Issues - Short fic

3 ISSUES - Lembranças que não partem


Notas iniciais
Hey hey everybody! Estou partindo o capítulo original em alguns capítulos, então esse e o próximo serão apenas pedaços do primeiro. Caso você já tenha lido, tudo nem. A postagem do inédito sairá em breve. É isso. Muito obrigada por tudo ♥

EUA — Portland, Oregon

Final do mês, aproximadamente

Dias atuais — 2020, Junho — 08:00 PM

— Era isso o que você queria? — perguntou ao me olhar.

Estávamos trabalhando intensamente nas tentativas de gravar uma versão da minha música de maneira mais profissional há semanas. “Issues” tinha sido originalmente feita para pedir Jonathan em namoro, assumir meus sentimentos e compreendê-los de uma forma mais objetiva.

Finalizar esse ciclo era algo satisfatório ao extremo. Ouvir minha voz em outra perspectiva dava-me arrepios e meus olhos estavam repletos de lágrimas, não sabia que conseguiríamos algo daquela magnitude. Parecia delicioso ouvir o ritmo novo, a sensação de nostalgia ainda permanecia, as lembranças de como tudo aconteceu estavam vivas em minha mente, mesclados com o processo de criação que foi exaustivo, contudo o resultado final trouxe-me uma felicidade genuína, e escutar finalmente fazia que lágrimas escorressem pelo meu rosto. Podia me lembrar de como aconteceu, de como fiz a canção e a sensação do apego estava mais presente que nunca, era como se um filme passasse em minha mente.

Os beijos. Os encontros. O pedido.

A letra havia sido terminada durante o relacionamento, partes que embora não reconhecesse sempre estiveram evidentes. Quando me envolvi com Jonathan dizia repetidamente que ele talvez não fosse a melhor pessoa para ter um relacionamento, porém mesmo assim encarei meus sentimentos e fui de cabeça para algo que possivelmente não teria futuro.

As brigas. O ciúme.

Talvez Jace não fizesse merda de propósito, mas era um fato que quando as fazia tentava consertar, e agíamos como se nada tivesse mudado. Mas o tempo torna a realidade escrachada e em algum momento vi que nós não deveríamos estar mais juntos. Embora doesse, pois sentimentos não desaparecem de repente, sabia que era necessário.

Ao ouvir a canção eu podia sentir que tomei a decisão certa. Talvez nosso relacionamento não estivesse se encaminhando para algo muito bom. Era como se me lembrasse nitidamente de coisas que não deveriam ter acontecido, definitivamente. Funcionava como uma âncora para manter a memória viva de erros.

Sentia orgulho, pela música, por mim e por minha escolha.

Apenas assenti para Simon o abraçando fortemente. A sensação de realização era tão forte que nem ao menos cabia em palavras. Ele retribuiu, acariciando meus cabelos. Meu rosto provavelmente estava vermelho devido às lágrimas. Minhas mãos o seguravam fortemente, enquanto ele parecia tentar me acalmar. Desvencilhei-me e apenas sorri para ele.

Puta merda....

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Meus amigos comentavam sobre a música. Magnus, Isabelle e Simon foram potências importantíssimas para a divulgação, mesmo que não fosse minha intenção a felicidade era imensa ao saber que alguma parte das visualizações pertenciam à pessoas desconhecidas.

Lightwood tinha se tornado “popular” nas redes sociais por ter muito estilo e carisma. Suas roupas sempre eram as mais diferenciadas e customizadas para encaixar com o que ela desejava. Izzy sempre teve um senso de moda único e conquistou seguidores devido a isso.

Simon, por sua vez, fazia parte de vários grupos de músicos, DJ’s e organizadores de festa como consequência de alguns anos como baixista da “Curse Paradise”. Enquanto Magnus fazia questão de tocá-la em suas festas, além de publicar frequentemente no instagram o link do vídeo.

A canção era um desabafo, a tentativa de fechar um ciclo e manter minha mente ocupada, queria deixar registrada e não esperava que tantas pessoas vissem. Então foi uma surpresa extremamente agradável e satisfatória.

Todos meus amigos já conheciam a letra nessa altura do campeonato considerando a primeira versão publicada e a divulgação. Mas, apenas poucas pessoas sabiam a existência dessa canção antes do lançamento oficial, que conheciam o rascunho, o acústico, apenas uma em especial a quem a canção foi dedicada… Jace Herondale.

