Isabella Swan: O Retorno

8 Isabella Swan, a sorte está ao seu favor.


Notas iniciais
Boa leitura gentoo o/

POV. Bella

Depois de ver Renesmee e dizer à coisa que há tempos ansiava em dizer, mas não tinha coragem. Dizer a Damon que o amo, que mesmo nesse pouco tem foi o suficiente pra eu me apaixonar. Eu estava morrendo.

Eu sentia que não sobreviveria, que o veneno de Rosálie não seria suficiente, meu coração estava tão fraco eu não conseguia puxar o ar. A escuridão estava me tomando. Eu sentia o ar forçado entrar em meus pulmões sentia as mordidas de Rose, mas não a dor eram só fisgadas em minha pele. A ouvi dizendo que não estava funcionando agora sim eu tinha certeza, aceitei a morte como uma amiga, afinal minha missão tinha se cumprido, minha filha teria uma família, eu iria em paz. Era como um torpor que ia me tomando, não era ruim, não era agonizante, era só… morte.

Toda minha vida se passou diante de meus olhos. Todos os momentos com Edward, o dia que o conheci, a clareira, Volterra, a briga com os os lobos, o casamento. Eu era uma tola apaixonada, porém ao contrario do que parece não me arrependo. Isso me ensinou a ser forte, e percebi quão imbecil mimado o Edward é. O dia mais feliz quando descobri minha gravidez, também o mais trágico. Rosalie e Emm aparecendo na minha porta. Minha picape indo penhasco abaixo. Mystic Falls, Stefan, Elena, Damon, ah Damon. Por que sua voz ainda é tão nítida em minha mente? Não, não era em minha mente, era real. Num último resquício de consciência, era a voz dele que eu ouvia.

–– Não! Eu não posso perdê-la. Bella eu amo você. Depois que te conheci, minha vida mudou. Não sou mais o cara sem sentimentos, que vivia para atormentar a vida do irmão. Me permiti sentir, não posso te perder, eu te amo Isabella, você não vai me deixar, sou muito egoísta pra te deixar ir, me desculpe.- Desculpar? Desculpar do que? Senti algo quente descendo pela minha garganta e depois não vi mais nada.

Eu morri?

(...)

Fui recobrando a consciência, até que tudo em minha volta era nítido. Ouvia passos no andar de baixo, um resmungar de bebê, vozes. Ouvia meu próprio coração, forte, pulsante como nunca. Depois uma dor alucinante começou a tomar meu corpo, queria me mexer, queria gritar, mas era impossível. Era como se tivesse ácido em minha veias. Não muito tempo depois a dor me deixou, foi aliviando aos poucos, lentamente.

Senti algo apertando minha mão, eram mãos, mãos masculinas. Apertei de volta ouvi a respiração de quem estava segurando as minhas mãos se acelerando. Finalmente abri os olhos e olhei para a pessoa que estava ao meu lado, era Damon. Ele me encarava com certa devoção se assim pode dizer, com um olhar cheio de saudade.

– Bem vinda de volta Bella. — Me lembrei do que ele me falou antes de eu “dormir” e não me dei o trabalho de responder. Me levantei depressa e o prensei na parede o beijando. Tão intensamente como se fossemos nos fundir. Damon inverteu nossas posições, entrelacei minhas perns em sua cintura e o encarei. Seus olhos, azuis, azuis gelados agora estavam negros de desejo. As pupilas tão dilatadas, como a de um verdadeiro predador. Aquele olhar me ascendeu por dentro.

– Obrigada senhor Salvatore. — Falei ainda o encarando.

– Por nada senhorita Swan. — Sorriu torto e me roubou um beijo rápido. — Você precisa se alimentar Bella. — D me soltou e me ofereceu uma bolsa de sangue. Tomei aquela pequena bolsinha em minhas mãos e senti presas descerem em minha boca. Coloquei em minha boca com certa relutância, mas o gosto, o gosto era mágico, tão bom, era revigorante. Só percebi a fome que estava depois da primeira bolsa, outras quatro vieram depois daquela.

Me permiti olhar a mim mesma depois de me alimentar. Fui até o espelho e me surpreendi com o que vi. Meus cabelos caiam em caxos pelas minhas costas, numa cascata chocolate. Meu corpo, meu corpo estava digno de um modelo. Minhas unhas eram como garras quadradas, perfeitas. Ao contrario do que eu pensava, meus olhos continuavam chocolates e meu coração pulsava em meu peito, tão forte e saudável como nunca. Eu estava maravilhosamente e sobrenaturalmente humana. Era incrível. Me sentia invencível, poderosa.

