Isabella Swan: O Retorno

11 Olá de novo. - part 1


Notas iniciais
Heeeeeeeeey pessoas. Tudo bem com vocês? Adivinhem que tá sem internet? Isso mesmo a autora aqui. Fiz um esforcinho pra postar pra vocês. Então boa leitura o/

POV. Edward

14 anos se passaram desde que estive em Forks pela ultima vez. Desde que deixei Bella, desde sua morte. Os primeiros cinco anos foram os piores pra mim. O clima na casa era horrível, Alice mal me olhava. Esme e ela viviam sempre tristes pelo luto. Carlisle mais trabalhava do que qualquer outra coisa e Jazz estava sempre depressivo já que se espelhava na tristeza de todos nós.

No começo fiquei com Tanya, mas depois de uma briga feia que ela teve com Alice, eu nunca mais a vi. Eu e Alice não conseguíamos ficar por cinco minutos no mesmo lugar, acabávamos discutindo. Até que um dia ela decidiu ir embora, porém eu não aguentei ver Esme implorando para ela e Jazz não irem. Não aguentei ver mais dois irmãos meus indo embora por minha causa. Então eu parti, saí pelo mundo, me isolei, ligava pra casa uma vez no mês por exigência de Esme. Fiquei fora por quatro anos e meio, me corroendo de culpa, de remorso. Eu podia ter sido compreensivo, podia ter ficado com Bella, criado seu filho como meu. Ela poderia estar aqui do meu lado hoje, mas eu fui turrão, ignorante, fui cegado pelo ciúme. EU matei Isabella.

Depois que voltei, arrependido e cheio de culpa, Alice me perdoou. O clima na casa estava bem mais leve, conseguimos seguir em frente. Sentíamos muita falta de Emm e Rose, por minha culpa eles foram embora. Jazz me disse que eles voltaram em uma natal, mas logo foram embora. No tempo que estive fora um novo integrante foi adicionado ao clã Cullen. Seu nome era Christopher. Se a possibilidade não fosse tão remota eu diria que ele era filho do Carlisle, ele era praticamente a cópia mais nova do mesmo. Cabelos loiros, o olhar bondoso. Mas a semelhança acabava aí, assim como poderia ser filho do Carlisle na aparência, na personalidade poderia ser irmão de Emmett. Eles se dariam muito bem.

Estávamos passando uma temporada em Londres quando soubemos do tsunami em Forks, então nós voltamos. O lugar ficou devastado, não sobrou quase nada, quase ninguém. Houveram pouquíssimos sobreviventes, nossos amigos, Angela, Eric, Ben, Lauren, Mike, Jessica, Charlie, todos foram dados como mortos. De nossos conhecidos apenas sobraram os lobos, já que são seres sobrenaturais. Me lembro da vez que encontrei Jacob.

*Flashback*

Eu e minha família nos mudamos a pouco tempo de volta a Forks. Esme e Carlisle estavam fazendo o que podiam para a restauração da cidade. A ideia era deixá-la como antes, exatamente como antes. Alice estava empolgada com isso.

Depois de muito tempo tomando coragem, fui ao cemitério, acho que a foi a única parte da cidade a não ser destruída. Irônico, não? Tinham feito um memorial pra Bella lá.

Hoje completava 10 anos da morte dela, e só agora tive coragem de voltar aqui. Dei passos lentos até a singela cripta, rodeada de flores, copos de leite, como em nosso casamento. Alice. Fracos chuviscos caiam do céu, seria um dia frio se eu sentisse frio.



Isabella Marie Swan

Quando o sol nascer no oeste, e se por no leste. Só então serás esquecida.

Eterna em nossas mentes e corações.

1987-2011

Ao lado da Bella tinha uma outra inscrição, era como se tivesse sido arranhada. Nela dizia:

Baby Swan — Unborn

Eu sentia um aperto no peito, era agonizante, soluços irrompiam meu peito. Eu bloqueei a dor por tanto tempo, bloqueei a morte dela por tanto tempo que quando a dor veio trouxe algo fora do normal, eu queria morrer. Sucumbi em meus joelhos.