Como poderia dizer que aquilo havia sido publicado? Deveria ter dito? Era algo nosso, em teoria ao menos. Pessoal e íntimo, algo que tornei público sem perguntar… A dúvida me corroeu por alguns dias, até que me consumiu quando uma mensagem de texto.

Música legal, Clarissa.

Parabéns. A nova versão é ótima

Sua mensagem ressoava em minha mente a cada instante em que minha cabeça se encontrava vazia. Podia imaginá-lo, seus traços e atitudes enquanto me dizia aquilo, até mesmo o tom que usaria para pronunciar aquelas palavras. Sua presença estava cravada em meus pensamentos, parecia tão vívido.

Não tive coragem suficiente para responder algo além do cordial “Muito obrigada”, o que deveria ter dito? “Valeu pela inspiração.” ou “Ah… Foi por mal dizer que você tem problemas. Me liga qualquer dia desses”. Com certeza não eram opções.

Quis escrever de volta, perguntar como estava indo, sobre sua família, sobre absolutamente tudo. Queria saber se estava bravo sobre a canção, porque sempre há uma possibilidade, desejava poder conversar normalmente. Digitei inúmeras perguntas, encarei o celular por horas, mas no final apenas travei o celular pensando que era melhor assim.

A decisão já tinha sido tomada. Nós não tínhamos volta.

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Portland, EUA — Julho

Quatro dias depois, 04:00 PM

Os últimos dias funcionaram como uma avalanche de memórias. Tentei manter-me ocupada gravando alguns “covers” para o youtube, pois muito do meu tempo era consumido nesse período, edição, ajustes e arranjos ocupavam horas a fio. Mas, quando minha mente precisava de descanso e repouso parecia puxar lembranças felizes de uma época relativamente distante.

Não quero sentir saudades. E também não quero sentir raiva por ter permitido que ele me beijasse logo no início das férias de verão durante uma conversa. Não quero me sentir estúpida, ou permitir que minha mente suponha que estou cometendo um erro.

Não quero sentir saudades, não quero lembrar de como éramos juntos, de como éramos compatíveis, porque em algum momento nós nos tornamos em algo danoso. Lembrar-me de quem costumávamos ser traz à tona pensamentos conflituosos, afinal ter a vívida memória de bons momentos faz com que eu me esforce ainda mais para lembrar daqueles que foram ruins. Sendo inevitável permitir que minha mente traiçoeira se questionasse se fiz a coisa certa. O apego ao que tinha sido incrível torna mais difícil permitir que as merdas que aconteceram se fiquem vívidas.

“Dia 30 — Seu sorriso

Filmes e pipoca talvez fosse nossa atividade favorita. Combinamos de nos encontrar semanalmente para assistir algo em qualquer plataforma de streaming, apostamos nossas fichas em filmes aleatórios e documentários muitas vezes recomendados por nossos professores, víamos algumas séries descontraídas, daquelas que te fazem rir por motivos bestas.

Algo simples que tinha se tornou um hábito. A maioria das vezes os “dates” aconteciam na sala da minha casa, ou em seu quarto. Jonathan passava mais tempo sozinho que eu, e Jocelyn gostava de saber o que acontecia mesmo quando não estava presente, então era como uma regra estipulada.

Logo, quando o encontro era feito na minha casa, como hoje, ficávamos em um lugar visível e acessível para minha mãe, principalmente porque hoje em específico ela chegaria cedo.

Uma comédia passava pela TV, já tinha dado boas risadas, afinal meu humor é extremamente fácil de se agradar, prestava atenção mas sentia que a pessoa ao meu lado não fazia o mesmo. Ignorarei por um tempo, mas a sensação de seu olhar fixo em meu corpo começou a me dar arrepios, como se uma corrente elétrica se alastrasse pelos meus ossos.

Olhei-o como se perguntasse qual era o problema. Observou meu rosto e respondeu:

— Eu gosto quando você ri. Sua testa franze um pouco. — disse tocando o espaço entre minhas sobrancelhas.

— Tá dizendo que gosta das minhas rugas de expressão? — perguntei, abrindo um amplo sorriso.

— Tô dizendo que gosto de tudo em você. — quis rir, é quando a sensação é tão inacreditável que palavras não bastam, nem gestos são capazes de explicar explicitamente o que é sentido.

