Isso É Demais Para Mim
1 Capítulo 1
Eu estava andando sob o leve chuvisco da noite, não queria ir para casa, só queria sentir o ar e sim, eu tinha consciência de que meu cabelo já estava úmido e que eu devia voltar, pois se a Naty (minha melhor amiga e quem eu considero a irmã que eu nunca tive) chegasse primeiro do que eu em casa provavelmente sentiria minha falta e faria um escândalo já que eu quase nunca saio de casa e como eu estava de férias do trabalho, e não havia lugar para eu ir além dele, ela iria pirar mais ainda. Ainda não me apresentei né? Bom, eu sou Larissa ou Lah, tenho 20 anos e sou veterinária, atualmente eu moro com a Natalia (Naty) de 18 anos, ela veio para minha cidade para estudar e iria morar sozinha em um apartamento ali perto, mas em um belo dia eu a conheci e a convidei para morar na minha casa enquanto não arrumava um lugar mais seguro (já que o apartamento em que ela se hospedou não tinha uma boa reputação), nós acabamos nos dando muito bem apesar de nossas grandes diferenças e agora éramos praticamente irmãs.
Senti uma mão segurar meu pulso e depois de um breve segundo ela me puxou para um beco ali perto.
- Você precisa me ajudar! – Disse uma voz angustiada, não conseguia ver o rosto da figura, mas uma fresta de luz revelou por um breve segundo olhos verdes e desesperados.
- Quem é você? – perguntei, tentando me soltar de sua mão que ainda me apertava o pulso.
- Eu juro que ti explico depois, agora me ajude, por favor! – consegui ouvir o pânico em sua voz e não consegui resistir ao impulso de ajudá-lo.
- Tudo bem, me solte e me siga. – relutante ele me soltou e, ao invés de sair correndo como uma pessoa normal faria, eu me peguei caminhando de volta para casa e sendo seguida por ele.
Não caminhamos por mais de 5 minutos, eu não havia me afastado muito de casa, e ele me seguiu por todo o caminho, quando alguém passava por nós ele se escondia atrás de algo ou até mesmo de mim, mas sempre quieto, não disse uma palavra por todo o caminho que andamos.
Chegando a minha casa, eu abri o portão e ele entrou, enquanto eu trancava o portão novamente ele me esperava em um lado escuro da varanda, assim que eu abri a porta ele entrou, eu não estava pensando no fato de ele poder ser um assassino, um seqüestrador ou algo do tipo, eu só conseguia pensar na doce voz do individuo quando me pediu ajuda, eu não negaria, eu nunca negava nada a ninguém e esse é o meu problema.
Acendi a luz e o vi parado junto à mesa de jantar.
- Obrigada. – Foi tudo que ele disse a mim.
- tire o capuz. – Disse para ele, ele usava um casaco grande e o capuz não me permitia ver seu rosto.
Quando ele abaixou o capuz eu me assustei.
Era mesmo o...
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