It Was You
20 Quem sabe um dia, eu e você
Notas iniciais
Eu pensei que depois de nós termos essa proposta, seria mais fácil de nos vermos, mas nem era. Nem era, porque ela se candidatou a fazer uma coisa que, literalmente, ocupou ela. Ela se candidatou a participar do comitê do baile.
Estávamos lá, eu e ela no terraço da escola juntos conversando. A Samantha já tinha passado ali com um garoto, mas nada demais. Acredito que a Samantha consiga resolver isso.
Logo, agora estamos começando a nos beijar. Um beijo lento, mas um beijo. Eu adoro os beijos lentos dela. Sinto que às vezes ela está sorrindo. Eu começo a me aprofundar nos beijos quando o telefone dela toca do nada e ela se levanta pra atender
– Alô? Oi, Fernando- Ela fala. Já logo viro. Quem é esse Fernando? – Ta, to indo aí. Beijo, tchau- Ela fala desligando o telefone e colocando o casaco
– A ideia não era você ficar o recreio comigo hoje? — Eu pergunto para ela que logo olha para mim e faz um carinha de anjo para deixar ela ir- Pode ir, só me liga depois- Eu falo para ela e ela sorri e me dá um selinho antes de ir.
Quem será Fernando? Será algum amigo? Não me lembro de nenhum Fernando na sala dela...Quem é ele?
Tento não pensar nisso o resto do dia, mas não consigo. Também espero a ligação da Jenny, mas ela também não vem. O que será que está acontecendo?
Já é véspera do baile e eu não tive nenhuma oportunidade de explicar para a Jenny que eu não posso ir. Ela já deve saber disso, mas eu acho melhor explicar isso a ela com as minha próprias palavras. Afinal, o baile é naquele dia...
Do nada, alguém bate na porta me tirando dos pensamentos. Quando eu abro não vejo nada mais e nada menos que a Jenny.
– Bem, hoje é sexta e o pessoal lá em casa acha que eu to numa amiga da qual eles não perguntaram nem numero e nem onde ela morava, então... – Ela me falou sorrindo e eu logo sorri também
Ela entrou e começou a olhar a minha nova casa. Graças a Deus, eu já tinha acabado de arrumar tudo. Ela se sentou no sofá e eu logo fui lá até ela
– Então, Amiga, o que quer fazer? – Eu pergunto com uma voz de menina para ela e ela logo ri
– Bom, eu trouxe pipoca e filmes – Ela diz sorrindo e mostrando as sacolas – Podíamos ficar no sofá agarradinhos vendo filmes e comendo.. – Ela fala balançando a sacola e eu riu.
Fazemos pipoca, desligo as luzes, ela pega o cobertor e colocamos o filme. Carrie, a estranha. Não o atual e sim o mais velho. No meio dos comentários dela ser bonita e gostosa, eu e a Jenny começamos a, de uma forma direta, nos pegar. Não quero machucar ela e nem nada, por isso tento me conter ao Maximo, mas até parece que ela quer.
...
Ta, eu acho que ela quer...Ta ela quer. Eu paro de beijar ela e logo percebo que já estava em cima dela quase deslizando a mão para abrir a calça jeans dela.
– O que foi? – Ela pergunta achando isso super normal
– O que foi? O que foi é que você desaparece por, sei lá, 2 semanas e meia para cuidar do baile com um tal de Fernando e não me manda mensagem e nem me liga. E do nada, aparece na minha casa e quer transar? – Eu pergunto ironicamente e ela somente balança a cabeça. Eu saio de cima dela – Não é assim que a banda toca, Jennifer! – Eu falo nervoso e ela levanta
– A desculpa se eu estava tentando fazer o sonho de todas as garotas do colégio se realizar para elas irem com a pessoa que elas gostam para o baile enquanto eu vou SOZINHA! – Ela grita a ultima parte, eu me viro. Ela continua nervosa – Olha, eu tenho 16. Quero fazer direito. A minha vida sempre vai ser corrida, se você não aproveitar quando eu estou aqui quando você vai aproveitar? – Ela pergunta e eu fico quieto. Ela faz um cara de choro – Se for assim, acho que não quero continuar com você. Porque nem assumir um relacionamento a gente pode, e a gente ainda briga quando se vê – Ela fala e eu começo a andar de cabeça baixa para o lado e para o outro esperando ela me responder – Leo, olha para mim – Ela pede e eu olho esperando a única explicação que eu quero – Eu te amo. Eu não quero ir embora, mas se você não me falar a única coisa que eu quero saber, eu vou embora – Ela fala
– O QUE VOCÊ QUER QUE EU FALE? EU NÃO TRAI VOCÊ COM NINGUÉM! NÃO SOU IGUAL A VOCÊ – Eu falo para ela irritado e ela levanta já chorando e vai na bolsa dela e joga um sacolinha pequena. Um sacola de embrulho escrito aquilo que eu também já sabia. Eu olho para ela e ela ainda está nervosa tentando não mostrar que está chorando inconscientemente.
– EU NÃO TRANSEI COM O FERNANDO! – Ela grita nervosa – EU NEM BEIJEI ELE. ELE É O LÍDER DO COMITÊ DO BAILE E EU SOU A VICE! ELE ESTAVA AFIM DE MIM, E ELE ERA UM GATO, MAS EU DISSE PARA ELE QUE EU AMAVA O CARA COM QUEM EU ESTAVA E ELE DESISTIU! SEU IDIOTA – Ela me revelou já chorando – AGORA CURTA A SUA NOITE SOZINHO SEU IDIOTA. E, AH, A ÚNICA COISA QUE EU QUERIA OUVIR DE VOCÊ ERA UM ‘’EU TE AMO TAMBÉM’’ – Ela fala já chorando e saindo de casa. Eu fiz uma grande merda. Quero correr e quero dize-la para voltar, mas isso é algo que eu não posso fazer.
Existem pais que me conhecem que moram nessa região, pais, alunos e pessoas que diriam para outras pessoas que diriam para os pais. Eu não posso arriscar. Essa é a primeira vez em 12 anos que eu choro. Não aquele choro de menininha, mas aquele choro de algo indo embora.
Eu não posso para-la, eu não vou para-la, mas eu quero para-la. Mas há coisas na vida que vem primeiro. Sei que se ela for meu verdadeiro amor, terei chance de te-la de novo, mas antes de tudo temos que colocar nosso futuro primeiro. Um dia, talvez, num futuro um pouco distante, eu a veja de novo e a diga ‘’Eu te amo’’. Porque foi ela que além de me abrir os olhos para algo novo, me mostrou a importância da minha vida e de como posso usa-la para ajudar os outros.
Posso ter sido amado e nem percebido, mas eu percebi uma coisa com essaS lagrimas, Eu a amei também. Ela não foi o meu primeiro amor, mas foi ela, o primeiro amor que eu senti falta.
Foi ela,
Foi você (It Was You – Final part. II)
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