It Started Out As A Feeling
8 Meeting Edmund and training
Rei Pedro saiu de sua tenda e observou com curiosidade Oreius. Se o centauro já estava de volta ao Acampamento, isso significava que Edmundo também estava lá. Rebeca apareceu ao lado do narniano e apontou para uma direção, indicando onde Edmundo estava. Susana e Lúcia apareceram logo atrás de Pedro e observaram o recém chegado, que conversava com Aslam.
“Ele é diferente dos irmãos”, Rebeca pensou, “Não tem os olhos claros como os outros três. Eles são castanhos, da cor dos meus. Ele é diferente, mas agora eu vejo que Pedro também é diferente. Tem o cabelo claro e o dos irmãos é escuro. Acho que é por isso que Edmundo e Pedro não se dão bem. Um tem o cabelo e os olhos claros e o outro é totalmente o oposto, cabelo e olhos escuros. A aparência diferente deve mostrar que as personalidades também não são iguais. Mas Edmundo pode ser bom, afinal. Ele pode ter traído a família, mas tem algo de bom nele.”
Aslam terminou a conversa e se afastou. Então, Edmundo se aproximou do pequeno grupo, de cabeça baixa.
— Susana, Lúcia. Desculpem.
As duas abraçaram o irmão, indicando que não importava mais o que tinha acontecido.
— Pedro... – o garoto olhou com receio para o mais velho – Me desculpe...
— Só... Só tente não se perder. – Pedro respondeu, desculpando o irmão.
— Que bom ver vocês de novo! – Edmundo então olhou para Rebeca – Agora, você eu não conheço...
— Rebeca Bell, Cavaleira de Nárnia. Você deve ser Edmundo. – Rebeca estendeu uma mão e Edmundo a apertou.
— A Feiticeira falou sobre você, mas eram mentiras, claro. Você é diferente do que ela contou. Só sei que é a garota da profecia.
— Isso mesmo, mas me chame só de Rebeca, certo? Agora descanse um pouco, você passou por muita coisa. – a cavaleira respondeu, apontando para a tenda dos Reis.
***
Edmundo POV –
Deitei na cama da tenda e observei o teto. A Feiticeira mentiu tanto. Aslam é diferente do que ela me disse. E Rebeca é diferente do que ela disse. Meus irmãos parecem gostar dela e eu gosto também. Uma batalha vai começar e eu sei que Pedro quer lutar. E eu não vou deixar ele não lutar. Continuei observando o teto e logo eu adormeci.
***
— Ed, acorda! – Susana me balançou – Você quer comer?
— Claro! – eu exclamei, sentindo minha barriga vazia.
Saí da tenda com Susana e nos sentamos no chão, aonde havia uma mesa baixa com torradas e suco. Agarrei uma torrada, coloquei na boca e percebi que eram incrivelmente gostosas. Agarrei então mais duas e dei algumas mordidas. Lúcia me observava com divertimento.
— Guardei um pouco de comida para a viagem de volta. – Pedro disse.
— Nós vamos para casa? Mas eu não quero ir, por que vamos? – Lúcia perguntou desapontada.
— Sim, Lu. Você, Susana e Edmundo vão para casa, prometi a mamãe que os manteria seguros, mas também prometi a Rebeca que eu ficaria. E eu quero mesmo ficar e lutar.
— Eles precisam de todos nós e você sabe disso. Ree precisa de nós quatro.
— Lúcia, é perigoso demais. Você quase se afogou e Edmundo quase foi morto, se não fosse por Rebeca, isso teria acontecido.
— E é por isso que temos que ficar. A profecia diz que Rebeca não pode derrotar a Feiticeira sozinha, ela precisa de nós todos. – Susana protestou.
— Eu vi o que a Feiticeira pode fazer e não quero que esse povo sofra com isso. Só com a nossa ajuda, Rebeca vai conseguir. – falei com determinação.
— Pronto. Está decidido. – Susana se levantou.
— Onde está indo? – perguntei.
— Chamar Rebeca para ela nos treinar um pouco. – ela disse e pegou seu arco e flecha.
***
Terceira Pessoa POV –
Susana foi até a tenda de Rebeca, levando Lúcia junto. O arco e a aljava escorregando pelo braço. Encontrou a cavaleira bem na hora em que ela deixava a tenda.
— Susana, Lúcia! Precisam de alguma coisa? – ela perguntou gentilmente.
— Na verdade, queríamos chamá-la para nos ajudar a treinar. – Susana disse com relutância.
— Por acaso eu ouvi direito? Vocês querem treinar? Treinar para quê exatamente? – Rebeca exclamou surpresa.
— Sim, treinar. Pensei melhor e acho que vou ficar para lutar. – Susana continuou.