Ainda me encarava no espelho, bestificada. Quando Damon chegou por trás de mim segurando minha cintura e com a boca perto do meu ouvido, num sussurro quase inaudível, mais como um ronronar, disse.

– Está espetacular, Isabella. — Um arrepio subiu por toda minha pele enquanto ele beijava meus pescoço. Nos encarávamos pelo espelho, os olhares conectados. Aos poucos as alças do meu vestido foram caindo por meu corpo, até o mesmo chegar ao chão. Deixando meu corpo totalmente descoberto, com nada além de um pequena calcinha de renda. Damon me encarava deslumbrado, eu estava deslumbrada. Me virei pra ele, que logo segurou minha cintura num carinho suave. Enlacei seu pescoço com meus braços e o beijei ternamente, o que logo se tornou um beijo árduo, feroz.

Em qual momento não sei bem, mas a camiseta de Damon se destruiu em farrapos, minha culpa devo deixar claro. E logo sua calça se juntou no pacote, junto com sua cueca e minha calcinha. Em instantes estávamos atracados na parede, éramos um, um só corpo, um só ser, uma só alma.

(...)

– Espero que saiba o que fez srta. Swan. Pois isso só me deixou mais viciado em você, e sou muito egoísta pra te deixar ir. — Damon me olhava sorrindo.

– Não é como se eu quisesse ficar sem você, Salvatore. Você não vai se livrar tão cedo de mim. — Falei mandona.

– Adoro quando você usa esse tom, te deixa mais selvagem. — Disse em tom safado, dei um tapinha em seu braço rindo. Estávamos em nossa bolha, que só se quebrou depois que a casa foi preenchida por um som lindo, um chorinho de bebê.

Hora de ver minha Nessie.

Fomos ao nossos respectivos quartos nos banhar e por uma roupa e nos encontramos na beira da escada. Damon entrelaçou sua mão na minha e descemos.

Quando chegamos na sala Rose estava com uma bebezinha linda enrolada numa manta branca. Olhei para Damon e ele estava com um sorriso bobo no rosto, ele me deu um empurrãozinho me incentivando a ir até ela. E me seguiu enlaçando minha cintura. Todos estavam na sala, e todos nos encaravam com cara de “uhn safados”, admito que fiquei constrangida.

– Hmmm, vocês dois heim. Bella mal acorda e já tão dando no couro. — Elena disse com a maior cara de tarada do século.

– ELENA! — Elevei a voz em descrença e depois caí na risada. — Você está passando muito tempo com o… Pera quem te contou? — Elena era humana, não tinha como saber o que fizemos. Logo minha dúvida foi sessada, eu mesma já estava falando a resposta. — Emmett!! — Damon e Emm já rolavam de tanto rir da minha cara.

Ignorei os dois e fui em direção a Rose, que levantou e me entregou minha princesa. Nessie estava dormindo, ela era linda. Tinha os cabelos acobreados como Edward e tenho certeza que quando ela abrisse os olhos eu iria ver lindos olhos castanhos achocolatados. Era a perfeita mistura de mim e Edward. Damon se pôs atrás de mim e me abraçou, olhando pra ela por sobre o meu ombro e pôs um dos dedos na mãozinha dela, que logo abriu os olhinhos. Chocolates, eu sabia.

– Oi pequena, papai voltou, e trouxe a mamãe junto. — Ele falava com ela com tanta devoção. Me virei pra ele e perguntei:

– Papai? — Estava surpresa.

– É. No momento em que pus meus olhos nela, eu soube. Ela já me considera até. Não importa o que as pessoas vão dizer, não importa quem é o pai de sangue, não importa nada. Eu sou o pai dela. Não vou deixar vocês saírem da minha vida. Eu vou ser o seu namorado ciumento, o pai protetor dela e o melhor que eu conseguir.

A essa altura eu, Elena, e Rose já estávamos com um sorriso besta no rosto, eu derramei algumas lágrimas. Stefan estava com uma cara engraçada mas também com um sorriso no rosto. Ele virou pro Damon e disse:

– Meu Deus! Um Damon e uma mini-Damon. Vou ter que chamar o seguro, senão a casa desaba. — Todos rimos. Emmett já ia soltar uma piada ate Stefan completar. — Ainda mais com Emm aqui. — A risada de geral se tornou em gargalhadas.