— Bom saber — aproximei meu rosto lentamente do seu, apenas para encostar nossos lábios — Também gosto de você — fechei os olhos ao nos afastarmos, recebendo um beijo entre as sobrancelhas”

“Dia 45 — Clichê da roda gigante

No topo da roda gigante, Jonathan beijou-me, mesmo que sentisse um certo medo de altura quando seus lábios encostaram nos meus foi como se tudo sumisse momentaneamente. Caso eu tivesse uma lista de clichês para concluir esse seria mais um deles.

Suas mãos seguraram minha face, e seu rosto foi em direção ao meu, os movimentos eram limitados e não muito bruscos para nossa segurança, minhas palmas se posicionaram em seu pescoço, enquanto as suas saiam de onde estavam e iam em direção a minha cintura e costas. Quando nossos lábios se encontraram mais uma vez naquela noite, meu coração pulou de alegria, absorver todo aquele carinho através de um gesto íntimo trazia-me imensa felicidade e um arrepio na espinha

— Eu gosto de quando você me beija. — comentei com um sorriso ao nos afastarmos.

— Gosta? Bom saber — retribuiu e deu-me um beijo rápido em seguida. — O que mais você gosta em mim? — estávamos próximos, agora seu braço sobre meus ombros e minha cabeça levemente encostada em seu peito.

— Seus olhos — respondi olhando-o. Minhas bochechas ruborizaram fortemente devido aos meus pensamentos que foram direcionados aos seus lábios e mãos.

— O que você pensou? — riu — Algo pervertido?

— Jace! — o repreendi em tom de brincadeira — Claro que não. — fiquei em silêncio, sorrindo. Apenas aproveitando nossa proximidade.

— Eu gosto da sua boca. — passou o polegar pelo meu lábio inferior — Dos seus olhos e sardas — tocou minhas bochechas suavemente, seu rosto tão próximo ao meu fazia com que sua respiração batesse em minhas maçãs do rosto, seu nariz explorava minha face — Acho que gosto de absolutamente tudo em você — direcionou seus olhos em direção aos meus. Quis trazê-lo mais para perto, mesmo que fosse impossível naquele instante.

Beijei-o como se minha vida dependesse disso. Ignorei a altura e o frio na barriga misto, pelo medo e por sua proximidade. Paramos quando sentimos que os nossos bancos se movimentaram de uma forma um tanto brusca. Mas apenas rimos ao nos afastarmos”

“Dia 70 — Ciúmes desnecessários

— Você sabe que eu gosto da verdade, Clary. — pôs uma mecha teimosa atrás da minha orelha — Eu preciso que você me diga qual é o problema.

— Não é nada demais… — mordi a ponta do dedão, me afastando

— Claro que é “algo demais” você parece estar puta comigo. — bufou, mexendo nos cabelos nervosamente. — Só quero poder consertar as coisas… Você tá me evitando! — disse soando bravo — De novo! E dessa vez nós estamos namorando!

— Desculpa, tá? — fui rápida.

— Você pode me dizer o que está acontecendo? Pelo amor de Deus? — questionou. O silêncio ocupou o lugar. Meu coração batia descompassado pelo nervosismo, pensava se deveria dizer a verdade. Não era algo muito grande, mas doía assumir a verdade. Não pensava que sentiria ciúmes, mesmo que seja um sentimento completamente “natural” a origem dele deixava-me intrigada.

Jonathan olhava-me esperando minha reação e uma resposta que sanasse suas dúvidas. Talvez fosse completamente infundado considerando que agora Camile estava comprometida com outra pessoa, mas a insegurança era latente. Há cerca de uma semana, nossos beijos se tornaram mais ardentes que o comum, e em algum momento completamente impróprio comecei a me perguntar até onde o nosso relacionamento estava sendo semelhante com o anterior de Jace.

Perdurei com o silêncio por mais alguns instantes até soltar relutante:

— Eu tô com ciúmes Jace. — fechei os olhos envergonhada — Não daqueles normais. Aqueles ruins e sem fundamento, eu tô com raiva de mim, aí eu pensei em me afastar pra’ ver se passava.

— Ciúme? — pareceu confuso — De quem?

— Camile.

— A namorada do Sebastian? — franziu a testa. Nem eu mesma era capaz de acreditar naquilo, questionava-me como algo antigo desse tipo poderia me afetar depois de tanto tempo.

— A sua ex! — respondi como se fosse óbvio.

