Notas iniciais
Estou caída no meio de uma poça d'água. O mais rápido possível, levanto e continuo correndo. Eles estão atrás de mim. Um carro preto se aproxima de mim e um homem sai de dentro dele, Puxo a mão de meu bolso e jogo a pedra em que carregava do bolso, arremesso no homem, mas ele desvia. Ele corre em minha direção, mas tiro a pequena ''espada'' que fica presa sobre meu ombro. Enfio a espada o quanto posso em seu estomago, fecho os olhos para não ver o sangue dele jorrar em minha roupa. O Carro preto começa a levitar. Agora sim tenho toda a certeza do mundo. Foram os tucanos que me descobriram. Corro um pouco mais rápido, mas o carro que nesse momento está voando se aproxima de mim, ele é muito veloz. Algo debaixo dele está se abrindo, olho para cima e tento voltar, mas não adianta, outro carro está voando em cima da minha cabeça, mas esse agora é bem maior, é branco com luzes vermelhas piscando sobre ele. Algo em baixo dele abre, eles jogam cordas sobre mim. Estou presa.

Me debatO para tentar sair, mas não consigo. Um homem de branco com uma máscara de tucano se aproxima de mim. A máscara toda é preta, menos seu bico que é amarelo.

- Não reaja sua clandestina. Você está presa! - Disse o homem. Ele aponta a arma para mim.
- Filho da mãe. - Digo. Ele puxa uma espécie de pistola de seu bolso e dispara contra mim. Eu apago.

