It Was You
11 Seaside - Nossa musica, Nosso lugar.
Notas iniciais
Quando voltamos para a Sala, o Jay e a Lindsay não estavam mais lá. Não tínhamos certeza, mas parecia que o nosso resto de comida e bebida tinham sido roubados por eles dois. A Emily ficou tranquila depois que aquilo aconteceu. O problema era eu.
Aos poucos, eu tenho a sensação de que pode ser possível fazer Emily gostar de mim. Em uma semana, ela já me deu 2 obrigados, Já ficou corada, Já se abriu comigo e já nos beijamos (Mesmo que tenha sido roubado). Eu estou indo muito bem! Ah, Sem contar do nosso encontro que ela adorou.
Quando chegamos na frente do colégio, ela foi para a direção oposta que a minha. Eu não queria me separar dela agora,eu queria andar mais com ela e conversar mais com ela. Por impulso, eu agarrei o braço dela, o que a assustou
– Que foi, Gustavo? – Ela perguntou assustada
– Nada, é que... Bem, me deixe te levar até em casa! – Eu falei meio corado. Ela corou junto. Tinha quase certeza que nenhum garoto tinha ido tão longe por ela. Mas eu sou diferente, eu correrei atrás dela até os covis da terra.
– T-Ta Bom, mas depois não fique reclamando que chegou em casa tarde por minha culpa – Ela disse se virando e já andando
– Sim! Sim! – Eu falei. Ela estava colocando os fones no ouvindo quando eu peguei um dos fones e coloquei no meu ouvido – Vai coloca uma musica maneira ai! – EU falei. Ela olhou para mim com os seus cabelos encaracolados na frente. Linda. Ela tinha feito um olhar sedutor que faria qualquer homem desmaiar. Me segurei o Maximo possível. Seria escroto eu beijar ela assim de novo, sorrateiramente.
Ela colocou Seaside – The Kooks. Era uma musica calma, somente o violão tocando. Era uma musica rápida, mas boa o suficiente de me dar a ideia de chama-la para ir a praia comigo.
– Ei! Bora sair no fim de semana? Já é quinta. Vamos! – Eu falei todo animado. Ela tirou o fone e me olhou
– Acabamos de sair do encontro da semana e você já quer ir a outro? – Ela perguntou debochada, mas era verdade. Mas eu queria ir tanto, tanto...
– Então, vamos chamar o pessoal! – Eu falei de boca para fora. Ela me olhou de novo e suspirou
– Quem seria todo mundo – Ela perguntou
– Eu, você, Jenny, Samantha e Jay...- ESPIRITO DE MERDA QUE ME POSSUI, PARE COM ISSO! EU NÃO ACREDITO QUE CITEI O NOME DELE DE NOVO. AH? Ela não demonstrou nada quando eu disse ‘Jay’. Talvez aquele acidente a fez esquecer ele um pouco.
– Ok pode ser – Ela falou – Mas, eu quero saber agora quem vai levar a gente? – Ela perguntou
– Pode ser o Leo – Eu falei normalmente – Ele tem carro, se eu pedir para ele, talvez, ele leve a gente de boa. Que tal? – Perguntei todo feliz já que agora não tinha mais escapatória.
–...Um professor com a gente – Ela falou meio debochada, mas logo riu – Acho que esse dia vai ser hilário. EBA! Ela aceitou!! – Ah! Peça para o Jay levar a Lindsay – Ela falou. Pera. Lindsay? Pelo que eu sei elas não se dão bem
– Ah...M&M, por que? – Eu perguntei tentando não parecer curioso
– Idiota você ainda não percebeu? – Ela perguntou com um sorriso no rosto meio sínico – O Jay gosta da Lind-Lind – Ela falou na maior calma
– OI? COMO ASSIM? Impossível. Afinal o Jay me disse que tava gostan... – Pera ae. Naquela hora que o Jay ficou nervoso comigo no meio do corredor, será que ele estava pensando que eu gostava da Lindsay? Pode ter sido isso... – MAS A LINDSAY NÃO GOSTAVA DE MIM? – Eu perguntei meio que não querendo acreditar que o Jay gosta da Lindsay
– Idiota! Isso é o jogo deles dois! Eles dois tentam pegar o Maximo possível de pessoas possíveis para terem fama de pegadores. Você só foi mais um para o Lindsay – Ela falou com amargura.