– Calma Stefan ainda tem muito tempo até ela crescer e começar a fazer bagunça junto com o Damon e o Emmett. — Ri ainda mais, porém meu riso logo morreu quando uma mãozinha tocou meu rosto e imagens começaram a preencher minha mente. Primeiro a de quando ela nasceu, era meu rosto que ela via. As imagens não eram apenas imagens, expressavam sentimentos, vontades. Depois dessas vieram mais, Rose dando banho nela, Emmett fazendo-a rir com caretas. Elena penteando seu cabelo, ela e Stefan no telhado e por ultimo uma de Damon com ela no colo, cantando pra ela. Pude ouvir em meu pensamento a canção. Nessie queria ouvir de novo. Era tipo um “Mamãe, canta pra mim?”

– Bem no fundo da campina, embaixo do salgueiro Um leito de grama, um macio e verde travesseiro… — Sussurrei os versos pra Nessie e só agora que reparei que ela não parecia um bêbê de dias e sim de meses, logo no fim da canção ela dormia de novo. — Que música é essa Damon?

– É a canção do Vale, minha mãe cantava pra mim quando eu era pequeno.

– Renesmee adora ela, sempre pede antes de dormir. Foi a primeira música que ouviu, acalma ela. — Rose disse sorrindo.

– Eu dormi por quanto tempo? Ela tá tão grande. — Disse confusa.

– Um dia apenas Bella, Nessie tem o crescimento muito acelerado. Estamos todos preocupados. — Assenti me preocupando também.

– Precisamos da Bonnie. — Disse por fim e todos concordaram.

Por volta de 3 horas depois Bonnie aparece na mansão.

– E aí vampiraiada. Por que a Elena me ligou pedindo pra vim pra cá o mais rápido possível? O que está acon.... — Ela perdeu a fala assim que viu a Ness no colo do Damon – Quem é essa fofurinha?

– É a minha filha. — Eu disse

– Como pode ser a sua filha se já tem meses e você tá gráv...- Se interrompeu quando viu que eu não tinha barriga de grávida.

– É por isso que chamamos você, eu tive ela a um dia e ela já aparenta meses. — Continuei — Você pode ajudar a gente?

–Eu preciso consultar os espíritos — E assim partimos ao casarão das bruxas.

Só tenho uma palavra. Sinistro. Já tínhamos chegado na casa, parecia aquela coisa de filme de terror.

Entramos e Bonnie se posicionou e começou a falar numa língua estranha. As velas acenderam e as chamas aumentaram, um vento muito forte passou por nós o que é estranho pois as janelas estavam fechadas. Depois de um tempo Bonnie virou pra gente com uma expressão de compreensão e começou a explicar:

– Ela é filha de uma humana com um vampiro de outra raça, certo? — Assenti — Ela está crescendo rápido pois o lado vampiro está fazendo o lado humano se desenvolver aceleradamente. Até chegar em uma certa idade ela vai parar de crescer, na fase do 17 ou 18 anos, vai demorar uns 7, 8 anos até lá. O caso é raro, mas não é o primeiro. — Arregalei os olhos com a notícia. Por um lado estava feliz e aliviada pois o crescimento pararia, por outro estava aflita. Ela praticamente não teria infância. — Mas… — Completou assim que viu minha expressão aflita — Tem um feitiço que pode retardar o crescimento. — Suspirei aliviada:

– E você pode fazê-lo? — Praticamente supliquei.

– Claro, traga ela aqui. — Entreguei Ness pra Bonnie que começou a recitar o feitiço. Minutos depois Bonnie virou pra mim, me devolvendo ela.

– Obrigada Bonnie, mesmo. — A Abracei e voltamos pra mansão.

Todos nos esperavam na casa. O clima era festivo até, tinha um bolo na mesa. 13 de setembro, meu aniversário. Comemoramos em família. Minha família. Os melhores amigos que alguém poderia ter. Estava simplesmente feliz, e plena. Tinha certeza de que poderia desfrutar minha não-vida em paz daqui pra frente. Ah Isabella Marie Swan, você é uma puta de uma sortuda....



Notas finais
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