Abro a porta da minha casa, tropeço em algo que explode nos meus pés.
- Surpresa!! - Gritam meus familiares. Confesso que tomei um susto. Eu não imaginava que eles fossem fazer isso. Em Dezesseis anos de toda minha vida isso jamais tivera acontecido. É minha festa surpresa de dezesseis anos. Mas que estranho, esse momento já aconteceu em minha vida. E foi há cinco meses. De repente vejo todos meus familiares mudarem seus semblantes de felicidade para algo que eu considero tristeza. Isso não aconteceu na minha festa surpresa. De repente tudo fica escuro. Vejo o dia em que minha mãe me contou a verdade. Foi o dia mais triste da minha vida. Foi logo após minha festa surpresa de dezesseis anos.
- Foram dezesseis anos de mentiras, dezesseis anos te protegendo. Eu não queria que eles te descobrissem. Nós não podíamos ter evitado você filha. - Disse minha mãe em prantos. Ver minha mãe chorando novamente não é fácil. Esse foi o momento em que minha mãe contou a verdade da minha vida. Eu sou clandestina, Bom, aos menos para o Governo eu sou. Pessoas clandestinas nesse mundo é proibido. Não nasci como as outras pessoas que foram feitas em laboratórios, inseminações, clonagens, etc... Eu tinha saído do ventre da minha mãe, e isso é proibido. Com certeza não sou a única clandestina no mundo. Mas tenho que conviver com a mentira e o medo. Vejo o momento em que perdoei minha mãe por não ter me contado. Eu poderia repreender-lá, mas isso seria egoísmo da minha parte. Ela me ama, por isso ela mentiu. Me vejo chorando em seus braços de novo. Agora o momento muda completamente, estou na casa da Emmy, minha amiga, ou melhor, uma irmã pra mim. Contei toda a verdade da minha vida para ela. Nela eu confio. Cresci com ela, seus pais são ocupados com seu trabalho. E ela sofre e compartilha de seu sofrimento comigo. Ela nunca me contou onde eles trabalhavam, e nunca tive curiosidade em saber. Mas porque estou aqui vivendo tudo isso de novo? A voz de um homem enche minha cabeça: ''Três, Dois, O que está acontecendo? Sinto que essa voz me é familiar... Um.'' Abro os olhos um pouco tonta e vejo pessoas desconhecidas ao meu redor. Pessoas vestidas de branco, parecem médicos, mas há policias, pessoas do governo, o que está acontecendo? Por um momento lembro de quando eu estava fugindo dos tucanos. Em um ato de desespero tento me levantar mas vejo que meu braço está preso sobre a cadeira. Ao meu lado está o homem que fez a contagem regressiva, eu não o conheço, mas sua voz me era familiar. Minha tontura aumenta. Fecho os olhos e respiro fundo, finalmente me dou conta do que estava acontecendo. Eles me fizeram uma regressão enquanto estava dormindo, eles queriam saber há quanto tempo eu tenho conhecimento de que sou clandestina. Não acredito que traí minha família, meus amigos.
- Me tirem daqui. - Grito. eles estão me filmando. Insisto novamente para eles me soltarem, mas eles parecem me ignorar. Um homem com uma máscara de Tucano entra na sala.
- Aqui está os trajes da X-5700. - Disse ele. Numero? Eles estão se referindo a mim como numero? Só pessoas que vivem na cadeia são referidas assim. Eles se aproximam de mim.
- Vocês vão me tirar daqui? Onde está minha mãe? - Pergunto. Uma mulher de cabelos ruivos e olhos verdes me solta da cadeira. Ela se parece comigo. Se não fosse pela idade, e meu cabelo que é mais vermelho que o dela, Poderiam nos confundir.
- Você está presa garota, temos todas as provas que você é uma clandestina. Agora você será transportada para o DDC. - - Mas.. Isso não pode está acontecendo, eu não sou clandestina. vocês devem ter cometido um erro, apenas estão equivocaram. - Digo. Mas não sou boa em mentir, e mesmo que eu fosse, não adiantaria.
- Temos provas disso minha querida, agora fique quieta se não você vai complicar mais as coisas. -
- Mas e meus pais? eles já sabem? Onde estão? - Pergunto. Ela olha pra mim, no seu olhar tinha um pouco de remorso, por um momento pensei que ela estivesse sentindo pena de mim.
- Infelizmente não tenho permissão para lhe dar esse tipo de informação. - Respondeu. Todos saem da sala, menos a mulher ruiva. Visto meus trajes, sou a número X-5700. Tenho esperança de que ela me diga algo sobre meus pais, mas isso não acontece.
- Ela está pronta para ser levada. - Avisa a mulher ruiva. Os tucanos, que estão com os policiais que detêm os clandestinos, me levam para fora da sala. Carros que flutuam estão a minha espera. Isso é tão humilhante. Tudo o que eu quero agora era falar com meus pais, e descobrir quem traiu a confiança da nossa família. Abaixo a cabeça enquanto os policiais acenam para os carros pousar. Passa pela a minha cabeça de fugir daquele lugar, mas é impossível. Estou cercada pelos tucanos, para qualquer canto que eu fosse, eu iria ser pega.
- Eles vão ficar bem. - Disse alguém em meus ouvidos. Levanto a cabeça e vejo a mulher ruiva saindo.
- Sinto muito. - Disse ela, e logo vai embora. Se eles ficarem bem, eu também ficarei. Agora posso seguir em frente para enfrentar o que vem por aí.

O que você faria se descobrisse aos Dezesseis Anos que iria passar todo o resto de sua vida na cadeia? Melody não teve escolha.

Melody tinha uma vida feliz com seus pais, mas quando o governo descobriu que ela tinha sido fabricada clandestinamente ela terá de passar o resto de sua vida presa em uma cadeia para pessoas clandestinas. Agora Melody passa seus dias em uma grade isolada de todos os outros presos. Mas quando ela sai da grade isolada, ela se muda para conviver com os outros presos, mas acaba descobrindo que as pessoas que ela irá encontrar não são como ela esperava. Melody descobre que pessoas especiais vivem ali, mas também pessoas perigosas que podem acabar com sua vida. Melody com sua melhor companheira de Quarto, Tori — Também conhecida como numero T-4900 — tem a ideia de armar uma fuga, e logo Depois uma Guerra contra o Governo que está manipulando a população. Melody, Maxuel, e Tori terão que se unir para reencontrar suas famílias.

Notas finais
Capítulo onde os Tucanos descobrem que Melody é clandestina.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.