– Você não tem direito de estar aqui. — Uma voz cheia de ódio e raiva sibilou pra mim, Jacob. Estava tão inerte ao mundo em minha volta que não o ouvi se aproximar. Ele estava diferente, e se possível mais alto. Não era mais o moleque que perdeu a cabeça no meu casamento, Jacob Black agora era o Alpha. — Não tem o direito de sofrer Cullen, isso é tudo culpa sua. CULPA SUA! — Seu corpo tremia, logo teríamos uma enorme fera querendo me matar, e eu simplesmente não iria fazer nada. Eu queria isso, iria pra onde Bella estava, imploraria pelo seu perdão. — Você a matou, e matou seu filho também. — As palavras de Jacob eram duras e frias.

– A criança não era minha, nã… não poderia ser. Era su… su… sua. — Jacob riu em escárnio.

– Seu amor era uma fraude Cullen. Só de você duvidar, só de você pensar que Bella poderia sequer cogitar a ideia de te trair prova que você não a conhecia, que não a amava de verdade. Seja racional Edward, quando eu e Bella teríamos tido a oportunidade? E você acha mesmo que se Bella tivesse transado comigo eu deixaria ela se casar com você? — Só então eu pude ver, ele dizia a verdade. A criança era minha. A dor se possível, aumentou. Eu não conseguia responder, não conseguia falar. — Você não passa de um cego mimado Cullen, você merecia morrer aqui mesmo. — Eu queria isso.

– Me mate. Você sempre quis isso. Anda me mate. — Pedi em súplica. Jacob veio pra cima de mim lentamente, passo a passo. Seu corpo tremia, pronto pra deixar a fera escapar. Vi em sua mente a cena que aconteceria a seguir. Vi a agonia estampada em minha face através de seus olhos, então ele se transformaria em lobo, olharia em meus olhos e num golpe mortal arrancaria minha cabeça. Ele se deliciava com isso, com a visão de minha morte, mas subitamente a tremedeira cessou. E com a voz cheia de ódio e desprezo ele se voltou a mim.

– Eu faria Cullen, mas seria fácil demais pra você. Você merece viver com isso. Com a culpa da morte de sua esposa e filho. Merece viver com o vazio que eu vivo. Eu vivo com a culpa também Edward, eu virei as costas pra ela por orgulho e isso me corrói a cada mísero dia de minha vida. Eu a amei sabe Cullen? Eu poderia tê-la feito feliz, mas ela escolheu você. O mínimo que tinha que ter feito era mantê-la viva e você fracassou. Não serei misericordioso com você. — Ele foi virando as costas para mim. Não! Ele não podia fazer isso, ele tinha que me matar.

– Jacob, me mate. Não seja um covarde. Eu sei que você quer. ME MATE. — Ele ia se distanciando. — JACOB BLACK! — Ele se virou pra mim mais uma vez pra dizer as palavras que só me destruíram mais.

– Eu costumava te odiar Edward. Vivia pensando no dia que te encontraria de novo e te mataria sem dó. Mas te olhando agora, me implorando de joelhos pra te matar eu percebo. A única coisa que sinto por você é pena…

*Flashback off*

Jasper e Alice foram me encontrar naquele mesmo lugar dois dias depois, na mesma posição, estático. Depois do ocorrido eu tive minha era mais sombria. Eu não caçava, não falava, não saía. Eu morri estando vivo. Foi assim por quase quatro anos. Quando eu finalmente voltei a viver, Forks já era Forks novamente. Pessoas já estavam morando lá, os sobreviventes, famílias que já haviam morado lá, novas famílias. Forks não era mais um mar de ruínas, Forks agora era um cidade.

