Isso Não É Errado.

1 Capítulo 1: Afogamento.


Notas iniciais
Jake. Nem quis saber o seu sobrenome, pois o seu primeiro nome já guarda todas as suas merdas.

Aperto minhas mãos ainda mais forte em sua garganta, ignorando seus chutes fracos contra minhas pernas. Hum...Eu esperava que um estrupador fosse mais forte. Solto as mãos da sua garganta, agora empurrando sua cabeça ainda mais pro fundo do balde de lixo que eu havia pegado atrás da loja de departamento do seu tio avô. Deixei o balde de lixo transbordar de água e algumas pedras de gelo também boiavam por ali. Enquanto penso em como foi divertido preparar seu palco aonde morrerá daqui a alguns minutos submersso. Seus pés param de lutar, meto a sua cabeça mais para o fundo do balde, a água já molha o couro da sua jaqueta preta e seus pés já fazem um bom tempo que não encostam mais no chão. Tiro a minha mão enluvada de sua cabeça empurrando todo seu corpo de cabeça para baixo dentro do balde, deixando apenas suas pernas para fora. Me afasto um pouco, olhando meu trabalho. Nossa! Eu estou ficando bom nisso... Sorrio, e deixo a garagem de Jake já prevendo o alívio que as garotas que ele abusava sentiriam e as mentiras inúteis que muitas pessoas não precisariam mais suportar.

–Evan? — perguntou minha mãe antes mesmo que eu possa fechar a porta. Tiro o casaco um pouco úmido da chuva que eu havia pego, e caminho até a cozinha onde ela está revirando uma massa grossa e crua de pão. Ela levanta o olhar e sorrir ao me ver.

–Comprou os ovos querido?

–Hum...

–Certo, vou entender isso como um não. — diz ela voltando para a massa de pão.

–Desculpa, mãe.

–Tudo bem...Mas tente não esquecer da próxima vez. — ela novamente me olha sorrindo e eu também retribuo o sorriso.

Subo as escadas de dois em dois degraus, ouvindo as risadinhas de Carly com suas bonecas, e logo depois vou para o meu quarto. Jogo o casaco em cima da poltrona e tiro a camisa ligando o som do outro lado do quarto que logo começa a tocar "It's Not For Me To Know" deito na cama escutando Joey gritando "And I've give up trying to understand what I can't" suspiro fitando o teto e relaxando com o fato de que todas as provas que terão amanhã serão muito fáceis.

8:30! Isso com certeza é atraso. Visto uma calça que estou rezando para que ela esteja limpa, uma camisa branca com mangas até o antebraço, o tênis, e por fim um cachicol verde que talvez resolva minha situação com o clima lá fora. Saio em desparada pela porta tentando não ser pego pela minha mãe. E logo estou caminhando na calçada enxarcada e escorregadia, o colégio só fica a pouco mais de três quadras da minha casa e isso é realmente muito bom. Respiro mais profundamente, sempre quando chega o inverno meus pulmões me deixam na mão, e solto o ar frio pela boca.

Notas finais
Não copie, apenas leia e se diverta. Seja original. ^.^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.