– Mas eu não peguei a Lindsay – Eu falei. Ela ficou meio que surpresa
– Não pegou? Sério? Meu Deus, você só pode ser gay, cara. A menina te dando o mole. QUASE TE DANDO O BRIOCO, e você não pegou ela? Porra, Gustavo – Ela falou andando mais rápido tirando o fone do meu ouvido
– Ei! – Eu falei correndo atrás dela rindo – Calma – Eu não conseguia parar de rir. Quem iria falar Brioco? Nossa. Isso era algo de cair na gargalhada – Eu já te disse que eu gosto de você a 3 ANOS! – Eu falei. Ela parou de andar e meu olhou profundamente. Me olhou tão profundamente que comecei a andar de lado e acabei batendo no muro da rua. Ela continuava chegando mais perto e ficava me olhando com aquele olhar profundo e sedutor
Eu tava resistindo, resistindo, mas parecia que ela estava pedindo. Eu fui me aproximando e quando só tinha uma pequena distancia entre nossos lábios ela parou. Me olhou um olhar. Eu não gostava daquele olhar. Fui me afastando dos lábios dela
– Por que está se afastando? – Ela perguntou baixinho. Naquela hora eu já afastei com os braços o que a fez ficar surpresa
– Não quero que você me beije por obrigação. Quero que você me beije me dando uma chance. Se for para você me beijar desse jeito, então eu prefiro não te beijar – Eu falei sério. Virei-me para o lado oposto da qual estávamos indo e fui andando para ir embora.
– Então pare de ficar falando, ‘’Por que eu gosto de você’’ Isso, ‘’Por que eu gosto de você’’ Aquilo...É um incomodo! Eu sei que você gosta de mim e se não percebeu eu estou de dando uma chance. Pode não ser uma das melhores chances, porque eu sou duro comigo mesma. Mas são poucas as pessoas que eu dou uma chance. A Lindsay. Eu quero dar a ela uma segunda chance. Chega dessa briga inútil, chega de discutir com ela. Quero tentar ser amiga dela de novo. Quando ela está com o Jay, ela muda para melhor. Ela volta a ser aquela garota eu conheci no 7° ano falando sobre como todos os mendigos se parecem um pouco com o papai Noel – A Emily falou enquanto eu andava. Parei e virei para ela, ela estava sorrindo, mas não aquele sorriso sereno e sim aquele sorriso triste – Ela foi a minha primeira amiga, naquela escola.
Eu andei, não, corri até ela e a abracei. E fiquei a abraçando por um bom tempo. As pessoas começaram a passar e nós dois estávamos lá. Abraçados. Eu acariciando o cabelo dela e ela agarrando a minha camiseta.
–Pode chorar o quanto precisar Emily. Eu vou estar aqui para não deixar ninguém saber- Eu falei sorrindo. Protege-la. Era isso que eu queria fazer por ela. Ela parou de chorar logo depois, e depois nós fomos andando de mãos dadas até a casa dela. Chegando na casa dela, eu me inclinei e dei um beijo na sua bochecha. Quando eu estava me afastando, ela virou o rosto e demos inicio ao beijo carinhoso. Não passava de um Celinho igual ao outro, mas era o começo de um beijo calmo. Quando íamos começar o beijo de verdade a mãe dela abre a porta.
Aqueles cabelos escuros que a mãe dela tinha estavam presos e ela não estava com os óculos vermelho de sempre. Ela de rosto, tinha cara de 29 anos, mas a verdade é que ela já tinha passado da faixa dos 35 anos.
– Queriam se pegar, que fossem para sua casa Sr. Hoodwood. – Ela falou de cara feia sarcasticamente – Bem, a pegação acabou. Ela ainda não deve ter te dado o numero dela. Vou te passar depois – A mãe dela falou, o que me surpreendeu. Disseram-me que ela deveria ser a mãe da Samantha de tão direta e louca que é. Eu nunca acreditei, mas agora eu vejo, é verdade.
Ela me passou o numero da Emily, enquanto a Emily ficava pedindo para a mãe parar com isso. Depois de algumas hilárias cenas com elas, eu fui embora. Aquele dia foi inesquecível, e aquela musica não sai da minha cabeça. Parece que Seaside será nossa musica eternamente.
But I'm just trying to love you
In any kind of way
But I find it hard to love you girl
When you're far away – Seaside (The Kooks)
Fale com o autor