Jazz, Alice e Chris já estavam matriculados na escola, Carlisle trabalhava no hospital e Esme tinha aberto uma loja de decoração no centro da cidade. O casal Cullen era bem reconhecido na cidade, já que sem eles aquela cidade ainda estaria em ruínas. Como eu fiquei muito tempo sem aparecer eu seria o filho que acabou de voltar de um colégio interno em Londres. Sempre a mesma história.

Hoje seria uma dia atarefado para nossa família. Uma escola de Seattle iria vim á Forks fazer um trabalho de campo. E os Cullen, sendo um dos patrocinadoras mais importantes estariam encarregados de ajudar os alunos da escola. Eu preferia ficar em casa, mas Alice sendo Alice insistiu pra eu ajudá-la.

Esme e Carlisle preferiram que as entrevistas fossem feitas aqui em casa mesmo, logo o lugar estava mais arrumado e decorado que nunca. Eles haviam preparado uma sala de entrevistas em um dos cômodos da casa. Estava perdido em pensamentos quando Alice quebra meu raciocínio.

– Edward, a gente já tá indo.

– Vai na frente que eu já te acompanho.

Minutos depois do carro dela arrancar da garagem eu a segui. A Ferrari vermelha ainda estava lá. Outra fisgada em meu peito. Fiquei encarando aquele carro por um tempo consideravel até que alguém me sacode os ombros.

– Deixa disso mano. Já faz bastante tempo. Você tem que superar.

– Você tem razão — Chris me empurrou até sua Ferrari preta conversível e fomos juntos pra cidade.

– Pô mano, se anima. Parece que veio pra um enterro.

– Não vim pra um enterro, mas não vai ser a coisa mais legal do mundo. E não tenho motivos pra estar animado também. — Chris bufou em desgosto. Já estávamos entrando no estacionamento da escola.

– Deixe de ser ranzinza Edward. Vou te dar um motivo pra ser animar. — Me olhou maroto. O lugar estava mais cheio do que nunca. Saímos do carro.

– É? E qual seria esse? — Disse em desafio. Chris abaixou seus óculos de sol, olhou pra uma loira e sorriu sedutor.

– Gatinhas, mano. Gatinhas. — Não teve como não rir. Aquele moleque era um palhaço.

– Conquistador barato. — Ele me deu um murro do ombro. — Te vejo depois pirralho.

– Até mais vovô. — Rimos e cada um seguiu sem caminho.

Saí andando procurando Alice, que não estava em lugar algum. Não conseguia achá-la em lugar algum. Chamei em seu telefone e quando me dei conta estava um pouco longe da escola. Como ela não me atendeu decidi esperar até ela dar sinal de vida. Minutos depois o celular vibrou, mensagem.

“Estou te esperando no ginásio, volte logo cabeção — A”

“Estou indo anã. — E”

Fui andando em passos lentos, não estava mesmo animado pra esse dia. Parei pra olhar o céu até que um corpo se choca no meu. Era uma garota, que apressadamente se desculpou. Ela me era tão familiar. Seus olhos me lembavam os de Bella. Tudo nela me parecia familiar.

Me ofereci pra acompanhá-la de volta a escola, já que a mesma estava perdida. Nessie era uma garota legal. E o mais estranho é que não conseguia ler sua mente. Se isso me lembrou Bella? Não, magina. Ao encontramos a turma dela, uma de suas amigas me encarava deslumbrada. Pensando no quão lindo eu era e todo esse blá blá. Até me comparou com um dos alunos da escola dela.

– Prontinho senhorita… — Disse me virando pra Nessie.

– Salva... McCarty, Nessie McCarty. — Nessie se corrigiu e eu a olhei espantando, mas foi por milésimos, nenhum humano como ela perceberia. Me espantei por causa do seu sobrenome. Ela o mesmo do Emmett. — E obrigada, muito, muito, muito obrigada por me ajudar. Minha irmã ficaria louca se eu me perdesse. — Pelo que parece a irmã dela se importava muito com ela. Seriam orfãs? Logo ela fez algo que me espantou um pouco, ela me abraçou. — Oh, me desculpe. Minha mãe fala que puxei isso de uma de minhas tias. — Isso me lembrava muito Alice. Nessie riu e eu a acompanhei. Havia algo nela que me fazia gostar da pirralha.