— Que é a atual do seu primo. — insistiu

— Tá’ vendo? Não faz sentido. — a frustração dominou o meu corpo — Não quero me sentir assim, mas ela foi a sua primeira namorada. — bufei, afastando-me mais ainda, encostando-me na parede.

— E você é minha namorada, agora. É de você de quem eu gosto — andou em minha direção, segurando minhas mãos que pendiam soltas ao lado do meu corpo — Só você. — deu-me um beijo rápido.

— Eu fico me perguntando se nós estamos repetindo tudo, se tudo que está fazendo agora você já fez antes. — confessei, constrangida. Talvez assumir a verdade fosse melhor naquelas circunstâncias — Eu não quero me sentir assim, insegura. — respirei profundamente sentindo a aflição em meu peito — É uma sensação péssima.

Jonathan acarinhou nossas mãos, e em seguida as soltou e pôs seus braços ao redor da minha cabeça, encostando seu queixo no topo. — É de você de quem eu gosto — repetiu — Só você”

“Dia 107 — Conversa fora de hora

Seus beijos ávidos desciam pelo meu pescoço, enquanto suas palmas firmes seguravam minha cintura. Permitia-me arfar pelo contato intenso que sua boca fazia em meu corpo. Jace posicionava-se em cima de mim, logo tinha o maior controle sobre o que acontecia, tentava me manter racional em um momento, pois minha intenção inicial era ter uma conversa e não uma simulação real de sexo.

Mas seus lábios me distraíram e meus hormônios falaram mais alto. Fui receptiva às suas investidas, aos seus beijos e toques, esqueci momentaneamente qual era o meu objetivo. Não me lembrava exatamente de como havia começado, era apenas mais uma “sessão cinema” entre nós dois, dessa vez no sótão recém-reformado da sua casa, contudo em algum momento as coisas fugiram do planejado. Principalmente quando sua boca desceu pelo meu pescoço e começou a explorar o topo do meu busto, quando nossos beijos se tornaram mais ardentes e Jonathan desceu uma das alças da minha camiseta.

Respirei profundamente tentando organizar meus pensamentos e comecei a balbuciar seu nome, o que teve o efeito contrário ao invés de refreá-lo, com certeza o recado havia sido entendido erroneamente. Segurei com mais força seus ombros, apertando-o por lá, desejando chamar sua atenção.

— Nós temos que conversar. — comecei sôfrega, Jonathan pareceu ignorar minhas palavras e continuou seu caminho pelos meus ombros, depositando uma mordida proposital por lá, fazendo com que eu arfasse e dissesse seu nome mais uma vez. Procurei seus lábios e o beijei, minhas mãos agora espalmadas em suas costas arranhavam-o por debaixo da camisa.

Beijei seu pescoço e sua boca mais uma vez. Afastando-me e recebendo um olhar confuso em troca. Minhas bochechas avermelhadas pelo esforço e timidez fizeram com que eu desejasse desviar o olhar, mas mantive-me firme e repeti o que havia pronunciado há um tempo.

Jonathan, saiu de cima de mim tombando para o lado esquerdo, respirando fundo e mexendo nos próprios cabelos. Sentei-me da melhor forma que pude cruzando as pernas em formato de meditação, de repente senti-me constrangida, ajeitei a alça da minha blusa e comecei a mexer em meus fios ruivos pensando em como eles estavam, desgrenhados talvez… Jace se distanciou um pouco, desviando o olhar como se estivesse perdido, pôs as mãos no colo parecendo aflito.

Decidi que talvez a quietude fosse a melhor escolha naquele instante. Esperei até que ele se pronunciasse, mas o nervosismo não permitia que não buscasse seus olhos ou desviasse imediatamente quando visse que estava sendo igualmente observada.

Meu intuito principal era perguntar o que tinha acontecido hoje, a escola inteira estava comentando sobre uma discussão no laboratório de química. Ele e Jordan poderiam ter sido suspensos, por um desentendimento até agora sem fundamento. Com a faculdade se aproximando, era arriscado demais ter uma mancha no histórico escolar por um desentendimento.

Jonathan tinha pavio curto e um temperamento complicado, e isto era um fato que sempre fez com que minha consciência me alertasse sobre o que nosso relacionamento poderia se tornar somado à minha personalidade.

O que poderia ter o feito perder a paciência dessa vez?

— Jace, eu… — tentei começar, cansada de esperar que ele tomasse a iniciativa.

