios entre ele e Dimitri. Seus silêncios eram sempre cheios de compreensão e paz, nunca constrangedores ou cheios de ódio. O que estava acontecendo entre eles?

—Tom! -A voz de Sophia veio de dentro do apartamento. Era cheia de urgência, mas não de um modo ruim. Ela queria ele de novo.

Do outro lado do telefone, outro barulho.

—Eu não esperava isso de você, Dimitri.

—E eu não esperava isso de você. Mas apesar disso, eu ainda conheço você. Eu sei que você prefere brincar com os sentimentos da garota do que manchar a sua reputação. Aproveite a noite.

E desligou.

Notas finais
Gente, vocês gostaram da cena? Não foi bem SEXO ainda né, foi só o começo. Eu tava planejando essa cena desde que comecei a escrever a fic kkkkkkkkkkkkk finalmente saiu né Comentem sobre oq vcs acharam e como eu posso melhorar, é muito importante pra mim ♥ Beijocas
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.