– Sem problemas Nessie, eu to acostumado. Isso também me lembra alguém, minha irmã sempre tem acessos de felicidade assim, Alice adoraria te conhecer, tenho certeza. — Então seu sorriso foi morrendo — A propósito, eu sou Edward, Edward Cullen. — A menina me mediu por alguns segundos e então do nada desfaleceu em meus braços.

Sua amiga veio em minha direção correndo, mas a convenci de me deixar levar Nessie a enfermaria. Estava a caminho, porém quando sua mão tocou um parte de meu pescoço e várias imagens invadiram minha mente eu soube que não era pra enfermaria que deveria levá-la, e sim pra Carlisle.

Corri o mais rápido que pude pra casa, as imagens ainda invadiam minha mente. Um homem de olhos azuis. Uma mulher de grandes madeixas castanhas virada de costas. Uma canção sobre uma campina. Nessie nas costas de alguém que ela chamava de tio ursão, eles brincavam e o homem corria numa velocidade inumana. Vampiros.

Quando me dei conta já estava no jardim da mansão, entrei pelos fundo e coloquei a garota em um dos sofás.

– Carlisle, eu preciso de ajuda. — Ouvi ele se desculpar e vim ao meu encontro. Encarei sua expressão confusa.

– Filho, o que aconteceu?

– Ajude-a, então eu contarei. — Enquanto Carlisle a examinava eu contava a história pra ele. Que mantinha um olhar curioso no rosto. Então fomos interrompidos por uma voz muito conhecida no Hall de entrada.

“- Atrasados, de novo. — A voz feminina mostrava desagrado. Soava como, Rose? — Odeio me atrasar.

– Hey Bright, calma. — Uma voz masculina desconhecida se pronunciou. — A gente chegou, uh? — Outro resmungo da voz parecida com a de Rose.

– Culpa da sua cunhadinha aí Stef, de novo — Uma outra voz feminina. Essa eu já não fazia ideia de quem era.

– Hey, não fiz nada demais. — Indagou outra menina. Rindo maliciosa. Essa voz também me era familiar, mas eu não conseguia destinguí-la.

– Não, nada demais. — Disse a segunda garota com ironia. — Só tem que ficar se atracando com o Damon quando temos trabalho a fazer. Quanto fogo, nem parece que moram juntos.”

Vi em suas mentes que estavam um pouco apreensivos de entrarem, e era realmente Rosalie ali. Troquei um olhar confuso com Carlisle.

– Pronta? — Rose perguntou a uma das meninas.

– Pronta.

Então estraram, um por um. Primeiro um garoto alto de topete, depois dele uma garota morena, muito bonita. Então Rose que sorriu complacente pra Carlisle e jogou um olhar de magoa em minha direção.

Então a ultima garota entrou. E eu perdi minha fala, meu chão. Era ela, ela estava ali, em minha frente, viva. A tensão no ar era palpável, e quando meu olhar cruzou com o dela tudo o que eu vi refletido foi desprezo. Logo seu olhar duro se tornou preocupado, ela veio em minha direção, confesso que achei que ela iria me abraçar, ou me bater, mas ela se ajoelhou ao lado do sofá e começou a chacolhar Nessie.

– Nessie, acorda. Meu amor, anda, acorda. Renesmee Carlie Swan Salvatore. — Esse nome, meu Deus. Não pode ser… Pode? Nessie começou a se mexer, e logo estava sentada no sofá nos encarando. — Graças a Deus.

– Mã... Mãe? — Nessie perguntou um pouco desnorteada. Ainda estava embasbacado com a situação. Só então eu consegui me pronunciar.

– Bella? — Então ela se vira pra mim com toda ironia e frieza e me lança um sorrisinho de escárnio.

– Olá Edward. Sentiu saudades?

Notas finais
Cap grandinho uh? Reviews? Recomendações? Bjox