— Você não sabe o quanto eu esperei para transformá-la em uma arqueira.
Rebeca abriu um grande sorriso e entrou novamente na tenda. Não demorou nem um segundo e ela já estava de volta, segurando seu arco e sua aljava e com uma braçadeira de couro.
— Nossa! Seu arco é incrível, sabia? – Rainha Susana disse perplexa.
— Obrigada, o seu também é impressionante. Agora, vamos?
As três meninas percorreram o Acampamento, indo em direção a arena de treinamento. Era um campo verde, bem extenso. Os alvos estavam posicionados a várias distâncias diferentes.
— Tudo bem. Primeiro, me mostre o que você sabe. – Rebeca apontou para os círculos ao longe – Tente um tiro.
— Mas eu não sei nem como colocar a flecha na corda! – Susana reclamou.
— Só tente. Faça do seu jeito.
A garota mais velha se posicionou totalmente virada de lado e reta, os pés juntos. Incrivelmente, ela conseguiu acomodar a flecha no lugar certo. Então levantou o arco, trouxe a mão da corda até a orelha e num gesto rápido, ela atirou. O único som que foi ouvido em seguida foi da flecha caindo no momento em que atingia as 20 jardas.
— Você nem mesmo chegou perto! – Lúcia exclamou tentando segurar a risada.
— Ah, acho que consegui ver isso por mim mesma, Lúcia! – Susana retrucou.
— E é exatamente por isso que você errou. – Rebeca interviu e Susana a observou com uma sobrancelha arqueada.
— Como assim? – ela perguntou.
— Apenas tente mais uma vez. Só que agora eu vou ajudá-la.
Rainha Susana se posicionou novamente da mesma forma que estava antes e Rebeca lançou-lhe um olhar severo.
— Não fique inteira reta, afaste as pernas uma da outra, recue o seu pé direito e avance o esquerdo. Não tanto assim! Você precisa manter o equilíbrio, por isso você posiciona os pés dessa maneira, mas não exagere no espaçamento.
— Tudo bem, assim está bom? – Susana perguntou, tentando aprender tudo direito.
— Certo, agora pode levantar o arco, mas não tão rapidamente. Não o aperte e mantenha-o na vertical. Isso, assim. Deixe seu braço que segura o arco esticado e o cotovelo deve estar virado para fora. A mão fica no alinhamento do antebraço. Ajuste a altura, agora. Um pouco mais baixo... Perfeito!
— Entendi. E agora? – Susana tentava manter-se paciente.
— Você vai puxar a corda com três dedos, o indicador, o médio e o anular. Eles vão ser chamados de dedos de gatilho. Puxe suavemente, na mesma velocidade em que você levantou o arco. O rabo da flecha fica entre o dedo indicador e o dedo médio e você deve tomar cuidado para não apertá-lo. Espere, puxe a corda um pouco mais. Não! Não até a sua orelha, espere ela chegar até sua boca, seus dedos devem ficar roçando os seus lábios. – Rebeca continuou – Então, incline a cabeça para o ombro do braço que segura o arco e alinhe a corda pelo centro do nariz e do queixo. Feche um dos olhos e veja se você observa a corda formando uma linha que corta o alvo ao meio.
— Sim, chegou a hora de atirar? – Susana perguntou já impaciente.
— Espere! Sempre atire com calma. Outra coisa importante. A respiração deverá estar paralisada à meio, sem ser trancada. O pulmão não deve estar nem cheio nem todo vazio. Então respire fundo... Agora solte o ar, mas não chegue ao final da expiração. Você não deve ter pressa em nada, certo?
— Tudo bem, estou calma. – Susana relaxou.
— Muito bem, então feche os olhos. – Rebeca falou claramente.
— O quê?!
— Ah Susana, você estragou tudo agora que se mexeu! – Lúcia reclamou.
Susana observou o que tinha feito, ela abaixou o arco quando gritou “o quê?!”. Rebeca caminhou até onde ela estava e a ajudou a voltar à posição de antes.
— Sim, você vai fechar os olhos. Por que acha que não acertou da outra vez? Tente sentir o tiro de olhos fechados e depois podemos treinar com os olhos abertos.
— Bom... Se eu errar, não foi minha culpa! – Susana disse fechando os olhos.
— Certo! Chegou a hora de atirar! Esse é o único momento em que você deve usar a rapidez, mas você deve sentir o movimento fluir em câmera lenta. Abra rápido e uniformemente os dedos de gatilho, ao mesmo tempo em que você puxa a mão para trás, sem desviá-la para o lado.
Susana assim o fez. Sentiu os dedos se desgrudarem da sua boca e, em seu lugar, a corda passar roçando por seus lábios com um zunido fino. A flecha sibilou no ar e Susana já estava prestes a abrir os olhos e abaixar o arco quando Rebeca disse:
— Ainda não! Mantenha o braço em posição de tiro até ouvir o impacto de sua flecha no alvo. E...