— Quer conversar, não é? — assenti — Olha, desculpa por hoje… Não vai acontecer de novo. — uma interrogação se fixou em minha mente — Eu não te trouxe pra’ isso e… Nós só íamos ver o filme, mas…

— Não! Não… — o interrompi atraindo seu olhar em minha direção — Isso pode ser assunto pra outra hora, mas não é sobre isso que eu queria falar.

— Não? — respondi sua retórica. Mas um certo silêncio se estabeleceu. Longo e demorado até que eu decidisse voltar a falar:

— É sobre a sua discussão com o Kyle. — comentei — Ninguém quis me dizer o que aconteceu. Vocês quase começaram uma briga, isso poderia ir para seu histórico escolar, sabe disso certo?

— Sim senhora — respondeu um tanto irônico, tombando sua cabeça para o estofado — Ele foi um escroto — ajeitou a postura — Foi só isso.

— Vocês quase foram expulsos do laboratório, Jace! — apresentei meu ponto, respirando lentamente, desejando manter o tom brando, pois minha última intenção seria ter um desentendimento — Quer me contar o que aconteceu? — perguntei me aproximando dele.

— Acho que não… — passou a mão por seus fios loiros.

— Tem certeza? — insisti, chegando ainda mais perto. Contudo Jonathan apenas assentiu. Parecia um pouco contido a respeito, talvez fosse consequência da interrupção abrupta do que fazíamos, ou o assunto era delicado por alguma razão. Tentei amenizar a situação depositando um beijo em sua bochecha e perguntando em um tom divertido — Mais tarde então? — repeti o ato desta vez perto de seu olho.

— Mais tarde. — sorriu enquanto me olhava. Continuei a repetir o ato continuamente, enquanto ele parecia se divertir com minha pergunta e gesto insistente, e durante um dos meus movimentos Jonathan me beijou, rápido e suave, arrancando um sorriso meu, parei para observá-lo e ele fazia o mesmo, seus olhos buscavam os meus, suas mãos se direcionaram ao meu rosto e nossos lábios estavam juntos mais uma vez, delicado de dócil.

— Você poderia ter perguntado mais tarde de qualquer forma — riu, ao inclinar seu corpo sobre o meu, fazendo com que eu me deitasse mais uma vez.

— Talvez eu devesse ter perguntado mais tarde mesmo — gargalhei ao sentir seus beijos em meu pescoço”

“Dia 112 — Você não pode.

— Eu não posso reclamar, Clarissa?

— Não, não pode. — ri enquanto o guiava para longe da multidão dos corredores lotados. Jace não estava amigável, longe disso, parecia extremamente bravo, mas permitia que fosse conduzido por mim. Mantive o silêncio entre nós, procurando um lugar em que pudéssemos conversar em paz, aproveitando a pausa entre as atividades extracurriculares.

Paramos em uma área afastada do campus, que estava surpreendentemente vazia, pois muitos adolescentes ficavam por lá para fins nada acadêmicos, então o vazio era novidade. Levei-o até uma árvore e apoiei minhas costas por lá, repousando minhas mãos em seu corpo.

Suspirei profundamente sabendo que poderia ser uma conversa relativamente complicada.

— Me trouxe tão longe pra’...?

— Perguntar o que tá acontecendo. — fui franca — Primeiro você discute com o Jordan. Agora encrenca com o Juan. Juro que não tô entendendo. Principalmente porque dessa vez eu sei o motivo.

— Clarissa… Eu só…

— Eu te dou motivo pra desconfiança?

— Não é isso. — permiti que continuasse — Você estava falando com ele de um jeito diferente. Além de dizer que não tenho o direito de estar bravo.

— Não quis dizer que você não tinha o direito, mas sim que não há necessidade. — segurei seu rosto — É de você de quem eu gosto. — o beijei rápido, mexendo em seus fios loiros. Distribui beijos pelo seu rosto enquanto ria.

— Acho que você me trouxe para esquecer do assunto — riu igualmente

— Talvez — pus meus braços em seu pescoço, encostando minha cabeça em seu peito — suspirei aliviada por ter sido mais simples que o esperado”

Afastando as lembranças da minha mente, busco o telefone mais uma vez e telefono para um número conhecido.

— Alô, Simon?

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Notas finais
Compartilhe sua opinião comigo ♥ Beijos e abraços. Pegs. Postado dia: 13/09/2020 - 19:11 Editado dia: 01/01/2021 - 13:45 (deveria ter feito antes kkkk, estava pronto e postado no SS)