Um ruído oco a interrompeu. Lúcia vibrou e Susana começou a abrir os olhos relutantemente. A flecha não tinha atingido o centro, mas estava próxima.
— O que você ia dizer? – Susana perguntou com satisfação.
— Quando você atirar de olhos abertos, não tente ver a flecha em vôo. Continue se concentrando na linha que a corda cria, visualizando o centro do alvo. – Rebeca falou com um sorriso.
— Pode deixar. – Susana garantiu.
— Ah! Parabéns, Su! Foi muito bom!
Rebeca se aproximou da mais velha e a abraçou. Lúcia juntou-se no abraço. De repente ouviram som de galopes.Pedro e Edmundo apareceram. Pedro montando um unicórnio branco e Edmundo um cavalo puro sangue inglês marrom.
— Por acaso a arqueira é tão experiente que também consegue empunhar uma espada? – Pedro desafiou.
— Desculpe, mas o Papai Noel só me deu um arco e uma flecha, Pedro. – Susana se aproximou dos irmãos.
— Ãhn, eu estava falando com a Rebeca... – Pedro e todos os outros riram, com exceção de Susana. Ele se virou para a cavaleira – E então, o que acha de treinar comigo e com Ed?
— Tudo bem, mas os dois estão a cavalo, então não é justo. Esperem um pouco. – Rebeca falou.
Ela virou de costas, assobiou e alguns segundos depois, mais galopes eram ouvidos. Um cavalo puro sangue lusitano branco surgiu no gramado.
— Esta é Serena. – Rebeca disse acariciando o focinho da égua – Ela praticamente cresceu comigo.
— Muito prazer. – Lúcia fez uma reverência usando a saia do vestido que ela usava.
— Tudo bem. Susana, você consegue continuar sem mim. E, Lu, você vai cuidar para que ela não fique apressada demais.
— Pode deixar, vou ficar bem calma, Ree. – Susana garantiu mais uma vez.
Pedro desceu do unicórnio para ajudar Rebeca a montar, mas tarde demais. A garota subiu na sela com um único, suave e preciso salto.
— Podemos treinar? – Edmundo pediu e os dois assentiram.
Susana e Lúcia continuaram atirando em cada alvo enquanto os outros três estavam envolvidos em um pequeno duelo. Edmundo tentava segurar a espada pesada e manter-se em cima do cavalo.
— Ed, você precisa controlar seu peso. Levante a espada e mantenha as costas retas. – Rebeca explicou.
Edmundo fez o que ela disse. Pedro estava indo bem para alguém que lutava em cima de um cavalo pela primeira vez. Ele investiu contra o irmão, que recuou seu animal alguns passos. Então Rebeca guiou Serena até o meio do círculo que os dois meninos formavam e avançou com a espada na direção de Pedro, causando um barulho metálico alto. Ele recuou bastante com a primeira investida de Rebeca e então ela investiu contra Edmundo, que recuou também. A cavaleira tinha vencido. Os três estavam prestes a descerem dos cavalos quando Oreius apareceu.
— Rebeca, é importante! Venha, agora! E traga os Reis juntos!
O cavalo de Edmundo ficou agitado com a chegada repentina do centauro.
— Calma, cavalinho! – ele o acalmou.
— Meu nome é Philip. – o cavalo disse seriamente – Serena, ele me chamou mesmo de cavalinho?
— Creio que sim, Philip. – a égua de Rebeca respondeu em tom divertido.
— Me desculpe. – Edmundo murmurou, surpreso pelo cavalo ter falado.
— Creio que nosso treino vá ser adiado. – Rebeca exclamou séria – O que aconteceu, Oreius?
— A Feiticeira irá fazer uma visita. Ela sabe que você está aqui, sabe que os Reis estão aqui e que nós conseguimos Rei Edmundo de volta. Ela deseja convocar uma reunião com Aslam. Já deve estar chegando aqui.
Notas finais
Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa.
Pronto, 100! E agora mais uma vez, só pra dar 101 vezes: Me desculpem realmente. Eu fiquei sem tempo, tive muitas provas. E quando eu passava aqui era pra ler fanfic. Eu to com o capítulo pronto já faz tempo, mas quando que eu ia poder postar né? Ok, vamos esquecer isso. O capítulo tá aqui agora. O que acharam dele? Amaram ou odiaram? Abandono ou continuo a fanfic? Ficou tudo perfeito, ótimo, bom, dá pro gasto ou lixo? Opiniões construtivas, ok? Beijos, amos vocês. Até semana que vem. (sim, vou postar semana que vem o próximo capítulo. Até lá.)
Fale com o autor